Poesia Tristeza
Vou voltar a ser feliz, sorridente como antes?
como eu fiquei assim?
Eu realmente quero ser ajudada?
Perguntas, elas n param de falar na minha cabeça
Dúvidas;
Ansiedade;
Preguiça;
Cansaço;
Tristeza;
Depressão?
Saudade;
Nostalgia;
Desfocada;
Entediada;
Raivosa;
Frustrada;
Vozes;
Elas param alguma vez para me ouvir?
Quem vai me ouvir?
Se os que me amam me ignoram
Por que eu me sinto sozinha se tenho todos ao meu redor?
Por que eu n consigo focar?
Por que eu n faço nd direito?
Por que eu estou assim esses dias?
Antes eu estava tão bem...
Eu realmente estou viva?
O que significa viver?
Pra que viver?
Se um dia eu vou morrer...
Se um dia quiseres fazer escolha, não escolhas pessoas que sempre te elogiam porque são capazes de inverter o sentido da tua personalidade.
Daniel perato furucuto
Decadência de um Romance
Viajando em meu pensamento lembrei-me de ti, senti o calor do teu corpo junto ao meu,
Que maravilhosa sensação, pena que algo me desconsertou, percebi que foi a saudade
Que invadia o meu peito, de uma forma meio sem jeito, onde tudo podia estar errado,
Mas enxergava tudo perfeito, agora felizmente tudo se esclareceu,
a verdade tomou seu lugar, mudei a maneira de pensar,
Tudo estava errado só eu não percebia,
Mas como nessa vida não há lacuna que fica vazia,
Terei que encontrar algo que me ajude a esquecer,
Tudo que infelizmente ouvi naquele dia, mas hoje com certeza,
Minha dor acabou não que seja por falta de amor,
Simplesmente por quem eu sentia me desprezou,
Hoje me sinto feliz comigo, de amor me transformei em amigo,
Mas como a vida se torna engraçada,
Era amor virei amigo e ainda posso ser nada.
Du’Art 03/ 02 /2014
Fuja da solidão
Não queira uma vida sozinho (a),
Que é perder a metade dela,
Porque trocando carinhos,
A torna ela bem mais bela,
Precisamos viver a vida,
Com muito amor e emoção,
Deixando-a bem e mais colorida,
Como as lindas cores do verão,
É dolorosa a dor da saudade,
Quando se lembra de alguém,
Que buscamos uma amizade,
E dela nem a resposta se têm,
Não sabemos o que passa na mente,
De quem tentamos reencontrar,
Mas devemos semear a semente,
E com tempo esperar germinar,
Quando o processo se completar,
E o resultado começar a aparecer,
Com certeza irá nos agradar,
Pois como a semente, a amizade irá renascer.
Du’Art 04 / 04 / 2014
Me dê um tempo
Quando alguém ti pede um tempo,
O seu mundo começa a desabar,
Algo passa em seu pensamento,
A voz embarga querendo chorar.
É um pedido triste para quem recebe,
Às vezes deixando desconcertado,
Muitas das vezes não se percebe,
Que está deixando de ser amado.
Nesta hora a tristeza invade o teu ser,
Provocando um cruel descontentamento,
E não ha nada que te possa fazer esquecer,
Ou que venha alegrar o teu sentimento.
Por ser um sentimento profundo,
Existente no coração da gente,
Estando em qualquer lugar do mundo,
Por viajar junto com a nossa mente.
É um momento de insatisfação,
Que jamais deve ser lembrado,
Mas que te traga mais emoção,
E que o amor seja reencontrado.
Du’Art 18 / 05 / 2014
O Fim
É triste estar a fim de alguém e este não entender,
Sentir o calor do seu abraço e jamais se arrepender,
E se apaixonar na esperança de nunca sofrer,
Beijar-te-á boca e sentir o saboroso gosto de viver.
É triste guardar no peito esse grande segredo,
Sofrer calado talvez por quem não mereça,
Às vezes ter que passar ao seu lado com medo,
Ou até mesmo, fingir que não a conheça.
