Poesia sobre Silêncio
Às vezes, a vida nos leva por direções que não planejamos, e o silêncio acaba virando rotina. Mas existem sentimentos que o tempo não apaga, e o que eu sinto por você é um deles.
Hoje, entendo que cansei de guardar esse amor apenas como uma lembrança distante. Durante muito tempo, eu não soube dar o passo certo, não soube lutar pelo que eu sonhava e acabei aceitando que seguíssemos caminhos diferentes. Mas a verdade nua e crua é que, mesmo quando eu parecia ausente, você nunca saiu do meu pensamento. Olho para trás e vejo o quanto o tempo passou, mas o meu sentimento permaneceu intacto, como se estivesse esperando por um sinal.
Eu sei que hoje sua vida tomou outro rumo e que existe outra pessoa ao seu lado. Respeito o seu momento e o seu espaço, de verdade. Mas não consegui mais sufocar essa esperança que ainda pulsa aqui dentro. A gente tenta seguir, tenta esquecer, mas o coração insiste em me questionar: será que aquele amor que você sentiu por mim foi verdadeiro? Ou será que ele nunca existiu da forma que eu guardei aqui? Essa dúvida é o que mais dói, porque, para mim, o que vivemos foi único e insubstituível.
Peço desculpas se minhas palavras te pegarem de surpresa ou causarem qualquer desconforto, mas eu precisava desabafar. Guardar tudo isso estava me sufocando. Quero apenas que você saiba que eu nunca te esqueci.
E, mais do que isso, quero que saiba que, se um dia você se sentir cansada, esgotada ou sentir que está carregando o peso do mundo sozinha nas costas, em algum lugar desse horizonte existe alguém pensando em você. Alguém que nunca te tirou da cabeça e que, silenciosamente, sempre te amou e te cuidou em pensamento.
Sempre estarei aqui, torcendo pela sua felicidade, mesmo que de longe. Mas saiba que meu coração continua pronto e meus braços abertos, caso um dia você decida olhar para trás e redescobrir o que deixamos pelo caminho.
Sabe, eu passei muito tempo tentando me convencer de que o silêncio era a melhor resposta. Tentei seguir a vida, focar no trabalho e preencher os dias com barulhos diferentes, mas a verdade é que, no fim da tarde, o silêncio sempre traz o seu nome de volta.
Eu vejo as minhas próprias atitudes e, às vezes, elas parecem frias ou distantes, como se eu já tivesse superado tudo. Mas é só uma armadura. Por dentro, ainda existe aquele mesmo aperto no peito toda vez que algo engraçado acontece e minha primeira reação é querer te contar.
Dizem que o tempo apaga tudo, mas o tempo só tem me mostrado que o que a gente viveu não era passageiro. É estranho como eu consigo te encontrar em detalhes pequenos: numa música que toca no rádio, no jeito que o sol bate na janela ou no rosto de desconhecidos na rua. Eu tento disfarçar, tento ser forte e fingir que esqueci, mas basta um pensamento mais profundo para eu perceber que você ainda ocupa o lugar principal aqui dentro.
Às vezes me pergunto se você também trava essas batalhas internas. Se, quando nossos olhares se cruzam por um segundo que seja, você sente a mesma eletricidade e a mesma vontade de desistir desse afastamento.
Eu não sei o que o futuro reserva, nem se esse nosso amor ainda tem capítulos para serem escritos. Só queria que você soubesse que, apesar da ausência física, você nunca saiu dos meus pensamentos. Existe um laço que a gente não consegue cortar, por mais que tente.
Olhando para trás, percebo que meu silêncio nunca foi falta de vontade; foi uma forma de proteção. Eu tive medo. Medo de que, ao me entregar por inteiro, eu acabasse perdendo os pedaços que ainda me restavam. Às vezes, a gente se fecha não por falta de amor, mas por um receio, quase infantil, de sofrer de novo.
Eu tentei seguir. Tentei convencer a mim mesmo de que você era uma página virada, mas há pessoas que não saem da gente; elas apenas mudam de lugar. Você se tornou o reflexo em um detalhe qualquer do dia, aquela saudade que aperta o peito antes de eu pegar no sono.
