Poeta
ROMÂNTICA TEXTURA
Exaltarei, o amorável verso que esmera
o amor. Vem com o tempo que não para
já a paixão que a suave emoção espera
é desejada, e o bom sentimento prepara
Tem uma poética de toada da primavera
eu, só, não tornarei o desencanto apara
e, do meu sonho, quero toda a quimera
versejando aquela seduzida poesia rara
Em nome desta prosa de amor, o amor
e na sintonia, assim, sentimental e pura
aquele toque, versado com todo o ardor
Estima-se, a sensação cheia de ternura
mais vida, o poema prosado com sabor
e em cada trama uma romântica textura.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
27 junho 2024, 15’44” – Araguari, MG
Sertão
Há tantos rascunhos escritos
Que ao ler
Eu me pego a chorar.
O tempo passa tão rápido
E eu não sei explicar
A saudade do meu sertão
Que hoje veio me apertar
Maltrata meu coração
E faz os olhos derramar
Lágrimas de um paulista
Que ama o sertão do Ceará.
Alexandre C.
Poeta de Libra
Beijo
A beijos que possuem vida
Beijos que possuem dor.
A beijos que carregam saudade
E também muito amor.
A beijos que não se tocam os lábios
Mas que vivem no coração.
A beijos carregados de palavras
Mas sem nenhuma ambição.
A beijos que o mundo carrega
Mas cuidado com a reação.
Pois beijar por beijar não tem graça.
E não deixa o mais importante
Uma marca em nossa alma.
Alexandre C.
Poeta de Libra
“prego”
Talvez que um dia no verso meu chorado
sob a luz da saudade, num versar falando
tu ouças nas rimas o meu ser apaixonado
em um grito de padecimento te saudando
Está lágrima que fez o papel ficar borrado
não se atenha. É meu prosar lacrimejando
quando vaza do coração pra ser escutado
e que na dor da solidão vai transbordando
Não é simples sofrer, ou, que nada valeu
é aperto no peito e, que ainda não passou
e cá no soneto, um suspirar cruciante meu
O grito, se ouviste, por favor, é sentimento
que vai corroendo a súplica, assim, te dou
um canto: com choro, gemido e sofrimento.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28 junho 2024, 15’04” – Araguari, MG
Poema sonoro
(DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI)
Um sentimento de “DÓ”
Quando o amor da “RÉ”
Na alma “MI” faz vibrar
São notas que “FÁ”zem
O poema ficar “SOL”itário
Na vida em sinfonia...
Se a paixão se perde “LÁ”.
“SI”lencia...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28 junho, 2015, 16’41” – cerrado goiano
Saudade
A saudade não tem nome
Nem tempo, para se acabar
Ela maltrata o coração
E faz os olhos chorar.
A saudade é o sentimento
Mais lindo no mundo
Pois nele contém o amor,
Desde a época de menino.
Dos amigos que nós víamos
Mas hoje já tem partido.
A saudade bateu no peito
E veio aos olhos embasar
Quando a vida tinha valor
E o homem, valorizar
Mas hoje por um simples olhar
Há de engatilhar uma arma
E a vida se acabar.
A saudade não tem face
Mas sempre a vemos no tempo
A imagem da pele que tem a enrugar
Mesmo que o céu se escureça
Ela jamais irá deixar de existir
Alexandre C.
Poeta de Libra
Me deixe
Me deixe sorrir
Mesmo que meu sorriso
Esteja carregado de lágrimas
Me deixe sorrir
Mesmo que a fome
Venha me atormentar
Me deixe dormir
Assim como o sol
A noite se põe
Me deixe partir
Se assim meus olhos
Se fecharem
E Deus exigir minha presença
Apenas me deixe
Pois ainda vou sorrir
Irei chorar
Guardar mágoas
E o mundo questionar
Pois nessa vida por mais que cresçamos.
Para Deus
Sempre seremos eternas crianças.
Alexandre C.
Poeta de Libra
Versos Simples
Se as estrelas pudessem falar
Se o sol pudesse dizer
Tudo o que sinto por você.
As água correm rio abaixo
Levando meu coração
Pois ele está cheio de amor e paixão
Te amo
Te quero
Como a noite ama o céu
Eu te carrego comigo
Num pedacinho de papel.
Alexandre C.
Poeta de Libra
MÍSERO MOMENTO
Mísero momento meu, cheio de desalento
de um coração partido, emoção ressentida
rimas de ira, nostalgia e suspiroso lamento
- Como não sentir a está poética tão doída?
Padece a prosa e poeta todo o sofrimento
a flagelar o soneto numa agonia possuída
rude, sim, mas não simulando sentimento
é dor, é rasgar, uma sensação desmedida
Chora o versar, versa o choro, excessivo
é intenso, é amargo, farto de argumento
e que fica a perseguir, por qual o motivo
Vós, testemunheis, ó poema, o tão lento
pesar. Ah! quanto amei, e o quão é vivo
este mal, que apoquenta o pensamento.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29 junho 2024, 20’11” – Araguari, MG
Dor
A dor é algo que bate no peito
Caminha conosco sem jeito
Molda um novo guerreiro.
Dor que faz as lágrimas dos olhos caírem.
O coração palpita e do peito quer saltar.
Dor não se explica, se sente
No peito e as vezes nem o tempo
Consegue apagar.
Alexandre C.
