Poesias de Dor
A Dor e o Tempo.
A dor grita alto no começo. Parece que nunca vai acabar, que vai te engolir inteira.
O tempo não apaga a dor. Ele ensina você a carregar ela de outro jeito. No início você arrasta. Depois você aprende a caminhar com ela no bolso. Um dia percebe que ela ficou menor que você.
Tempo não é remédio. É espaço. É ele que te dá fôlego pra respirar entre uma lágrima e outra, até o dia em que a saudade pesa menos que a lembrança.
Não tenha pressa de "superar". Tenha paciência de atravessar. E se hoje doer demais, lembra: isso também vai passar.
TRANSCEPTO CRUZEIRO
No mar da velha poesia,
Dois navios vão singrando:
Um carrega a dor da história,
Outro segue renovando.
Entre o ontem e o agora,
Vai o verso navegando.
Castro Alves levantou
Sua voz de claridade,
Denunciando as correntes
Da cruel desumanidade.
Fez do poema um clarim
Em defesa da liberdade.
Seu Navio Negreiro, então,
Foi um grito contra o mal,
Retratando o sofrimento
Do cativeiro brutal.
Cada estrofe era um açoite
Na consciência mundial.
Negreiros Neto, por sua vez,
Lança a Nave ao infinito;
Não conduz corpos cativos,
Mas o sonho mais bendito.
Leva esperança na proa
E Deus guiando o seu rito.
Se um navio foi prisão,
Outro é ponte e travessia;
Se um cruzou mares de sangue,
Outro semeia poesia.
Um revela antigas sombras,
Outro anuncia o novo dia.
No transcepto do cruzeiro,
Onde os rumos se entrelaçam,
A memória encontra a fé
E os destinos se abraçam.
O passado vira mestre,
Sem que as feridas desfaçam.
Castro Alves fez da pena
Uma espada de justiça;
Negreiros faz do cordel
Um altar de boa liça.
Cada qual em seu tempo
Cultivou igual premissa.
Não disputam grandeza,
Nem procuram primazia;
São faróis de um mesmo porto,
Cada qual com sua guia.
Um combate a escravidão,
Outro exalta a harmonia.
Transcepto Cruzeiro é ponte
Entre o pranto e a esperança;
É o encontro das palavras
Com a eterna confiança.
Quem conhece o seu passado
Dá ao futuro segurança.
Que o Brasil jamais esqueça
O valor da consciência;
Pois a arte quando é livre
Transforma toda existência.
E a poesia permanece
Como luz da resistência.
Enquanto não dói na gente, parece pequeno.
Quando dói, a gente entende:
a dor do outro nunca foi exagero,
só era invisível pra quem não sentia.
MELHOR SÓ!
Não se iluda: a verdade é que ninguém se importa, de fato, com a sua dor — assim como, muitas vezes, você também não consegue carregar a dor alheia.
Ninguém se importa.
E, talvez, nem pudesse ser diferente. Afinal, como esperar acolhimento de quem já é um vaso vazio? Quem nada possui dentro de si pouco tem a oferecer.
Há um momento, porém, em que a solidão deixa de ser castigo e passa a ser companhia. Você percebe que estar só é, muitas vezes, preferível a estar cercado por pessoas que não passam de fachadas: presenças sem verdade, palavras sem profundidade e vínculos sem afeto.
Então, aprende-se uma das mais silenciosas lições da vida: antes só, em paz consigo mesmo, do que acompanhado por quem apenas ocupa espaço — mas jamais oferece presença.
