Poesias de Dor
“Ao avesso da pele”
Ao avesso da pele,
somos todos feitos do mesmo susto
quando a dor chega,
do mesmo brilho quando o amor acontece,
do mesmo medo de não caber.
Os olhos são iguais.
Choram da mesma forma,
reconhecem beleza do mesmo jeito,
buscam abrigo quando o mundo aperta.
O coração também não muda de cor.
Ele acelera,
falha,
espera.
E ainda assim,
o caminho muda.
Do lado de fora, a pele decide
o que o mundo permite.
Decide quem pode correr sem ser suspeito,
quem pode errar sem pagar caro,
quem é ouvido antes mesmo de falar.
É estranho perceber
que os mesmos gestos
ganham sentidos opostos
dependendo do tom da pele que os veste.
O mesmo silêncio pode ser respeito
ou ameaça.
O mesmo olhar pode ser curiosidade
ou culpa.
Não é o sentir que separa
é o olhar de fora
que escolhe não ver igual.
Ao avesso da pele,
ninguém nasce grande,
Ninguém nasce menor.
Mas o mundo insiste
em vestir alguns com medo
e outros com privilégio.
A injustiça não está no corpo.
Está na leitura equivocada
que fazem dele.
Talvez um dia
aprendamos a enxergar
para além da superfície,
a escutar antes de julgar,
a permitir que todos
tenham o mesmo direito
ao erro, ao afeto, à existência.
Porque se rasgarmos a pele
só em pensamento, só em verdade
o que aparece é igual.
E dói do mesmo jeito
quando é negado.
Você bebe para se divertir ou fugir;
quer comemorar ou se anestesiar?
O copo é o mesmo; a dor mal curada
é quem decide o resultado.
*Dor de amor passa!*
Porque coração é músculo.
Machuca, cicatriza e fica mais forte.
Colo de mãe cura porque tem diploma que
nenhuma faculdade dá.
É curso intensivo de colo terapia.
É especialização em abraço que conserta.
Doutorado em eu estou aqui!
_Van Escher_
Atravessei tanta dor
que minha voz calou pra Deus.
Foi aí que eu descobri:
Ele falava comigo o tempo todo
em cada linha que eu escrevia.
Me calei pra ouvir
o que Ele já tinha dito.
Van Escher
Ver no absoluto caos possibilidades e oportunidades é extremamente exclusivo para poucos.
Na dor vemos a vitória e resiliência perpétua.
Quando compreendemos o que vivemos e maravilhoso e único pois é ignorância te leva a derrota maior que possa existir.
Lágrimas do tempo são rosas jogadas ao vento...
Mero ador que desdém nas sombras a dor do amor...
Sejam sempre navegantes ilusões que ressurge nos braços dos amantes...
Bem-vindo as fogueiras da madrugada cujo o momento irônico seja lindo e maravilhoso.
Dor clandestina.
No desatinos de outras horas eras atravessaram.
Bem querer momentos bons no infinito.
Espalho a semântica no desconhecido...
Atroz requisição da inquisição.
Aplausos de telespectadores na espera de desfeixo emblemático.
O pedido de mais profundo atos insanos.
Euforia e realizações notáveis.
A mente subjugada pelo prazer.
A dor termina a alegria da existência se inicia.
No abraço da morte se comemora a vida...
Resiliência é um ponto de existência
No fracasso de ideias somos copilidos a ser poeira guarda num jarro de ouro.
Simples a refletir num estado de clareza num momento de prazer...
A mesma droga que intorpese o torna lucido dentro a perspectiva atual.
Nossa dor atrozes...
Pois declínio é a ignorância
Virtudes que nadam num mar vazio.
Dias passados foram feitos pelo astros.
Dor daqueles dias passados no paradoxo do tempo e espaço translúcido no estantes que compreender é parte do infinito.
Nos atos do espaço e tempo temos dois pontos no espaço continuo aguardando luz chegar,
O início se torna o final apenas pelo astros que deixamos para trás.
A luz no exterior do micro cosmo.
"Não existe um ano novo.
O que existe? Nós, separados, de novo.
Existe a solidão, a dor, o desgosto.
Existe o sonho de um novo amor e o pesadelo de um amor, que já não é novo.
