Poeta Viver Sozinho Solidao
Poeta
Poeta é um sonhador,
Que não sonha sozinho.
Que fala de amor,
Enquanto seu peito queima de dor.
Escreve sobre alguém,
Sem ter visto um dia.
Não é conto e nem magia,
É apenas um sonhador levando alegria.
Finge ser ator,
Em um teatro sem plateia.
Sente frio em um dia de calor,
Na pele de um diretor.
Tô meio pra baixo hoje
Como um poeta triste
Meu ego não resiste
A sensação de estar sozinho
Em meio aos que falam
Só falam sem fazer
Só você pra me acalmar
Chegar e me abraçar
Sem pensar em nada
Seu cabelo tem cheiro de rosas
Minha altura só sente isso
Quando tu tá no meu peito
Fecho os olhos e respiro fundo
Como se isso curasse a alma impura
Como se isso acabasse com meus problemas...
PERFORMANCE
Eduardo B. Penteado
Bebia o velho poeta num canto de bar
Sozinho, esperando um metafórico apagar de luzes
Melancólico
Equilibrista
De lados opostos de seu bastão de cristal
Um cigarro seca o copo
Um gole apaga a chama
"Estou livre do verso, estou livre da trama!"
Jovens sóbrios caçoam do velho
O garçom ébrio reclama
Então, à meia-noite,
Voa longe a tampa do tempo
No canto escuro do barzinho sisudo
Nasce um personagem absurdo
"Sou o bêbado, sou o vagabundo,
sou o maior equilibrista do mundo!"
"Silêncio," bradou uma voz lá do fundo
E o poeta, moleque, fez-se de surdo,
"Sou seu beatnik, sou seu punk, sou o que há de mais imundo!"
Calou-se a platéia de incrédulos debutantes
Um garçom sóbrio, inexplicável
No qual ninguém havia reparado
Trouxe um candelabro de ossos
Uma a uma, as lâmpadas se apagaram
E se pôs a funcionar o gramofone quebrado
O futuro passou com escândalo
Silenciosamente, fez-se presente
E fugiu pelo espelho da contradição,
Deixando o poeta no meio do salão:
"Sim, vivi a vida, talvez
Como poucos coçaram a ferida
Como poucos comeram-na viva
Não sei, é claro
O que virá em seguida
Um sol hepático
Uma lua enfisemática
Uma aurora boreal sifilítica
Mais um dia
Homem, sorria!
Nunca olhei horizontes
Pois cada curva me dispersa
Eu olhava o que eu seria
E via o que eu não queria
O tempo passa, e a vida, devassa,
Escancara aos abutres a minha carcaça
A fonte da vida!
A chama da vida!
A fonte apaga a chama
Que a água vaporiza...
Venham, abutres!"
E todos nós fomos.
Lá vai o poeta
Sozinho no tempo
Perdido no espaço
Com o sentimento
Sem o teu abraço
Foi-se o momento
Ficou o cansaço
Sem eira nem beira
Naquela esplanada
Sentindo o vazio
Sem a sua amada
De olhar fulgente
E o corpo quente
Sabendo somente
Na verdade nada
Passa um segundo
Contemplando o mundo
E naquela hora
A dor o devora.
Passa mais um dia
Sem a companhia
Numa sinfonia
Muda e vazia.
O poeta vai lapidando as palavras escondidas na alma.Sai, anda sozinho por ruas desertas só por sair!!! Olha a lua surgindo por detrás de uma nuvem iluminando o rosto do poeta,que aos poucos se aquieta....
POETA DA TRAGÉDIA
Se sente mal?
Fez algo mal?
Ou apenas está se sentindo sozinho, confuso, procurando o caminho...
Querendo encontrar os amigos
pra trocar umas idéias e soltar uns risos..
Implorando atenção, de alguém
Que atende só aos pré-requisitos...
Ser realista!..
Provoca buxixo
Será que eu sou o próximo da lista ?
Arrisco
Ser verdadeiro te torna um "ser esquisito"
Terás um alvo nas costa...
outra marcada em algum canto escrito
Do risco no muro, ao assento do busão
Vejo relatos e fatos de solidão
Escritas e simbolos de dias de glória
Das faces, das vozes dos dias de luta
Nessa fuga...
Me livrei de vários estilo sanguessuga...
Daqueles que vc da o braço...
Ele leva sua mão,
E ainda rateia suas blusas...
Mas ...mesmo assim
Ainda te taxa de ser egoísta
O Poeta da tragédia
Sai em busca de plateia
Pra satisfazer sua alegria...
