Poesia sobre Silêncio

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Minha alma grita por socorro, em silêncio no pensamento, ninguém ouve ninguém vê , algo sem explicação.
So vc pode calar essa voz , então lute contra isso , pois isso sim pode te matar

O QUE ACONTECE QUANDO A DOR FALA MAIS ALTO


​Você guarda tudo isso porque o silêncio parecia mais seguro do que aceitar o fim.
E não é fraqueza, nem exagero.
​É porque você acreditou na promessa do que poderia ser.
Desistir parecia destruir o futuro que você desenhou sozinho.
​É por isso que você continua:


​justificando o que não tem defesa
​aceitando migalhas de afeto
​recalculando rota para caber onde não há espaço
​culpando a si mesmo pelo que deu errado


​Tudo para não admitir que o barco já afundou.


​Mas a verdade é simples e inevitável: você não chora pela falta que o outro faz.
Você chora pelo desperdício de tanto amor entregue a quem não soube segurar.
​Quando essa ficha cai, a dor muda de lugar.


​O DIA EM QUE A ESPERANÇA CANSA


​Apesar de toda a resiliência, chega o dia em que o peito simplesmente… desiste.
E quando desiste, a esperança cessa.
​Isso acontece quando você finalmente enxerga:


​que a balança do afeto sempre esteve desregulada
​que você mendigava a atenção que antes sobrava
​que o seu melhor nunca foi o suficiente para quem só sabia receber
​que continuar insistindo era uma forma lenta de se destruir

Quando você para para contemplar o pôr do sol, percebe que a vida também sabe falar em silêncio.

É nesse instante, quando o mundo desacelera e o único som é o da própria quietude, que os pensamentos encontram espaço para ecoar.

As respostas nem sempre chegam. Às vezes, chegam apenas novas perguntas. E tudo bem.

A vida não revela seus mistérios de uma só vez. Ela os apresenta em pequenos detalhes: nas cores do céu, na brisa do fim da tarde, no tempo que insiste em seguir seu curso.

Talvez a verdadeira sabedoria esteja justamente nisso: aprender a contemplar, antes de tentar compreender.

Há momentos em que o silêncio ensina mais do que qualquer palavra.

Se a conexão visceral tem nome, o meu é o seu.
Em cada gesto, em cada silêncio compartilhado, eu entendo que o nosso destino foi desenhado para ser um só.

Meu amor, me perdoa pelo meu silêncio recente.
Sei que me afastar e calar as palavras machuca, e a última coisa que eu quero no mundo é causar qualquer dor em você.
Às vezes o mundo fica barulhento ou eu me perco nos meus próprios pensamentos, mas o meu maior erro foi não ter dividido isso com você, que é o meu porto seguro. Mesmo no meu silêncio, não houve um segundo sequer em que meu coração não estivesse implorando para voltar para perto do seu.
Você é a pessoa mais incrível que já conheci, a dona do sorriso que ilumina os meus dias mais escuros e o amor da minha vida. Eu não quero e não sei caminhar sem você.
Por favor, me aceita de volta nos teus braços e me deixa te provar, todos os dias, o tamanho do meu amor. Me desculpa por falhar, eu te amo além de tudo.

"O onipotente ouvido de Deus exige coisa pouca:
Ele quer o silêncio da fé, e não o eco da boca."

O silêncio do Real.


Havia um buscador inquieto,
que perguntava por que o sol nascia
e para que o vento soprava.
Sempre lhe respondiam:
“Assim quis Deus.”
E ele silenciava.


Mas numa noite, sob o véu do céu estrelado,
sentiu-se pequeno,
ferido por uma saudade sem nome.
Correu aos guias de sua alma,
e disseram-lhe:
“Te falta Deus.”


Então mergulhou nos livros,
e a crença que o sustentava
tornou-se peso insuportável.
Viajou por tradições,
bebeu de fontes diversas,
mas a sede não cessava.


E quando nada restou,
quando o vazio gritou mais alto que a fé,
ergueu os olhos novamente ao céu.
E viu:
aquela imensidão não estava fora,
mas dentro dele.


