Poesia Teu Corpo

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⁠Que prazer estar contigo
com o brilho do teu corpo molhado afagando meus olhosnum paraíso onde o contar do tempo é ignorado, lugar tão lindo e tão agradável,
este momento, certamente,
será inesquecível
por estares ao meu lado.

⁠É exuberante a tua formosura,
nas curvas do teu corpo,
um trajeto sem volta,
aceleraras os batimentos
do meu coração,
és uma tentadora loucura,
uma mulher maravilhosa,
digna da minha apreciação.

Teu corpo no meu
acende o que não posso esconder.
O toque vira pressa,
a respiração falha,
e o desejo — quente, pulsando —
nos puxa para o mesmo ritmo

Teu corpo encosta
e o meu já responde.
O calor sobe rápido,
a pele pede,
a boca procura,
o desejo domina —
firme, urgente,
impossível de conter.

Teu corpo é o mapa que eu anseio explorar,
Com a ponta dos dedos, sem pressa, a traçar
A linha secreta que a pele revela,
Onde a paixão arde e o desejo se sela. ⁠

Cansada deste mundo
que mastiga inocências
e cospe barbaridades,
venho ao teu corpo líquido
confessar meus sonhos
como quem derrama vinho
num altar de sal...


Tu falas de dentro
das entranhas abissais,
voz grave,
útero e túmulo,
e eu me desarmo...


Não quero respostas.
Não quero lógica.
Quero apenas
a tua língua de espuma
lavando minhas certezas
e incertezas...


Fico imóvel,
olhos cravados
no teu infinito móvel,
e minha alma,
aberta como ferida salgada,
transborda versos
que ardem...


Há promessas que queimam.
Há mensagens que açoitam.
Há calmarias que mentem.
Essa ausência
é faca enterrada na areia
e essa distância
é maré que não pede licença...


O vento me atravessa,
eu o abraço,
eu beijo o ir e vir
das ondas
nesse meu verbo
na carne da maresia,
e parto...


Mas quem parte
quando o mar
já aprendeu o teu nome?
Eu te deixo,
sem nunca te deixar
e carrego o Oceano
na curva do meu peito.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu senti-te.

No calor do teu corpo,
nas mãos que demoravam nas minhas,
na forma como os teus olhos,
cor de mel ao sol,
pareciam sempre procurar os meus.

Durante uns dias,
achei que também me tinhas sentido.

Depois veio a distância
e, com ela, a dúvida:

se aquele mel era para mim
ou se eu apenas o provei
quando já pertencia a outra pessoa.

Rosa porque tu és assim
Por fora meiga e atenciosa
mas com o coração espinhoso
teu corpo lindo e tão cheiroso
Aí que droga errei de novo

As belas curvas do teu corpo
são como as ondas do mar.

Despertam em mim
a mesma vontade de caminhar sem pressa,
de sentir a brisa,
de me perder na imensidão
sem medo de não encontrar o caminho de volta.

Porque existem belezas
que não foram feitas apenas para serem vistas,
mas para serem admiradas
com o mesmo respeito
que se contempla o oceano
quando ele encontra o céu.

Sabor Maresia


Decorei o perfume do teu corpo sem querer,
e desde então não soube mais te esquecer.
Procurei em flores, na chuva, no mar,
mas teu aroma não se deixa imitar.


Tens cheiro de vento beijando o litoral,
doce e salgado, divino, ancestral.
Brisa serena, desejo contido,
mistério guardado, segredo escondido.


Sabor Maresia... assim te nomeei,
pois nome melhor eu nunca encontrei.
Não é perfume, essência ou flor;
é pele que veste o próprio amor.


Será que existe em algum lugar
um frasco capaz de te engarrafar?
Ou foi o mar, com ciúme de ti,
que fez teu perfume nascer só ali?


Se fecha os olhos, ainda posso sentir
essa lembrança insistindo em florir.
E toda fragrância que o mundo me traz
perde-se inteira... jamais te refaz.


