Poesias sobre Preocupação Social
A excelência na educação não se manifesta em números,
mas em ações que acontecem dentro da escola
e repercute no dia a dia social, após o período escolar.
Quando a oportunidade de nos manifestar bate em nossa porta e não abrimos, deixamos passar a maré de exigirmos melhorias para nós e nossa sociedade.
Sem Documento
O poeta passeia na cidade
sem lenço, documento, pente ou meia,
levando só, debaixo das melenas,
pensamentos, idéias e poemas.
Como podem os homens do sistema
compreender um poeta que percorre
a selva de automóveis e neuroses,
conversando com fadas e duendes,
colhendo flores no cimento armado,
ao sol da tarde que cansado morre ?
Como podem os homens do dinheiro
compreender um poeta que carrega,
na mochila esmaecida e já sem cor,
uma esperança do amanhã de paz,
a antevéspera de um mundo melhor ?
Como podem os homens da polícia,
de farda, cassetete, autoridade
- os donos da Moral e da Verdade-
compreender um poeta vagabundo,
que distraído vai chutando o mundo
e brincando de ciranda com o vento?
Gestão de Conhecimento
"Na sociedade angolana contemporânea, os profissionais da Informação são os guardiões do conhecimento, gerindo e disseminando informações essenciais para o desenvolvimento educacional, económico e social."
A combinação de ideais e pensamentos diferentes produz efeitos positivos na sociedade.
Há evolução e progresso social.
Dia de supermercado
Todo mundo quer comprar
O filé, o camarão
E também o caviar
Mas com preço nas alturas
É somente a rapadura
O que vai dar pra comprar
►Bem Cedinho
Sonhei acordado nesta viagem
Não vi paisagens, muito menos retratos
Tudo o que ouvi foi o soprar do vento,
Da mata ao relento, minha blusa aos espasmos.
.
Nesta viagem, que bem cedinho me acordou
Me leva para longe, aonde não há amor
Não sei ao certo onde vou,
Só sei que não ouvi pássaros, não vi paz
Vi apenas lágrimas e dor.
.
Passei dos montes, dos rios e orvalhos
Vi casas aos montes, vi alguns pobres operários
Lá no pico vi mato, eu vi cercas e arames farpados
Deparei-me com alguns, três ou quatro vigários
Confesso, até, que fiquei um pouco assustado.
.
Bem ao fim da serra vi uma nascente
Que em pedras bate, se descansa levemente
E ao fim da tarde, ao voltar
Nada vi ou ouvi no caminho
Apenas deitei-me na grama, voltando a sonhar.
Sabe?
Quando nos vemos como membros
Ou de todo o universo, uma parte
O mundo e nosso corpo como templo
E o semelhante em outra face
Semelhante, não igual
Não existe esse negócio de normal
Cada um tem sua infinidade individual
Tratar todos igualmente é surreal
Políticos aliados aos bons costumes cristãos.
Headbangers (metals, rockeiros, ecléticos, etc.) aliados aos bons costumes políticos.
Cuidado para não perderem seus direitos!
Não mais brincos, cabelos compridos, tatuagens, moto clubes, etc.
Pois se não seremos obrigados a seguir os bons costumes do padrão social.
O que você compartilha nas redes sociais é o que as pessoas veem de você, mas não é necessariamente quem você é. Não deixe que a sua presença virtual obscureça a sua essência real.
#Direitinho
Vivemos de modelos.
Desprezar e não dar holofotes para sujeitos perversos, destrutivos e criminosos, ajudará a mandar essas pessoas para o meio do desconhecido e não serem referência para novas atrocidades sociais.
►Cético
Este ano novo infelizmente será como os outros
Estarei apenas remoendo meus erros
Enraivecido pelos tantos enganos
Pelos "eu te amo" ditos com afeto, mas
Que acabaram morrendo no intenso deserto
E, me vi apaixonando novamente
O meu coração, tolo como só, se feriu gravemente
Se entregou, com caixa e tudo, tão inocente
Mas, na espreita daquele lindo jardim, se encontrava
A hedionda, repugnante falsidade, junto à ilusão
E, acabaram dilacerando o que pensava ser a tal paixão.
Este ano eu naveguei, sem encontrar terra
Beijei várias sereias, mas não encontrei a "certa"
Meus lábios se aqueceram no calor dos devaneios
Nas curvas e nos seios, em anseio
Mas, passarão a virada, em desespero.