No silêncio, ouviu o Amado dizer:


“Antes que teu nome fosse sussurro,
Eu já te chamava.
Antes que teus olhos se abrissem,
Eu era tua luz.


Em tua primeira lágrima,
era Eu quem corria em teu rosto.
Deixei-te perdido
para que Me buscasses.
Dei-te sede
para que descobrisses:
a água sou Eu.


Cada dor em teu peito
era Meu chamado.
Cada dúvida,
era Minha presença oculta.


Eu te amei em silêncio
por eras incontáveis.


Agora que Me reconheces, ouve:
Nunca estive longe.
Foi apenas tua pele que te separou de Mim.


Volta para dentro.
Ali te espero,
onde o mundo não alcança,
onde teu ‘eu’ se dissolve,
e só o Amor permanece.”


- Aluízio (inspirado em Ibn Arabi).

Impermanência


Ó Ausência! Ó Silêncio!
Minhas palavras, lançadas ao vento, dissipam-se no invisível,
e meu coração dissolve-se em ambiguidades.
A ti pertence o futuro incerto;
e cá estou eu:
um vaso vazio,
mas repleto de possibilidades.


Transitória e efêmera
é esta casca que me reveste.
Do pó eu vim,
e ao pó hei de retornar.
Cada segundo se extingue,
cada instante sepulta a si mesmo.


Também eu caminho para esse ocaso.
Serei terra,
serei húmus,
o adubo silencioso
de onde brotará um novo fruto.


Que o verme faça de mim o seu banquete,
que a chuva desfaça meu nome,
que o tempo me esqueça.
Pois não há derrota
em tornar-se semente
daquilo que ainda florescerá.

O ano se despede em silêncio,
mas dentro de mim ecoa a certeza...
cada fim é apenas um convite
para o infinito dos começos.

Quem aprende a respeitar um ninho
jamais achará normal destruir um lar.
Quem entende o silêncio de um cão
reconhece a dor antes do grito.

Quando quem você despreza morrer...
será no silêncio da ausência que entenderá o valor de quem partiu.

*Meu amigo?*


Eu tenho um amigo
É o silêncio, consciência, mente, vazio, tanto faz
Nunca consegui dar um nome pra ele,
Só sei que ele é parte de mim


Ele é muito bom em atuar
Sempre fazendo as cenas que imagino
Cenas onde sou mais sincero com aqueles que conheço,
Cenas que nunca irão sair entre as paredes da imaginação


Ele é bem calado,
Ele faz muito bem as pessoas que conheço
Mas ele mesmo... Não tem personalidade


Como seria...
E se...
Todos ele consegue fazer muito bem


Só que no final...
Silêncio.


Ele é muito calado
E isso me deixa triste
Quando eu choro,
Ele não me consola
Odeio ele.

Ainda que o tempo me julgue, procuro no espelho do silêncio a resposta que a voz não pode dar, pois sou a pergunta que o destino esqueceu de formular.
Reno Fioraso

Amor transferencial
Por quarenta e dois anos, esse amor permaneceu em silêncio, guardado nas profundezas da alma, como uma semente esperando a estação certa. Eu acreditava que estava esquecido, mas ele apenas repousava.
Então, um dia, rompeu o silêncio. Explodiu, eclodiu, exigindo ser visto, compreendido e elaborado. Não para ser vivido como antes, mas para ser acolhido com a maturidade que a vida me deu.
Talvez alguns amores não existam para serem possuídos. Existem para nos revelar partes de nós mesmos que permaneceram escondidas por décadas. E, quando finalmente emergem, deixam de ser apenas amor pelo outro e tornam-se um caminho de encontro com a própria alma.

O menino e o furacão


Diziam, em silêncio:


"É só uma criança com atraso…
lá no fundo da sala,
com uma folha branca nas mãos."


Eu sei — é o que todos pensam,
mas não dizem.


Estão mais preocupados em embelezar os títulos da deficiência do que em trabalhar,
na prática, a inclusão.


Decoram nomes,
enfeitam diagnósticos,
mas esquecem do essencial:
ver.


