Poesias de 20 Linhas
Como um cântico cancioneiro, a sorte de um galdério
que se põe mastro a frente das linhas dos seus mistérios
contempla querência amada
que de suas prendas tanto ouviu falar
Na puxada da relva adiante
o delirio da história enaltecida em suas andanças
Presbítero em conhecimentos
o apache de seu chão, coroando a velha entoada
da consequente revolução
Sopro da escotilha farroupilha
em mananciais heróicos de vilarejos eternizados.
Na cruz de seu batalhão, a revoada dos passaros no céu de Viamão
em que o último dos seus ancestrais ainda pisa firme
nesta terra de tão renomado brasão.
No Vale dos Sinos montei minha estância
da erva do chimarrão, o churrasco e a congada
tão peculiar estendi meu rincão.
Certa vez alguém me disse :"...Mais
proveitoso seria se a mente fosse as linhas
ja escritas do meu papel ..."E não é que ele
tinha razão?! Lá se vai um texto perdido...
Negras linhas,
Corredores da memória
Teimando em revelar ...
Tão minhas
As sombras dessa estória
De uma noite de luar,
Que começou por adivinhas
De forma tão simplória
Para assim, me desenhar!
(Negras Linhas)
Não deixe as linhas desencontradas da sua vida algemarem suas asas.
Podemos flanar sempre.
Pensar é o alívio para as aflições que emperram o sorriso.
Vou e volto, mas, muitas vezes, fico... talvez, por isso, o lenitivo é não voar demais.
25.04.12
Quem sabe ou na certeza de sermos obra Dele...cruzamos as linhas do destino para sorrirmos enfim.
Arquiteto ímpar das nossas vidas...desenha as nossas asas para flanar novos ares e para velejarmos novos mares.
Nele coloco as minhas mais puras convicções de fé, de perseverança, pois sem a caridade não há obra edificada.
GRITO CALADO
Escrevo por linhas tortas
Os meus desamores
Do verso
Sou o inverso.
Nos rastros do poema
Silencio as frases não ditas
Escritas na areia
Soltas no ar.
Sou poeta sem nexo
Um dilema complexo
Derrota na rota
Vitória em ação.
No eco dos meus rabiscos
Grito sem preconceito
Por acaso
Desabafo.
Fugindo a inspiração
Embriago-me nas letras
Ressaca
Liberdade.
Grafando rimas e desejos
Aborto o que me escraviza
Rotina
Estricnina.
Linhas e Entrelinhas
Anseio-te,
Imagino-te,
Desejo-te,
E uma infinitude de verbos acompanhados de “te”, de ti.
Muitas palavras desimportantes, que rascunham o que pode vir a ser,
O que não se sabe se de fato é
Uma obra completa ou meramente ou um bilhete pregado na geladeira
Sobram linhas e faltam certezas
Sobram poesias e faltam carícias.
O óbvio se esconde
Entre sorrisos cordiais,
O que de tão óbvio é passível de ser desacreditado,
“Deixa para depois, amores platônicos são sempre tão impossíveis mesmo...”
Somos o reflexo um do outro,
Iguais até no medo
E se...?
E se só eu for igual a você?
E se for um espelho de reflexo único?
Refletirá o nada? O vazio de nós...
Sem querer me vi escrevendo estas linhas... Sem pretensão nenhuma... Enfim!
Percebi que, ressaltando em atos a compreensão dotada outrora, pois pensar dói, mas crescer dói muito mais.
E uma certa fuga, para achar-se em paraíso escondido que ainda não foi encontrado.
Então, diante de colossal preposição, me vi incapaz de insurgir algo diverso do que se fez... Me vi inerte, sem ação, esperando imóvel a próxima reação que estava por vir.
E nessa visão intimista, mostrar-se forte e voraz; suficiente para si, creditar em si os débitos insólitos de não ser, mas estar.
O que vem depois? Criar, reinventar-se em si a maneira plena de viver.
Sem remorso, sem culpa, sem desculpa para ser feliz.
A ternura e a brandura ou a fortaleza em rocha flor?
Enrugar-se com a alva doçura... Assim, fez aflorar nesse incauto coração um sentimento bom.
Emoções difíceis de sustentar, tal qual como o olhar!
Quiçá tornei-me prolixo, desculpas peço por tal extensão...
E por essas palavras, singelas e diminutas, apenas quis mostrar, sem razão nenhuma, sem motivo algum, que gosto mesmo de você!
Queria escrever uma linha, mas linhas se desenham!
Sigo o meu caminho, e caminho só.
Sem rumo, sem direção, se caminho, sem linhas no coração!
Curiosa a vida, curioso o destino, traçado em linhas previsivelmente inimagináveis.
Muitas pessoas levam uma vida inteira para conseguir entrar na nossa. Algumas, nem conseguem; já outras,
como que por encanto ou encantamento, encontram, de pronto, um espaço especial, prontinho, dentro da
gente, como se fora reservado desde outrora, desde sempre.
Muitas, presentes ao longo de toda a nossa existência, nenhuma falta se sente; outras, que caem como
temporal de verão na nossa estrada, de repente... destas, saudades já se tem. Aquelas, passam por passar; estas,
vêm pra ficar.