Nem sempre podemos evitar um acontecimento,
E nem se entristecer por alguém que já faleceu,
E algo que sobreviverá em nosso pensamento,
Mas o triste é sofrer por quem já te esqueceu.
Nunca viva de modo que sua presença seja notada,
Nem permita que seja por muito tempo esquecida,
Assim evitará que seja uma simples derrotada,
E notará que a sua ausência será sentida.
Não quero ser nenhuma novidade em sua vida,
Apenas envelhecer lembrando-me de outrora,
Da mais lastimável sensação por mim vivida,
No triste momento em que você foi embora.
Não existe no mundo um amor impossível,
Mas sim, aqueles seres incapazes de lutar,
Fazendo da vida um sentimento desprezível,
Empedrando o coração com a falta de amar.
Com o mais lindo sorriso nos lábios manifestado,
Buscando uma forma de um grande amor encontrar,
Com o brilho dos teus olhos me fez hipnotizado,
E com o adocicado sabor do seu beijo me controlar.
Nunca diga que esqueceu um grande amor,
Nem que um veleiro sem vento possa velejar,
Corra em busca de sua amada com clamor,
Não se envergonhe se os olhos lacrimejar.
A beleza feminina é impossível não venerar,
Por ser uma das maravilhas desse mundo,
Mas existe algo que não podemos ocultar,
Que o amor não seja o sentimento profundo.
Du’Art 13 / 02 / 2016
Uma esmola, por favor, para um pobre ermitão
que sofre por um amor não correspondido...
Uma esmola para um maldoso cupido que
sofre por tanto tempo...
De esmola em esmola eu
contento minha infinita tristeza...
Onde eu rezo minhas
horas, dias, meses e anos
E minha alma chora por um passado perdido,
cheio de pensamentos e de planos,
E acabando as horas, eu conto todas
as esmolas, que é toda a minha herança,
A herança do mal em que ando, e assim, como
prometido, sofro a sina de um maldoso cupido
Com amor pelo passado
e fervor por um futuro perdido.
Eu sou o melhor e o pior de mim.
Barulho e silêncio.
Piada errada as vezes certa.
Caio em tristeza profundas e levanto em alegrias transbordantes...
Sinto muito e muitas vezes nada.
Acredito, desconfiando e acreditando.
Vou para lugares em meio a conversas que ninguém suspeita.
Escrever
Gosto de escrever...
Enquanto escrevo meus pensamentos vão além
Minha imaginação voa
Minhas mãos deslizam
E sai um poema.
Adoro escrever...
Enquanto escrevo é em você que eu penso
Minha alma canta
Meu coração bate descompassado
Ao descrever o que sinto.
Amo escrever...
Enquanto escrevo a tristeza não chega
A felicidade explode
A vida enaltece
A saudade não bate.
De tanta paixão pelos escritos
Deixo aqui minha vida
Na certeza de nunca ser esquecida.
Quando morre os nossos pais, somos órfãos.
Quando morre a(o) nossa(o) companheira(o), somos viúvo(a).
Mas quando morre um filho, nem nome tem.
"Luto"
No luto, descobrimos que lutar é uma questão de sobrevivência, sem sabermos aonde foi parar a nossa existência.
A PRECE: Genuflexão da Alma diante do Eterno.
CAPÍTULO IV
A prece não é apenas o murmúrio dos lábios ou a repetição de fórmulas já gastas pelo hábito. Ela é sobretudo a genuflexão da alma, uma inclinação silenciosa do ser íntimo diante da grandeza infinita do Criador.
Léon Denis, em suas páginas de suave elevação, recordava que a prece é o fio invisível que nos liga aos céus. Não se trata de um gesto exterior, mas de um movimento interior: quando o coração se curva em reverência, o espírito se ergue em luz.
A ciência dos Espíritos, revelada por Kardec, confirma esta verdade. A oração é força viva que, partindo de nós, percorre o espaço como onda sutil, alcançando aqueles a quem desejamos consolar, socorrer ou agradecer. Não se perde uma súplica; todas encontram ressonância nos planos espirituais, onde inteligências superiores as acolhem e as transformam em bênçãos.
