Poesia sobre pensamentos
Todo dia
Faço poema
Faço poesia
Para essa morena
Faço até arte
Te amo tanto
Minha cara metade
Você não é o Santos
Mas não sai da minha cabeça
Não sai do meu coração
Te quero dentro da igreja
Me dando sua mão
Trocando as alianças
Imaginando o futuro
Pets e crianças
Trabalho e estudo.
Oh! Oceano Atlântico!
Porque quando eu fecho os meus olhos
eu respiro a poesia de Vossas ondas
e eflúvio de saudade?
Oh! Oceano Atlântico!
Porque quando eu abro os meus olhos
eu transbordo os versos salsos da Vossa maresia
e eflúvio de serenidade?
Eu sei
que Vossa mercê sabeis
que a minha alma
É bordada com o Vosso sal.
O Poeta deve levar à poesia uma abnegação que lhe é própria, um verdadeiro poeta é aquele que não chega à resoluções descritivas e sensitivas, senão por meio de um apurado exame contemplativo do caos humano, com uma paciência proustiana, que foge às tentações das sínteses brilhantes e das conclusões a priori.
Queremos incendiar o mundo
quando nos falta o amor.
Nero fazia poesia, era culto e instruído
um espírito sedento de atenção
paternal e amor romântico.
Nero tocava lira
e componha canções de amor
mas pôs fogo em Roma
e matou milhares de cristãos.
Teve poder e fama,mas não conquistou
nem conheceu o amor.
"Não se ensina a ninguém fazer poesia, todavia tenho orientado alguns poucos poetas, quando percebo a largueza de alma destes, o que não raro falta neles, apesar de talento, é encontrar seu caminho em seu próprio subterrâneo... E fico feliz quando eles começam a revelar seus caos e abismos, quando começam a escrever com sangue"
VOZ DOCE DA POESIA.
Amputaram-me os pés,
amputaram-me as mãos
depois furaram-me os olhos
em seguida amputaram-me a língua
perguntaram-me se ainda sentia dor.
Eu não podia andar, era fato,
nem podia ver, nem apalpar
contudo, meu melhor sentido
ainda permanecia, não se alterara
ainda podia ouvir o som do vento,
e a voz doce da poesia.
Poesia não é parto cesariano, forçado por instrumentos externos, empurrado pela força da transpiração, poema surge de repente, como tempestade numa tarde de verão, sob o véu da noite cálida, como chuva de outono, sem regra e obrigação. Eis a diferença básica da verdade cristalina que brota da inspiração..
Ilha Moleques do Norte
Ter inspiração e captar
o quê pode virar poesia
é algo próximo a pescaria
na Ilha Moleques do Norte
que mesmo sem praia
garante beleza e alegria,
Entre nós não tem diferença
quando se trata de confiar,
e conviver mesmo em silêncio
de catedral do tempo
em meio ao mar do destino.
No Extremo Sul
de Santa Catarina,
um rio que muda de cor
é digno de poesia.
Ora verde ou azul,
sua resiliência extremada
ainda no Rio Araranguá
se pesca com tarrafa.
O rio é como a gente
que precisa de tudo um pouco,
sem ele ficaremos no sufoco.
Nas cores dele deixo
o meu coração e o carinho
em nome de um melhor destino.
Sisserou cruzando
a aurora matutina,
Uma amorosa poesia
que ainda não foi dita.
Trazer aos poucos
o seu amor para perto,
Construir o paraíso
é urgente no destino.
Esquecer mesmo de tudo,
das guerras que foram
e as que estão em curso.
Nem mesmo insistir falar
de como será o fim do mundo,
e deixar só o amor dominar.
Se eu quiser escrevo qualquer estilo de poesia. Como eu só tenho compromisso comigo, eu escrevo aquilo que quero e me faz sentir confortável. Não detenho a palavra e tampouco a poesia. Querer ser poetisa absoluta eu considero obsessão. Quem me define como poetisa na verdade é o leitor. A poesia é uma maneira de resistir...
Deixo para que decidam
ou não se sou a tal Poetisa
desta cidade de Rodeio
que põe a sua poesia
em descanso no verde
deste Médio Vale do Itajaí,
Que se deslumbra com
ventos e alvoradas sobre
esperas românticas
em companhia das vidas
atlânticas na habitação
com vista para o Pico do Montanhão.
Na tribuna
toda a poesia
que nesse mundo
há gostaria
ter seguido
com as esposas
e as famílias,
e sobretudo
ter recebido
a palavra,
mas como é
feita de letras
ela é como
a chuva caindo
no guarda-chuva
respingando
para se espalhar,
ela não para
jamais por aí,
e não há mais
como segurar.
Não escrevo poesia
para me mostrar,
Caminho com a certeza
que vamos todos
chegar no mesmo lugar.
Fui bem criada e seria
até pecado lamentar,
e eu conheço bem
na vida o meu lugar.
Sou convictamente
a poetisa dos invisíveis
que pelas mãos do Universo
continua a se guiar
e continua a acreditar.
Timbó Poética
Do Médio Vale do Itajaí
tu abriga a poesia,
o endereço da Casa do Poeta,
a minha alegria de te ver
esbanjando cada melodia
e a gentileza de sempre
que que me dá força
fazendo com que surja
um poema novo todo o dia
que tu me leva pela mão
para passear por cada rima.
Poesia da loucura de amor
represada que todos os dias
têm feito a sua alma cativada,
e a cada dia a minha capturada
por tuas virtudes heróicas
capazes de reunir e unir
em festa o Ocidente e o Oriente
com invencibilidade e paixão
que iluminam a escuridão
convertendo a numa constelação.
Quem plantou a cana verde
não foi e nem foi você,
Quem plantou a cana verde
foi a poesia para te levar
para comigo no festão dançar,
girando com uma mão só
e eu com a saia a bailar:
Para quem sabe nos teus
lábios de cana a doçura
conseguir encontrar
e o teu coração conquistar.
Tempos onde tudo
se tornava poesia,
os pares, os copos
e as facas se trocavam.
Todos dançavam
com a faca maruja
riscando o chão
e amolando no ar.
Tempos que só
se parava de dançar
quando a bebida
do copo acabar.
Tempos onde todos
sabiam se divertir,
e encontravam o seu par
para o coração entregar.
Entrego para você
a poesia das esferas,
Traçado de Yayoi
neste mundo de feras.
Tudo é ciclo, círculo
e gira nesta vida,
Por isso fico de longe
no abrigo da poesia.
Conclamo a paz
sobre toda a terra,
Pedir por ela
nunca será demais.
Tudo circula, tudo dá
volta nesta esfera,
Não há mais como seguir,
com cultuando a guerra.
Com as duas mãos vou
escrever poesia no ar,
Vou entrar na roda
de Dança das Pretinhas d'Angola
para o teu coração
de longe de vez capturar;
Os meus quadris vão se soltar
e com minha saia vou sarandear,
E você vai acabar se declarando
para mim quando menos pensar.
