Poeta
O poeta Vicente de Carvalho, em 1917, afirma sobre a felicidade:
" Existe, sim : mas nós não a alcançamos
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos"
Nenhum poeta moderno ousou afirmar que a tal felicidade é processo, é caminhada, é a simplicidade da ingênua busca, é o esperar pela festa e não o evento em si, é o ritual de acordar todos os dias correndo atrás de uma força invisível que está exatamente ali, dentro de cada um.
O eu poeta
Um poeta expressa sensações
O poeta tem ilusões
Um poeta, nas mãos, tem magia
O poeta, no mundo, tem agonia
Um poeta fala e é assistido
O poeta, quando fala, não é ouvido
Um poeta tem sempre a palavra certa
O poeta gosta de descoberta
Um poeta hipnotiza com a conversa
O poeta, em seu universo, se dispersa
Um poeta brinca com a língua e o coração
O poeta brinca com repetição, canção e isolação
Um poeta gosta de ser sempre criativo
O poeta, para rir, não tem motivo
Um poeta vive beijando o espaço
O poeta, na mente, tem embaraço
Um poeta cativa coisas, pessoas e o mundo
O poeta fica triste a cada segundo
Um poeta ver poesia em cada lugar
O poeta não tem nada pra falar
Um poeta, as vezes, é engraçado
O poeta tem um olhar alvoroçado
Um poeta é inverno, outono, primavera e verão
O poeta é MPB, rock and roll, axé, forró e baião
Um poeta nem sempre é mestre ou doutor
O poeta, quando não sente frio, sente dor
Um poeta foi quem escreveu
O poeta sou eu.
O poeta é aquele que invade os corações assim como as lindas canções que como o dia vem iluminar.
16/09/2023
Um poeta, necessita mais de inspiração e simplicidade do que regras estabelecidas por quem, se calhar, nem o era, não o é, e nunca o será, naturalmente.
A MENINA E O PATINHO
Um dia, um poeta foi pai
De uma menina pequenina
Engraçadinha e redondinha
Que era o seu ai, ai.
Dava-lhe tudo o que ela pedia
Mesmo quando a menina cresceu
Em idade e sabedoria
Pela graça que Deus lhe deu.
E a menina cresceu, cresceu
E ficou sempre pequenina
E redondinha
Mas não de fala mansinha.
E o poeta lembrou-se do antanho
Quando lhe comprou um patinho
Pequenino, amarelinho
E fez-lhe um pequeno laguinho
Onde ela e o pato tomavam banho.
Um dia, o patinho morreu.
A menina, graças, ainda é viva
Mas muito cruel e altiva.
Então esse poeta como eu
Resolveu
Não querer comprar mais patinhos
Amarelinhos
Nem fazer mais laguinhos.
(Carlos De Castro, in Outeiro de Pena, 29-06-2022)
POETA PEREGRINO
Desce e sobe montes e vales,
Atravessa os mares e os rios
A seco, nos calores dos frios
Imune a todos os males.
Come pão das pedras na fome
Do horror dos tempos tardios,
Presentes futuros vazios
Sem dó sequer do seu nome.
Espetro negro, terço de reza
Nas estradas de um destino
Que os deuses, em pequenino
Lhe traçaram com dureza.
Deixem-no ir na correnteza
Das tempestades da vida,
Um poeta peregrino
Mesmo todo pequenino,
É gigante na pureza.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 24-10-2022)
DECEÇÃO
Nunca de longe ou de perto
Pelo certo do incerto,
Chegarei a ser poeta,
Ou dizedor de palheta.
E assim me tornei anacoreta
Sem relógio ou ampulheta
Nesta gruta
Abrupta,
Onde vou morrer
Sem saber
O que é ser
Realmente,
Verdadeiramente,
Poeta!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 05-01-2023)
IMAGINAÇÃO
Um poeta, dizia:
Um dia, vou chorar de alegria!
E o poeta acreditou.
E eis que o dia chegou:
Mas o poeta nem riu nem chorou.
Porque esse não era o dia
Que ele pedia
Ou imaginou.