Uma parte de mim ainda acredita que fomos a história certa no momento errado. Que talvez, em algum outro tempo, com as cicatrizes já curadas e o coração mais corajoso, a gente saiba como cuidar do que não soubemos proteger antes.
Por enquanto, fico com o que restou: o respeito por tudo o que fomos e a coragem de finalmente deixar estas palavras saírem.
Expresse sua opinião, não se cale,
pois toda voz que se acostuma ao silêncio corre o risco de esquecer a própria força.
No Silêncio
Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, aqui estou diante de ti! Te louvando e adorando, pois só tu és Deus! Não há outro como tu! Deus eu te amo por aquilo que tu és! Porque tu és santo! Santo! Santo! Em Jesus Cristo eu te adoro! Sim tu meu amigo! Não tenho outro como tu! Santo e justo tu és eternamente.
Deus eis que fico diante de ti em silêncio! Não te pedirei nada, Senhor! Pois eis que não sei o que te pedir! Eis que apenas te peço: Senhor! Olha para o meu ser! Olha pois! Tu sabes ver o que eu preciso! Sim! Tu conheces o meu levantar, o meu deitar e o meu agir perante ti! Sim! Amigo da minha alma! Com os teus olhos, vê tu pois o que meu corpo, minha alma e meu espírito necessita!
Concede-me pois senhor, o que tu achas que eu preciso! O que eu preciso é da tua presença Senhor! Assim seja em nome de Jesus Cristo, teu filho amado! Amém!
Serena noite
Noite serena, entrelaçada em silêncio,
Ruelas escuras e sombrias guardam segredos mudos,
Portas fechadas, sussurros esquecidos,
o tempo se esconde em sombras e fluidos.
A lua, tímida, derrama seu véu prateado,
sobre pavimentos frios, sonhos abandonados...
Corações pulsando, ecos distantes,
Nos caminhos escuros, passos descompassados e errantes.
O ar é um mistério, um convite sutil,
A cada esquina, uma história, outra e mais mil.
No silêncio da noite, a alma se entrega,
Entre ruelas e portas, a vida navega.
Num ir e vir (des)contínuo o homem perdido de si se desespera e ao desconhecido se entrega.
Em frascos de felicidade, guardamos o amor,
Essência eterna, que desafia o tempo.
Nos olhares cúmplices, no toque suave,
Um eco de promessas que nunca se vão.
O homem disso sabe... procura e procura... mas sempre em vão.
Ladrão de sonhos
Em noites de silêncio profundo,
Um ladrão sutil invade os sonhos,
Com sua magia de vida, em vagar,
Rouba esperanças, mas traz bálsamo aos corações.
É doce a esperança que se entrelaça,
Fé inabalável que nos embala,
Caminhos de luz e sombra dançam,
Nas labaredas da alma que nunca cansa.
Ele transforma o pesadelo em riso,
Nasce um novo dia, nosso paraíso.
Entre as estrelas, nossos anseios flutuam,
E, por detrás da dor, mil sorrisos surgem.
Assim, ao ladrão de sonhos nos rendemos,
Na fragilidade, encontramos o ser,
Que, ao mesmo tempo, nos leva ao chão
E nos ergue em voo, atendendo nossa oração.
De quando em quando
Silenciosamente…
Profundamente...
O som do vento corta o silêncio
de quando em quando.
Te amo
Silenciosamente.
Profundamente...
De quando em quando?
Não!
Sempre
.... e eternamente...
De quando em quando
apenas
“o ruído de um bonde”
corta “o silêncio
como um túnel.”
De quando em quando silente...
Nunca permanente...
Sempre profundamente.
Rosangela Calza
Do silêncio
Somos responsáveis pelo nosso silêncio...
Se eu der minha opinião, se eu alertar alguém, se eu persuadir alguém, se eu gritar aos quatro-ventos...
Se... tudo isso aí e unas cositas mais, serei responsável de alguma maneira.
Claro, terei me implicado na situação de forma bem clara. Serei responsável pelo que falei, pelo que fiz. Minhas palavras podem voar ao vento, mas... antes de voarem, passaram pelos ouvidos de alguém, pelos olhos de alguém.
