Poesias de Dor

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Mas Jesus não recuou.
Desprezou a vergonha, encarou a dor,
Porque via além da multidão que ria,
Via o rosto de cada um que seria salvo por amor.

O meu Deus é um Deus que transforma o impossível em testemunho, o deserto em jardim e a dor em propósito; que levanta o caído, honra o esquecido e faz nova todas as coisas.


“Porque dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém.”
(Romanos 11:36)

Deus não chama os perfeitos, Ele aperfeiçoa os chamados.
Se houve dor, Deus cura.
Se houve perda, Deus restaura.
Se houve silêncio, Deus continua falando. miriamleal

Afasta-te de quem tenta inverter a verdade e te culpar pela dor que te causaram.
A Palavra nos lembra que Deus é justo juiz: Ele vê a raiz do erro, não apenas o grito de quem sangra. miriamleal

Quem carrega o Céu:
não deixa rastros de dor,
não normaliza abusos,
não justifica feridas em nome de Deus.
Deixa marcas de amor que edifica,
verdade que liberta,
e graça que transforma.
Continue guardando teu coração, para que cada passo teu seja testemunho do Reino, e não eco de trevas. miriamleal

A unção não apenas alivia, ela liberta.
Ela não maquilha a dor, ela trata a raiz.
Ela não vem para exaltar pessoas, vem para glorificar Cristo.
miriamleal

A força que vem depois da dor não é barulho, é estrutura interna.
É aquela fé que não depende de circunstâncias.




miriamleal

Jesus não morreu de forma simbólica.
Não foi teatro espiritual.
Foi sangue. Foi dor. Foi substituição.


miriamleal

Eu não diminuo minha dor, eu reposiciono meu olhar.
Porque quando lembro de tudo que Deus já fez,
nenhum problema consegue ser maior do que a minha gratidão.


miriamleal

Eu não ando pela dor, nem pela pressa…
eu ando pela direção de Deus.


Eu não preciso forçar nada,
porque aquilo que vem de Deus me encontra. miriamleal

O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” (Salmos 30:5)


A dor pode até ter chegado…
mas ela não tem autorização pra permanecer.
Decidir não permanecer na dor…
não é negar que doeu,
é escolher que não vai mais te prender.

Eu não me sento na ferida, eu me levanto pela fé.
A dor não é meu endereço,
é só um lugar por onde eu passei.
Porque o Deus que me vê também me cura,
e o amor dEle é maior do que tudo que eu enfrentei. miriamleal

Deus também transforma terrenos.
Mesmo que alguém tenha plantado dor no seu caminho… você pode escolher plantar cura. Mesmo que tenha vivido injustiças… você pode semear justiça. E isso muda completamente o tipo de colheita que vem depois. miriamleal

⁠⁠Não é sobre
se libertar da dor,
mas do que
causa
a dor.




Há um equívoco muito comum em nossa maneira de lidar com o sofrimento: tratamos a dor como inimiga, quando muitas vezes ela é apenas a mensageira.




Passamos grande parte da vida tentando silenciá-la, anestesiá-la ou escondê-la, como se o problema estivesse no alarme e não no incêndio que ele anuncia.




Libertar-se da dor pode até oferecer algum alívio momentâneo, mas quase nunca transforma a realidade que a produz.




É como trocar o curativo sem limpar a ferida — por um tempo parece resolvido, até que a infecção volta a lembrar que o problema nunca foi realmente enfrentado.




O que realmente exige coragem não é fugir da dor, mas olhar com honestidade para as causas que a alimentam.




Às vezes são relações que se sustentam no desgaste, expectativas que nunca foram nossas, silêncios que acumulamos para manter aparências ou estruturas que aprendemos a aceitar como inevitáveis.




A dor, nesse sentido, pode ser um tipo muito raro de lucidez.




Ela revela aquilo que a acomodação tenta esconder.




E, por mais desconfortável que seja, ela também aponta para onde a mudança — de fato — precisa acontecer.




Libertar-se do que causa a dor exige mais do que resistência emocional — exige revisão de escolhas, rompimento com padrões e, muitas vezes, a coragem de contrariar as narrativas que nos ensinaram a suportar o insuportável.




Porque, no fim, não se trata de aprender a viver anestesiado.




Trata-se de aprender a viver sem precisar se ferir para continuar existindo.

"O riso encontra companhia fácil;
a dor verdadeira, quase sempre, caminha sozinha."


Ou, mais enxuta:


"Sorrimos acompanhados, mas choramos a sós a dor que ninguém aprendeu a ler."


Ou, com um fio de esperança ao final:


"A alegria reúne uma plateia; o sofrimento profundo costuma conhecer só o silêncio, até que alguém, enfim, se disponha a escutá-lo."

Amor / dor,
amorzinho / espinho,
amorzão / solidão.
O amor é curador,
o amor é alívio,
o amor preenche o vazio do coração.

⁠O anjo tem anunciado
o clamor pelo protegido
e a sua dor crescente,
porque quem tem o dever
de cuidar tem feito
da dor física a evidente
psíquica mordaça
para a boca silenciar.

A epopeia foi espalhada
pelo mundo e não há mais
como manter abafada,
se virar contra será uma
tentativa frustrada porque
toda a poética do coração
é a mais augusta fala.

A senhora justiça já que
não consegue exercer
a sua autonomia para
fazer valer o dever,
ao menos que se torne
poesia para devolver
o Estado de Humanidade
para no Estado de Direito
o povo voltar a crer.

A presunção de inocência
é um direito constitucional,
e reconhecer um erro é mais
do que justiça é um evidente
Estado de Decência ao dever.

A dor, o luto e a tragédia de todas as ordens são escolas muito duras, ninguém está imune a elas.


Acolher estes acontecimentos com coragem e respeito é dever individual e coletivo.


E sobretudo, é dever aprender com elas e da maneira que for possível cada qual da sua maneira ser o ombro amigo e a palavra amigo ou até mesmo o silêncio oportuno para quem precisa.


Ideal seria se conseguíssemos desafiar o cotidiano e estar acima das influências contemporâneas e incorporar como ato de vida formar uma rede de apoio social dentro do nosso espaço existencial.

Hoje acordei sentindo o lado desagradável da vida
uma sensação de doença sem dor
uma dor sem doença nenhuma...
Estou morrendo de sede com um copo de água na mão
sentindo a agonia de quem está se afogando
se afogando com a água do copo na mão...
um aperto enorme no coração.

O tempo passando
eu agonizando
morrendo
pela mão sufocando
a outra mão me afogando
a vida - gélida corrente...inexorável - me desdenhando
e a dor doendo, doendo...

Inserida por RosangelaCalza

O poeta

Era um menino do qual
Não entendia a diferença entre o bem e o mal,
Entre a dor e a esperança,
Entre o adulto e a criança.
Ele um dia viajou
E se apaixonou.
Seu primeiro namoro foi curto.
Ele chorou por aquilo não ser justo.
Quando se despediu do seu primeiro amor,
Ele sentiu tanta dor
Que suas lágrimas levaram a calma
Lavando sua alma.
Foi quando a esperança perdeu
E por uma menina sofreu.
Percebeu o quanto era complicado
E não quis mais ser amado.
O tempo passou
E ele não mais se apaixonou.
Até você aparecer,
A primeira ferida parou de doer,
E ele conseguiu amar mais uma vez,
Se ela vai te dizer? Talvez.
O medo ajudou a levantar
Uma barreira que só ele pode quebrar.

Inserida por vitorap