Que eu possa te falar do amor
Que eu sinto mesmo na dor
Que eu possa falar do que sinto
E saiba que eu não minto
Você que atravessou meu caminho
E não me deixou mais sozinho
Caminha lado a lado comigo
Esforço em tudo que eu consigo
Cada dia é um passo eterno
Vivido de verão a inverno
Sabemos que não existe perfeição
Porém nas linhas da correção
Relatando várias formas de querer
Com a verdade sempre a revelar
Que eu possa te falar de amor
O sentimento único para vida e eternidade
É todo e tudo que nos eleva
Ao maior mandamento pregado
Onde o paraíso só existe
Por Deus ser está fonte
Onde tudo gira nessa energia
Onde segredos não existem
Onde o puro sentimento
É como inocência de criança
Permanece o maior mistério revelado :
O Amor ,por amor, para amar
E o sangue de Cristo
É o ápice do Pai que ofertou na cruz
Seu único Filho para redenção da humanidade Como conserto do pecado original
Jesus se fez homem
Viveu, cresceu, trouxe palavras eternas
E pelo sangue derramado
Permitiu a salvação a todos que Nele creiam
E faça transbordar ao mundo
O verdadeiro evangelho
Na sua essência e verdade
Para que no resumo de toda obra e palavra de Jesus
Inserirmos em nossos corações
O amar do mesmo jeito que Ele nos amou!
Amém!
João Batista Barbosa
ADEUS
Não diga "adeus"
pois é dor que se deixa no peito.
O adeus vai além dos limites
retirante dos acordes futuros.
A distância sem esperanças
no ventre da mente perdida e vazia.
Entre dissabores, decepções
atravessamos vendavais e desertos!
Não diga "adeus"
para que envergonhado depois
não tenha coragem de retornar.
Mesmo com o coração partido
mesmo pelo mal que assola
sofrimentos vertendo dores e lágrimas
tranquilize-se com o passar do tempo.
O perdão conserta, clareia, alivia
faz através do esquecimento
diluir as sequelas do "adeus".
Quando pensar em dizer um adeus
raciocine cá entre os seus botões
pois Deus é quem direciona o nosso destino
pois Nele a fé fortalece e remove montanhas.
Para mim Ele nunca virou as costas
e jamais o Senhor me disse um "adeus"!
QUANDO EU BEBIA!!!
Quando eu bebia
O mundo parecia
melhor
e a dor que me
consumia
essa eu sabia de
cor.
Bebida era doce
sabor
entre tantas
histórias
no peito sentia
calor
na brasa de minhas
memórias.
Quando eu bebia
Viajava por entre
mundos
parecia tudo magia
desejos assim tão
profundos.
Era rodeado de
amigos
que riam de
felicidade
antes fossem
inimigos
perante minha
fatalidade.
Não queria ter
sofrido
tamanhas e cruéis
experiencias
mas depois de
acontecido
pude ver as minhas
demencias.
Quando eu bebia
Tudo era pura ilusão
amigos dessa grande
monotonia
queriam ver-me
jogado ao chão.
Perdi-me entre
tantos caminhos
achando que eram
reais
vivia por entre
espinhos
que podiam ser tão
fatais.
Hoje quando olho
pra trás
sinto forças e
grande alegria
desse mal eu não
bebo jamais
histórias que
conto... Quando eu bebia!
João
Batista Barbosa.
Na sombra da paz , caminha o verdadeiro amor , que pela caridade , supera toda e qualquer dor !
João Batista Barbosa
DEPRESSÃO
Ah essa dor que no vai e vem
Se esconde como convém
Uma tristeza que corrói devagar
Faz até o tempo parar
Pois o relógio do vento
Gira um grande sofrimento
Ah essa dor que não cessa
Parece que nada impeça
Pois o vazio invade o peito
E nada parece ter jeito
Pra levar embora essa dor
Que faz virar um horror
Cada momento é sem sorte
Um pulsar assim tão forte
Que parece não valer a pena
Que nada nada engrena
E nem existem lágrimas
Não existe mais forças
Nenhum canto pra querer
E até bate vontade de morrer...
Dessa forma sofre alguém
Que não sente falta de ninguém
Uma força negativa
E caso não haja tentativa
Onde alguém insista ajudar
Pra que a vida volte a brilhar
Caso não haja compreensão
De quem entenda a depressão
E poder segurar pela mão
Esse alguém perdendo o coração
Possa recuperar a estima
E compor uma nova rima
Pois somente entende tal dor
Sabe que a única cura é através do amor !
João Batista Barbosa
Poesias e pensamentos
SONHOS
Os sonhos voam fantasias
Onde encontro a harmonia
Onde elimino a minha dor
Sonhando com meu amor.
