Por Tras da Janela
Janela dos Sonhos "Poema
Não sou nada.
Mas tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Da Janela dos meus sonhos...
Tenho milhões de sonhos...
Que ninguém sabe qual é.
Apenas um mistério guardados em meus sonhos.
Nos meus sonhos apenas uma rua...
Uma Campa gelada.
Um anjo adormecido que dorme na campa fria.
Uma rua deserta com pouquíssima gente por perto...
É uma rua inacessível a todos os pensamentos reais.
Com o mistério das coisas por baixo das pedras frias e dos seres adormecidos...
Como a morte que,deixa umidade nas paredes.
Paredes geladas, uma campa fria onde dorme os seres sem vida. ..
Mesmo os que,sem cabelos brancos são conduzidos a seus destinos.
Vageiam -se pela estrada do nada.
Estou hoje lúcida, como se estivesse passado pela escuridão...
E acordando ao romper do dia...
E chegando ao final de uma rua sem saída.
E como se não tivesse mais irmandade...
Senão uma despedida, tornando-se esta casa deste lado da rua...
A fileira de carros e uma partida gelada...
Que conduz ao destino final.
E uma sacudida nos meus nervos que, me conduz ao meus sonho.
Estou hoje perplexa, como quem pensou e achou e esqueceu...
Estou hoje dividida entre a realidade que devo seguir...
À campa fria do outro lado da rua, como coisa real por fora...
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada...
Apenas um sonho...
A aprendizagem talvez.
Desci dela pela janela dos sonhos...
Voltei à realidade e percebi que os mortos vivem através de um sonho...
De um mundo paralelo ao meu mundo.
Um mundo onde não podemos ter sonhos...
Mas podemos sentir através da campa fria.
Onde um dia terei meu sonho...
Um sonho só meu...
Que dividirei comigo mesma.
Como um anjo adormecido eu acordarei.
No assento do ônibus, junto à janela, observo minha imagem refletida.
Flagro-me a pensar: como segue a vida?
Passageiros vêm e vão, e me pergunto qual a razão dos encontros e das despedidas.
Seria esse o destino dessa sina?
De um ponto a outro
Sigo sofrendo aos poucos
até que, ao fim da estrada, eu conclua esta jornada.
Para, enfim, alcançar o descanso
e permitir que este poema se torne o canto de uma alma eternizada
Lembranças: como é bom observar a chuva pela janela.
A chuva cai suavemente, desenhando linhas líquidas na janela. O aroma fresco que ela trás invade o ambiente, um cheiro de terra molhada que purificava e renovava o clima. Observar a chuva pela janela é um prazer simples, mas profundo de reflexão.
Cada gota que caí no chão parece lavar não só a terra, mas também a alma, trazendo uma sensação de paz e renovação.
Uma chuva boa, daquelas que podem durar o dia inteiro, ou ser apenas uma visita rápida pela manhã ou ao entardecer. Às vezes, ela vêm de madrugada, embalando o sono com seu som ritmado.
Mas o melhor mesmo é quando a chuva dura o dia todo, permitindo que a janela fique aberta, deixando o vento fresco entrar e trazendo consigo a melodia das gotas caindo.
Ver a chuva pela janela trás boas lembranças. Do tempo de saborear um chimarrão ou mate ao redor do fogo de chão, fogão a lenha ou da lareira, se fosse na varanda, melhor ainda. Conversar, prosear, tomando um chá ou saboreando uma sopa paraguaia ou um chipa, enquanto a chuva caía lá fora, era um prazer inigualável.
A chuva na janela faz o tempo passar devagarinho, lembrando dos tempos de criança, correndo na rua e brincando na chuva.
Observar a chuva pela janela faz bem para a alma. Um momento de introspecção, de memórias felizes, de um tempo em que a vida parecia mais simples.
A chuva caindo lá fora é um lembrete constante de que, mesmo nos dias mais cinzentos, existe beleza e serenidade a serem encontradas.
E assim, a chuva pela janela se torna um espetáculo silencioso, mas profundamente reconfortante.
DEVIR {soneto}
Alvorecendo o dia, percebo a vida diferente...
Vou ate' a janela, descortinada com o ventejar.
O rebolar das flores se despindo do usual, a notar.
Flores murcham, animais morrem, igual a gente...
O som dos pássaros, o balançar das arvores...
Olhando pra fora, percebi o clarão de um recomeço.
Tudo parecia numa conspiração só, um rebuliço.
Vida desprovida, despertei-me destes horrores...
Em nada o existir, tudo num habilita-desabilita.
Não há garantias, nem estabilidade, tudo passa.
Ineficaz e' o existir, um sopro de vida que irrita.
Abraça pra sorrir, aperta pra doer, magoa pra sofrer.
Que gosto tem uma lagrima? Antes era congelada?
Agora pode chorar, a lagrima não e' nada! E' viver.
Hoje, ao abir a janela, eu descobri que Julho chegou!
Decidi então, e deixei a luz de Deus entrar.
Eu vou vier!
O Silêncio Música
Uma dor muda,
Num som sem volume,
O vazio estilhaçado no voo
À janela fechada.
Às vezes no silêncio da vida
Mora a nostalgia da alma.
Ficamos sem voz
Com o nó das palavras
Amarradas na garganta,
Numa estreita passagem de indignação.
E noutro dia,
O sol dá passagem
E, de tanta luz,
O Silêcio torna-se música.
(Suzete Brainer)
A Janela da Minha Eternidade
Na Janela dos meus olhos
todo o universo me cabe.
Desta janela,
a viagem-vida
faz o voo em mim
de uma eternidade.