Eu nunca tive alunos,
e sim histórias com nome:
Antônio. Bernardo. Daniel. Fernanda. Gabriela…
cada um era único — uma pessoa, uma personalidade, uma habilidade,


mesmo quando o mundo insistia em reduzi-los.


E ele…


O menino da cadeira de rodas,
de movimentos curtos, quase ausentes,
fazia desenhos incríveis que ninguém via —
porque queria a perfeição
e, quando não saía em total sintonia,
por cima do desenho criava um furacão.


Rasgava o próprio céu,
girava sobre o que tinha criado,
cobria tudo —
como se dissesse, sem voz:
“Se não for inteiro, ninguém vai ver.”


E ninguém via mesmo.


Mas eu vi — vi além.


Tentei falar, e ninguém se importou…


Para que dar trabalho,
se ele já estava quieto, ocupado,
com uma folha na mão?


Era apenas um estágio.


E, no fim do dia, havia sempre duas almas frustradas:


A dele —
gritando por reconhecimento.


E a minha —
aprendendo o peso de não ser ouvida.

Te amo duas vezes...


Eu sempre amei você,
desde o início,
desde o silêncio,
desde sempre...
desde o nada que já era tudo.


Antes de saber quem você era,
antes de entender o que seria
na minha vida.


Não sei se foi o poder da chama gêmea —
da junção divina —
mas te amei bem antes...


Talvez seja a força das almas,
o laço antigo,
a chama gêmea —
essa união que não se explica,
mas que se sente...
com a pele,
com o coração.


Não sei se fui eu quem amou primeiro,
ou se apenas reconheci
um amor que já me habitava.


Quando soube de tudo,
não houve espanto,
nem dúvida.
Só permaneci —
amando.
Como se já soubesse.


Meu corpo já ansiava o seu,
meus pensamentos já te buscavam,
meu coração…
já era teu.


Já amava com toda a intensidade,
já sentia saudade.
E eu, sem perceber,
já tinha desistido de tudo
por você.


Não sei onde termina o amor
e onde começa a conexão de almas.
Talvez nem exista fronteira.


Porque, se for assim,
em total lucidez,
declaro —
nesta vida corpórea
e na outra espiritual —
eu te amo duas vezes.

O silêncio da minha alma


Fui me apagando aos poucos...
E eu nem percebi.
Lutava sem saber,
Implorava sem querer...


Demorou,
Mas entendi.
Tentei,
Briguei,
Estava numa guerra.


Eu queria de volta a minha personalidade,
A guerreira
Que vencia tudo
E todos.


Onde me perdi?
Onde deixei de existir?


Mas isso não era certo,
E eu não desistiria.


Na luta por me encontrar,
Já não sabia
Se me achava...
Ou mais me perdia.)

"Um dia paramos de cobrar, paramos de falar, deixamos a dor falar alto, porém no silencio de nosso interior, sofremos calados até que nossos pensamentos destruan qualquer ideia de dor ou sofrimento que não podemos controlar, seguir enfrente não é pra qualquer um, mas dever de todos, se seu próximo não sabe o mal que lhe faz é por que não merece sua admiração, seu respeito, seu amor"


Gil Alves

As Pontes de Meu Pai

Meu pai, foste a ponte em meu caminho,
erguida em silêncio, firme e serena;
mostraste que o trabalho é nosso ninho,
e a humildade faz a alma mais plena.

Com prudência ensinaste a escolher,
com paciência, a esperar o momento;
e, pela honra, aprendi a viver,
fazendo do caráter o fundamento.

Sem perceber, construíste em minha estrada
pontes que hoje me ajudam a seguir,
cada uma por teu exemplo iluminada.

Se hoje sei que caminho devo trilhar,
é porque me ensinaste, com tua vida,
que ser homem é honrar e dignificar.

A existência é como um eco cósmico onde as placas tectônicas da razão colidem em silêncio, ancoradas por um norte invisível que limita o magnetismo da Terra, enquanto o movimento das marés emocionais nos arrasta, inexoravelmente, em direção àquilo que a mente teme e deseja decifrar: o buraco negro de nossa própria infinitude.
Reno Fioraso