Poesia Tristeza
No silêncio do fim do dia
Silenciosamente o sol desaparece numa fenda no horizonte
Tento...não consigo... não consigo meu amor confessar
parece que só o silêncio torna possível,
possível exprimir....
só o silêncio consegue esse amor traduzir.
É tão difícil...
Vencer o silêncio?
Não... não é um silêncio pra ser vencido...
O silêncio entre nós é audível,
é todo o nosso dizível....
é visível e todo colorido.
É tão silencioso....
Entre nós tudo,
tudo é tão intensamente silencioso.
Sabe o que é tão difícil?
... a tristeza que o fim do silêncio pode causar,
estou achando mais fácil
suportar um silêncio que não para de falar...
um silêncio que não cala
porque tem medo de ouvir e não suportar.
só pra me alegrar....
Quem sabe?! No silêncio do fim do dia ouço você me dizer que pra sempre irá me amar?
... e todo meu medo dessa escuridão apagar?
Foi preciso adentrar o túnel negro pelo qual acessava-se o poço
para eu cair na real e compreender que o poço não tem fundo - é apenas
o vazio abismal e sombrio em sua negritude tenebrosa e mortal. Foi então
que eu me voltei para meus dons naturais - dádivas de Deus -, e percebi
que neles residia meu resgate e minha salvação. Neles estavam a luz da
vida, e não podiam mais ser ignorados. Ou eu recorria a eles em busca
de abrigo e socorro naquele momento crucial, ou indubitável, inequívoca
e iminentemente sucumbiria ao caos absoluto numa sarjeta qualquer da vida.
Era enfim o tudo ou o nada. A sorte estava lançada para mim. Não tinha mais
como ignorar a covardia e o medo mórbidos que sempre haviam comandado
meus passos numa negativa constante e cega, resumidos num prazer doentio
e compassivo com a indolência que conduz à pobreza, ao desprezo dos
homens e à condenação dos deuses.
Incógnita - Marcas de um sonho ruim
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Olhe para mim,
Não tente me entender,
Nem queira me convencer
Se eu sou um dilema para você.
Sinta meu olhar...
No silêncio das noites
Ele brilha como o mar.
Não queira me compreender,
Pois nem mesmo eu sei
O que dizer, o porquê
De tantas coisas que me afligem.
Não se assuste, não.
Minhas marcas são cicatrizes
De feridas no coração.
Assim eu sou.
Não tenho muito o que dizer,
Porque assim eu sou, Simplesmente.
Incógnita, talvez...
Uma pessoa que uma vez
Talvez tenha tido um sonho ruim.
Sinto se lhe fiz sofrer com minha dor,
Mas saiba que eu chorei
Quando você chorou.
Um olhar, uma expressão... Pra que palavras? O coração se expressa de tantas maneiras... Basta querermos compreender o porquê das coisas mais simples. O significado vai estar lá, desmistificado e sem rodeios. Porque expressão e significado são intrínsecos e homogêneos.
Medíocre Existência Covarde
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Após uma vida de infelicidade,
chega um momento em que o desgraçado,
em sua triste jornada,
se depara com uma encruzilhada
na qual é crucial escolher que rumo seguir;
Do contrário, vai continuar vivendo uma mentira
numa existência covarde e medíocre,
à espera da morte que vem mais cedo
pros que não tem coragem de viver.
Noturnas vidas vazias
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Noites monótonas que se vão
Vazias como minha vida vazia.
Vida vazia que noites devoram...
Noites que devoram minha vida vazia.
Vida vazia que nunca se completa...
Sombria vida vazia que sombrias noites devoram.
Madrugadas lerdas que vem e se vão
Ao som de galos que ao longe anunciam
Auroras furtivas e sem encantos.
Auroras que vem e se vão
Trazendo longos dias tediosos,
Dias que por fim crepusculam
Dando espaço a noites sem nenhum deslumbre.
Oh, vida vazia que me tortura
Dia após dia num incessante penar.
Existência sem graça e sem glamour...
O que me resta então, senão o odor?
Pois teu cheiro permanece em mim,
Lembrança perene que causa dor.
Memória serena que nutre
Tímida esperança de amor.
Sou a solidão
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Sou os dias longos, os crepúsculos desolados, as noites sem fim,
as madrugadas tediosas e as auroras sem glamour...
Enfim, sou a solidão.
Você sabe que eu não controlo minhas emoções e muito menos minhas ações, e que eu posso machucar você mesmo sem querer.
Alexandra Rhaella
(13/06/2018)
"Se vos engana meu sorriso,
decerto se surpreenderás com minhas lágrimas disfarces,
pois é n'alegria que se esconde minha fúnebre melancolia. "
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Nil Silva GBA , um dia após ficar órfão de pai (09-10-2020)
Sonhos que desmoronam às intempéries, paredes que sucumbem sob o temporal, ventos que sibilam clamores de sonhos destroçados.
Medo que lacrimeja no olhar sem esperança.
Não se desespere com o fracasso de hoje, pois a cada nascer do sol,
renasce a renovada possibilidade de um novo fracasso.
A dor de estar morrendo por dentro
Por fora, um sorriso disfarçado,
Por dentro, um grito abafado,
A alma em pedaços, sem chão,
Ninguém ouve o eco da escuridão.
Caminha sozinho, sem direção,
Nas sombras, se perde a razão,
O peito, uma tempestade sem fim,
O peso da vida, um fardo ruim.
Olhares que não veem a dor,
Palavras que não tocam o amor,
O silêncio, um abrigo fatal,
A dor de estar morrendo, é surreal.
