Poesias de Vaidade

Cerca de 1501 poesias de Vaidade

⁠Fidelidade a você

Desconfianças acontecem, quando motivos aparecem.

Dos medos de se entregar ao coração do amar,
No gerar o exalar do puro mel
Seja fiel a você, sempre!

Não entreguem os seus segredos e a sua intimidade em quem só quer vaidade e pretende sujar a sua integridade.

Seja fiel a você, sempre!
Dedicada, decidida e disposta a
prosseguir, mesmo diante do
Melhor banquete que te sirvam,
Do melhor vinho e do rico tecido de seda.

Se não é seu...
Seja resistente em se dedicar a você e em querer o que é certo, o que verdadeiramente seja seu.

Você é uma joia muito rara.
Guarde para quem realmente mereça e seja digno da sua confiança.

Adriana Corrêa
@drica_poetizando
Em, 22.12.2021

Inserida por DricaPoetizando

⁠Elimine todos os excessos, as desculpas, culpas, dependências, barganhas, exigências, joguinhos, vaidade, orgulho, competição...
E veja se ao final sobra algo nesse relacionamento.
Se houver amor no que restou, talvez ainda valha a pena.

Inserida por felippepimenta

⁠Amada me diga, como acabar com essa intriga.
Talvez a culpa seja do amor, pois se não fosse pelo amor não haveria dor.
Quem sabe de outra forma, em outra oportunidade, mas não nessa realidade.
Devia ter apenas falado a verdade, deixado de lado a vaidade.
Assim quem sabe ela me amasse de verdade, quem me dera se já não fosse tarde.
Poderíamos ter nos amados pela eternidade.

Inserida por Gutyerrez

⁠"O exibicionismo é, infelizmente, uma doença que se manifesta com habitualidade entre os diletantes culinários."

(Gladston Mamede. Fragmentos de um Discurso Manducatório. Instituto Pandectas, 2022)

Inserida por jose_da_lapa

⁠"O pior é ter que reconhecer que, sim, a gastronomia tende à afetação."

(Gladston Mamede. Fragmentos de um Discurso Manducatório. Instituto Pandectas, 2022)

Inserida por jose_da_lapa

A Leveza do Saber

O fascínio pelo saber é inimigo da sabedoria. Conhecimento exacerbado não quer dizer maestria. Ser inteligente não é ser sábio. Conhecer sobre todas coisas não o torna um professor. Somente mais um discípulo, um eterno aluno na escola cósmica que rege os mundos.
E aqui neste, dentro ou fora de religião, com diploma pendurado na parede ou não, somente restará o Amor e o que você fez motivado por ele.
Enquanto o Ser humano não compreender que o caminho para torná-lo mais feliz, mais leve, sempre continuará sendo, aquele que não o torna um refém, um prisioneiro, ele continuará a repetir súplicas que nunca se encerram e lamentos que ninguém mais ouve.

Inserida por wesleydiniz

⁠Comprei um par de cadeiras de praia
Na sala vazia, sem propósito, caiu bem seu lugar no cenário

Fiz o convite.

Elas vieram, sentaram-se confortavelmente, sem cruzar as pernas, e…
tomando banho de lua, no reflexo da porta de vidro,
decidiram deitar ao chão.
Lunáticas que são, era de se esperar.

A conversa deu lugar ao silêncio que escutava a música
Minha playlist "23:45" ecoava na sala cheia de vazios
Elas, as cadeiras vazias, os corpos no chão, o brilho lunar invadindo a sala…

Contemplamos, existimos, sem função, a sala não tinha propósito
Da gente, só se esperava existir…
livres, descruzadas, juntas, deitadas e enroscando as mãos em nosso cabelos

Elas foram embora.

Comprei uma poltrona caríssima para duas deitarem
A poltrona se acostumou, e eu me acostumei com seu conforto vazio, também sem propósito

Era ela para nada.
Para o mesmo que as cadeiras de praia
Mas para ser nada, custou muito e fiquei brava.