Sonhar faz bem pra alma
Relaxa e tão bem nos acalma
Nos envia no céu da esperança
Na imaginação de uma criança .
Quero nas ondas dos pensamentos
Viver intensamente todos momentos
Não quero ser pinguela e sim ponte
Para atravessar a linha do horizonte.
Quem não sonha não vive, vegeta
Acaba sempre sem rumo sem meta
Pois que dos sonhos vale toda sorte
Nos livra do mal, nos livra da morte!
JOÃO BATISTA BARBOSA
MIMOSO DO SUL ES
POESIAS E PENSAMENTOS
LÁGRIMAS !
Guarda as minhas lágrimas, Senhor!
Que mostram hoje a minha dor...
Lágrimas das minhas escolhas
Que agora rolam pelo meu rosto
Marcas de um coração solitário
Entrelaçado pelos resultados
Das escolhas do passado
Que pareciam só prazeres
E eram somente falsas ilusões.
Hoje, derramam-se pelo chão
Arrependimentos sangrando meu peito!
Guarda minhas lágrimas , Senhor!
E delas eu te peço sabedoria
Para que no pensar e agir
Eu possa fazer minhas escolhas
Face a face em orações
Que levo a Ti , ó Meu Deus!
Para que nos momentos que virão
Eu possa vir chorar novamente
E que acolha minhas lágrimas
Mas como triunfo de felicidade
De novas escolhas certas e verdadeiras
Que farei através dos seus caminhos!
Pelas lágrimas que hoje rolam
Façam novos tempos acontecer
Através da paz e do verdadeiro amor
Que me fará um novo ser
Nas escolhas que farei tão somente
Mediante a tua presença
Meu Senhor!!!
AUTOR – JOÃO BATISTA BARBOSA
Mimoso do Sul ES
A Força que Vem do Alto.
Superar não significa não sentir dor, significa continuar caminhando mesmo com as cicatrizes. E a maior vitória da alma é saber o momento de parar e buscar o colo do Pai. É lá, nesse amparo sagrado, que as nossas forças são multiplicadas. Deixe que o amor divino cure o cansaço dos seus dias e traga o alívio que você tanto procura. Você foi sustentado até aqui pelo Criador, e a sua vitória já está desenhada no coração Dele. Descanse e confie.
A DOR.
A dor não bate à porta; entra.
Não pede licença às alegrias, nem consulta os calendários da esperança. Vem quando o céu parece mais azul, quando a mesa está posta para a felicidade ou quando a alma, iludida, acredita haver encontrado repouso.
Há quem a amaldiçoe, chamando-a de tirana. Há quem a receba como sentença. Mas a dor, essa peregrina austera, nada possui de caprichosa. Caminha silenciosa pelos séculos, ceifando ilusões para semear verdades.
Ela derruba os soberbos, porque o orgulho não floresce sobre lágrimas. Cala os vaidosos, porque a vaidade se desfaz diante do túmulo. Desnuda os poderosos, porque a morte não distingue coroas de andrajos.
É no cadinho da dor que o homem conhece a fragilidade da própria grandeza.
Quantos ergueram palácios e não souberam construir um coração! Quantos ajuntaram moedas e morreram mendigando um gesto de afeto! Quantos venceram o mundo e perderam a si mesmos!
A dor contempla tudo isso sem escárnio. Apenas espera.
Espera que o orgulho se ajoelhe, que a revolta se canse, que o desespero silencie, para então revelar, entre os escombros da existência, uma centelha de eternidade.
Porque toda lágrima que nasce da consciência vale mais do que mil sorrisos comprados pela ilusão.
Bem-aventurado não é o homem que jamais sofreu.
Bem-aventurado é aquele que, depois de sofrer, tornou-se mais justo, mais compassivo e mais humano.
Se a dor visita teu caminho, não a transformes em ódio.
Transforma-a em luz.
Porque o sofrimento que apenas endurece o coração é tragédia; mas o sofrimento que desperta a consciência converte-se em sublime redenção.
E quando, por fim, a noite cerrar seus véus sobre a derradeira jornada, compreenderás que a dor nunca foi tua inimiga.
