Poesia sobre Silêncio
Nem toda paz faz silêncio. Às vezes, ela apenas ensina você a não responder ao caos.
Pepita de Oliveira
Silêncio clama pela verdade.
O silêncio clama por justiça.
O silêncio tem lágrimas escorrem palavras.
Somos olhares navegantes ilusões.
Nos calamos pelo engodo...
Provenientes das mentiras que tentam te fazer calar.
Mais o silêncio grita grita mais ninguém ouve as lamurias vindas de quem sofre.
Suas experiências te dizem que verdade nao pode ser calada !
A algo maior dentro de cada um que sabe que verdade esta contaminada por mentiras.
E ainda temos que engolir essas mentiras.
No fardo o canto que é pássaro e maravilhoso no fundo do silêncio.
Seria simplório dizer que o silêncio é divino.
Pois é fértil o propósito de viver de baixo da cachoeira corrente,
Fluido instante pois as nuvens contam histórias num mundo de imagens e paredolias nos damos vida aos encantados.
O silêncio tecnológico e alienação motora.
Não mais um bom dia nas ruas
Pessoa bots... Pessoa assim então...
Vizinho te ignora como foste um fantasma.
Ser tem ter sentido sensorial ativo,
Mas,
É um bot humano...
A hora do almoço chega parece que estou sozinho na cidade...
Todos conectados nos celulares.
Os fones de ouvido no máximo . ..
Enquanto os livros se tornam um fenômeno do realismo a batida da música sem ritmo ou letra toca ao fundo...
Anoitece na cidade o metrô cheio pessoa com olhar cansado e vazio...
As luzes são artificiais e também as pessoas são apagados como consumidores de mundo complexo deixado pela feudo tecnológico.
O abismo ouve...
O abismo responde...
O vazio está no máximo silêncio...
A palavras são sussurros aos ventos
Lágrimas veladas sao catigas de amor
As mesmas lágrimas escorrem num rio de solidão. ..
Entre linhas dos céus lágrimas são gotas dos ceus...
Luz calida sob ador da alma fria sem vida, mais vida é resiliência. . .
Canta todavia a música da paixão...
Que embriagado sonho seja maravilhoso...
Os primeiros raiar do sol sua alma canta no linear do despertar sonhos parecem ser o desejo de viver cada instante eterno....
Somos o abismo diante nossas convicções...
Nos calamos no próprio silêncio.
Somos surdos pois som de nossos pensamentos nos faz nos perder na imensidão...
A luz nos cega pois o lampejo é momentâneo a voz continua nossas mentes...
Para aqueles que compreende a música nas cabeça que cantamos o dia todo
Como escravos numa cenzala os gritos dor ecoam sobre as eras...
Ainda somos cativos?
A luz do celular da resposta...
A música ouve nos fones...
A tradução que desvenda sensações.
As correntes são horas extras...
O patrão vai embora para casa...
O sono chega o trabalho continua
Sou noite sobre a madrugada...
Meros arficios atrozes...
Cala te silêncio do meu algoz....
Sobre olhares da lua sois o amante..
Galante flor do amanhã
Sensato e soberano meu sono
Parece ser o filho angustiado pelo leite da mãe...
Frio paira a alma...
No meio do espinhos escorre a dor
O doce aroma que embriaga...
Mais mais no profundo da alma.
A voz que morre com olhar é mesma que te faz sofre.
No silêncio químico o labirinto questiona ego com eco no subconsciente.
Mas, pequenos lampejos de ironia são expostos em sua mente então um brilho no olhar.
Defraga um respirar e ar seco e lento em sua mente um filme de falas lentas.
De repente aparece tantos mundos multiastral.
A resposta e ecoa num vazio de lampejos...
Porque?
Ainda tento responder.
Pois ignora quebrou o silêncio.
Responder com silêncio é sabio...?
Pois sorrir é melhor resposta
Pois rir da ignorância ser sabio..
Se ainda apresentar alguma dúvida.
Deixei os olhos cheios de ironia antológica.
Minhas ilusões ganha sentido.
Entre dilúvio de tuas palavras.
Sois sorriso e silêncio,
ironia é clareza que morreu em teus lábios.
Sinfonia do Silêncio
Ah... o café desperta primeiro que o dia.
Seu aroma percorre a casa
como se conhecesse cada lembrança
que ainda mora em mim.
A madrugada continua acordada.
A chuva escreve no telhado
aquilo que o mundo nunca aprenderá a dizer.
Cada gota toca o chão
com a delicadeza de quem sabe
que até o silêncio tem som.
Há uma música baixa.
Ou talvez seja apenas a chuva
inventando notas
que nenhum instrumento alcança.
E eu...
permaneço aqui.
Com os pensamentos soltos,
não porque estejam perdidos,
mas porque algumas verdades
não suportam ser aprisionadas.
Escrevo.
Não para que me leiam,
mas para que minha alma
não se esqueça de quem é.
Há quem faça barulho para existir.
Eu aprendi a existir no silêncio.
Foi nele que encontrei respostas,
que reconheci partidas necessárias,
que compreendi que algumas presenças
só sabiam permanecer
enquanto lhes era conveniente.
Hoje já não me entristece.
Assim como a chuva não pede licença para cair,
também aprendi
que a vida não pede permissão
para ensinar.
O café esfria.
A chuva continua.
A música permanece.
E eu sigo escrevendo.
Porque existem madrugadas
em que Deus não responde com palavras.