Então, penso eu, em certas situações, o melhor a fazer é manter-me passivamente passiva. Farei do silêncio minha arma de comunicação. Assim, não poderei ser responsabilizada por me manter calada. Se alguém fizer alguma bobagem... disser alguma mentira... ah! a melhor opção, pra mim, é o silêncio mortal.
Não sou eu quem vai expor esse alguém. Não, não mesmo. Não sou conivente, sei que o que esse alguém fez não está certo. Mas... não quero ter prejuízos afetivos... ops... então, não é o outro, sou eu a minha real preocupação... é só por isso que, muitas, muitas vezes, o silêncio se instala em mim.
Claro, claro... não vou sair por aí atirando com uma metralhadora honestidade o tempo todo e em todo lugar. Há vezes em que meu silêncio se faz necessário por pura cortesia. Então, sim, me esconderei atrás da cortina da boa convivência, da gentileza. Agirei virtuosamente como se estivesse a passear pelos corredores da corte... silenciosamente.
O tempo tem tempo,
não corre, não se apressa,
guarda segredos no silêncio,
abre caminhos quando quer.
Tudo a seu tempo,
flores nascem, mares se acalmam,
a vida se revela devagar,
no compasso da eternidade.
Das cinzas nos reerguemos
No silêncio da eternidade, onde o tempo se esconde,
o denso medo se avoluma, como neblina em noites ruidosas, abrumadas e profundas.
Ventos sussurram segredos, esgueirando-se entre as sombras,
soprando nuvens escuras, que cobrem o céu com suas ondas.
O coração acelera, preso na angústia do momento...
cada rajada traz lembranças, ecos de um passado lento – vivido em pleno tormento.
Mas uma luz tímida cintila, bem no olho da tempestade...
prometendo que, após a chuva, renascerá outra vez uma vida com amores de alegrias e verdades.
E, então, entre o medo e a calma, a batalha se desenha...
Entre nuvens sombrias, a esperança tem força... pra tudo transformar ainda se empenha.
Na penumbra do infinito, o vento continua a soprar...
revelando que, mesmo na dor, podemos, feito Fênix, nos reerguer das cinzas, refazer nossa vida e amar.
"A saudade que o tempo não roubou"
Às vezes me pego em silêncio, imaginando como você estaria hoje. Consigo ver seu rosto, o brilho de um homem feito e bonito. Fico pensando no caminho que você teria escolhido, na profissão que exerceria com orgulho e no nome da mulher que caminharia ao seu lado.
Gosto de acreditar que você seria imensamente feliz. Que teria filhos com o seu sorriso, perpetuando sua existência.
Mas aí a memória me volta para aquele dia cinza... sinto de novo o aperto no peito, o peso no corpo e aquela queda que feriu o joelho, mas não tanto quanto a notícia que veio logo depois: você tinha partido.
O tempo passou, mas meu coração de tia continua lá, estacionado naquela saudade. Eu nunca perdoei a vida por te levar, nem o destino por nos roubar os momentos que não vivemos. Sinto falta até do que não aconteceu, como o dia em que você me ensinaria a andar de patinete.
Saiba que eu te amo e te amarei para sempre.
A Herança do Silêncio
Nasci entre multidões,
todavia jamais encontrei morada.
As vozes entrelaçavam-se em incessante rumor,
mas nenhuma aspirava ao peso das ideias.
Celebravam efêmeros esplendores,
como se o transitório bastasse à existência;
enquanto a contemplação, a filosofia
e a memória das civilizações
definhavam na penumbra do esquecimento.
Percorri incontáveis caminhos
em busca de um destino compartilhado,
sedento pelo mistério das origens,
pela arquitetura do pensamento,
pela grandeza que transcende o instante.
Encontrei apenas superfícies.
Sorrisos sem permanência.
Palavras sem substância.
Encontros destituídos de comunhão.
Descobri, então,
que a mais severa das solidões
não floresce na ausência de companhia.
Ela habita a convivência
quando nenhum destino
alcança a profundidade do outro.
Minha morada converteu-se em refúgio.
A cidade tornou-se território estranho.
E até o vínculo consanguíneo
passou a recordar um antigo monumento:
permanece erguido,
mas há muito deixou de ser habitado.
