Poeta
Santuário Teu
Perambulando cordial impertinência,
Vagando rumo à religiosidade,
Fulminado pela vã clarividência,
Templo de heresias frívolas e infiéis.
Nessa nossa sonhadora inocência,
Ignoramos romantismo, iluminismo e breu,
Escuridões ingênuas, raciocínio infantil,
Absolutismo nosso em santuário teu.
Vinde a mim motivação findável,
Não se encerre garoada de chuviscos,
Seja audacioso quando ácido banhar-te,
Em riscos permanentes seremos menos cruéis.
Dê trela e torne-os teus atrelados,
Os outros tantos hão de enternecer,
A única disposição incurável,
É a trouxa infalível da transformação.
Nessa nossa sonhadora inocência,
Ignoramos romantismo, iluminismo e breu,
Penumbras bucólicas, raciocínio infantil,
Absolutismo nosso em santuário teu.
Perambulando cordial impertinência,
Vagando rumo à religiosidade,
Fulminado pela vã clarividência,
Templo de heresias frívolas e infiéis.
Nessa nossa sonhadora inocência,
Ignoramos romantismo, iluminismo e breu,
Escuridões ingênuas, raciocínio infantil,
Absolutismo nosso em santuário teu.
Vinde a mim motivação findável,
Não se encerre garoada de chuviscos,
Seja audacioso quando ácido banhar-te,
Em riscos permanentes seremos menos cruéis.
Dê trela e torne-os teus atrelados,
Os outros tantos hão de enternecer,
A única disposição incurável,
É a trouxa infalível da transformação.
Prezada Lívia
Nem sempre você conhece,
A pessoa que amará para sempre.
Vez por outra isso acontece
E nos damos conta que o definitivo,
Se transforma inapelavelmente.
Derramaram sobre nós
Responsabilidades intransferíveis,
Que jamais reivindicamos.
Deslocando-se suavemente,
Abastecida de parcimônia,
Timidamente determinada,
Convictamente relutante.
Nossos rótulos rudimentares, arcaicos,
Protegem-nos deste relevo futurista,
Onde as tendências fracassaram suntuosamente.
No consciente coletivo,
Caminha o acomodado consumista,
Monstruoso decrépito egoísta,
Enclausurado pelo protótipo cosmopolita.
Retrógrados, ultrapassados,
Sobrevivendo da armadura autista,
O severo retrocesso anacrônico,
No espírito fraterno do anarquista.
Seres rebeldes de uma causa delirante,
Na proa atracada descarregando enlaces,
Amotinados na embarcação extravagante,
Ancorei a inspiração nas maçãs de tua face.
Prezada Lívia, venho por meio deste
Enfado, dizer-lhe o quão frutífero
Tem sido, nosso vínculo antiquado.
Nem sempre você conhece,
A pessoa que amará para sempre.
Vez por outra isso acontece
E nos damos conta que o definitivo,
Se transforma inapelavelmente.
Deslocando-se suavemente,
Abastecida de parcimônia,
Timidamente determinada,
Convictamente relutante.
Nossos rótulos rudimentares, arcaicos,
Protegem-nos deste relevo futurista,
Onde as tendências fracassaram suntuosamente.
No consciente coletivo,
Caminha o acomodado consumista,
Monstruoso decrépito egoísta,
Enclausurado pelo protótipo cosmopolita.
Retrógrados, ultrapassados,
Sobrevivendo da armadura autista,
O severo retrocesso anacrônico,
No espírito fraterno do anarquista.
Seres rebeldes de uma causa delirante,
Na proa atracada descarregando enlaces,
Amotinados na embarcação extravagante,
Ancorei a inspiração nas maçãs de tua face.
ANUNCIAÇÃO
Momentos delicados,
Momentos sugestivos,
Movemos mãos
E batemos um sino.
É a anunciação
Diferente das demais
Tu já veio, agora vai
Me deixe sozinho que eu vou
Aonde ninguém quer mais.
Nem nos sonhos
Vivi tão bem
Mas o que é real
Não se oculta,
Afinal, gostaria eu de ter culpa?
Não, não gostaria
Mas tenho a minha
Culpa de velocidade,
Culpa de querer mais
Culpa de ser menor
Culpa de não ter seu calor.
Já fui quente.
Hoje sou equilibrado.
Mas não me atiça não
Que eu viro uma brasa
Queimando amor em teu abraço.
Sou poeta, sou sincero
Não vivo o que espero
Mas vivo. E vivo o que tem pra viver.
Só quero alguém pra compartilhar
E esse alguém, lá no fundo
Você sabe, é você.
Se não, por que sim?
Se sim, por que demora?
Se talvez, por que mantém?
Se nunca, por que abre?
