Poesias de 20 Linhas
RENDA
Renda branca de cetim
Afaga a dor e a saudade
Por entre estas linhas
Escritas num profundo
Mergulho de letras
De um amor solitário
Nem as rosas sabem
Da dor que sinto
No tatuar do peito
As estrelas tentam
Fugir da minha alma
Renda de branca cor
Neste meu jardim de mar
Remendado de alegria
Onde as rendas do vestido
Acenaram aos teus olhos
Fogo, paixão, faiscas
Amor de silêncios
Combimação de renda
Lágrimas que não choro
Nas águas do rio que correm
Para o mar das saudades
De beijos dados entre dentes
Entre línguas simplesmente
Na dor das águas do mar
Renda de branca cor de mim,de ti
ENCONTRO
Encontro nas solitárias linhas
Entre as páginas do livro que
Tento ler aventuras solitárias
Nas poesias escritas com tanta
Beleza numa linguagem entre todas
As memórias de tantos amores
De tantos silêncios de felicidade.
LINHAS E LINHAS
Esse sentimento tênue.
assim como a linha da vida
essa vida pra valer...
Pela escada condenada
e na linha de escrever.
Essa linha toda fina
que desatou da minha roupa
essa roupa feita de linha
pela sala, pela cozinha
até na colher de sopa.
E essa linha do meu linho
do vestido e do meu terno
da pipa atiçada ao vento
a linha do meu silencio
despertada por um berro.
Linha de ferro e aérea
linhas traçadas em bilro
linha da vida e do morte
linha do sul e norte
linha disso ou daquilo.
E essa linha telefônica
que leva os recados meus
linha da encruzilhada
para o cão ou para Deus
linha dos evangelista
que um dia foram ateus.
Linha d'aquela toalha
que enxugou o rosto do home
do pano que cobriu o pão
do gasto que te consome
linha que pescou o peixe
do ficar e não me deixe
e do rasgo do lobisomem.
Linha da seca e da chuva
que caiu lá no agreste
das divisas e ignorâncias
daquele cabra da peste
linha da noite e do dia
linha da dona Maria
a rendera do nordeste.
Tantas linha que alinha
ate os meridiano
linha dos sonhos e planos
linha que desalinha
pelas mentiras do fulano.
Antonio Montes
Djamass -
Uns estão a brilhar, enquanto um gajo está a iluminar/
Não estou atrás das linhas inimigas, como Roel estou a minar/
Na estrada com 2 asas de borboleta pra dar direcção/
Vendo vocês lá na via, na via de extinção/
O segredo é o esforço que vira força motriz/
Nem parece fui aprendiz/
Sarrou a ferida, ficou cicatriz/
Se a kota apoiou, então sou a actor e ela atriz/
Desculpa é aquela base, é que com ela estou feliz/
Nunca fiz um trabalho e que culmina com matriz/
Mato boys, frito beatz e essa fusão me leva a París/
Mas foi com tempo que melhorei a minha situação/
Não dá para ser museu pra pôr o passado como inovação/
O que fui é história, o que sou é o que importa/
Estou num carro que é o Deus quem me transporta/
Sem versículos, ele diz: meu filho se comporta/
Saiba cultivar, proteja tua horta/
(Parte2)
A chuva vem de cima e o arroz vem do matope/
Estás em cima vais cair, estás no chão, vais ao top/
E eu assim num perfil que representa um PALOP/
Sem Skuad eu sou fly, eu racho você rompe/
Estou sentado em painville, daqui a pouco no NUFORPE/
Acordei a juventude, fazendo txeda e isso ficou Dope/
Sem ser melhor que ninguém/
Do zero pra um alguém/
Um gajo não bate bem/
Mas se queres diss aqui tem/
Entrei vazio, tenho tudo, não há espaço pra acostagem/
Dos meua hits fazes os teus, safoda tua pilhagem/
Estou a bulir sem e de carreca, tenho Freitas como Nelson/
Não ruas sou Most wanted, wanted como kelson/
Não foi fácil afastar a desgraça da panela/
Hoje apanhas fumo que te atrai directamente da janela/
Não tem como esquecer que fui o pior das favelas/
Mas sálarios pelos diplomas hoje atraem essas donzelas/
O VOOU
O pássaro, voou, voou...
Sem plano de voou
sem rota transada...
Sem linhas paralelas,
meridiano... Nada, nada!
Voou solto pelo ar,
com seu instinto desconfiado
voou, voou... Vou por aqui,
por ali, voou por todos os lados...