À mesa, os corpos persistem;
os afetos, contudo, dissipam-se
na sucessão das horas indiferentes.
Cada qual encerra-se
na fortaleza invisível de si mesmo,
onde nenhuma palavra atravessa os muros
e nenhum silêncio encontra tradução.
Compreendi, por fim,
que o verdadeiro exílio
não se mede em léguas,
nem se escreve nos mapas.
Ele principia
quando o destino já não encontra
outro destino capaz de partilhar
a mesma reverência pelo conhecimento,
pela beleza,
pela reflexão
e pelo infinito.
Desde então, caminho.
Não à procura de um lugar,
pois os lugares pertencem ao mundo.
Procuro um destino
no qual o pensamento
não seja estrangeiro.
E enquanto ele não se revela,
permaneço habitando
a mais vasta das distâncias:
aquela que separa
dois destinos incapazes
de reconhecer-se.
Os quatro rios não correm pela terra; eles convergem no silêncio de Göbekli Tepe. O que nos resta quando a memória decide esquecer a própria origem?
Reno Fioraso
NEM SEMPRE O SILÊNCIO É PERICULOSO
Dias há em que o silêncio pesa, carecemos do esteio de outrem, de ouvir que dará certo. Mesmo assim prosseguimos com aquilo que cremos e, ocasionalmente é no silêncio aonde encontramos os maiores triunfos.
A voz que ecoa no silêncio não busca o porto seguro da praia, mas ensina que a verdadeira tempestade é esquecer como navegar na calmaria.
Reno Fioraso
A Coragem de Confiar
Não foi a traição que mudou meu coração.
Foi o silêncio que veio depois dela.
Descobri que existem dores que não nos fazem chorar.
Elas nos fazem desconfiar de todo gesto gentil, de toda mão estendida, de todo olhar sincero.
Porque, quando a confiança morre, ela leva consigo a inocência de acreditar.
Passei a pensar que a solidão era mais segura.
Que viver atrás de muralhas doía menos do que reconstruir uma casa que alguém pudesse incendiar outra vez.
Até compreender que o medo não queria me proteger.
Queria me convencer de que ninguém mais merecia entrar.
Então percebi que confiar não é esquecer as cicatrizes.
É olhar para elas e, ainda assim,
escolher abrir a porta.
Porque o oposto da traição não é a certeza.
É a coragem.
- M.S. Fieri
O silêncio
Discutir não alimenta.
Reclamar não resolve.
Revolta não auxilia.
Desespero não ilumina.
Tristeza não leva a nada.
Irritação intoxica.
Para todos os males, só existe um medicamento de eficiência comprovada.
Continuar na paz.
Chico Xavier
Importo-me mais com o que vejo do que com muitas baboseiras e fofocas que ouço.
O silêncio ajuda mais do que o falar em demasia.
Deus, em Sua infinita sabedoria, fez-nos possuidores de uma só boca e dois ouvidos, querendo, com isso, que utilizássemos em dobro nossa capacidade de ouvir e nos habituássemos à contenção de palavras inúteis e fúteis.
Quanta coisa se ganha ao refletir.
Entre o abismo e o sopro
Perdi-me em mim, num silêncio que ninguém ouve, num vazio que devora por dentro, numa dor inexplicável que não encontra tradução. Era como se o mundo me chamasse para fora dele, como se uma voz sussurrasse: “deixa ir, solta, termina…”. E eu, sem forças, só queria calar aquela angústia, só queria pular da ponte para escapar da ponte que havia em mim. Mas não era escolha, não era vontade, era um medo escondido, um segredo escuro, uma batalha sem testemunhas. Até hoje carrego essa luta constante: não cair nas armadilhas da vida, não ceder ao convite da desistência, não desejar apagar a própria luz. E quando sorrio, ninguém vê que por trás do riso há uma alma cansada, travando guerras invisíveis. A cada amanhecer, sou sobrevivente de um combate silencioso, uma rosa vermelha perfumada, com espinhos que perfuraram a alma. E ainda que doa, escrevo, choro, respiro… porque a vida insiste em mim, mesmo quando eu não consigo insistir para viver.