E nem ao menos, olha no espelho
Aquele ser maléfico
Com pensamentos negativos.
Que distorce a realidade
Recria liberdades de uma prisão sem juízo.
Poeta: Thibor
O poeta vivia sozinho
E, para aplacar o silêncio criou os companheiros imaginários, que eram muito superiores ele, pois era um visionário. Perdido entre nebulosas, ele se esqueceu que vivia no reino da ilusão e ficou preso no Universo que inventou.
Soneto torto sobre flores e desespero
Nosso quarto sem você é um mar de solidão
Onde me afogo na cama vazia
As flores do jardim, uma a uma na escuridão
Também esperam o raiar do novo dia.
A aurora renova a esperança
Que o sol que nos move e ilumina
Porto feliz onde meu coração descansa
Presenteie-nos com sua silhueta divina.
O crepúsculo vespertino no horizonte que venero
Recolhe mais um dia de espera, de dor lenta que lacera
Ao meu suave modo me desespero.
As ondas da noite fria
Me carregam novamente para o mar de solidão
Onde me afogo na cama vazia na espera do novo dia.
SAUDADE
Saudade sinto da menina
que roubou meu coração
que deixo - me na tristeza
na imensa solidão.
Sofro tanto nessa vida
pelo canto enfadonho,
que saudade da manina
só a vejo em meus sonhos.
Foi embora sem avisar
não deu beijos nem abraço
não deixou nenhum bilete
nem uma foto 3x4.
Quem déra se voltasse
pra ficar junto a mim
menina que saudade,
porque maltrata assim?
Volta ainda é tempo
não me deixe desse jeito
saudade doi de mais,
saudade doi no peito.
Uma dor que se chama solidão.
Uma angustia que enche o peito.
Lagrimas que trasbordam os rios da vida.
Deixando a Vontade de viver não mais existir.
Dando espaço a um sentimento chamado tristeza.
Ordnael Skelsi
(Poeta Solitário)
Que diferença faz amar demasiadamente o outro, se o reflexo disso é a mais profunda solidão? O amor é uma face oculta que só se revela a si mesmo.
Meu Lugar
Vivendo nesse apartamento
A solidão bate é um tormento
Aqui só o violão pra as magoas expulsar
E no inconsciente me pergunto onde minha inspiração estar
Meu lugar preciso encontrar
Saudade voam e preciso de um sinal pra me alvitrar
Se devo ou não esse sentimento ignorar
E quando lembro do teu rosto e vejo que esse sentimento não se pode obliterar
Ao te ver vejo que encontrei meu lugar
Pelos teus olhos enxergo que ali nosso amor se fluirá
Agora vejo novos planos
Viver ao teu lado por anos
Meu lugar
E no seu peito
Teu sorriso me deixa assim meio sem jeito
Teu corpo é de me alucinar
Ouço as batidas do teu coração
Aqui soa como uma bela canção
A solidão já não bate na porta
Não mas vejo uma melodia torta
E na cidade vejo as luzes se espalhando
Vejo tua voz me chamando
Pra ficar te amando
Ouço os anjos nosso destino cantando
O meu é te proteger
O teu é me dar a luz do amor e da escuridão me refranger
E assim vivemos esse destino que Deus nos presenteou
Com um amor além da vida que nós granjeou
E a minha amada deixo uma declaração
Num céu onde vemos tantas estrelas parece que nosso amor é uma eterna majoração
E assim vejo a nossa consagração
Um amor protegido por Deus que se estenderá por eternas gerações a minha vida ganhou a musa da inspiração
SOLIDÃO: UMA NOITE ETERNA Os dias estão se passando... as noites cada vez mais se tornam amáveis, meu quarto então... o meu melhor amigo, o único que me conforta com seu silêncio, meu travesseiro, um ombro para muitas lágrimas... Há uma...
Solidão é um jardim maltratado por erva daninha, sem perfume ou cor.
Desamor do cravo, da prosa rosa contando em versos o inverso que amou.
A MINHA CASA
Amo-te, escuro-silêncio, dos amados,
Quais na tua solidão se alimentam!
Aos seus amores não inventam
Olhos caídos de sentidos conjurados.
Amo-te, escuro-silêncio, dos pecados,
Quais nos teus ardores amam!
Nas tuas entranhas cantam
Aos espíritos que te vagam desolados...
Das almas que a tua casa é conforto,
Sou de igual mendigo-absorto
No desejo ao teu perfume, em flor...
Amo-te, escuro-silêncio, das sepulturas,
Dos quais te morrem às amarguras
Por renascer dentre as verdades o amor.
