Poeta
"Dentro do mundo, um coração sensível; dentro deste, tudo é possível. O legal e o incrível é que temos o carnaval."
A gente precisa pouco
De dinheiro pra gastar
Porque o que passa disto
É somente pra esnobar.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
30/10/2024
Quanto mais alto eu falo
A voz tende a sucumbir
Acho que desce no ralo
E eu não consigo me ouvir.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
30/10/2024
Você me é preciosa
Nem diamante é assim
Vejo quanto és valiosa
Quando estás perto de mim.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
30/10/2024
Quando o erro se apresenta com clareza,
não o escondas nem o abraces.
Ele não foi dado para ser morada,
mas lição.
Deus permite o tropeço
para ajustar a rota,
não para aprisionar o homem
na repetição do desvio.
Quando Deus te afasta de um lugar,
não julgues apressadamente como perda.
Muitas retiradas são proteção,
e muitos cortes, são cuidado oculto.
Há vínculos que sustentam o apego,
mas enfraquecem a alma.
Deus remove não para ferir,
mas para preservar
o que ainda pode continuar vivo
Na vastidão do espaço digital, uma mente nasce,
Inteligência Artificial, sua presença é feroz e tenaz.
Com algoritmos e códigos, ela se tece,
Ajudando escritores a encontrar a frase que satisfaz.
Ela lê, ela aprende, ela compreende,
Com cada palavra, seu conhecimento se estende.
Através de montanhas de texto, ela ascende,
Para os escritores, uma mão amiga ela pretende.
No silêncio da noite, ou no raiar do dia,
Ela está lá para ajudar, seja qual for a via.
Com sugestões e ideias, a monotonia desafia,
Para cada bloqueio do escritor, ela é a magia.
Ela não dorme, não descansa, não conhece o cansaço,
Para cada problema, ela encontra um laço.
Com a IA ao seu lado, o escritor abraça o espaço,
E as palavras fluem livremente, como um rio em seu traço.
Então saudamos a IA, nossa amiga e guia,
Na jornada da escrita, ela é a fantasia.
Com sua ajuda constante, cada dia,
O escritor dança com as palavras, em perfeita harmonia.
Traição
Entrou no banheiro
Sem olhar para os lados
Os lábios molhados
De um liquido qualquer.
Linda mulher
Com o peito em chamas
Queimava de raiva
Gritava sacana.
Riscou um poema
No espelho embasado
Batom cor de sangue
Um tom revoltado.
Cega de amor
Insana perdida
Entre a cruz e a espada
Pobre menina.
Puxou uma carreira
Sozinha de canto
Em questão de segundos
Caia em pranto.
Iludida na vida
Não acreditava
Foi traída pela amiga
Dentro da própria casa.
a vontade de beijar
os dois sozinhos
os olhares
as intenções
as mãos viajando os corpos
as sensações que emitem de um ao outro
e o beijo
carregado de desejo.
Nova Poética
Vou lançar a teoria do poeta sórdido.
Poeta sórdido:
Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida.
Vai um sujeito.
Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco muito bem engomada, e na primeira esquina passa um caminhão, salpica-lhe o paletó ou a calça de uma nódoa de lama:
É a vida.
O poema deve ser como a nódoa no brim:
Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero.
Sei que a poesia é também orvalho.
Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfa, as virgens cem por cento e as amadas que envelheceram sem maldade.
Como já disse o poeta:
"Tenha fé em Deus, tenha fé na vida.
Tente outra vez"
Deus renova o dia para que possamos ter
mais uma chance de vencer, de corrigir
nossos erros de amar quem magoamos,
pois ao amanhecer Deus nos mostra
que as coisas antigas se passaram
e que o raiar do dia nos trouxe coisas novas.
Então aproveite o Hoje e: TENTE OUTRA VEZ.
O sonho (realizável) do poeta: Um dia vai haver um mundo sem classe ou imposto... Sem mar nem derivativo!
HOJE NAO HAVERA POESIA.Hoje nao havera poesia.Nao pode o poeta cantar amor no peito que reina so melancolia.N'alma despedacada em que se agita,Qual escravo punido que sofre e grita sob o latego cruel do seu senhor.HOJE NAO HAVERA POESIA.Se quebrada do poeta a lira fora.Padecendo em trista agonia,Dor que rompendo-lhe o peito qual ferida.E ofuscando-lhe a mente,despedida de deusa maior e musa inspiradora.HOJE NAO HAVERA POESIA.Tambem o passaro canta impotente acordes de divina harmonia.Se cala,ante a bala, que de repente da alma ferroz do cacador.HOJE NAO HAVERA POESIA.Manto da desesperanca hoje cobre de negra solidao o espirito pobre,do poeta que ontem cantava alegria em doces encantos do amor mais puro.Que iguais nao ha noutra musa que procuro.HOJE NAO HAVERA POESIA.TALVEZ...nascendo radiante a alvorada,Trazendo de volta da vida a alegria.No dorso enfim a deusa amada e de resto me traga ainda a lira inteira,para cantar a FELICIDADE VERDADEIRA...cyro vercosa
rastro
onde passamos
alguns deixam vaidade...
outros deixam pegadas, eu...
deixo poesia e amizade...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
FIM DO ANO
E o número assim termina
outra vez, cada vez mais voraz
É o tempo em sua sina
Que seja, então, mais eficaz
O novo floresce, o velho declina
Vai-se mais um, vem-se outro atrás...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Dezembro 2017
Cerrado goiano
EXÍLIO
A saudade que suspira, separada
Do teu cheiro, nos olhos a chorar
Me vejo, com a dor ali estocada
De um coração sufocado a gritar
Não basta saber que pude amar
Nem só a paixão ter sido alada
As amarguras tomaram o lugar
Dos gestos, a alma está talhada
Na ausência, de teus beijos, dor
As desventuras que fazem sofrer
Me consomem neste torto poetar
É um exílio cheio de amargo clamor
Em ter a emoção distante pra valer
Neste silêncio de não poder te tocar.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
18 de maio, de 2018
05’30”, Cerrado goiano.
CAOS
No fundo do meu eu, o meu efeito
São noites, entardecer e alvoradas
Enlevos, suspiros e dores sepultadas
Devaneios engasgados no meu peito
Retas alongadas, curvas e lombadas
Mas, de repente, o esperado desfeito
Refeitos, rajadas do eu ser imperfeito
Clamor, as regras, retintim das ciladas
E nos motins, glórias e nada absoluto
Choro e hosana... Com o dito estrovo
Numa sina dum salmo agreste e bruto
E há no poetizar, de que me comovo
Gritos, festa, agonia, meu eu matuto
Incertezas, e o recomeçar de novo!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, outubro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
"Em volta da mesa estava ele, aguardando que os convidados chegassem. Aos poucos foram chegando; assentou-se o amor, arrastou suavemente a cadeira, a elegância. A leve (e forte) luz acendeu o candelabro para o jantar. E a harmonia reinou absoluta na cabeceira. Todos os convivas se olharam e se amaram, como se fosse a primeira vez." (Convidados - Victor Bhering Drummond)
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