Poesias de Dor
Não quero perder mais tempo
com gente que não acrescenta.
Estou no tempo de viver a paz
e buscar a essência do espirito.
Não quero ter mais disposição
a quem é feito de explosões
que só causam dor!
Tudo o que quero é brisa suave
em meu caminho.
Por mais que me mostrem
a indiferença
eu quero mostrar
a diferença do que é ser amor!
7/9/15
4:34 da manhã, um gole.
4:49, dois goles.
5:01, três goles e olho mais uma vez a caixa de mensagens na esperança de você ter me enviado algo.
5:30, quatro goles. Já está quase na hora de ir trabalhar.
Segunda-feira e eu aqui.
Voltei a fumar, acendo um cigarro e me troco.
Vou pro trabalho. Um dia normal.
Volto e meus olhos te procuram na sala, no quarto, na cozinha me esperando com vinho. Mas você não está lá.
Acendo outro cigarro.
O cheiro da fumaça já apagou seu cheiro da casa. E o tempo apagou os detalhes da sua fisionomia da minha mente. Lembro de você como um todo, e dos nossos momentos. Mas os detalhes...me foram tirados. A força.
Estou no modo autodestruição desde que você saiu rumo a sua nova vida e acabou levando junto a minha. Minha vontade de continuar sendo eu, agora que você não está mais aqui. E aqui estou eu. Ela. Ninguém sem você. Não deveria, mas sou dependente. Dependente de uma droga que ao invés deu usar, me usa.
Apenas.
Qual o motivo de tu minha lagrima, teres escorrido? Já não aguentastes mais ficar aprisionada á meio de tanta angústia?
Diga-me, serás um alívio para o meu coração a tua partida? Ou serás apenas repentina?
Por trás de tuas transparências existe um sentimento...
Sendo ele carregado pelos quatros ventos...
Deixe-me bem, Alivia-me um pouco da dor, quando a mesma voltar não terás mais tanto ardor.
Murrei a parede repetidas vezes
Com o máximo de raiva e força que consegui
Até meus dedos sangrarem
Até meus ossos quebrarem
Até eu sentir alguma coisa
Fazia tempo que eu não sentia nada
Fazia tempo que eu estava cheia de um completo vazio
E eu precisava sentir algo...
Mesmo que esse algo fosse dor.
Sei que não sou poeta, sei que ninguém vai ler isso.
Só sei que queria um abraço
Um bom dia, um Como vai?
Que alguém se importasse
Que alguém me amasse
Tudo que eu queria era ser feliz
Ao menos um dia, saborear a alegria
Só queria sorrir, e ver alguém alegre
Só queria um mundo de paz...
Um sonho impossível,
Que pra muitos tanto faz
Queria encontrar alguém
que me entendesse...
Affs, quem se importa...
Existem momentos na vida que calar não significa não sentir e sim não se importar. Não se importar para dor, não se importar para o amor, não se importar para o que for.
E simplesmente deixar o amargor, seguir para onde for.
Assim vivendo no silêncio que for, essa terrível ausência de cor.
Tem um abismo entre as reticências. Cada um interpreta da maneira que lhe é favorável.
De qualquer jeito, o poeta insiste em viver sonhos e ilusões que não cabe na vida real. São pensamentos sobre pessoas, com coisas e em lugares onde talvez jamais tornarão em realidade.
Esse é o preço de ser poeta, de ser amante, de ser sonhador, ainda que não sendo confiante, pois sabe que está em solo frágil, areia movediça, prestes a ser afogado por outro que tenta roubar o seu lugar. E as vezes consegue, as vezes se insere de uma maneira, que a disputa por aquela pessoa machuca, pois o amor não é disputa, nem tão pouco zombaria, é coisa séria, é um monte de energia misturada com bondade e bons olhos.
Se não for isso, corre, que chove lá fora, lava tua alma e joga fora esse desperdício de atenção que corrói você em favor do outro.
Para onde levou o sol?
Eu não sei mais Maria, o que fazer com estes dias que passam, mas nunca amanhecem.
É que eu estou sobrevivendo, mas não sinto mais intensidade e vitalidade, não sinto as gotas da chuva, e o sol para onde levou o sol?
Não me admiram, nem arrepiam-me mais as canções, tão débil parece o cheiro das flores agora, tão inconsistente o chão.
Seu corpo está distante do meu, abstenho-me então involuntariamente de amar qualquer coisa.
Perdi o juízo e as funções motoras, perdi a cabeça e a memória, não sei mais se seu nome é Maria ou felicidade, não sei mais o que fazer com esta saudade.
No mais profundo, um baú.
Belo, perfeito aos olhos e agradável ao coração.
Lacrado pelo mais forte dos elos, forjado no metal mais denso.
Tanto tempo ali parado, depois de ter sido largado.
E houve a tempestade e o mais profundo foi descoberto e emergiu o belo baú.
Tão belo de se ver, tão agradável ao ego.
abri-lo não parece ser tão intenso quanto sua beleza exterior.
Aberto foi. Não há volta.
Gostaria de nem tê-lo descoberto nessa imensidão.
Lhe transborda lembranças desgraçadas, lembranças que só machucam, lembranças de mãos atadas.
Há tanto tempo submerso, assim deveria ficar.
O que faço com isso agora?
O que faço? se nem mais seu algoz é conhecido.
Aberto o belo baú é descoberto seu tesouro há muito esquecido.
Buscai forças.
