Poesias de Luis de Camoes Liberdade
Ao Estudante Anônimo
Liberdade é poesia
que não se desvia
das muralhas
Liberdade ultrapassa
Tanques brutos da praça
represálias
Liberdade é música
que vai além da letra
escrita
berrada
mortal:
Manifesto silencioso da verdade
Genuína paz celestial
Que a liberdade que anseio a cada dia,
ninguém a tente impedir...
colocando espinhos nos meus caminhos...
e amarra nas minhas pernas.
Ainda que consigam, será por pouco tempo,
pois sempre haverá uma senda.
Sacudindo o teatro em mim...
Hoje a felicidade me arrastou para o palco da liberdade.
Eu estava de vestido floral, com cores laranja e amarelo.
Levantei a barra do meu vestido e me liberei, me sacudi, rodopiei.
Era tanta a euforia, que ao rodopiar eu não sabia, se era o vestido
que me cobria, ou os colibris da fantasia.
Meu rosto estava suado, minhas bochechas estavam vermelhas...
E o meu corpo? Estava quente e minha alma flutuante.
Tirei o peso das minhas pernas e pés, eles ficaram espertos e ligeiros.
O palco estremecia, mas não caia.
Ainda que caísse, eu ia continuar dançando...
Pois a alegria era tanta, que nada me abalaria.
A preguiça? Mandei embora.
A rotina? Dei férias.
A vergonha? Demiti!
Tomei posse da minha autonomia.
Deixei fluir sem preceito a menina que não se cansa de mim.
Que vive a me rodear, sempre me convidando para bailar.
Que pula, que grita, que ri, que é feliz!
- Só conhecemos o verdadeiro valor
da LIBERDADE! Quando os portões se
fecham e ficamos, desesperadamente;
Atrás do muro.
"A verdadeira liberdade é um ato puramente interior, como a
verdadeira solidão: devemos aprender a sentir-nos livres até
num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão."
Enquanto isso...
fico imaginando surpresas, e improvisos.
Imagino sorrisos, a liberdade de ser, de sentir.
Fico imaginando a minha vida sem escolta, sem perguntas, sem por quês.
Imaginando um dia- sem sentir medo.
Enquanto isso...
aposto na delicadeza, no aqui e agora.
Sinto-me como um pássaro colorido fingindo que voo. Carrego desejos que eventualmente doem.
Mas, mesmo assim, sou puro desejo e intenções.
Eu sei que existe um céu, e ele é azul. Eu sou feito de som, de palavras e sabores. É isso, eu sou os diversos tons desse azul.
Enquanto isso...
respeito a lágrima- a estrada, mesmo que sinuosa.
Enquanto isso...
escapo por algum lugar, ora pelos poros, ou escorrendo pelos olhos- num abraço atrapalhado, ansioso, tímido.
As vezes sou grito, outras vezes, silencio.
Enquanto isso...
faço as pazes com o Deus que vive em mim, que brinca- e segura a minha mão.
Vou experimentando o mundo, mostrando minha poesia, recitando versos rabiscados nos muros.
Enquanto isso...
procuro o lirismo intrínseco, tornando suportáveis os meus dias, principalmente os nublados.
Enquanto isso...
sou caos, e sou bonança.
Pouso das Borboletas
Para que propagar a liberdade exterior se a verdadeira se mostra somente quando a alma passa a trilhar o caminho da simplicidade?
A questão não é tirar a liberdade, mas viver de maneira certa...
aproveitar o que a de bom e superar o que há de ruim.
o que pode ser bom hoje amanhã será ruim, e o que é ruim hoje amanhã pode ser tarde
Continuo andando naquele carro velho
Que cruza com total insensatez a cidade
Vem da Liberdade e vai até o que ultimamente penso de liberdade
Aquela de poder sentir novos versos ebulindo
Em antigas Antígonas, segundo Mário, antigonas
Ou meu andar caricato e trágico
Carrego pesos como o Fausto, não o do Goethe, o daqui
Só que os meus não me dão velocidade
Como erros, meus pesos, não estão a serviço dos acertos
Lido com a dor sem domesticá-la
Apenas não sou por ela aniquilado
Pois primitivo me privo de ser íntimo de deuses e tebanos
Mas sem a ilusão é impossível atuar, como dizem
E não sou belo,
O trágico, também dizem, é alegre
Apenas caminho com essa solidão sem espelho
Em seu todo perfeita, plena, repleta de erros, pesos, e acertos
E sonho este desejo insano de completude
Molhado de sêmen e risco
Pela insônia das horas
Eu já tentei a liberdade algumas vezes.
