Poeta
Se a vida te der limões faça uma limonada, mas se você for esperto invista em uma plantação de Limoeiros.
Sua poesia
Sua poesia foi um espelho para mim.
Desnudou-me, expos minha alma,
desembaraçou meus cabelos,
acariciou meu ego.
Gostei de ler-me,
senti algo incomum.
Você poeta desvendou-me.
para mim mesma ver-me,
como nunca me vi.
Constringiu-me, corei
mas não nego,
que me apaixonei!
Gentileza
Gentileza é como um ser dependente
Que para sobreviver
Depende da atitude da gente.
Gentiliza não tem regra
E nem exceção
Faz bem pra alma
Enobrece o coração.
Nesse mundo tão corrido
De indiferenças e competição
Parasse que ser gentil
Só ficou na intenção.
O mudo seria outro
Com amor e delicadeza
Se o homem não espalhasse o ódio
Mas sim gentileza.
Nessa vida nada de estresse
O bem que você faz
Quem recebe compartilha
E jamais se esquece.
Nesses versos tão sutil
Expressem o que meu coração sente
Que pra ser gentil
Gentiliza é a semente.
E aí?
E aí eu aqui nesta cidade
Cativo da liberdade
Sem legitimidade
Sem ninguém
Num horizonte além
Nos caminhos sem rumo
Desatando o prumo
Tentando o resumo
Do sumo que escorre na face
Há se ele falasse
Se ele chorasse
Eu também quereria chorar
Desapegar pra parar de sufocar
Me alegrar com o muito do pouco
O pouco do muito do eu louco
E eu aqui nesta cidade
Já com cumplicidade
Da secura do amanhecer
É o craquelado do entardecer
Que dorme e acorda
Acorda, dorme e borda
Cada fio da saudade
Aqui nesta cidade
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10 de outubro, 22'48", 2015
Cerrado goiano
Livra-te das folhas mortas.
Escancara essas portas.
Faz chover na tua horta.
Se feliz! Cultiva o que importa!
Quais são os sonhos que podemos ter?
Quem nós podemos ser?
De quem é a culpa?
A dúvida é minha!
Meu coração,
talvez.
Debaixo da luz da lua,
Estou eu à observar tal luar.
Como Henrique e Juliano dizia
Estrela foram as outras paixões,
Mas você foi luar
Você sempre esteve a me iluminar.
Como você, a lua hoje está distante,
Sem eu poder tocar
Sem eu poder beijar.
Você é como obra de arte
Que está presa no corredor de uma casa
Que está presa à um homem sem graça
Mas que foi feita pra ser admirada
Pra ser amada
Pra ser cuidada.
Desperdício de uma obra que por Michelangelo foi esculpida.
Você é poesia rara,
Desconhecida.
Nem Shakespeare te descreveria tão bem em uma de suas obras,
Não como eu.
Você é poesia que implora pra ser decifrada
Pra ser amada
Pra ser admirada.
Poesia que não sobrevive se ignorada.
Voce é a luz do meu coração,
E minha maior inspiração.
Me alegre
Me entristeça
Não me importo, com certeza.
Apenas tu que me inspira
Com tamanha grandeza
Eu sou poeta, você poesia.
luz...sem câmera...sem ação
piu
a luz pinta...sem borda
suaviza o inexpressante sentir de uma cólica existencial
qual...
repare...contorna o ser...mas não o invade
necessário SerIA...
ainda...abranda o gesto tudo revelando escancaradamente
mas não resolve...
Pinta uma Luz Negra Envolvente que faz o contraponto carente
besteiras...sem eiras nem beiras...só, falta de bebedeiras
ninguém poeta é ou se faz...
Todos estão sem luz, sem câmera e sem ação...poderia não...