A prece não muda as leis eternas, mas transforma quem ora. Modifica o ânimo, pacifica os sentimentos, ilumina o pensamento. O homem que ora abre as portas de sua consciência para que a esperança o visite, e, nesse instante, o desespero cede lugar à serenidade.
Assim, a prece é diálogo da criatura com seu Criador, ponte invisível entre a terra e o céu, eco da eternidade no íntimo do ser. É a genuflexão mais pura: aquela que se faz não com o corpo, mas com a essência imortal que somos.
Pois, quando o coração se recolhe em oração sincera, o próprio universo parece escutar, e Deus responde em silêncio, pelo alívio que desce, pela coragem que renasce, pela paz que se instala.
SOB A SOMBRA DA BELEZA NO AMOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O amor nasce já ferido.
Não como promessa, mas como necessidade.
Uma carência inscrita na própria estrutura do querer.
Ama-se não por plenitude, mas por falta.
A beleza surge como engano sublime.
Ela se oferece ao olhar como redenção,
quando na verdade é apenas o véu mais refinado da dor.
Toda forma bela carrega em si a sentença do perecimento,
e é justamente por isso que fascina.
O espírito, ao reconhecer o belo, não encontra repouso.
Antes, inquieta-se.
Pois compreende que aquilo que o atrai
jamais poderá ser possuído sem perda.
Amar é desejar o que inevitavelmente escapa.
A consciência, ao amadurecer, percebe
que o amor não promete felicidade,
apenas instantes de intensidade.
E intensidade é sempre sofrimento condensado.
Quanto mais profundo o vínculo,
mais aguda a percepção do fim.
A mística do amor revela-se então trágica.
O sujeito não ama o outro,
ama a imagem que nele desperta sua própria carência.
E quando essa imagem vacila,
a dor emerge não como surpresa,
mas como confirmação da natureza do querer.
Há uma tristeza inerente à beleza
porque ela nos obriga a desejar o que não se fixa.
Tudo o que é digno de amor
é, por essência, transitório.
E a consciência disso não liberta: aprofunda.
Assim, amar é consentir com o sofrimento lúcido.
É aceitar a vigília permanente do espírito
diante de um mundo que não promete consolo.
A grandeza não está na felicidade,
mas na coragem de contemplar o abismo
sem desviar o olhar.
" Aquele que afirma “não vou mudar” não revela firmeza, mas medo; não expressa identidade, mas apego; não manifesta convicção, mas resistência ao próprio crescimento. Psicologicamente, trata-se de um mecanismo defensivo; filosoficamente, de uma negação do devir; espiritualmente, de um atraso voluntário no caminho da evolução.
Mudar não é trair a própria essência, mas permitir que ela se manifeste em níveis mais elevados de consciência. A verdadeira fidelidade a si mesmo não está na rigidez, mas na coragem de transformar-se. Somente aquele que ousa abandonar as antigas máscaras pode, enfim, aproximar-se daquilo que verdadeiramente é. "
O Delicado Poder de Decidir
Há decisões que não ferem moldam. Outras, porém, se recusam a nascer, e nessa inércia jazem os destinos não vividos, os amores que não se anunciaram, as auroras que jamais se ergueram. A pior decisão, portanto, não é a errada é a que se dissolve no medo antes mesmo de existir.
Decidir é confrontar-se com o abismo íntimo entre o que se sonha e o que se realiza. É um gesto de lucidez, uma convocação da vontade à arena da consciência. O indeciso acredita proteger-se na hesitação, mas ignora que a própria vida não suspende o seu curso para esperar-lhe a coragem. Nada é mais corrosivo do que a postergação disfarçada de prudência.
Não se colhem rosas a golpes de machado, porque toda conquista verdadeira exige delicadeza. O mundo interior responde não à força, mas à harmonia; não ao ímpeto brutal, mas à persistência serena. É necessário compreender que os frutos do destino não amadurecem sob coerção — são persuadidos pela paciência.