Os fogos da meia-noite, não chegam perto do, na noite, o nosso fogo.
Só mais um ano, aí deixarei de ser o tolo.
Esquecerei ela, seguirei minha vida, viverei com gosto.
Entra ano e sai ano e continuo iludido, parvo e mentiroso.
O passar dos anos já não é mais doloroso.
A vida está amarga, a bebida já não tem mais gosto.
Passou-se mais um, esperarei mais um, dois e um outro.
Por você, aguardar toda a eternidade parece-me pouco.
Hoje, quando o relógio marcou meia-noite, lembrei você, lembrei nós, senti o peito roto.
Sei que não existe, mas amada minha, feliz ano novo..."
Não há nada mais bonito que uma arte nascida de uma dor genuína. Por isso "artistas torturados" costumam ser gênios em suas artes.
- Marcela Lobato
Amar Corrói
Amar corrói o profundo
do ser.
Quando a dor vem,
a tristeza bate,
e, em prantos,
o coração inquieta.
Amar corrói até
a mais pura essência,
e a solidão machuca
até queimar a alma,
pelo amor que não
se pode ter.
E a vida fica uma bagunça:
viver com dor
e viver sem
o amor do lado.
Sentir as necessidades ao meu redor Sentir a Necessidade Alheia.
Sentir a dor do outro nos prepara para um passo ainda maior: perceber as necessidades que pulsam ao nosso redor. Muitas vezes, a ajuda que alguém precisa não é material; pode ser a caridade de uma escuta paciente, o amparo de um sorriso sincero ou o respeito de um silêncio que acolhe. A espiritualidade age no mundo através das nossas mãos e do nosso coração. Quando treinamos a nossa sensibilidade para captar onde falta paz, onde sobra solidão ou onde o desânimo está vencendo, nos tornamos instrumentos vivos do bem, capazes de transformar pequenos gestos em grandes milagres.
Sentir a dor dos outros, o olhar para os outrosSentir o Próximo
A nossa caminhada espiritual ganha um sentido muito mais profundo quando aprendemos a desviar o olhar do próprio umbigo para enxergar o companheiro de jornada. Sentir a dor dos outros não é carregar o sofrimento deles, mas sim ativar a nossa capacidade de empatia e compaixão. Quando olhamos para o próximo com um sentimento puro, despido de críticas e julgamentos, compreendemos que cada alma carrega lutas silenciosas e pesadas. Esse olhar acolhedor é o que nos humaniza e nos lembra de que somos todos irmãos, necessitados do mesmo afeto e da mesma tolerância.
Sentir minha dor, meu eu, minhas conquistas, meus deveres e meus entender
Sentir a Si Mesmo
O primeiro passo para a evolução da nossa alma é voltar o olhar para dentro e aprender a nos escutar com honestidade. Sentir o próprio eu significa acolher as nossas dores sem julgamento, reconhecer o valor das nossas conquistas com gratidão e encarar os nossos deveres com maturidade. Quando nos permitimos sentir e decifrar o que se passa na nossa intimidade, alcançamos o verdadeiro entender da vida. Não fuja de quem você é. Olhar para o próprio espelho da alma é a única forma de pacificar o coração e encontrar a força necessária para continuar caminhando em direção à nossa luz.
Quando quem amamos parte para além do pôr do sol, a dor não passa, mas (as vezes) a gente se acostuma com ela.
Ouço dizer que o tempo ameniza a dor...
Tem horas que a dor não conhece o tempo e ela grita, ela berra dentro do peito e parece que não vai se calar...
Tem dores que não passam. E tudo bem.
Porque viver não é correr pra sair da dor
é aprender a caminhar com ela sem se perder de si.
Eu já quis respostas. Já tentei controlar o caos.
Hoje, escolho só viver.
Com presença.
Com coragem.
Com mais gratidão do que reclamação.
Não tô esperando um “depois que tudo isso passar”.
Tô vivendo o agora, porque é nele que a transformação acontece.
Mesmo quando ela não faz barulho.
Mesmo quando ela ainda dói.
-andressamedlem
Aprendi que a dor ensina.
Ensina a sentir saudades.
Ensina conhecer verdades.
Pois, o tempo passa e ficam as lembranças.
Lembranças, são como heranças.
Vivas sempre estarão
Guardadas no coração.