Foi a severa mestra que, sem promessas fáceis nem palavras lisonjeiras, ensinou tua alma a caminhar em direção ao infinito.
Entre o Eco da Ausência e o Grito do Silêncio
Diante das palavras impregnadas de desapego e dor, surge uma resposta silenciosa, tecida com fios de reflexão e resignação. É como se cada frase fosse um eco, reverberando nos cantos sombrios da alma, mas também iluminando os recantos mais profundos do coração.
Não é a falta que se faz presente, mas sim a presença ausente, uma ausência que se manifesta de formas indizíveis. É a memória que se esvai, o cheiro que se dissipa, o toque que se desvanece. É o reconhecimento de que o que um dia foi, agora não passa de sombras fugidias, dissipando-se com o vento.
E mesmo diante dessa ausência, há uma ânsia que se insinua, uma vontade de confrontar os fantasmas do passado, de encarar de frente a distância que separa o que já foi e o que resta agora. É como se a própria alma se revoltasse contra a lembrança do que um dia a aprisionou, buscando expurgar qualquer vestígio daquilo que já não lhe pertence mais.
Mas entre as linhas desse desabafo, há também um silêncio que grita, um vazio que ecoa. É a solidão que se faz companhia, o eco dos dias vazios, a resignação diante do inevitável. E no meio desse turbilhão de emoções, resta apenas o gesto simbólico de tentar exorcizar o passado, de purificar a alma daquilo que já não a alimenta mais.
Assim, entre a ânsia e o silêncio, entre a distância e a resignação, essa prosa se insere como um suspiro, uma última tentativa de libertação, um ato de coragem diante da incerteza do amanhã. É o retrato de uma jornada interior, onde o amor e a dor se entrelaçam em um eterno jogo de sombras e luz.
FULGOR DA DOR QUE ANIQUILA.
Não havia pensamento.
Não havia linguagem.
Apenas a dor.
Bruta.
Imediata.
Sem forma e sem medida.
O ar pesava.
O peito ardia como se algo estivesse sendo rasgado por dentro, sem cessar.
Os olhos não viam.
E, ainda assim, tudo estava diante deles.
O corpo permanecia ali.
Mas o que sustentava o gesto de existir havia sido arrancado.
O chão não sustentava.
O tempo não seguia.
Tudo se comprimia em um único instante interminável.
A imagem dela.
Imóvel.
Silenciosa.
E o sorriso.
Ausente.
A ausência gritava mais do que qualquer som.
As mãos tremiam sem controle.
Os joelhos cederam.
Não havia decisão.
Apenas queda.
O papel.
As palavras.
Cada linha atravessava como ferro em brasa.
Sem interpretação.
Sem defesa.
Apenas impacto.
O coração batia desordenado.
Forte demais.
Rápido demais.
Como se quisesse romper o próprio corpo.
O ar faltava.
Ou talvez não fosse mais necessário.
Um ruído interno.
Constante.
Insuportável.
Como um eco que não se cala.
Nada fazia sentido.
E, ao mesmo tempo, tudo doía com uma precisão cruel.
O rosto dela.
A quietude.
O fim.
A mente tentava alcançar.
Mas algo recusava.
Não era possível aceitar.
Não era possível negar.
Apenas sentir.
Sentir até o limite.
E além dele.
A dor não diminuía.
Não se transformava.
Ela expandia.
Tomava espaço.
Invadia cada parte.
Sem nome.
Sem pausa.
A memória surgia sem ordem.
Fragmentos.
Sorrisos.
Olhares.
E cada fragmento feria novamente.
Não havia abrigo.
Nem dentro.
Nem fora.
O silêncio esmagava.
O espaço sufocava.
E ali, entre o que ainda respirava e o que já não era, restava apenas isso.
Dor.
Inteira.
Total.
Sem consolo.
Sem explicação.
Apenas a presença brutal de algo que não podia ser evitado.
E que não cessava.
"Não foi no rosto que senti o teu beijo, Senhor,
Mas no âmago da alma, onde a dor se faz luz.
Teu hálito de paz dissipou meu desejo,
E a sombra do mundo rendeu-se à tua cruz."
