Porta Janela
Esse bem e esse mal que sou eu
É melhor abir a janela do tempo
e tentar respirar um pouco de ar puro
antes que a poluição dos meus assuntos
consuma de vez os meus tormentos...
Mas para que fingir
todo esse conservadorismo?
Mas para que preferir um pseudo moralismo?
Saiba que o normalismo
não me convêm,
e nem contém
a medida certa de loucura
que me faz viver assim
como sou,
para mim tão bem...
A fragrância das plantas da terra ainda sobe até a sua janela. Dá até para ouvir os sons da mata crescendo ao redor. Impressiona como a casa de Pedro Ludovico se parece com ele.
Sobe na janela do seu quarto !!
Recebeu ?!?
Se sim , fique sabendo que eu TE AMO ..
A minha alegria está neste sorriso que você Ta acabando de da
Meu amor , passamos por vários caminhos até chegar aqui , pois foi você a melhor coisa da minha vida , não foi , é a melhor.
Muitos casais podem dizer "TE AMO" mais não vai ser igual ao meu amor por você ..
FÁBULA
Ao levantar abro a janela
e presencio o nascer do sol
uma paisagem tão bela!
Os passarinhos logo vêm a cantar
agradecer a mãe natureza
que faz um espetáculo de arrasar
As cigarras começam a chiar
os sapos ficam pulando
e as formigas trabalhando
E durante alguns minutos o galo fica cantando
o cachorro começa a latir
e o gato fica miando
Forma - se um coral divino
uma energia que fortalece a alma
E ao fechar a janela
vejo os galhos das árvores gesticulando em sinal de tchau
e antes de ir trabalhar, reflito:
“que pena que tudo isto está se acabando”.
"Acorda brother"
Abre essa janela, respira o ar fresco, vem com a galera
Toma uma bebida, sacode essa alma
Hey...
Tem um mundo lá fora
A vida começou e você não acordou
Aprenda a sorrir, aprenda a viver
Hey...
Acorda brother !
Eu poderia te ligar. Chamar no bate-papo com a desculpa boba de ter errado de "janela" ou mandar uma simples sms dizendo que sinto a sua falta. Poderia mandar as indiretas mais diretas possíveis, onde só faltaria ter o teu nome. Eu poderia dizer que você mudou a minha maneira de pensar, que você conseguiu fazer comigo o que todos achavam impossível - ser uma pessoa melhor. Poderia te implorar para voltar e não sair mais de perto. Poderia… Mas deixa assim, estou bem do jeito que está. Se você se acostumou - também vou me acostumar.
Confusão
Ouço a canção vinda do jardim e chego até a janela.
Procuro entre os canteiros de flores e vejo uma seresta.
Os pássaros em algazarras cantam e dançam para lá e para cá, numa maravilhosa canção de amor, acho eu.
Pois, entre carinhos eles cantam, as flores balançam com o vento que sopra.
Perco alguns minutos ao observar tamanha harmonia e um calafrio vêm até mim.
Deixo em pensamentos meu coração aflorar o amor, há muito tempo esquecido e me lembro que só o verdadeiro amor é que constrói, viro, pego minha bolsa e saio para o trabalho.
Na confusão da rua esqueço do amor e volto à rotina.
O novo dia
De manhãzinha o sol entrou pela janela revirou minhas lembranças entre cartas e diademas a imagem da mulher que eu mais amava.
Assustado eu acordei, fui a casa da mulher para mata a saudade, der repente eu encontrei com a triste solidão, que me deixou no chão, sem ajuda e sem coragem fui rastejando até chega em casa, chorando eu olhei no espelho que refletia a imagem da mulher que eu mais amava.
Triste eu fui me deita imaginando na minha felicidade que para mim estava no novo dia.
Hélio Pereira Banhos
Hoje decidi:
vou deixar de te amar.
Pensei em jogar meu sentimento pela janela,
entregá-lo ao vento,
afundá-lo nas águas do mar...
Pensei até
no coração
fazer um corte radical
dar um golpe mortal.
Mas não é assim que se muda um hábito
não é assim que se mata um amor.
É preciso ir passo a passo,
descer degrau por degrau,
partir devagarinho,
cortar pedacinho por pedacinho,
acordar, dormir,
dormir, acordar
chorar de mansinho
chorar até não ter mais lágrimas pra derramar...
Aí você deixa de amar.
Às vezes olho da minha janela e penso existir algo além daqui.
Vejo as estrelas e perco os olhos na imensidão... tem alguém aí?
Em algum lugar, qualquer lugar, qualquer planeta ou universo que eu possa encontrar para enfim dizer "está tudo certo ou será mesmo tudo deserto?"
É tão eficaz a desumanidade do ser humano.
Um prato jogado pelos janela
Com amor feito por ela,
Nos cacos que espalham pelo terreiro.
Todo o caos vira causo
Na casa se sente em cativeiro.
Infelicidade já não é segredo
Pelo contrário, é medo.
Medo do futuro e seus frutos imaturos
O fim de passado escuro, fato,
Em contato, segue o risco da escuridão mais profunda.
Cada vez mais me afunda a famosa "lagrima de todos".
Primeiro foi um besouro.
Achei que fosse azar. Matei. Fechei a janela.
No dia seguinte, não a abri; crente que o problema estava resolvido.
Doce ilusão. Dois dias depois, outro invadiu.
Dessa vez, mandei pelo ralo. Fiquei irritada. E por birra, deixei a janela escancarada.
Três horas. Mais um. O último.
Foi então que percebi: talvez não fosse acaso.
Nem sinal, nem maldição. Só consequência.
Eu deixava a janela aberta sempre na hora do banho.
E besouros, os danados, aproveitavam o descuido.
Fechei a janela. Nunca mais entraram.
Simples. Tão simples que parece lição de vida.
A gente insiste em chamar de destino o que é apenas resultado.
Janelas se abrem.
Mas não se mantêm assim para sempre.
Às vezes a oportunidade entra voando, discreta como um inseto.
Outras, você nem nota que ela passou.
E quando percebe, a janela já está trancada.
Você bate. Grita. Esperneia.
Só que ela não abre.
Só dói.
Por isso, um conselho:
não espere o vidro.
Viva o agora como quem sabe que as janelas fecham;
sem aviso, sem hora, sem retorno.
As flores da varanda do vizinho pode até ser mais colorida, mas não se encaixa na sua janela. Ser feliz não é cultivar todas as cores das rosas, mas acreditar que delas, estas, são as mais lindas. Sentimentos são como as fases da lua às vezes permanecem escondidas, mas nunca perdem o brilho.
Ele recorda esses anos perdidos como se olhasse através de uma janela empoeirada. O passado era algo que ele podia ver, mas não tocar. E tudo o que vê está turvo e indistinto.
Às vezes pela janela do meu quarto, observo o firmamento e tenho a impressão de que a vida escorre pela janela. E um escoamento lento, bem devagar. E uma espécie de adeus. Olho a lua, que testemunha de meus versos, ali derramei sonhos como quem pretende parar o tempo. Às vezes me pego contando os dias, com a ansiedade de quem espera o fim. Sinto o peso das lembranças, não sei se é saudade ou apenas o vazio me visitando outra vez. No cheiro da noite, muitas vezes chorei minhas tristezas, no meu entender, meu tempo aqui já acabou, preciso voltar, não tenho mais asas, onde estará o portal. Boa noite!