PANORAMA
A minha janela acolhe os espectros da noite
E eles cantam suas angustias
E eles dançam seus tédios
E eles se perdem em seus passos trôpegos,
Valsam suas ilusões perdidas,
Choram suas saudades
E afogam-se em arrependimentos;
Mendigam êxtases e se esvaem
Na fumaça que embaçam
A razão e a clarevidência;
Recusam-se a morrer,
Recusam-se a viver
E se entulham na madrugada
Como uma peça dantesca.
A minha janela mostra essa hemorragia
Por onde a vida se esvai,
Um panorama mórbido
Onde os loucos mergulham
E trancam suas vidas
Para todas as passagens e vias de luz...
Atira VERSOS teus
Embrulhados num poema,
Pela janela do teu coração.
💌
Que chegue a mim com teu aroma,
E prometo forrar
A minha cama pra dormir
E sonhar
Com tua doce inspiração
💝
*
"Meu pensamento impetuoso,
um viajante curioso,
no seu olhar abrangente,
na janela dos seus olhos, segue o seu coração, um amante de paisagens,
que entre nuvens
não perde nenhum cenário,
afinal o seu salário
vem em forma de reflexões e poesia..."
***
Memória presente...
Silencio na noite cálida a luz da lua
entrava pela janela
Iluminando a minha solidão e saudade
E eu me debruçava nos sonhos
Numa descuidada harmonia com a brisa que toca
Meu rosto... Quais afagos de outrora
Dos dias inesquecíveis em que nos
Amamos intensamente...
Felicidade feita de momentos encantadores!
E eu continuei sorvendo a beleza da
Memória presente tatuada em meu corpo
E no meu coração...
Desse grande amor que me eterniza a alma !
E voam anjos...
...
...eu os vejo pela janela...
e pra eles sopram os ventos nostálgicos...
E a efígie acorda os sentidos... As emoções...
procuro na memória momentos perfeitos...trilhas perdidas...
Alucinação... no orvalho da manhã
somente o teu rosto esculpido na vidraça
por meus dedos... Desnudos...
O real e o irreal da paixão nos permite viajar
Na brandura do tempo... E no meu silêncio existe um mundo intenso
De sons...na metamorfose dos meus sentires!
O silêncio fala...
Às vezes invado as madrugadas
Olhando o mar de minha janela...
O que seria o mundo sem mar
Sem a imensidão dessas ondas em fúria
Que se quebram na areia... Sem este verde esmeralda...
Da cor dos olhos teus...
Conto os sorrisos de um júbilo entorpecido...
E nestas noites de luar onde o meu silêncio fala
Na inquieta prece... Palavras que me saem do coração...
E em silêncio sussurro um poema... e passeio a alma
Sentindo o aroma das flores... Das montanhas...
Dos campos e da brisa que vem do mar...
Nos meus lábios o
Verbo... Amar!
Heróis...
Verdadeiros heróis são aqueles
Que em todas as noites, quando abro a janela do quarto e olho para o céu, os vejo!
Heróis...
São os que acordam todos os dias cedo. Que pegam ônibus lotados, trens abarrotados e metrôs abafados!
Heróis...
Não são os deputados e senadores,que ganham esses vultuosos salários, enquanto a população, vive com indignidade. Não são a Cúpula Judiciária, que ganha mais que pode e arvora querer mais!
Heróis...
Não são os vagabundos, intelectuais ou não que não querem o progresso do Brasil, apenas satisfazendo o o seu ego doentio.
Heróis...
Não são os falsos pastores e essas Igrejas maléficas, que arrancam o último centavo do pobre, com promessas tolas, vis e repugnantes.
Heróis...
Não são os políticos ladrões, corruptos e lacaios, exploradores da boa fé do povo!
Heróis...
São os que tomam café com os ambulantes que vendem pão com queijo e mortadela, nos dias quentes e frios!
Heróis como eu e você, que a cada dia têm de matar um Leão por dia.
Heróis são os bombeiros civis e militares.
Heróis são os policiais civis e militares.
Heróis são mães e pais de famílias, que educam seus filhos, mesmo com salário indigno e tanta coisa adversa.
Nesse momento, brilham como olhos nos céus, os que se foram... Saudades...
Que você olhe para o céu, contemple as estrelas e lembre-se nesse momento dessas pessoas e de quem você ama!
Já amanheceu.
Agradeci por tudo, por tanto.
Abri a janela do quarto, da alma, do meu coração.
Tantas coisinhas boas em mim floresceram.
Sorri.
Cantei.
Ao amor me entreguei.
Sorri.
Faz sol lá fora, dentro de mim, de ti.
Mas se a chuva chegar, ficaremos juntos.
Você segura as minhas mãos.
Seremos dois sóis.
Iluminando os caminhos.
Iluminando o olhar, fazendo o corpo vibrar de amor.
Esse amor que é janela aberta em qualquer estação.
Espera à janela
"Anoiteceu,e eu fiquei à janela,
contemplei o céu azul,
repleto de estrelas...
Pensei em ti!
Uma onda de
tristeza invadiu o
meu ser,por não
poder lhe ver,
porque não estavas aqui,
perto de mim.
Adormeci pensando em ti...
Sonhei com o nosso amor,
que saudade de lhe ouvir,
que saudade de lhe sentir...
Amanheceu e já
estavas em mim,
um sol intenso
adentrou o quarto,
levantei-me e
abri a janela,de repente
observei um lindo
beija-flor à espreita,borboletas
no jardim e pássaros à cantar.
E então,o milagre aconteceu,
não...não foi você que apareceu,
mas senti uma onda de esperança
em meu coração,senti que a vida
estava à me sorrir,a paz fez
morada em meu ser,e então
veio a certeza de amar você,
a certeza de que um dia
eu irei lhe ver,o nosso
encontro está marcado
para acontecer..."
