Poeta
Sinto o frio daqueles que não tem cobertores,
A fome que castiga os menos afortunados,
A angústia da lei decorativa e impedida
de fazer seu dever mesmo se abrir os olhos,
As contrações das mães que perde seus filhos
para a pedra da falsa libertação.
A espera dos que já cansaram de esperar pelo
novo que só ficou na promessa,
As loucuras dos profetas que clamam
tanto por um mundo de paz.
A dor dessa terra que só é explorada
A resistência das tribos indígenas
que só quer o que já é deles por direito.
Fragilizei-me perante o fraco pra ver qual é a sua fortaleza.
Tudo na vida é problema , tudo na vida é solução.
As vezes a dependencia chega a nos custar a vida... os pobres estão disperso em todo mundo porque os ricos uniram-se.
“A Poesia é um ‘reino encantado’ para os poetas que têm medo do escuro. Porque Poesia é claridade, levitação, oxigenação da alma, mesmo que as vezes seja pedra no sapato das contundências. Quando leio Poesia, preencho questionários e renúncias de abismos. Quando escrevo Poesia, voo a libertação dos sensíveis crivados de dor. Mas, quando me inscrevo nelas, elas então sustentam minha sensibilidade, nutrem minhas irrazões de zelo filosofal, e, por fim, de alguma forma me ilham desse triste vazio que é a própria existência humana”
Silas e suas ‘siladas’
“A poesia é o álbum de figurinhas carimbadas de minha alma, a história em quadrinhos do meu espírito, o hidrante mágico de meu inferno mental, a ilha de edição de minha cela de Existir.
Silas e suas ‘siladas’
Se não fosse as estações do tempo que passaram e o medo que me corroí de perder de vez a esperança que carrego junto comigo..
A unica esperança que tenho é a incerteza do seu coração... Depois de tanto tempo, tenho medo de lhe dizer coisas que nunca disse.
Alguns dizem que nunca amaram, outros que o amor é passageiro vem e vai como os trilhos de um trem...
Eu digo que só se ama uma vez na vida e que estamos
fadados a solidão.
SONATA DE OUTONO
Versos de folhas caídas
Circuito de vida, na vida
Folhas mortas, já vencidas
Num balé de vinda e ida
Vão ao chão, são paridas
Trilha de ilusão descida
Na melancolia, ouvidas
Numa inevitável corrida
Do fado, no seu instante
Duma outrora agonizante
Em apelos da mocidade
De tão veloz, e vai avante
No seu horizonte gigante
Os outonos e a saudade...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2018, 13 de março
Cerrado goiano
VERSOS DE CETIM
Talvez por seres, para mim, a paixão
uma ternura mor, então, sê bem vinda
ó emoção! És mais do que sensação
és carinho, o sentido, abrigo, e ainda,
trazes o cheiro envolto em recordação
sobre como é bom conter, a tão linda
poética, acolhida na sonora entoação
que sente n’alma, e no agrado brinda
Conduzes o soneto, em um cântico
a eterna afeição, o sentimento hurra
invade, e que na poesia, assim, tece
cada cuidado, cada afinidade, enfim,
nos braços do amor o amor sussurra
e o coração rimando versos de cetim.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
24 junho 2024, 20’58” – Araguari, MG
ROGAÇÃO
Quando, como uma explosão, fulgura
no soneto o esplendor de uma paixão
arqueja no verso o desejo e a emoção
numa poética suspirosa e com ternura
quando, sair desta sedosa sensação
na inspiração não terás mais ventura
a poesia se entregará a total loucura
duma saudade, do aperto, da solidão
e a ardência do doce beijo, emudece
o coração em prece, suspira e chora
naquela entoação chorosa, tão doída
delira um silêncio, e a dor se oferece
sentimental o amor na prosa implora
o versar amante, outra vez na medida!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
25 junho 2024, 17’11” – Araguari, MG
É perigoso escrever
É perigoso escrever
Pois posso dizer ao mundo
O que sinto por você.
É perigoso escrever
São muitos sentimentos escritos
Que o mundo jamais iria entender.
É perigoso escrever
Minhas lágrimas mancharam a folha
E eu jamais iria esquecer.
É perigoso escrever
Pois as vezes não sei expressar
O que meu coração tem a dizer.
É perigoso escrever
Pois tudo o que escrevo
Muitas vezes seus olhos não conseguem ver.
Alexandre C.
Poeta de Libra
Sinta
Quando não souberes falar.
Apenas feche os olhos e sinta
Pois teu coração não possui olhos,
Mas descreve cada linha.
Alexandre C.
Poeta de Libra
Bença
Bença meu pai
Bença mainha
Bença meu tio
E também minha vozinha
Tomo a bença
Não por educação
Mas por que sem as bençãos
Fica um buraco em meu coração.
Alexandre C.
Poeta de Libra