(Carlos De Castro, in Há Um livro Por Escrever, em 20-01-2023)
Escrevia, Miguel Torga, Poeta Maior, em Coimbra, a 4 de Abril de 1981:
- "Tentei explicar o mecanismo psicológico. O poeta é, de facto, um ser
incómodo. Mais cedo ou mais tarde, obriga os detratores a um embaraçoso
mea culpa. E como eles, no íntimo, o sabem perfeitamente, olham-no sempre
de través, a adiar quanto podem essa hora de rendição. Até que ela chega
irrevogavelmente pela mão da morte. E, então, é uma avalanche de adjetivos a
ver se o soterram e, alçados no cômoro lutuoso, se glorificam na glória que
proclamam." (Diário XIII - Miguel Torga)
MINHA HOMENAGEM:
QUADRA PARA TORGA
Se o poeta é desconforto,
Digam-no já em vida,
Não falsem depois de morto,
Que foi um santo de ermida.
© 𝕮𝖆𝖗𝖑𝖔𝖘 𝕯𝖊 𝕮𝖆𝖘𝖙𝖗𝖔.
CORRE MEU VELHO
Anda, poeta velho!
Escarcavelado!
Escaravelho!
Pingarelho desarmado
De olhos cerados,
Magoados,
Galga, meu velho!
Secaram-te as lágrimas,
Brotaram-te as águas
No leito do teu rio,
Tão vazio
E tão cheio de mágoas.
Não durmas mais a sesta.
Caminha,
Noutro caminho
E foge de mansinho
Da prisão desse lar
Em que te querem encerrar,
Sem te ouvir
Se queres ficar ou desistir
De pensares,
De sonhares...
Foge!
Foge!
Corre, meu velho!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 10-08-2023)
Se algum poeta soubesse
Fazer da palavra um pão,
Talvez no mundo houvesse
Menos fome e opressão.
(in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 28-05-2024)
DEFECAÇÕES DE OUTRORA E DE AGORA
Eu era um poeta
Pateta
Sem saber
Como defecar a poesia.
Agora, que julgo saber,
Escrevo sem ser poeta
Só de ver e ler
Como escrevem a poesia,
Defecada,
Com cheiro
Por inteiro,
A nada.
Salvam-se alguns da fornada.
Quase como fúnebre elegia,
A mim, só me apetece dizer:
Ó arte da fantasia
Do pensar e escrever,
Minha irmã poesia,
Diz-me: se és tudo, ou nada!
(Carlos de Castro, in Há um Livro Triste Por Escrever, em 23-09-2024)
Poesia
A poesia sai da mente do poeta
Como pássaros livres de uma gaiola
Uma mente de porta aberta
Pássaros ansiando a liberdade
É como o poeta solta seus pensamentos
Palavras com rimas ou similaridades
Talvez até com uma musicalidade
Cada pássaro leva uma ideia
Transmite sentimentos
A poesia nunca fica velha
Pois é livre e eterna.
Fragmento de palavras
O poeta tem uma grande necessidade
De expor seus sentimentos
Porque se não vai explodir
Então vai esvaziando-se
Soltando fragmentos de palavras
Que vai remediando
Essa extrema necessidade
Cá estou eu escrevendo
Esvaziando-se, aliviando-se
De sentimentos
De devaneios
De sonhos,
Desejos
Dores.
Desmancho-me
Em palavras
Transformando-me
em poeta
Escrevo,
Seja por fuga
Ou paixão
Ou também por diversão
Se me calo
Desmancho-me
Em lagrimas
Escrever me consola
Dá-me asas
Quando escrevo
Sou livre
Um poeta é como um camaleão
Tem habilidade de se adaptar
Porque tem uma grande percepção
Uma sensibilidade nata, de observar
E sua empatia faz escrever e falar
Em primeira pessoa, eu,
Do que talvez seja seu
É como um psicólogo
Que está sempre a analisar
Um antropólogo
Estudando a totalidade humana
Que sente as dores e alegrias
Suas, minhas, e de quem o lê
E essa habilidade assusta
Quem não gosta de se olhar
Aos que têm medo da intimidade
Poucos gostam de ser tocados
Com tamanha afinidade
Mas eu insisto, permita-se
Por dentro olhar-se
Pode ser assustador,
Mas eu garanto...