Não espero um novo rumo, mudanças
Nunca conseguirei ser diferente do que sou hoje
Continuarei carregando a tristeza que tanto me cansa
Mas, talvez, só talvez, eu me torne um monge
Que eu passe a formar meus próprios planos
Sem que sofram mutações a favor de outros
Cansado eu me encontro, tantos desamores
Tantos desencontros, tantos abandonos
Tão cético ao ponto de esperar algo novo
Um amor, um conforto, até mesmo um sopro.
Foi sem querer querendo que aceitamos mais de 3 milhões de cearenses vivendo na extrema pobreza.
Foi sem querer querendo que conseguimos conviver com centenas de pessoas morando nas ruas em Fortaleza.
Foi sem querer querendo que nos isentamos da responsabilidade, com a desculpa que a sociedade não tem mais saída.
Foi sem querer querendo que ficamos muito ocupados defendendo às nossas verdades e acabamos nos esquecemos da vida.
As pessoas, às vezes, são excessivamente desumanas; elas apenas se importam com bens materiais e com o que você tem a oferecer. Muitas vezes, poucas pessoas se preocupam com quem você realmente é. Pelo menos era assim que Eric pensava, e não apenas ele, mas também outros ratos que estavam no mesmo vagão que ele, com seus olhos grandes, focinhos rosados e caudas longas e cor-de-rosa, apenas aguardando chegar ao seu destino, para que, ao final do dia, conquistassem respeito, sucesso e um delicioso queijo
(trecho do livro: A Liberdade de Um Rato)
"Seu pai sempre dizia que o queijo valia mais que a própria família, mas a que custo? — Será que realmente compensa perseguir um queijo que possivelmente o deixaria ainda mais infeliz? Será mesmo que fazia sentido ser tão negativo em um mundo cercado de sofrimento e indivíduos materialistas e ambiciosos? Talvez o que falte nas pessoas seja justamente a voz da sensatez. Uma voz que Dolores parecia ouvir muito bem."
(trecho do livro: A Liberdade de Um Rato)
Torre de Babel
por Elian Tenebris
O Estado cresce como a Torre de Babel —
ergue-se sobre bases de sangue e enganação.
Tijolos de esperança, argamassa de convicções,
e a água que os une… lágrimas de fé.
Ergue-se assim, andar por andar,
uma torre que toca os céus
e separa seus níveis por classe.
Na base: o suor dos ignorantes,
ligados à fé e à crença
de uma justiça divina que nunca desce.
A tinta: sangue do oprimido e do doente.
A luz: a ausência do verdadeiro saber,
substituído por falácias econômicas,
que poupam energia — e consciência.
Os elevadores?
Apenas para os privilegiados,
que sobem sem sujar os pés,
sem carregar os próprios fantasmas.
As escadas?
Feitas de britas, cortam os pés
dos que ousam subir.
Amoladas por gritos e dores esquecidas.
Lá embaixo, os cegos construtores
olham para o alto —
o topo ofusca o brilho do sol.
Lá em cima, veem apenas nuvens,
sem olhos, sem ouvidos.
Apenas chicotes e uma fome que não cessa,
mas sentem a brisa que refresca
o quarto abafado da hipocrisia.
Cada andar tem seu servo:
escravizados pelo luxo
para não pisar nas escadas de pedra.
Aceitam, em silêncio,
o conforto que mascara a dor.
E eu, do chão, espero:
Que os inocentes despertem.
Que vejam, enfim,
que a Torre de Babel
nunca esteve de cabeça para baixo —
apenas erguida sobre o mundo virado.
"A educação musical não se limita à técnica; ela promove o desenvolvimento integral do ser humano, integrando aspectos cognitivos, emocionais e sociais."
Fabiano da Silva Barbosa
Fico observando tudo ao meu redor. Não sou um analista, nem tenho sapiência para isso. Na minha concepção, o que vejo é uma falta de compreensão geral. Não entendo como as pessoas, ou até mesmo a sociedade como um todo, conseguem conviver dentro dessa bolha de felicidade momentânea — a hipocrisia social.
Não tenho cognição suficiente, nem maturidade emocional, para sentir essa essência ilusória que tanto os satisfaz. Por ser observador demais, acabei me afastando do social. Não consigo me enquadrar nessa utopia fabricada.
Talvez, justamente por ter esse olhar mais analítico — ainda que sem querer — eu não consiga experimentar essa felicidade falsa. Queria viver nesse paralelo social, mas minha mente simplesmente não permite.