Já brinquei de voar e fui tocada pelo vento –
Já abri os lábios para comer nuvens de algodão doce
E sentir o sabor tênue de lágrimas de chuva.
Mas o que faz meu coração ser realmente livre
É estar aprisionado ao teu som, impaciente pela casa;
É estar colorido dos matizes do teu riso, mesmo riso de mau humor depois de um dia cansativo no trabalho;
É saber-me tua, de algum modo.
É ter a lua bem debaixo dos pés no teu céu estrelado
– olhos semicerrados cantando-me cantigas de embalar o sono.
Liberdade
Às vezes paro e em minha mente o nada deixo passar.
Paro, começo a soluçar e pensar na tamanha liberdade que tenho.
Liberdade que me sufoca, que me atormenta.
Não quero tal liberdade, quero minha liberdade, quero ser eu.
Liberdade paralisante procuras outro, pois a mim não poderás mais usar.
Eu não lhe quero mais, deixaste-me tão livre que liberto-te.
A pior sensação é a de olhar as pessoas de cima.
Me tira a preciosa liberdade e aquele prazer
de simplesmente olhá-las fixamente nos olhos.
Se eu escolher um caminho errante não se preocupem, terei a
liberdade de pegar um atalho e encontrar o certo.
Prisioneiro de mim mesmo
Liberdade eu procurei,
Liberdade eu precisava,
Liberdade eu encontrei,
Comprada, inalada, aspirada, injetada, limitada, passageira, mentirosa e traiçoeira.
Liberdade eu procurei,
Na liberdade que encontrei, me isolei, me entreguei, me viciei, me perdi, me escravizei.
Liberdade eu procurei,
Liberdade eu precisava,
Liberdade de verdade,
Liberdade eu não achava.
Busquei em diversas fontes, subi no mais alto monte, lá de cima eu me dei asas, voei até os céus buscando romper o véu que escondia a liberdade, o que havia por trás do azul?, a liberdade estaria ali?, quem escondeu-a de mim?, eu preciso encontrar o sabor da liberdade, eu preciso sentir o que é ser livre de verdade.
Cansado e sem encontra-la, desisti de procurar, resolvi aterrissar, me encostei pra descansar, fechei meus olhos tentando dormir para aliviar meu cansaço, foi então que me vi olhando para dentro de mim, e que havia algo ali, onde eu nunca pensei em procurar, me encontrei com a verdade, ela me disse que ali, dentro de mim, morava a felicidade e que se eu a encontrasse seria livre de verdade.
Viajei por tanto tempo, gastei energia, vida e talento, procurei nos quatros ventos, o que eu só encontrei quando me olhei por dentro.
A verdade me ensinou o endereço da liberdade, antes porém me avisou que eu só a encontraria se acreditasse que era a liberdade que eu queria de verdade.
Liberdade não deveria existir no dicionário. Pois se a liberdade for definida,
deixa de ser liberdade.
LIBERDADE
Espero por ti
te quero sempre aqui comigo
quando sinto a tua falta:grito
ao te possuir quero mais estar em ti
tu estais em meus pensamentos
faz-me superar qualquer sentimento
escrevo teu nome
quero teu nome
e nunca é demais
quero sempre mais
tu é a melhor das minhas embriaguez
é por ti que me embriago
são teus os melhores afagos
de você eu quero um gole
um de cada vez
pra viver eternamente nesta embriaguez
por você eu brigo
és a causa de tanta guerra
mas com você eu tenho paz
o teu desejo é que me cega
não me deixa aqui sozinho
quero que seja sempre minha
já mais te deixarei sozinha
e se partires constantemente irei gritar
a teu nome chamar: LIBERDADE!
Na real...Lutamos, corremos na busca da liberdade, perdemos caminhos importantes que com certeza iria fazer a diferença...
Fomos ao topo de lugar nenhum, viajamos para lugares distantes e sempre vimos as mesmas coisas...
Na real, fugimos de coisa nenhuma, escondemos segredos que na verdade nem existem, e queremos ver coisas que ninguém vê...
Amamos sem conhecer, beijamos as vezes sem querer. Fingimos não compreender. Na real, na real de tudo mesmo, mesmo não tendo certeza, amamos sempre quem não devemos amar, e isso é uma realidade....
...Na real, cansei de esperar por um mundo perfeito. Vou correr atrás da imperfeição é mais linda, mais criativa e divertida(...)
...Vou trilhar caminhos desconhecidos, darei um vôo rumo à liberdade...
A cada dia uma mutação, uma metamorfose, um novo dia, uma libertação...
Viverei como um pássaro mudando de lugar em cada estações.