Que é também libertador!
o Encontro de Poetas.
Autor Ricky Poeta.
É... Mais um dia de encontro de poetas.
É... O dia que alegria impera no Maria Zélia...
É... Amigos com muito samba, pagode e gente feliz...
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Eu levei minha senhora pra curtir...
Uma batucada de raiz....
Em um encontro de batuqueiros...
Fomos recebidos com a mais pura energia...
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Nossa pele já se arrepia, nos olhos a emoção.
A voz em couro canta o refrão...
Batendo na palma da mão.
Canta Maria Zélia em Domingo de festa.
Que é nosso dia...
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É... Mais um dia de encontro de poetas.
É... O dia que alegria impera no Maria Zélia...
É... Amigos com muito samba, pagode e gente feliz...
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Vem... gente de todos os cantos...
Chegam de carro, metro ou de trem...
Vem gente do Rio na ponte área também...
Cantores famosos pra dar o seu recado...
E no final o macarrão não pode faltar.
As crianças tbm vão gostar...
É um ambiente bem familiar...
Onde a maldade não tem lugar...
lá laia lá laia... onde a maldade não tem lugar....
Se acalme que é só vitória
autor: Ricky Poeta
As margens de um rosto vejo os traços de um retrato!
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Em um detalhe na face escorrendo no canto dos olhos diz tudo o que acontece!
Se a voz embargada sonoramente tenta expor todo sentimento remoto de uma perda misturada com dor!
E por muitas vezes o temor de uma decisão e você ali meio que preparado?
Desesperado e achando que vai ter uma ótima solução??? E as cordas vocais afoitas latejando com as amídalas ressecadas pela secura da boca!
Em a louca gagueira, confusa e embaralhando com o desespero de quem perdeu o tesouro mais precioso da vida!
Ai pra acalmar e tentar manter a respiração e deixar sair sem pressão o choro desesperador avassalador.
A dor de quem sofreu perdendo um verdadeiro amor!!! Ei...Psiu você mesmo...
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Se acalme e leia abaixo meu querido ou minha querida!!!
Já está escrito!!!
Essa prova é tua e tem que passar!!!
Se acalme que o impossível vem de Deus e não dos homens...
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Apenas clame ore que no tempo certo o milagre virá para ti!!!
Esta prova é pra amadurecer e blindar mais tua vida e teu coração!!!
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Tem que passar por ela e sem achar saídas pra encurtar a cruz que esta carregando!
Está cruz no final vai ser a ponte pra atravessar o abismo!!
E quando chegar do outro lado...
Vai ter azeite, leite e mel pra brindar.
Cantando e sorrindo pois a vitória cchego..
A prova acabou a luta foi embora!!! Agora é só Vitória!!!
Mulher de Deus.
Ricky Poeta
Todo dia...
É dia de correria em pró da família...
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Uma guerreira, sincera que carrega no peito orgulho de ser e pai e mãe sem mágoas e rancor...
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Faço dos meus versos à Mulher de Deus que tem a luz e amor...
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Carinhosa, amorosa cuida de tudo com prazer no coração...
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A dama divina que ilumina abrilhanta ao som de um louvor...
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Se resume à vaidade de ser bela...
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Dois filhos e cão e muita prece...
orando vigiando ela busca o melhor!!!
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Uma linda pessoa é paz e união!!!
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Com o coração fechado pra não cair em mais uma ilusão!
Ela aguarda sentada nas mãos de Deus...
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É brilhante reluzente tem muita em volta do altar!!!
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Ela pede com carinho sem se exaltar...
De joelhos dobrado louvando em lágrimas...
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Ela esta à espera...
O hino da vitória pra felicidade se eternizar.
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Eu sei que na hora certa tudo vai se ajeitar...
É só em Deus confia!!!