Meu bem, apenas bem. Tu que já não me pertences. Ou já me pertenceu? Tu nunca teve posse, erro meu achar que esse coração me pertencia, que essa alma sempre permaneceria junto a minha. De todos os meus pecados, não te fazer sentir amada, sorrir aos ser beijada, me assombram como fantasmas.
Me perdoe, não pelo mal que te fiz, mas pelo bem que poderia ter feito e te neguei.
Meu bem, não mais posso te dizer o quanto eu te amo, te sonho, te chamo, te quero…
Como dói as lembranças que nunca vivi.
Se mais uma chance me destes, te provaria que a felicidade te encontraria em meus braços. É tarde demais, o tempo passou... Perdemos o tiro de largada.
Doce caminhada.
Pois o mundo é tão sombrio, amor.
A existência é vazia e fria, tu vais sentir isso. E no momento em questão, sentir não mais será o mesmo, colher a flor plantada num jardim regado com lágrimas passadas. Flor murcha e vil, não mais cabe no pomar que é o presente, mas seu cheiro ainda assombra dia a após dia, anos após ano...
Ainda vemos os mesmos velhos fantasmas; pois o mundo é tão sombrio, amor
Abatido, sentindo o mundo em seu giro, sem sentido, apenas voltando ao mesmo lugar. Sempre mais pesado, ainda assim mais vazio.
Abatido, mas forte, mais entendido, maduro. A custa de que? Quanta dor mais um giro pode me trazer? Qual o objetivo? Pra onde vamos?
Será que te verei no lado escuro da lua? Será que existe um muro?
Será?
O mundo era nós e eles, o mundo era meu quarto, o mundo eram teus beijos, meu olhos fechados, seu rosto quente, lágrimas.
Momentos que nunca serão manchados nos espelhos da memória, nunca serão esquecidos. Quem sabe superados?!
O mundo sou só eu, em mais um giro sem sentido. Procurando razão em meio ao caos.
Gratidão
Algumas vezes, a vida me bateu com tanta força, que acabou por me ensinar a resistir.
Um dia mentiram pra mim, de tal forma, que passei a não acreditar em mais ninguém.
A dor foi tanta, que achei que jamais a superaria...
Todavia, atualmente percebo que esse foi o exemplo que Deus usou para fortalecer a verdade em mim e me mostrar no outro, como eu não deveria agir.
Percebi que na verdade, aquilo que tomava como um castigo foi uma bênção, um livramento e que deveria seguir em frente, acreditando novamente no amor e confiando nas pessoas.
Tudo se banaliza.
A nossa exposição habitual ao sofrimento de nosso semelhante, torna-nos insensíveis à sua dor. De início importamos a sua dor, com o passar do tempo, passamos a ver seu sofrimento como algo que não depende de nós e que não podemos resolver.
É muito forte em nosso ser, a ideia de que, na ausência de um ente querido, o único caminho a ser vivido é o do sofrimento. Mas, se agirmos assim, estaremos condenando os nossos amados a sofrerem junto!
Eles nos sentem, eles nos querem bem, não desejam o nosso sofrimento.
Sem desejarmos, estamos dizendo a eles que também precisam sofrer pela nossa ausência! Estamos condenando-os a um futuro de dor e sofrimento em seus corações!
Se não desejamos isso para eles, precisamos servir de exemplo e viver.
Claro que teremos saudade, mas que esta nos traga aos olhos as lágrimas amenas que nos aliviarão a ausência e que nos lembrarão que tivemos a oportunidade de construir um laço de amor pleno e que, logo mais, estaremos juntos novamente.
Muitas vezes, achamos que, com a partida de quem amamos, temos de adotar a postura de um sofrer sentido, de um sofrer sem fim. Pensamos assim porque acreditamos que não podemos ser felizes sem aqueles que se foram.
Que possamos mudar esse nosso jeito de pensar, porque os que se foram nos amam e querem o nosso bem e rezam por nós para que sejamos felizes.
Se não podemos fazer isso por nós, que façamos então por eles!
Dói tanto, mas é difícil dizer o por quê.
Não sei se é saudade, não sei se é nervoso.
Não sei se é ansiedade, apenas é misterioso.
Um dia, quem sabe, eu irei saber.
Quiçá acabe o motivo de doer.
Algumas memórias sao como estrelas
Ja aconteceram, ha tempos
Mas ainda brilham presentes
E tocá-las
Doi
Um haicai na poesia...
(Nilo Ribeiro)
Ferida não fecha,
ferida não cura,
coitado do poeta,
perdeu a ternura
já não escreve,
não faz poesia,
não é mais alegre,
nada ele cria
contra o íntimo ele luta,
não sabe quem alimentar,
é uma triste disputa,
entre o ódio e o amar
sem paz,
em guerra,
o audaz
se entrega
só lhe resta um haicai,
com ele o poeta se esvai
"ferida não cura,
ferida não fecha,
adeus poeta"...
Tempestade
Estes últimos meses sofri
Como se estivesse num corredor da morte
Estive aprisionada e me fechei amargamente
Precisava viver ao mesmo tempo que morrer
Um renascimento como uma fênix em mim
Eu já não queria falar mais para não machucar
Pensava que todas as feridas poderiam se abrir
E todas as lágrimas rolar pela sua face
Então, me afastei para te proteger de mim mesma
O meu coração se partiu por te deixar
Sem ao menos dizer adeus eu te deixei
Doeu tudo que fiz
Como uma lança parti seu coração ao meio
Eu sei que errei quando te abandonei
Agora meus olhos apenas procuram os seus
Estou aqui para recuperar o que perdi
Um amor, uma amizade que se devastou
Como uma tempestade dentro de mim