Voou como voa um Pássaro alado,
lado a lado com sua amada
planado em seu navegar, voou...
Voou pelo passado, pelo futuro
pelo presente, condenado
e pelos planos tortos desajeitados.
Voou pelos rios sobre serras
sobre vales sobre as relvas...
por cima das casas e serras,
voou sobre ventos, como palmas
... Batendo as asas sem oração
navegando sob o tempo
articulando as válvulas do coração
... Correndo sangue pelas veias, meias
lua cheia, nova, quarto crescente
pela seca pelas enchente d'água
e de gente, voou, voou...
Na mais perfeita circulação.
O pássaro as vezes, faz do meu varal
um aeroporto sem sinais e posa...
Pousado caga, caga, caga...
Caga toda hora, caga no agora
logo mais, sem controladores de voo..
salta para o tempo, e vai embora.
Antonio Montes
Caneta e papel nas mãos para escrever, é andar pela estrada do coração.
Lagrimam as linhas e oculta nas entrelinhas a angustia do tempo-espaço, o tempo é lento enquanto a caneta desliza pelo papel, escrevo com cuidado para não perder o espaço entre a poesia e o coração.
Inspiração rsrsrs
Aqui é meu espaço, diante dessas linhas eu deixo meu pensamento, meus sentimentos, sei que diante dessas meras palavras, cabe um turbilhão de sentimentos.
Quem me vê de longe, nem imagina o quão sentimental sou. Mas, um dia valerá a pena, sempre vale, é isso que dizem, não é?
"É impossível descrever-me em apenas algumas linhas, sou um tanto de coisas que me considero um pouco de tudo.
Descubro algo de mim a cada dia, sei quem eu sou por agora, mas não sei quem eu serei amanha. Seriam tantas palavras para descrever o que sou hoje, e ainda faltariam palavras para descrever o que eu ainda nem sei que sou. "
Percorremos nesta vida diversos caminhos, e vamos sendo marcados pelas experiências das linhas do tempo, cada linha adquirida é um tempo vivido, um escrito, até que essa linha se finda, e se fecha o livro.
Kaab
Monolatria Humana ( casamento )
curvou-se , de mãos abertas,
para dar-lhe a linhas da palma,
e coser com o anelo o elo
da sina um uniforme.
e disse-eis aqui o cordeiro
que oferece-lhe o velo
curtido no infindo desejo
de aquecer teu flanco.
T.V.///Veiga
as linhas do tempo
que prendiam
meu barco
num universo
paralelo
foram cortadas.
decidi navegar
pelas águas
da vida real
que ainda
não foram
desbravadas.
Popularmente, costumam dizer que “Deus escreve certo por linhas tortas”... Mas o quão tortas seriam essas linhas? E o porquê de entortá-las?
Será que o vão motivo de transcrever essas tais linhas tortas, vale menos que a certeza final? Então eu penso…
“Será que por vezes, essa tal lição entortada, feita para se alcançar a certeza final, não poderia ser endireitada?”
Tantos porquês para uma simples questão… vou parecer um solista para alguns. Mas então, eu vos pergunto: Porque parafrasear?
Por vezes em muitas palavras,
Até se transforma em canção,
Entre as linhas rabiscadas,
Informa amor, saudade ou a solidão.
Nas floresta, nos bosques, no jardim,
Nas flores que ao leve toque perfumam o ar,
Na melodia, nas cifras, no jeito simples de cantar,
Tem poesia na vida, tem poesia em você e em mim.
Palavras soltas, que vão e vem, embalam os olho de um singelo leitor,
Amar, encantar e ser encantado, descobrir-se poeta,
Apertar o coração, e em meio as lágrimas compor,
Sorrir, abraçar e se deliciar na descoberta.
É sonho, flutua, descreve utopia,
É viagem, é prazer, a noite, ao dia,
Nas entrelinhas o delírio da poesia,
Ser poeta é descrever verdades e fantasias.
Para mim...
Escrevo para mim,
hoje, especialmente...
Entre o nascer e o agora,
poucas linhas são de glória!
Sou única! Sou tantas!
Sou entretanto, uma gota
no universo mágico da alegria.
Sou a realidade entranhada
no vasto mundo das seitas!
Sou avessa a aparências!
Vou além da correnteza,
mas por um lapso de tristeza,
nada me move além do gesto
de ficar parada no mesmo lugar!
Não atendo às suas expectativas!
Não me curvo aos preceitos,
nem a lei dos homens!
Não suporto a guerra de egos
de gente soberba e vazia!