Poeta de Libra
Ingratidão
Oh meu Deus me perdoe
A minha ingratidão
Nasci em cidade grande
Mas amo o meu sertão.
Não desejo tocar os prédios
Apenas tocar o chão
Descalço na terra correr
E na rede adormecer
Perdoe minha ingratidão
Mas não me vejo em cidade grande
Mas livre no meu sertão.
Alexandre C.
Poeta de Libra
MANIFESTO
Para mim vieste no correr dos anos
dos anos ao correr surgiste ardente
cá no tom não há qualquer engano
no quotidiano tornaste tão presente
Assim, então, no intento eu fiz plano
e, quanto ao sonho, fizeste semente
gente que sonhei, ao coração lhano
sentimento sem dano, que se sente!
E, num particular dia fatal do destino
aprofundei no teu olhar, esperançoso
suspirei, a alma se viu num desatino
Hoje, me julgo, singular, ao teu lado
um achado venturoso, tão amoroso
dum sentencioso amor enamorado.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
30 junho 2024, 17’41” – Araguari, MG
Não há nada mais doloroso
Que saber que somos um momento passageiro
Na vida dos nossos filhos.
Alexandre C.
Poeta de Libra
DÁ-ME NOVIDADE
Ó, cessai, que a sentida poesia entendia
insiste redizer, e o teu ressoar inquieta
se mistura com a tristura do triste poeta
não poetizando os encantos da alegria
Embora com a ilusão se junte, é vazia
a sensação, tudo falta e, é incompleta
a busca dum amor, de peso é repleta
a realidade é que tão pouco ela varia
Vai-se a razão, perde-se aquela paixão
lentas horas eternas, dura morosidade
num vagar amargo de tediosa alcova
Redigir sempre a mesma fria emoção
importuna a alma que quer liberdade
ó, destino, dá-me uma situação nova!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
02 julho 2024, 05’33” – Araguari, MG
Junto a ele
Eu só queria adormecer
Na rede sobre o céu estrelado
Escrevendo poesia
E jogando cartilhado
Mas no final do jogo
Não adianta me chamar
Pois vou deitar ao lado de quem amo
E agradecer o meu senhor
Pois se existe algo melhor
Ele guardou junto a ele nas estrelas lá no céu.
Alexandre C.
Poeta de Libra
Refletindo consigo mesmo
Deixamos os sentimentos escorrer entre nossos dedos
Tentamos segurar, em nossa mão.
Algo que deveria estar guardado no coração.
Evitando grandes estragos.
Entre a realidade e nossos sonhos
Devemos conseguir ter estabilidade
Para lidar melhor com a realidade
Afim de não sermos eternos leigos.
Mas como agir com a razão.
E não ser pego pela euforia
Tentando ter atenção
Para que tudo não fosse uma fantasia
Tão somente uma desilusão
Que afetaria toda nossa vida.
Alexandre C.
Poeta de Libra
Ela só queria ser vista.
Foi acolhedor o sorriso da vida
Quando em poesia mostrou me a paixão
Do simples sorriso do coração
De uma criança agradecida.
Pois ela não queria muito
Queria apenas um abraço acolhedor
Que só fosse carregado de amor
Para que seu coração fosse liberto.
Ela queria apenas sorrir
Não ser julgada pela sua pobreza
Para não se exaurir.
Pois a vida já tinha tirado a sua defesa
Quando não deu chances de sua vida florir.
Ela já sabia que sempre estaria indefesa.
Alexandre C.
Poeta de Libra
AUTO SONETO
Rima soneto, o meu eu sem detrimento
Diz ao verso a perfeita e a real melodia
Se de sintonia, alegria ou de nostalgia
Traz à flor da pele o capricho do talento
Revela que sou sensações em categoria
Da alma, da emoção e do pensamento
Na dor, amor, que eu sou toada e alento
Anatomize o meu eu poético com eufonia
Vai soneto, me revelando a cada tento
Em loas de aprazimento duma parceria
De que na prosa eu vivo de sentimento
E neste último terceto, desta biografia
Deixo a minha paixão pelo letramento
No meu encruzar, imortal, só a poesia!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
22, agosto, 2016 - cerrado goiano
Deixa eu te amar
Me deixe te amar
Tirar tua roupa
Beijar sua boca
Até nos faltar o ar
Me deixe sentir
O teu corpo
Fazer o esboço do teu ser
Até o dia amanhecer
Me deixe ser seu
E seja minha
Não apenas neste momento
Mas para a toda vida
Me deixe dizer
Que te amo
E provar a ti
Todos os dias.
Alexandre C.
Poeta de Libra
QUANTO POSSO
Quem o lê, ó soneto, extasiado e manifesto
sentimento de zelo nos vossos versos belos
envoltos em encantos mágicos só por lê-los
embriagando o olhar com o poético contexto
E neste ato sentimental, um romântico gesto
cheio de toque, de cheiro, e o teor em tê-los
agradando o sentido no agrado em contê-los
e, então, sentirá a sedução, deixando o resto
É o amor, com o amar, ao amador, mesclado
com emoção, inspirando o que é tudo vosso
um coração apaixonado, que a ti, reverência
Porque é tamanha a paixão, e tão afortunado
destino, em dar-vos a devoção, quanto posso
fazendo pouco o simples versar desta poesia.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
06 julho 2024, 15’16” – Araguari, MG
