Poesia sobre Silêncio
Sou prosa... sou poesia
No silêncio da madrugada sou o caos e a bonança.
Sufocada por nova crise.
Dormindo feito criança.
Ora tempestade… ora calmaria.
Às vezes sou chuva tensa… chuva densa.
Às vezes sou sereno o mais sereno.
Sou alegria.
Sou melancolia,
Ora sou paz total.
Ora, guerra mortal.
Sou prosa… sou poesia.
Nesse mar de variação… vivo inteira o meu dia a dia…
Em silêncio você sofre toda a dor de quem não consegue aceitar.
Seus olhos dizem coisas que você se nega a falar.
A sua voz embargada não consegue disfarçar.
E eu... eu sou obrigada a disfarçar,
em silêncio ficar,
pra não denunciar esse amor que a todo custo você tenta negar.
Você ainda não entendeu que é meu?
A solidão não me assusta
porque penso...
E é no silêncio que penso melhor.
Mesmo em uma solidão imensa,
um mundo deserto
estou bem acompanhada
meus pensamentos... minha morada.
A minha solidão nunca é só
meus pensamentos... sua morada.
Viu? É por isso que a solidão não me assusta.
A noite.
A noite é o momento em que o som do nada se torna ensurdecedor.
Aquele silêncio que ora pressupôs paz, calor, de repente se desdobra em uma sinfonia desalinhada, suja, barulhenta, repleta de impudicícias e desarmonia.
É onde de repente, em um suspiro, a
sintonia se transforma naqueles pensamentos, velozes como a luz, ou como a ausência dela.
E então me pego pensando no Whisky barato, no vazio e no cansaço, no futuro, passado e no tempo que não passa quando as luzes se apagam.
E na noite.
A noite que dói, que trás vazio, falta, desespero, apego e mágoa. Que faz esperar um fio de luz em meio aquilo que não se pode enxergar.
Barulhenta e fria noite. Barulhenta e fria sátira.
Cheiro do teu corpo
Se não se lembrares de mim,
Lembre-se do meu amor por ti.
E no silêncio dos teus pensamentos
Recorde as juras de amor.
Se não sentir o meu cheiro,
Ande nos caminhos que passei.
E na flagrância desse amor
Sinta o calor dos meus abraços.
Se não tiver minha presença,
Releia as cartas que escrevi.
Sinta nelas a alegria
De reviver os meus abraços.
De você não me esqueço
Quando eu vejo as estrelas.
Vejo nelas a luz do teu olhar
Vindo aqui pra me banhar.
E no vento que me cerca
Sinto o cheiro do teu corpo.
Que perfuma a minha vida
Revivendo o nosso amor.
Se me falta o teu calor
Sobra em mim tão grande amor,
Guardado no meu peito
Dado a ti em uma flor.
Edney Valentim Araújo
Aquieta sua mente, para escutar seu coração, pois é no silêncio, que os Anjos, enviados por Deus vem falar com você.
Terapeuta Sensitiva
Natalirdes Botelho
Não me peça lógica — sou flor.
Sou verbo em carne viva.
Sou reza de Cora no silêncio da cozinha.
Sou verso de Mario escapando pela fresta.
E mesmo quando a dor fizer morada,
ainda assim —
com olhos molhados e alma lavada —
deixarei a porta aberta.
Pedro Soares Ribeiro
Memória do Holocausto
1941- 1945
Seis milhões.
Cinzas,
Silêncio,
Memória.
Resistência.
Benê Morais
⏳🗓️❤️🔥
"No meio do barulho da rotina e da pressa da semana, o meu silêncio só clama por você. A saudade aperta o peito e lembra o meu corpo de que o seu abraço é o único lugar onde eu quero pousar."
O silêncio da noite nos convida a entrar,
Onde o toque da pele começa no olhar.
Aqui, o romance não tem timidez,
Se despe do medo e se entrega de vez.
Somos a chama que queima no escuro,
O abraço apertado, o porto mais seguro.
Um misto de anjo, de fogo e paixão,
Que pulsa no ritmo do coração.
Deixem a luz baixa, o mundo lá fora,
Porque o nosso instante começa agora.
— Anjinha Sensual
Tecendo sonhos
A vida persiste, tecendo sonhos que se aproximam da eternidade.
No silêncio das manhãs, a vida desperta,
como um fio delicado sobre o tear do tempo,
tecendo lindamente sonhos feitos de esperança e luz,
bordando no tecido invisível da alma,
um mosaico de desejos que jamais se desfazem.
Cada instante é um ponto colorido,
uma promessa sutil de eternidade,
onde o ontem se mistura ao amanhã,
e o presente se entrelaça entre as mãos do destino.
Os sonhos, navegantes incansáveis,
singram mares de possibilidades infinitas,
provocando ondas que beijam a areia do ser,
revelando que a vida, mesmo em sua fragilidade,
é um canto profundo que nunca se cala.
Assim, persistimos — almas entrelaçadas,
tecendo para sempre a teia do infinito,
onde o hoje se faz tão terno... eterno em cada batida do coração.
Carrego no peito um silêncio pesado,
um nó que não se desfaz.
A confiança que eu guardava com tanto cuidado
escorregou pelos meus dedos e se desfez em pedaços.
Olho no espelho e não me encontro,
vejo sombras onde antes havia luz.
A insegurança me abraça,
e a traição do silêncio me fere mais que mil palavras.
Sonhos que plantei com ternura
agora estão deitados no chão, partidos.
E eu me pergunto:
como recolher o que se perdeu em nós,
se até o chão me falta?
Há em mim amor e raiva,
esperança e medo,
um turbilhão que me arrasta.
E nesse vendaval só desejo
reencontrar a mim mesma,
inteira, forte, capaz de florescer outra vez.
