Poesias de Dor
Por que tem que existir regras para o amor?
Por que não posso expor a minha dor?
A dor que eu sinto em não te ter em mim, me preenchendo por inteira
Me beijando, e me pedindo que eu me toque
Até que eu não mais suporte e exploda como fogos, fogos de prazer
Ai que Saudades de você, saudades de você me amar até o amanhecer
Por que eu tenho que te esquecer?
Por que tem que doer?
Pq não posso te chamar e simplesmente te Amar?
Carla Aguiar
Passamos por momentos turbulentos e acreditamos que não vão passar na maioria das vezes a dor e tão grande que acreditamos que não conseguiremos suportá-la e então choramos, gritamos e ate nos debatemos um pouco. Sofrer por algum motivo ou alguém mesmo que seja fútil aos olhares alheios pode ser atormentador e quando a dor é duradora então é de enlouquecer, nesses momentos o conforto e a paz não existem, não existe maneira de fugir por que pra onde correr a dor vai junto ela fica no peito comprimindo seu coração e tudo que tem por perto, aperta a garganta, corrói tudo de vagar e quando finalmente para te deixa exausto, mas em fim livre toda dor um dia acaba e se não acabar vai diminuir ou então te enlouquecer, mas é uma escolha sua enlouquecer com ela ou suportá-la ate que ela se canse de te atormentar.
Eu ainda tenho no peito uma dor massacrante que me adoece e me tortura um pouco a cada dia, mas eu sei que ela vai parar e um dia quando ela for embora decepcionada por não conseguir me enlouquecer eu vou agradecer a ela por desistir de mim porque eu já vou ter desistido dela.
ÉBRIO
Um uísque.
Duplo, por favor.
Preciso desentalar da garganta,
Este nó, esta dor.
Só não me sirva com desdém,
Sou humano como você, meu bem.
Não faço isso todos os dias,
Só bebo quando me convém.
Anos de vida me fizeram mole,
Saudade é o que sinto agora,
Por mais que eu me enrole
Talvez eu fique ou vá embora.
Este copo aqui, ó, vazio.
Avermelhou-me o rosto,
Desequilibrou-me o corpo.
Atingiu-me a voz.
Desejo controle na escrita
Manter sentimento guardado
Mesmo que em dor eu reflita
Quanto ela me tem amado.
Nao é nada
É so vontade chorar
Acredito que nao seja nada
So uma dor que nao passa
Um vazio que nao se preenche
Uma solidao nao passageira
Uma pergunta que nao se cala
Por que?
Parecia tudo tao perfeito
Ja deveria ter imaginado que algum preÇo eu teria que pagar
Por que tao caro?
É so tristeza
Nao se preocupe tanto
Nao vai passar
Mas eu me acostumo
Esta muito frio aqui
E nao adianta fechar a porta
So quero que fique longe de mim
Interessa-me o que vai além de seus gestos.
Interessa-me o trejeito.
Interessa-me a dor pra curar.
Interessa-me o ex-amor pra exercitar - paciência
Cansa-me o descaso
Cansa-me o cansaço
Cansa-me casa sem casos
Cansa-me o ócio sem voz
Alegra-me o carinho
Alegra-me o sorriso
Já o amor me faz cócegas dentro do crânio
Insulta-me o mau-humor
Insulta-me a indelicadeza
Insulta-me? - silêncio!
na minha opinião ninguém escapa da própria dor
ela sempre surge afiada e impiedosa.
a dor te obriga a dizer: tenha esperança!
aí você diz a si mesmo: isso não pode perdurar...
ACREDITE: hoje vai ser diferente.
eu não me rendo aos ditames do ontem!
INGRATIDÃO...
Dor que não passa, questão sem resposta.
Mesmo quando não esperamos nada em troca...
Colocamos nosso coração em alguém, e este
alguém nos responde com um pouco menos que NADA!
Tem dia que a saudade escorre pelos olhos, por mais que queremos ser fortes a dor permanece, então vem Deus pega em nossa mão e diz isso tudo acabou esquece!