Comprei uma luminária, para iluminar seu costume na sala.
Agora existia um propósito…
a luminária, clarear a poltrona
a poltrona, ser iluminada
Mas também era para nada

Comprei uma vitrola, e era para ecoar sons na sala que já não estava vazia.
E percebi que também era para nada se não houvesse nela um vinil cambaleando

Comprei o vinil, e este era para alguma coisa.
Era para fazer funcionar a vitrola e dar a ela propósito.
E, cambaleando, percebi que também me acostumava.

Comprei um vinho para encher a taça
E enchendo a taça, a esvaziava em mim, que agora cheia dele, via alguma proposta
Eu é que estava iluminada, mesmo sem ligar a luminária na tomada.

Olhando para a sala, desci os degraus saindo de casa.
Deitei na rede, e olhando para a sala cheia, percebi que não me cabia lá.
Era tudo para nada.

Todos nós estávamos acostumados.
Tudo era para nada.

Então, desistindo de ter, existi!

Inserida por JuliaFigueiredo7

⁠Ninguém está muito interessado se você passou por enormes tempestades...
Todos só se interessam em saber, se você trouxe o navio e com uma carga que brilha aos olhos deles.

Inserida por valdirventuri

⁠Ativismo na igreja: uma linha tênue, porém com um contraste notável!
Sacrificar e servir para honrar o próximo... Ou servir-se do sacrifício alheio para enaltecer a si próprio.
Aqueles que se dedicam a Deus e ao outro por genuíno altruísmo não buscam holofotes nem fazem alardes.
Caridade e vaidade só combinam na rima.

Inserida por ketantonio

⁠Talvez a felicidade do indivíduo esteja no saber ser.
Sabendo ser, saberão a força que se tem.
No caminho, não tenha vaidades.
Lembre-se de quem é desde o início.
O que conquistou de material neste tempo, de nada valerá quando estiver no fim desta existência.
Herança? Só se preocupe com uma, o exemplo.
Talvez deixe algum legado.
Para filhos, pais, Irmãos, amigos, não. Para todos que passam por tua existência.
Não afirmo, mas pode ser que nada seja entregue, seja recebido.
Vai entender as vaidades humanas?
Contudo, não se paute por vaidades e quereres teus.
Só viva e seja em comunhão com o tempo e o Universo.

Vovó Rosa

Inserida por marciacristtiane

⁠Mas olha, tal qual é...
Tudo de boa-fé...
Pregando olhos de fogo...
Adormeceu sorrindo…
Porém não acordou...

Madrugada gente que saiu...
Ninguem sabe ao certo o que aconteceu...
Como entrou, ninguém viu...

O que se diz...
Não pode ser bem verdade...
Mais vale o que supõe...
A vaidade...

Quando o primeiro me amou...
Muito me entreguei...
Até hoje assim sou...
Uns esqueci...
Outros nunca desapeguei...
Nunca consegui...

No murmúrio dos esgotos...
Das línguas leprosas...
De minha cidade pequena...
De fantasmas das óperas...
Talvez eu não valha nada...
Sob olhares maledicentes e invejosos...

Ah...O medo...
O medo come tudo...
Devora até o nosso sonho mais puro...

Toma para ti, de mim, o que quiseres...
Nada tenho mesmo...
Bebe do meu cântaro se tens sede...
Mas não me desprezes...

Tens fome?
Comes do meu pão...
Entrego-te a ti o que mais do mundo escondo:
É seu...
O meu coração...

Silêncio imposto...
Cujas máscaras escondem meu verdadeiro rosto...
Que grande bem me queira...
Para fazer-me adormecer sorrindo...
Seguindo meu estranho caminho...

Não digas nada a ninguém...
Que eu ando no mundo triste...
E que aqui apenas existo e só...
Noite escura tanto quanto eu...
Vivendo e sonhando...
Tendo apenas as estrelas...
Para disfarçar o breu...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠É uma tristeza funda, uma angústia que quase não se explica, ver quem se mede pelo que tem. Carregam, sem saber, o peso de títulos e bens que brilham por instantes, como o ouro que o tempo consome. Ignoram que a verdadeira luz não vem da ostentação, mas do silêncio profundo que habita na alma.