Porque teu cheiro não mora no ar,
nem em jardins, nem em qualquer mar.
Mora na ausência que insiste em ficar,
e em cada saudade que vem me visitar.


Se um dia perguntarem o que nunca esqueci,
não direi teu nome, nem falarei de ti.
Direi apenas, com um sorriso fugaz:


"Conheci uma vez...
alguém que tinha sabor de maresia."

'Fiz do teu corpo
P
O
E
Si
A
Pra decifra-lo
Linha por linha."

Me perco e me encontro..


Nas curvas, do teu corpo , me perco e me encontro, na mais pura paixão..


No doce mel, de teus beijos, me faço um colibri, a voar pelo céu..


"Caio Camara Cesar"

Meu desejo


O bom seria deixar meu corpo, escrever no teu corpo,
um poema cujo os anjos fossem obrigados a desacelerar o tempo,
para observarem nós dois dando cordas ao relógio do mundo,
deixando gravado na história,
como se adora o que de fato deseja.

Setembro-me
inteiro dentro
do teu corpo,
quero sentir
todo o teu verão,
vagarosamente
a evaporar-se
no meu corpo.

Suor da Lua




O teu corpo aproxima-se do meu como um inevitável eclipse, e o universo inteiro vibra
à força do que pulsa entre nós.


Quando tu me tocas,
não é apenas pele — é tempestade,
é um magnetismo profundo
que grita por dentro
e reacende tudo
o que eu escondi.


O teu cheiro envolve-me,
prende-me, arrasta-me
e eu deixo-me levar
porque há algo em ti
que fala diretamente
ao que em mim é puro fogo.


O teu hálito roça o meu silêncio, entre sombras, a tua pele acende o meu desejo em chama lenta.


No toque que quase acontece,
perco-me internamente
na promessa do teu corpo,
onde os poros bebem o suor da lua.
E quando a tua boca encontra a minha boca, com essa urgência densa, selvagem,
o tempo rende-se, e o meu nome submerso na tua saliva, arde insanamente na tua boca.

As minhas mãos percorrem
o teu corpo
com a urgência das marés cheias,
e o teu corpo responde
em ondas que quebram, insistentes,
na areia quente do teu ventre.


As nossas bocas procuram-se
como se o mundo fosse acabar
no próximo segundo,
línguas que escrevem promessas
no sal da pele arrepiada.
Somos dois abismos
à beira do mesmo precipício,
caindo um no outro
sem medo da queda.


E quando o prazer nos atravessa
como um relâmpago a rasgar o céu,
não há mais nome, nem forma,
apenas o pulsar desmedido
de carne, desejo e entrega.
Depois, exaustos e ainda a arder,
repousamos na brasa suave do pós-fogo, sabendo que basta um olhar
para que tudo comece outra vez.

"Me perco nas curvas que o teu corpo desenha,
E me acho no fogo que a tua boca incendeia."
— Anjinha Sensual

⁠Versos Brancos


Para o teu corpo remar
no meu rio não precisa
ter só uma cor e nem rima,
Precisam ser somente
de todo o cor(ação),
Os versos brancos
explicam a magia
que existe entre
nós dois e a poesia.

Teu corpo, que cobiço,


e que ainda não tenho,


põe um doce suplício


no ritmo de Kaseko,


em agitação máxima,


alucinante e contagiante,


diante do Rio Suriname.






Capaz de fazer o desejo


virar orgulho e assunto


na primeira página em Paramaribo,


por fina ironia do destino.






Sob uma palmeira-real,


fazemos juras de amor


neste continente austral;


nunca conheci alguém


capaz de fazer algo igual.

*Quero abraçar teu corpo, me aquecer, sentir o suar se misturar ao meu, entrar de surpresa pela porta dos fundos e te fazer delirar de prazer.*
(Saul Beleza)