Sergio Fornasari
O doce amargo de meus erros
Regressei no tempo em dor Plantei na eternidade o futuro Na plenitude do amanhã com o perdão no peito Respirava o sabor do encontro com saudade. Firmei compromisso com a luz celestial Nasci com sede de viver. Desbravei o mundo sem resposta procurei o destino Encontrei solidão. Multipliquei minha vida em mais vida, renasceu em outra Dimensão aprendendo com a dor. A conhecer a mim mesmo, Busquei nas estrelas o caminho. Provei do amargo de meus erros. Aprendi com doçura amar o destino de minhas mãos. Agradecia cada momento da jornada da flor que Recebia com espinhos. Sentia minar o sangue que escorria em minha pele desnuda. Provava o cheiro da vitória de um novo encontro, Cada dia pedia ao céu que apressasse a imagem a Projetar na minha. No leito repousa as lembranças da saudade sem força de continuar. Ao longe no horizonte si via tua mão a chamar
A fonte da minha energia
é encarar os problemas,
às vezes com lágrimas e dor,
mas, principalmente,
com o sorriso no rosto.
Voltando a sorrir.
Dobrei a esquina,
Em outra rua deixei pra traz os urros de choro e dor...
A paga do mal, deixei meu carinho, meu cuidado.
...em outra rua, outra estrada ...
Minha sombra sorri
Restou cautela e coração!
e algumas baladas tristes das noites cruciantes...
em nova rua, novos sonhos
em novos sonhos me descobri o mesmo ...!!!
Com mesmos medos e mesmas coragens
......de frente pra vida......
A saudade é algo assim.
Uma agonia sem fim
Uma dor dentro da alma que chora dentro de mim
Saudade é um rio pequeno
Que corre pra junto do mar
É como a ilusão de um dia te encontrar
Saudade! Ah ! Saudade
Por que me atormentas tanto
Me deixas assim nesse pranto
Como um pássaro sem poder voar
Uma rosa sem perfume
Ninguém gosta de cheirar
Enfim, a saudade é tanta
Que me faz pensar
Que pra sentir saudade
Não precisa se esforçar
Sentiu doer o amor
Amor não se dói
Ah luto da dor no amor
Que corroí
Não saber amar é que dói
O amor à dor destrói.
Sentia-se algo que doía,
Doía-se algo que sentia,
No coração ou na alma,
O coração acalma a dor,
Que doía sentir.
Acabou o a(dor)mor
Deu-se o fim dos meus belos uni(versos)
Tira esse véu, não há mais perigo na esquina, da vida.
Meu bem
Explodiu o nosso céu
Réu. Absol(vida)
Eu não te amo
Estranho...
O meu ganho foi te perder
Chega uma hora do dia que a lembrança é mais presente
A dor da ausência, inexorável
Chega um momento que o peito se enche de uma enganosa esperança
Um desejo apenas: uma chance.
O silêncio é a resposta
O não tão dolorido ainda fere a alma
E o tempo também responde, implacável
Que não importam os dias
Há adeus que nunca termina
Existem presenças que, mesmo depois da partida, continuam a crescer dentro de nós.
APESAR DE TUDO
Apesar dos pesares,
Consumido por tantos males,
Pisando em cacos de vidros,
A dor como princípio ativo.
Vida que segue...
Como num mar rebelde.
Trêmulo, tempestuoso
Numa ilha deserta
Um pedido de socorro.
Mesmo que as rosas sangrem no
final,
Mesmo que eu não respire até o
próximo natal.
Ainda sim farei da escrita,
Uma forma de vida,
Uma inteligência artificial,
Que quando pego na caneta
Profere um sinal.
De paz, de guerra
De cura e sequela.
De um escritor alquimista,
Que transforma morte em vida.
Sou a utopia do amanhã que não
virá,
Levo a paz em meio às noites de
Bagdá.
"Palavras de conforto que não tocaram-lhe o coração no momento de dor,
Em tempo oportuno tocarão sua consciência por palavras proferidas e ações desmedidas que alvejaram alguém".
Apesar da dor que frequentemente traz e do abuso de
intimidade que constantemente presenciamos, o anseio
de conhecer e ser conhecido flui cada vez com mais
força dentro de nosso coração e exige ser ouvido.
