Poesia sobre Silêncio
O silêncio se pôs na mesa, bem no momento da primeira garfada, os diálogos que antes era imediatos e extensos, se resumiam e estagnavam. Os cômodos foram se individualizando, não mais existia cumplicidade, cada um se isolava, querendo cada vez menos se encontrarem. Isto os incomodavam, de forma que já não mais havia paciência, um logo iria retrucar, e outro iria partir
Escrevo versinhos ando em círculos penso em tiros no ouvido num silêncio mais calmo em balas de goma e cereais matinais e mãos no pescoço e esquecer o passado não por arrependimento mas por exagero por tédio por sódio.
“Tudo fica em silêncio, eu ouço a sua voz, eu olho as paredes, e elas se transformam em telas que mostram um filme, e nele estamos nós... Sem ter coragem eu revivo isso todos os dias, como se fosse uma maneira de fazer tudo voltar a ser real”
Nos nunca sabemos o que dizer, por que o desejo só é de estar sempre presente, até mesmo no silêncio.
Que o coração possa bater lento, mas pausadamente, fazendo coro ao silêncio que murmura. Que a brisa seja leve, mas tocante o suficiente para refigerar o coração aflito... E que a escuridão da noite traga a certeza de um amanhecer de luz.
Amo-te,amo-te mas não te digo prefiro guardar-te em silêncio,com medo que me digas "NÃO" "NÃO",não é bom de se ouvir é maior que a pior dor,por isso jamais saberás o meu amor!...
No silêncio abrigam-se todos os sentimentos. Não, meu amigo, não se trata de opção, se faz necessário.
O que restou de nós? Entre nós restou aquele velho silêncio, aquela velha distância e aquela velha saudade.
O silêncio não tem medidas e, sem medida, não tem distância, sem distância vai e volta sem permissão.
o silencio tem sido minha unica resposta. A solidão minha unica companhia... as trevas são minha unica iluminação!
Conheço esse silêncio. É um silêncio que tem medo de falar o que pensa. É o silêncio que tem medo de revelar o que quer. Um silêncio que consome sentimentos que deveriam ser livres. Um silêncio observador, que sofre. Mas que sofre em silêncio. Um silêncio ensurdecedor.
É um silêncio que não gosta de ser silencioso. Um silêncio que tem muita coisa pra dizer, mas não diz nada.
Um silêncio que me cerca, me envolve, que me instiga a decifrá-lo. Um silêncio que quer sentar do meu lado e pegar minha mão. Um silêncio que eu quero ouvir de pertinho.
Que tal passarmos um tempo juntos e em silêncio, meu bem? Não te parece uma boa idéia a gente calar todas essas palavras que só nos machucam. Talvez em silêncio os nossos corações consigam se ouvir e se entender.
O silêncio nesse quarto cheio de lembranças é apavorante. As inúmeras perguntas que começam a aparecer em minha mente começam a incomodar. E aí junta o silêncio com as perguntas e eu me desespero. O que você vai fazer quando o que restou de nós dois desaparecer? Essa é uma das questões que a resposta me assombra, independente de qual seja. É. O silêncio desse quarto infelizmente vai comigo aonde quer que eu vá.
No silencio e solidão lúcida, encontra-se infinitivamente mais sabedoria, do que ao meio de uma multidão barulhenta.
Minhas escolhas me escondem. Eu me perco tentando viver. O silencio aqui é perturbador, posso ouvir meu coração bater. Eu já não choro. Eu já não me importo. Acredito que alguma coisa boa pode acontecer, mais tenho medo de voltar a perder e ter que recomeçar outra vez. Nunca deixei de pensar nas pessoas que eu amo, mais o ódio pelos que me machucaram ocupa mais espaço agora. Eu mudei ou evolui? Sinto-me melhor, mais não era isso que esperavam de mim.
A maior distancia entre duas pessoas não são os quilômetros que as separam, mas o silêncio na indiferença das palavras.
A pessoa generosa oferece pequeno gesto sempre em silêncio, não quer chamar a atenção, porém a egoísta oferece grande ajuda apenas uma vez e se afasta. Não cria vínculos de permanência afetiva.
Um novo tempo inicia em que o silêncio cabe mais à visita, o fazer ganha o peso que não tinha é o tempo do fazer em parceria.