A vida, em sua soberana neutralidade, apenas reflete o cenário que lhe é oferecido. Se a alma lhe apresenta tempestade, ela a devolve em desordem; se lhe oferece jardim, ela o devolve em perfume. Somos, pois, escultores invisíveis daquilo que nos sucede.
Assumir a própria escolha é aceitar a dignidade de ser causa e não simples efeito. É o gesto silencioso de quem reconhece: “sou o autor do instante que me define.”
Porque viver, afinal, é decidir e decidir é despertar.
A DISCIPLINA DO ESPÍRITO ANTES DO IMPULSO.
“Pensar antes de agir é o primeiro ato da razão soberana. Reagir antes de pensar é a abdicação silenciosa da consciência.”
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
O pensamento é o intervalo sagrado entre o estímulo e a decisão. Nele repousa a dignidade humana, tal como sempre foi compreendida pelas tradições clássicas da ética e da filosofia moral. Agir sem refletir é entregar o governo da alma ao acaso das paixões, enquanto pensar antes de agir é restaurar a hierarquia natural, onde a razão conduz e o instinto obedece.
A reação imediata nasce do automatismo psicológico dependente do desequilíbrio e da desordem. Já o pensamento pausado é fruto de educação interior, de memória histórica e de autocontrole, virtudes que o passado sempre soube preservar e que o presente insiste em esquecer, por razões pessoais bem egoístas. Quem pensa governa. Quem apenas reage é governado.
Que cada gesto seja precedido pelo silêncio do juízo, pois é nesse breve recolhimento que o ser humano reafirma sua grandeza moral e reconquista o domínio de si mesmo.
NO INTERIOR DA SOMBRA.
Há um quarto dentro de mim
onde a luz entra devagar
como quem pede licença ao sofrimento.
Ali guardo versões antigas de mim mesmo
rostos que sorriam por dever
silêncios que sangravam por dentro.
Carrego uma ternura exausta
que não aprendeu a abandonar
mesmo quando tudo já havia partido.
Existe um cansaço que não vem do corpo
mas da consciência.
É o peso de perceber-se falível
e ainda assim desejar ser digno.
Às vezes sinto que sou feito de ausências.
Caminho entre pessoas
como quem atravessa corredores de vidro
temendo quebrar-se ao menor toque.
O coração não grita.
Ele pensa.
E ao pensar
recorda cada gesto omitido
cada afeto não entregue
cada palavra que poderia ter salvado uma tarde.
Sou delicado demais para o ruído do mundo
e severo demais comigo mesmo.
Habito essa contradição
como quem aceita morar em ruínas elegantes.
Há beleza na tristeza
quando ela não se torna espetáculo
mas reflexão.
Ela ensina a ouvir o invisível
a reconhecer a fragilidade como matéria nobre.
Não quero aplausos
quero coerência.
Não desejo fuga
quero compreensão.
Se sou feito de sombras
que sejam sombras conscientes.
Se falhei
que o erro me eduque.
Se doeu
que a dor refine.
Porque a verdadeira grandeza não está em nunca cair
mas em transformar cada queda em consciência mais lúcida
e seguir.
Quieto
Em leito, sinto
Oh quão frio
Lobo só, sem matilha
Não tema
Está só!
Não reclame, diziam eles
Engula o choro!
Em leito, sentia
Já não mais
Mas, nada!
Frio sou
Não!
Tornei-me
Em leito, sentiria
Na pele
Seleção natural
Quantos lobos
Não entendo
Algo errado
Em leito, sinto
Coração, não mais
Odor pérfido
Não eram lobos
Abutres
Liberdade, enfim?
Este é novo
O mais completo
Vem de dentro
Pensamento
Rasga a carne
Em versos
Deixando claro
O dizer da alma.
Num vil pensamento
O olhar é perdido
Descartando explicações
Construindo muralhas
Passos são desnecessários
E os caminhos são incertos
Um menino inocente
No jardim vazio
O sol não brilha
E as estrelas não dão sua luz
O vento sopra devagar
Mechendo suavemente os belos cachos do menino
Dos seus olhos a luz emana
E a chama nunca apaga