Responde com o perfume do café,
com a chuva lavando os excessos da alma,
com o silêncio que fortalece,
e com a serenidade de quem já não precisa provar quem é.
Há uma paz que só encontra
quem teve coragem de caminhar sozinho.
E, desde então,
cada página que escrevo
não é apenas tinta sobre papel.
É a minha própria alma
aprendendo a florescer
mesmo nos dias de chuva.
Sendo assim, sigo na silenciosa sinfonia.
O silêncio
Quando o silêncio fala mais alto,
A alma se cala
O corpo responde
A mente se abala
A certeza se esconde
A presença se afasta
A consideração acaba
O tempo se arrasta
O ego se gaba
O orgulho se fere
A culpa fica sem dono
A conveniência é quem prefere
O coração fica tristonho.
A leitura cessa
A página é virada
O livro se fecha
E o leitor continua a sua jornada...
ETERNO SILÊNCIO
Lábios gelados
nos lábios rosados
para sempre calados...
Além do muro
o corpo cai duro
no buraco escuro...
Silêncio
eterno silêncio
silêncio.
Pensar-te é um oceano.
Imaginar-te nenúfar entre os dedos escorrendo do néctar
o silêncio primordial
no êxtase de todas as tulipas
bebendo-te é púrpura loucura.
Dos gestos
a alma que perdura,
palavras e risos
percorrendo avidamente o esgar cruel do tempo
que deixaste em meu corpo inteiro
saudade,
este viver ousadamente sem nada ser ou possuir.
Pensar-te meu amor mais sublime
nas fragas do vento ou num desesperado grito de ave
é sentir teu fôlego entre
minhas pernas
tua língua brincando em meu ventre
meus dedos entrelaçados aos teus
revolvida, encharcada e concebida,
extasiada em teus cabelos,
como crianças besuntadas de mel e marmelada
roendo maçãs
no entardecer da infância
enquanto a fome doía
na alma grande
das gentes.
Pensar-te tudo e nada.
Beber-te chuva.
Célia Moura, in "Terra De Lavra"
Te amo duas vezes...
Eu sempre amei você,
desde o início,
desde o silêncio,
desde sempre...
desde o nada que já era tudo.
Antes de saber quem você era,
antes de entender o que seria
na minha vida.
Não sei se foi o poder da chama gêmea —
da junção divina —
mas te amei bem antes...
Talvez seja a força das almas,
o laço antigo,
a chama gêmea —
essa união que não se explica,
mas que se sente...
com a pele,
com o coração.
Não sei se fui eu quem amou primeiro,
ou se apenas reconheci
um amor que já me habitava.
Quando soube de tudo,
não houve espanto,
nem dúvida.
Só permaneci —
amando.
Como se já soubesse.
Meu corpo já ansiava o seu,
meus pensamentos já te buscavam,
meu coração…
já era teu.
Já amava com toda a intensidade,
já sentia saudade.
E eu, sem perceber,
já tinha desistido de tudo
por você.
Não sei onde termina o amor
e onde começa a conexão de almas.
Talvez nem exista fronteira.
Porque, se for assim,
em total lucidez,
declaro —
nesta vida corpórea
e na outra espiritual —
eu te amo duas vezes.
O silêncio da minha alma
Fui me apagando aos poucos...
E eu nem percebi.
Lutava sem saber,
Implorava sem querer...
Demorou,
Mas entendi.
Tentei,
Briguei,
Estava numa guerra.
Eu queria de volta a minha personalidade,
A guerreira
Que vencia tudo
E todos.
Onde me perdi?
Onde deixei de existir?
Mas isso não era certo,
E eu não desistiria.
Na luta por me encontrar,
Já não sabia
Se me achava...
Ou mais me perdia.)
O menino e o furacão
Diziam, em silêncio:
"É só uma criança com atraso…
lá no fundo da sala,
com uma folha branca nas mãos."
Eu sei — é o que todos pensam,
mas não dizem.
Estão mais preocupados em embelezar os títulos da deficiência do que em trabalhar,
na prática, a inclusão.
Decoram nomes,
enfeitam diagnósticos,
mas esquecem do essencial:
ver.
Eu nunca tive alunos,
e sim histórias com nome:
Antônio. Bernardo. Daniel. Fernanda. Gabriela…
cada um era único — uma pessoa, uma personalidade, uma habilidade,
mesmo quando o mundo insistia em reduzi-los.
E ele…
O menino da cadeira de rodas,
de movimentos curtos, quase ausentes,
fazia desenhos incríveis que ninguém via —
porque queria a perfeição
e, quando não saía em total sintonia,
por cima do desenho criava um furacão.
Rasgava o próprio céu,
girava sobre o que tinha criado,
cobria tudo —
como se dissesse, sem voz:
“Se não for inteiro, ninguém vai ver.”
E ninguém via mesmo.
Mas eu vi — vi além.
Tentei falar, e ninguém se importou…
Para que dar trabalho,
se ele já estava quieto, ocupado,
com uma folha na mão?
Era apenas um estágio.
E, no fim do dia, havia sempre duas almas frustradas:
A dele —
gritando por reconhecimento.
E a minha —
aprendendo o peso de não ser ouvida.
Um ego inflado é uma prisão dourada; só o silêncio interior tem a chave para abrir a porta.
EduardoSantiago
A verdadeira religião não se exibe no altar, mas no silêncio da alma que ama até o inimigo.
EduardoSantiago
Antes de ceder ao impulso, escute o silêncio — ele sabe o preço que seu coração ainda não calcula.
EduardoSantiago