Se ao menos uma mão se estendesse,
Se ao menos alguém percebesse,
Que viver é um ato de fé,
E que o amor pode ser a única saída de pé.
Mas a dor de estar morrendo por dentro,
É um abismo profundo, um tormento,
Que se esconde atrás de olhos cansados,
E deixa corações quebrados.
Que nunca falte empatia e cuidado,
Para quem está perdido e calado,
Pois às vezes, o maior grito é o silêncio,
E o socorro vem do amor intenso.
Chorei
Chorei, confesso, chorei em várias ocasiões,
Chorei de tristezas e de alegrias,
Chorei por bobeiras e por fantasias,
Chorei por falsas convicções.
Mas homem não chora!
Chora sim, e como chora.
Chora por um filho, chora de dor,
Até chora por amor.
Chorei de saudades,
Chorei por mentiras,
Chorei por verdades,
Chorei por birras.
Chorei pela vida e pela morte,
Chorei pelo azar e pela sorte,
Chorei por mim e por ti,
E como sofri.
Deitei chorando,
E chorei até dormir,
Mas pela manhã,
A alegria eu pude sentir,
Chorei amando,
E amando, fiquei esperando.
E a esperança não é vã,
É um sentimento perene.
Estou te esperando...
Autor: Agnaldo Borges
31/05/2017 – 18:56
Hoje estava decidido colocar um teto solar de lona no meu fusca, porem ao perguntar formas de pagamento, fiz uma brincadeira com o atendente levei uma "patada".
As pessoas agem de forma grosseira de forma que machucam as outras, tão ruim isso. Como é melhor levar a vida na alegria, existem pessoas que acho que não pensam nisso ou talvez o problema seja apenas eu. Talvez seja uma diferença de "classes sociais", não entendo... Muito triste... Resumindo, não comprei e nem vou mais comprar. Sei que pra eles eu não farei diferença alguma, pois devem ter bastantes clientes de alto nível que terão com certeza um atendimento "VIP" diferente do que eu tive.
Desculpem o desabafo, mas meus amigos "antigomobilistas" me entenderão, pois somos uma única família.
Eu sonho com a senhorita todos os dias
Em uma densa floresta
Com seu caderno escrito a mão
Escrito em vermelho sangue
Como a poça que eu deixo pra trás todos dos dias
Em um cômodo do meu apartamento que se encontrava branco
Hoje ele é vermelho
Em homenagem a linha escrita meu nome em seu caderno
Não esqueçam de ler as linhas pontilhadas, eles dizem.
“Sua hora não chegou, para de chamar minha atenção”
Eu incômodo até a própria morte...
Vou tentar não chama lá dessa vez...
“Sua hora chegou, vamos criança você aprendeu sua lição”
Era o que dizia aquela maldita linha pontilhada.
Dessa dor
Um mar de sentimentos.
Um passado que não cansa de retornar...
E eu que só no presente queria ficar.
Minha vida se transformou num castelo intransitável.
Fantasmas descalços vêm ao meu encalço...
Fecho os olhos pra não os ver...
Mas o frio que com eles chega me faz estremecer.
Vivo como se espinhos tivesse cravados na alma.
Foi-se pra um lugar inatingível toda a minha calma.
Sofro... essa dor intrusa e hostil...
Fe em mim sua morada... fez-me presa do seu covil.
E ele sentou-se solitário à beira do caminho e chorou... chorou todas as lágrimas guardadas a sete chaves desde sempre... aprendera a disfarçar seus sentimentos, vivia um tormento... por dentro... só por dentro... por fora, bem... por fora havia costurado um sorriso tão sorridente que sorria pra toda gente - mesmo na hora de lágrimas, ele estava a sorrir... era só o que sabia: fingir.
As palavras dançavam diante de seus olhos... 'malditas palavras!!' porque elas decidiram aparecer diante de seus olhos!? Antes fosse um analfabeto... aquelas palavras permaneceriam apenas o que eram: simples palavras... não teriam encontrado o caminho pro seu coração...
...mas encontraram e agora as nuvens negras no céu mais negro sob sua cabeça faziam todo o sentido... era assim que sempre havia se sentido: triste e na solidão... era tão só seu coração.
"Há de chegar o dia em que não serás feliz"... malditas palavras apareceram pra escancar que a felicidade existe... existe e ele era sempre tão triste... tão destituído de ser feliz...
O que lhe doía mais!? Descobrir que a tristeza era seu capataz!? Que um dia de ser feliz não seria mais capaz?
Não, não... o que lhe doía era não ter percebido muito tempo atrás de que havia sido enganado... há no mundo sim alguém que de ser feliz é capaz...
Da solidão
A solidão era tudo o que eu tinha.
Mantinha um grito sempre aprisionado em minha garganta.
Queria chorar.
Deixar as lágrimas meu rosto lavar... minha alma acalmar.
Uma inundação...
Que tudo de ruim levasse pra bem longe de mim. E que essa dor tivesse fim.
Enfim!
Desesperançada
Hoje é fácil, para ti, apontar o dedo.
Mostrar ao mundo todo o que em mim é puro segredo.
Minh´alma chora.
Em nada mais encontra paz... em nada mais tem alegria.
Sou escravo de mim mesmo.
Mandado para degredo.
Aqui estou eu preso em grilhões.
Ninguém é culpado se o mundo
me tirou a esperança
Se as pérolas espalhadas por aí já não me traduzem mais emoções.