Lá no alto, os que se julgam poderosos deliciam-se na adulação dos que rastejam. É nesse louvor vazio que buscam o sentido da sua grandeza, um valor inchado por pobres de espírito que aspiram a ser como eles. Esses poderosos só existem pela bajulação; se os deixassem a falar sozinhos, não seriam mais que pavões, gritando por atenção, adornados por um brilho que nunca será verdadeiro.

E os que rastejam, sem coluna, vendem-se na busca de um lugar ao sol, dispostos a tudo para se elevarem e serem iguais aos que veneram. Perdem-se na sombra de uma ambição vazia, almejando um brilho que não lhes pertence, esquecendo-se de que a verdadeira grandeza não se mede em posses.

No fim, o que resta? A certeza de que o valor autêntico não se encontra em aplausos ou no eco oco de títulos. O tesouro real reside na essência, no caráter que se mantém erguido quando o silêncio envolve e a vaidade se dissolve. A dignidade não se curva ao ouro ou à adulação, mas ergue-se na simplicidade do ser.

E, se pararmos para refletir, perceberemos que a verdadeira sabedoria não se encontra na acumulação de riquezas ou reconhecimentos, mas na liberdade de ser fiel a si mesmo. Quando se vive com autenticidade, abrimos espaço para a verdadeira beleza da vida, que se revela nos gestos simples, nas conexões sinceras. A vida é uma arte, e a sabedoria está em saber viver cada instante com plena consciência de que somos mais do que o que possuímos; somos a soma dos nossos valores, das nossas escolhas e da luz que irradiamos no mundo.

⁠Triste é quem se mede pelo que tem,
como se o ser se escondesse atrás de títulos e bens.
Essas coisas são sombras, não são luz,
brilham por instantes, como a espuma do mar
que logo se dissolve, deixando a areia nua.

Lá em cima, os que se acham importantes,
cobrem-se de aplausos, como quem se agasalha
num manto de palavras vãs,
sem perceber que a grandeza
não está no brilho, mas na essência.

E os que rastejam, sem coluna vertebral,
fazem de tudo por um lugar ao sol,
venderiam a alma por um pouco de reconhecimento,
esquecendo-se de que a verdadeira luz
vem do interior, não do que se ostenta.

No final, o que importa?
Não é o que se tem, mas o que se é.
A vida é simples, feita de pequenos gestos,
de momentos de paz, onde a vaidade se dissolve,
e a dignidade se ergue, firme,
sem precisar de aplausos ou bajulações.

A grandeza é um estado de espírito,
uma forma de estar no mundo,
um caminho sem adornos,
onde o verdadeiro valor
é apenas ser, simplesmente ser,
no silêncio que nos rodeia.

⁠Há quem vista os títulos como se fossem troféus, sem compreender que não lhes foram dados para se servirem, mas para servirem os outros. Confundem o cargo com uma coroa, quando, na verdade, é apenas uma ferramenta, um meio para fazer o bem. O brilho que procuram não vem das insígnias que ostentam, mas do impacto das suas ações. Só que, por vezes, é mais fácil esconder-se atrás de um título do que fazer com que ele valha algo de verdade.

São pobres de espírito porque não percebem que o valor de estar num lugar importante está no que se faz com ele, não no que ele aparenta ser. E mais pobres ainda são os que os validam nessa ilusão, desejando ocupar os mesmos espaços pela mesma razão – não para servir, mas para alimentar o ego. É um ciclo que não traz mudança, que embrutece em vez de polir.

No fundo, a grandeza não se mede pelas insígnias que carregamos, mas pela simplicidade e verdade com que desempenhamos cada função. O verdadeiro poder está na capacidade de servir sem esperar nada em troca, de fazer brilhar o que é essencial, e não o que reluz por fora. Quando se entende isso, descobre-se que o único caminho que nos engrandece é o da entrega, sem precisar de reconhecimento ou de adornos.

⁠O Brilhante

De que te orgulhas, mísero vivente
Filho do pó que aborrece toda gente
Pensas no que serás futuramente
E teu orgulho se desaparece.
Ignorância vil, cegueira brutal
De quem se julga mais que o semelhante
Não vê que humilde pedra de uma gruta
É mais útil que um brilhante?