A VIGÍLIA INTERIOR DIANTE DO MAR.
Do Livro: Dor, Alegria Dos Homens.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Ano: 2005.
"Vejo-me sentado à beira do mar,
com os olhos a perscrutar as ondas,
e as ondas a me segredarem um canto antigo,
minha alma em auréola silente,
balouçando entre a areia e o sopro do crepúsculo.
Meus papéis e tintas jazem aos pés da escuridão,
mas ó amada, contempla e sente,
pois das águas ascende o arpão invisível
que fere e consagra, que dilacera e recria.
Uma vastidão de estro arrebata-me
e entrega-me de volta o coração como oferenda.
Então o maestro das dores profundas
toma-me pela voz e pela carne
com o rigor de uma perfeição austera.
Ergo-me desse antro de sombras
e entrego-me à poesia mais pura,
aquela que nasce sem letras,
somente de espírito em brasa.
Das trevas ergue-se tua mão,
e eu te ofereço a flor mais rara do dia,
cultivada no inverno férreo da alma,
no labor severo de meu próprio suplício.
Resta-me, contudo, a onda derradeira
que me instrui sobre o amar,
entre papéis dispersos e o sopro da aspiração.
E de tudo o que me desfolha
ainda me floresces, amada.
As ondas retornam e batem nas pedras,
gravando nelas o testemunho do que fomos,
as marcas decantadas de duas almas consagradas,
errantes, mas unidas na devoção que não se extingue."
Ó mestre, eu permito que tu me persigas.
“Jesus, ó meu Mestre, meu Guia, minha dor amada… eu permito que Tu me persigas, se for na direção da Tua luz.”
Há corações que já não pedem consolo, pedem apenas sentido. E nesse instante sagrado, quando o Espírito se ajoelha diante do invisível, nasce a verdadeira prece aquela que não suplica por alívio, mas por permanência na Vontade Divina.
Há dores que não ferem, purificam. Há lágrimas que não denunciam fraqueza, mas lavam o que ainda é humano demais dentro de nós. Quando a alma pronuncia esse “eu permito”, ela não se entrega à fatalidade, mas à consciência daquilo que a move: o Amor que corrige, que chama, que transforma.
Não é a perseguição do castigo, é a perseguição da graça. O Mestre não vem para punir, vem para fazer de cada ferida um altar, de cada queda uma oportunidade de renascer. A perseguição de Jesus é o toque suave da Verdade que não desiste de nós, mesmo quando fugimos do espelho da própria consciência.
Quem assim se entrega já não busca milagres, busca entendimento. Já não deseja o conforto do corpo, mas o repouso da alma em Sua presença. É o instante em que o “eu” se dissolve e resta apenas o silêncio luminoso de quem ama sem pedir, de quem serve sem pesar, de quem sofre sem revolta.
E nessa entrega sem nome, sem forma e sem recompensa, a alma descobre que a dor, quando amada, deixa de ser dor. Torna-se caminho. Torna-se luz.
Eu sinto dor
A minha alma desfalece
A poesia me abraça
Arranca as vestes do meu coração
E o deixa nu sobre os meus versos.
Uns dizem que o amor é prazer, outros dizem que é dor, é sofrer, e há quem diga que é paixão, algo bom que se sente, o que te deixa contente e que não cabe no coração. Muitos dizem que o amor é o melhor dos sentimentos, que satisfaz, te compraz, que faz do menos o mais, do pouco o demais. Algo transformador, o que move e incentiva, que cura até uma ferida e que dá uma nova vida.
O amor é fácil de entender, mas só vivendo pra aprender. É uma mistura de tudo que tem de bom, algo que não cabe dentro de você. É parceria, harmonia. É prazer, compreender, se alegrar e até sofrer. É coisa bonita de se ver, que naturalmente faz transparecer no parecer, faz a gente se doar com tudo o que se tem, faz até a gente tirar de onde não tem, só pra fazer um bem pra alguém que se quer bem. Porque as ações mostram que o amor é real, algo magnífico ou até sobrenatural. E é assim que a gente entende que como o amor não tem igual.