E SE EU NUNCA CONSEGUIR SER MÃE?
É a pergunta que o silêncio faz
quando o calendário muda,
quando a esperança cresce
e, mais uma vez, escorre em lágrimas.
Há um quarto que ainda não existe,
mas já mora em meu coração.
Há um nome que ainda já foi escolhido,
E é chamado em minhas orações.
Cada atraso desperta um sonho.
Cada sonho veste um sorriso.
E, quando a realidade chega,
leva consigo um pedacinho de mim.
Não choro apenas pelo sangue que desce.
Choro pelo abraço que ainda não dei,
pela canção de ninar que ainda não cantei,
pelos pequenos passos que ainda não ouvi.
E se eu nunca conseguir ser mãe?
Então Deus conhece esse medo
que nem sempre consigo colocar em palavras.
Mas, enquanto a resposta não vem,
escolho acreditar
que os sonhos também amadurecem no tempo.
Que algumas promessas florescem devagar.
E que a esperança, mesmo ferida,
ainda encontra forças para amanhecer.
Porque, no fundo, o meu coração continua sussurrando:
"Talvez ainda não seja a hora...
mas quem sabe um dia eu escute a palavra
que mais desejo ouvir:
mamãe."
O SILÊNCIO PROVOCANTE DE UMA SEDUÇÃO SEM VULGARIDADE
A doçura e a audácia estão juntas na tua sedução assim como a beleza das tuas curvas e a profundez da tua alma. Coração intenso seletivo — uma forte chama que não se apaga, mas que aquece no momento certo após ser naturalmente conquistada. Um fervor de renascimento.
O atrevimento do teu olhar é hipnotizante, chama para perto sem usar palavras — um silêncio provocante que transmite calma e confiança. Claramente, estás segura a respeito daquilo que precisas: uma ocasião intensa de loucura com as tuas sensações correspondidas.
Sedutora atípica, pois a vulgaridade não fica exposta, é a tua elegância que permanece explícita com apenas algumas partes da tua delicadeza à mostra — as pistas para chegar até um paraíso, onde o passar do tempo não importa e os desejos são recíprocos. Paixão avassaladora, venustidade irresistível.
Não temo a agulha.
Temo o silêncio que ela não consegue romper.
Enquanto o aço atravessa minha pele, procuro, em segredo, a esperança de que alguma dor seja finalmente maior do que aquela que habita em mim.
Mas a ardência é breve.
A carne se abre.
O sangue responde.
E, ainda assim, há um lugar onde nenhuma ponta alcança.
É estranho.
O corpo insiste em sangrar como se ainda estivesse vivo,
enquanto a alma, exausta de tantas guerras, já não distingue o que é ferida e o que é memória.
Tatuei lembranças na esperança de sepultá-las sob a tinta.
Mas descobri que a pele não guarda o passado.
Ela apenas lhe oferece um novo nome.
Talvez seja esse o castigo de quem sobreviveu demais:
não sentir a dor quando o corpo é atravessado,
e perceber que o verdadeiro abismo nunca esteve na carne.
Sempre esteve naquilo que nenhuma agulha foi capaz de perfurar.
-M.S. Fieri
Quando a justiça perde o caminho,o silêncio começa a falar.Muitos procuram por respostas,esperando a verdade chegar.
Não existe paz verdadeiraonde a injustiça insiste em ficar.A esperança de um povo cansadoainda sonha em se levantar.
Helaine machado
(Letra de música)- O grito da alma
(Verso 1)
No silêncio da noite, um grito ecoa,
Alma ferida, a dor que me açoita.
Coração em prantos, aa lágrimas caem,
Em busca de paz, a alma que se revolta.
(Verso 2)
As sombras dançam, a escuridão me abraça,
Memórias vêm e vão, a saudade que traça.
Um turbilhão de emoções que me desmonta,
Em cada verso, a alma que se desfaça.
(Verso 3)
A voz que clama, um lamento profundo,
Em cada nota, um grito do mundo.
A esperança some, em um instante infundo,
Em busca de um novo, um novo segundo.
(Verso 4)
Mas a chama arde, a fé não se apaga,
Em cada verso, a alma que se afaga.
A luta continua, a vida que se alaga,
Em um grito eterno, a alma que se propaga.
Os desejos e a solidão ( letra de música)
(Verso 1)
No silêncio da noite, a dor me invade,
Um passado dominador, em almas que ardem.
Sonhos desfeitos, em luta constante,
Amor perdido, num mundo distante.
(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.
(Verso 2)
As palavras se perdem, na voz que clama,
O violão chora, a melodia inflama.
Em cada acorde, a saudade persiste,
Em cada verso, a esperança resiste.
(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.
(Ponte)
No horizonte, a luz que se esvai,
Em cada lágrima, o adeus que cai.
A guitarra chora, a voz se eleva,
Em busca de um novo amanhecer.
(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito
A travessia
Um corpo foi forjado nas cicatrizes do vazio e no silêncio das emoções,
Ao tentar caminhar sentiu sua respiração fraca e seu corpo desfalecer com a perda do vermelho que da cor a alma,
O duro golpe de não reconhecer mais os próprios sentimentos nas linhas do passado deixou a sua história perdida no tempo,
A distância de um oceano a cura para aquele com o coração transformado em gelo o vigiava através da lua,
Decidida a resgatar um sonho que não se apagou, ela lutou com seus demônios, desbravando territórios jamais pisados antes enfrentou os seus medos e vibrante invadiu uma colmeia nas montanhas altas em busca do mel mais puro para que pudesse despejá-lo no coração de gelo do seu amado,
Após atravessar o mar congelado, e sofrer duros golpes na sua corrida desesperada , ela então conseguiu derramar o antídoto a tempo naquele coração que um dia jurou ama-lo para sempre.