Inserida por maria_baptista_moraes

⁠Os cargos são sombras, breves e fugazes,
Títulos, meros ecos que o tempo desfaz.
A posição social, uma máscara que desbota,
Mas a essência do ser, essa sempre ressoa.

No trato com os outros, revela-se nosso brasão,
Nos gestos de gentileza, no olhar que não engana,
Ali jaz o legado, verdadeiro e sem fim,
O que realmente importa, o que fica de mim.

Vaidade é o vento, que tudo leva sem pesar,
Cargos e títulos, ilusões a se dissipar.
Mas a essência do ser, essa sim vai perdurar,
Na memória de quem tocamos, o legado a se eternizar.

⁠Em organizações do "saber",
Um intercâmbio comercial se vê,
Como em artes marciais, começa-se,
Com o cinto branco a aparecer.

Mas logo, sem treino ou suor,
Vai-se à loja, cintos comprar,
Do branco ao negro, sem temor,
Sem a essência de aprender.

Um cinturão negro se ostenta,
Sem ter noção ou saber,
Só valida o ego que alimenta,
O ser sem verdade, só parecer.

Assim, nessa busca incessante,
De subir sem mérito, só poder,
Vê-se com títulos, sem a constante
Compreensão do ser, do viver.

O que deveria ser jornada,
De crescimento e de aprender,
Torna-se vaidade disfarçada,
Para ostentar sem merecer.

⁠Num espaço dedicado ao cultivo do corpo e do espírito, surge um homem cuja alma anseia desvendar os mistérios do Karaté. Vestindo o cinto branco, emblema de pureza e iniciação, ele comparece aos treinos, embora o seu esforço seja tão efémero quanto a brisa fugaz.

Encantado não tanto pelo rigor do treino, mas pela camaradagem e pelas conversas pós-luta, regadas a cerveja, ele busca mais do que a maestria técnica: procura a camaradagem que tanto anseia, numa jornada onde o esforço parece ser um mero detalhe.

Entretanto, à medida que o tempo avança, ele percebe que o reconhecimento do mestre não lhe é concedido, não obstante a sua presença constante. Tal constatação desperta nele uma chama de insatisfação, alimentando a decisão de se desviar do caminho estabelecido.

Assim, unindo-se a outros de espírito semelhante, ele empreende a criação de um novo dojo, onde as promessas de ascensão rápida e a promiscuidade social são as novas moedas de troca. Adquirindo o cinto negro não pela via da dedicação, mas pelo poder monetário, ele ergue-se como o grande Sifu, iludindo-se com a miragem da autoridade.

Neste ambiente que ele próprio forjou, rodeado por almas cúmplices na sua ilusão, o fracasso torna-se motivo de celebração, enquanto a excelência real é eclipsada pela máscara do sucesso fabricado. Na encenação do poder e prestígio, refugiam-se, ávidos por uma validação que não encontram nas suas vidas para lá das paredes do dojo.

Os verdadeiros buscadores da arte, ao vislumbrarem a futilidade deste teatro de vaidades, logo se retiram, deixando para trás aqueles que preferem o simulacro do conhecimento à árdua jornada da aprendizagem genuína. E assim, o dojo prospera, não pela luz da verdade, mas pela sombra da ilusão, onde o ser e o parecer se entrelaçam numa dança sedutora.

⁠O silêncio lhe assusta?

Vazio explosivo que inquieta a mente narcisica.

Afago contínuo de quem dele se inspira.

Inserida por Diogovianaloureiro

⁠Os enigmas da vida que veio e há de vir, juntamente com minha limitação racional expõe minha pequenez e ignorância para minha consciência.
Com minha nudez combato o orgulho, com a bondade combato a morte, assim como o sangue percorre o corpo e deixa vida em seus caminhos, assim seja meus passos sobre a Terra, carregados de amor e sabedoria de paz, sendo as flores e seus campos verdes o conforto diante o cinza.
Pai, ò Pai, quando me faltar forças, Tu serás cálcio em meus ossos, seja Tu meu pilar, me sustenta e proteja quando a vaidade e a cegueira do poder tentar me assolar, amém!

Inserida por felipe_brito_de_jesus