Foi assim do nada que Hoje senti a necessidade de falar sobre você, queria colocar em linhas a minha alegria por ter te conhecido, e aqui estou eu, parecendo uma apaixonada, sorrindo na frente de uma tela de computador olhando para sua Foto. Você me conquistou, você tem um jeito de me fazer sentir especial, você consegue me fazer perder horas só imaginando seu sorriso. E tenho certeza que mesmo que tudo isso seja só uma ilusão, mesmo sabendo que talvez Eu e Você nunca vamos dar certo, eu não me arrependo de nenhuma vez que te chamei de ''MEU'', porque a vida me ensinou a não me arrepender de coisas me fizeram Sorrir.
A vida me disse que com o tempo tudo melhoraria e derrepente você apareceu, e melhorou meus dias, assim como mágica você colocou um sorriso nos meus lábios que a tempo não existia. Mesmo sem saber se posso confiar em você, eu confio, mesmo sem saber o porque, eu te espero, e acredito que todo meu futuro é ao seu lado, Porque Foi para Você que entreguei meu coração, e hoje é só por você que ele Bate.
Para elas,
As flores,
Há sempre encontros,
Ainda que seus caminhos
Desertores,
Sigam linhas
Paralelas,
Nos descaminhos
Da vida.
Enfim,
Nada pára elas!
(Paralelas)
Desenho meus traços em folhas velhas
Descrevo-me em linhas silenciosas
mas
em
novos passos, novos laços e novas sílabas
Se-pa-ra-da-men-te
...
De forma delicada
Como um anjo
Que joga letras ao vento
Esperando que protegerá a si mesmo
de sua poesia funesta
e
dos estragos de uma ventania
causada
por suas próprias asas
Segue-se linhas do céu até o mar, um barco a remar. céu azul, nuvem, azul, terra, mar, rede, mar. barco. luz e sol. só faltou o som.
B.
Encontre-se, primeiro, nas linhas da sua história.
Depois, então, quem sabe, poderá tentar entender as minhas.
Nos pararelos
Por todas as linhas
Paralelos estamos
Do trem que não chega
Ao celular que chama
Da pipa que empina
À vida que prossegue
Do destino, do porvir
Da palma da mão
Que em outra descansa
Do contorno facial
Que remoça, envelhece
Minhas linhas tão suas
Retas, tortas, sinuosas
Ao seu lado traço
Uma vida toda em duas
Seus rabiscos, meus riscos
Entrelinhas o que somos
Por desejos sublinhados
Desígnos alinhavados
Talvez viremos distância
Talvez circulos viciosos
Ou triângulos amorosos
Por agora nos pararelos
Dos universos nos encontramos
"Linhas e Entrelinhas"
Quem sabe um dia eu seja livre....
Livre pra seguir em frente,
pra seguir meus sonhos,
pra ser feliz, sem fronteiras, sem barreiras,
sem um passado a passar a minha frente,
andando entre minhas entrelinhas,
as entrelinhas que só eu poderia estar,
só eu poderia andar,
mas sempre vai estar lá,
para me impedir de seguir em frente,
de seguir meus sonhos,
de ser feliz....
Por enquanto, sem tu não conseguirei...
Você sempre estará presente,
no meu coração,
ao meu lado,
e quem sabe um dias nossas linhas se encontrem,
e assim poderemos andar entre as nossas entrelinhas juntas....
TE AMO...
Retrato do Meu Mundo
Eu tracei num papel as linhas do rosto de um anjo, de fundo desenhei uma paisagem tão bela quanto a foto do paraíso. Usei cores intensas, que ultrapassam qualquer saturação ou grau de pureza de qualquer tom encontrado na caixa dos lápis-de-cor. Aquela imagem atravessou minha retina e eu enxerguei a qualidade da matiz -que era perfeita- e o grau de mesclagem que era suave e tão interessante de ser admirada que, nem por um momento, ousei piscar. O canal alfa da imagem era tão perspicaz que cada pixel tinha uma opacidade única. Sendo usual referir-se também à reflectância da amosta como um atributo daquelas cores, que não mudariam nem mesmo sob condições de luzes diferentes ou ambientes variados. Era invariante sob mudanças de iluminação, extrai uma grande variedade de combinações de estímulos muito diferentes que geraram esse mesmo padrão de atividade em minha cabeça. Naquele retrato eu descobri o meu mundo perfeito, pois não poderiam ser vistas nem mesmo como uma quarta variante na definição das cores, era tão perfeita que deveriam ter sido usadas somente para pintar aos deuses. No nível atual da colometria seria impossível medir a composição desta imagem. A ciência não soube explicar, mas eu desenvolvi este método única e exclusivamente para desenhar a pureza da perfeição nos traços daquele rosto tão belo e daquela paisagem tão bonita. E não eram as cores espectrais. Descobri um novo mundo de cores para desenhar o meu mundo, que é você.
Escrevo nas páginas da vida, nos muros das calçadas,
Nas areias do mar dos desejos, nas linhas das tuas mãos,
Escrevo nas estrelas do céu do teu luar,
Escrevo... Mesmo que não veja, faço teus versos...
Encontro marcado!
Ao nascermos, nossas vidas estavam marcadas,
nas linhas tortas do destino!
Nos encontramos, nos separamos mais...
Não deixamos de nos amar!
O futuro quem sabe!?