Me refaço todos os dias,
se assim achar necessário,
reinventando minhas asas
que insistem em me carregar....
Versos íntimos,
Sem sensações
O sangue se derrama,
Nas entre linhas,
Julgo o que ninguém vê,
Bem como as intemperes
São as portas do destino,
Bem qual se destina tua vida,
Seja um suspiro para o futuro,
Inconsciente nesta cena,
Que se reproduz o desejo,
O sinto secreto mais profundo,
Verte até umidamente...
Sendo assim o lapso
De emoções em um parador
Extremo bem acido...
Sobre a língua dormente,
Tremula entre tantos...
Sejam o ultimo sentimento...
Algoz puro atroz...
Venha suas lagrimas de prazer,
Grite sem que ninguém compreenda...
Entre pontos e linhas
Eu devo estar louco
Por estar agindo assim
Morrendo pouco a pouco
Esquecendo até de mim
Se olho as estrelas
Procuro lhe encontrar
Queria muito vê-la
Tantas coisas para contar
Você é um mistério
Difícil decifrar
Entre pontos e entre linhas
Estou a navegar
Estou eu aqui acolhida em minha alcova traçando algumas linhas trazidas das profundezas do meu mais inexplorado íntimo e as mesmas estão me levando a um estado de insanidade momentânea que me alucina e me entontece.
Autora A.Kayra
Encontrei-me laçado pelas cordas da ilusão,
E completamente dominado pelas linhas das emoções.
Percorri caminhos inusitados e inéditos na linha do equador,
Aonde os passos não se firmam e o coração acelera
E nasce a perda do folego ,
O oxigênio perde-se nas ondas da altitude,
O pulmão se sente contraído pelas correntes da falta de ar,
Os rins começaram a dar sinas de falência e a boca ressecar.
A sede invade até a alma,
Mas água não há para dessedentá-la.
O que fazer ?
Alcancei o pico mais alto da terra sorrindo,
Agora só sei o que é chorar,
As forças se esvaíram.
O medo de morrer aplaca o pouco poder de resistência que ainda havia,
À morte, ah! Morte,morte oportunista.
Vestida de um manto carmesim
Um cinto de ouro sobre os ombros
Ostentando poder e riquezas.
E ,eu a cada milésimo de segundo,
Sentia-me atraído e abraçado por ela.
O calor frio do seu abraço durante o Sol do meio dia
Parecia-se estar na madrugada de uma noite gélida.
Mas,de repente o corpo fraco enfraquecido,
Sofre uma reação descomunal e inexplicável.
E começa aquecer,aquecer,
E a sensação bandida da morte se vai...
Vai esvaindo-se pelas correntes renovadoras do viver,
E a morte vestida de vermelho sofre uma metamorfose,
E reaparece vestida de mortalha sem cor e sem vida.
O meu corpo fraco enfraquecido é renovado,
E os laços da corda de aço da ilusão se desfizeram
E as linhas que dominavam as minhas emoções quebraram-se.
Renascia-se assim, um novo ser,
Um novo homem...
Pronto e determinado a viver uma nova história,
Uma nova vida desnudada dos antigos erros,
E pautada na linha da consciência reflexiva
E na expressão vivida do poder da memória.
1A
2Intenção
32sobrará
16Turvam-se as palavras
23traços, linhas e canções,
12erro repetido, sequencial,
9Trilhando uma linha curva
3será sempre a mais pura
4a razão será sempre oculta,
5dissipando relativos devaneios
6ascendendo impróprios troféus
7saciando a sede do presente
8num futuro de um sonho bom.
17escurecem as nuvens do céu
10fazendo e refazendo metas,
11correndo na chuva torrencial
13inerte em fração de segundos,
14em tudo, contudo, intruso
15devastou, mas não fez por mal.
19Fato marcado com sorriso nos lábios,
37Como teus beijos deliciosamente gostosos
22suavizando tudo aquilo que não existe mais.
36momentos, inventos, ações e reciprocidades.
38com sabor de aventura, intensidade e amor
39somos felizes e inconsequentes no agir
18um café, uma mulher, um amor.
20temor, suor, dor e existência
21reconsideração e admiração
24pinturas, declamações
25sentenças,
26emoções,
27razões,
28talvez,
29na vez,
30se foi,
31depois,
33muito de nós,
34tudo aquilo que somos
35e tudo aquilo que seremos
36Dessa arvore colhi bons frutos, os mais doces.
40Essa história vai perpetuar onde quer que eu for.
