Poesia sobre Flores

Cerca de 8607 poesia sobre Flores

Portas que fecharam,
Deus me fez passar
Caminhos desertos,
Deus fez flores brotar
Quando eu pensei que ia desmoronar
Sua mão firme veio me segurar

Só sei pedaço de mim,
Não diga assim quando me ouve,
Estive atrás de flores,
Pronta pra me chamar de amar...

Primavera de Esperança


A primavera traz chuvas,
flores e exuberância,
um colorido especial,
e a esperança de dias melhores.


Renovam-se ciclos,
a vida se refaz no ecossistema natural;
os ipês, em policromia,
deixam os olhos marejados
de amor e ternura.


No alto do Iracema,
brota o símbolo das boas reminiscências.
Enfim, renasce a oportunidade
de revisitar o passado,
nas passagens gigantes da memória,
onde o coração encontra alívio
e a alma floresce em renovação.

Setembro

Em um dia frio e chuvoso, o calendário marcava o início de setembro com várias flores pelo chão, quando o amor florescia com uma imensa paixão.

Uma leve garoa caía, cobrindo o mundo como um véu, mas não ousava apagar a chama daquele sentimento que iria se firmar.

Junto à beira do lago, sob o céu cinzento e vasto, a natureza era cúmplice, silenciosa daquele momento.

Ali, o amor florescia com uma força sem par, de tal magnitude que o tempo não poderia apagar.

Com o coração inundado de uma promessa sincera e calma, ele entregou a ela uma singela rosa, para a sua alma.

E o pedido ali selou, mais forte que a chuva que caía, a promessa de um laço que transcende todo dia.

Ali, naquele lago sob a garoa e o céu de setembro a chorar, o futuro se fez presente, eternamente a celebrar.

Beatriz D’ Aquino

Os pensamentos são como as flores, delicados e preciosos. Aqueles que apanhamos de manhã, com a mente fresca e o coração aberto, podem se manter viçosos e inspiradores ao longo do dia.


Que possamos cultivar pensamentos positivos e belos, regando-os com gratidão e fé, para que eles floresçam e nos tragam alegria e paz! 🌻

Flores são pra ser dadas
e recebidas com amor.
não pra ser usadas por remorso, ou antecedentes de desculpas.

Lágrimas

As tuas lágrimas vêm-me banhar a alma,
Como o orvalho que cai das flores puras;
São pérolas de pranto, santas, duras,
Que rolam lentas, cheias de mel e calma.


Em cada gota teu sofrer se espalma,
Como em conchas de luz, brancas e escuras;
Teu pranto é o altar onde as ternuras
Fazem do amor uma infinita palma.


Oh! se eu pudesse, com pungente choro,
Banhar teus olhos, que no meu delírio
São os astros do céu do meu porfírio!


Mas choro apenas - e esse pranto mouro
Fica em minha alma, amarga, solitária,
Como a água estagnada em uma urna mortuária.

Consertei meu jardim —
as flores voltaram a sorrir,
o vento brinca entre os ramos
e a terra respira por vir.


Mas hoje há muros altos,
feitos de calma e cautela;
onde antes havia frestas,
agora há grades, sentinelas.


Entre as rosas, pus tranças,
raízes firmes, seguras;
nenhuma lagarta ousada
ultrapassa minhas muralhas puras.


O jardim segue belo, enfim,
mas aprendeu com a dor:
flores que um dia sofreram
agora florescem com amor —
sem deixar de lembrar
quem tentou roer seu florir interior.

De Repente


De repente, o nosso coração artesão tece flores, e, no repente, brotam amores! Como lidar com novas emoções e com tudo o que desaquieta o silêncio, provedor da nossa reflexão? Quando se fala em amar, é esse desassossegar, mas, como não tem jeito, o tempo, que é senhor de todos os feitos, trata de nos ajudar.

Amo a poesia

Das
Flores pois elas
Me ensinam...

Que mesmo
Com espinhos sabem

Amar
Encantar
E perfumar

À todos
Que elas tocarem.

Pare de regar o que te seca!
Só te esgota
A falta de reciprocidade é como plantar flores no deserto.

"Romantismo não é sobre flores caras ou jantares em restaurantes chiques. É sobre mostrar que você pensou nela quando ela não estava vendo."
Mickelve Santana

Te celebrei até a exaustão.
Até meu peito sangrar de tanto te oferecer altares.
Flores, palavras, promessas—
eu te ergui em cada canto onde minha alma respirava.


Te fiz retrato, verso, brinde.
Te fiz prioridade.
E você me fez intervalo.


Te celebrei tanto
que virei carnaval vazio.
Confete molhado no chão
de uma festa que só eu dancei.


As alianças?
Viraram pó, metal morto, memória suja.
Jogadas, perdidas, esquecidas
como eu no fundo das tuas gavetas de brigas.


Te busquei até doer os ossos.
Na lágrima, na fúria, no grito engolido.
Quis ser início—
virei fim.
Fim seco.
Fim sem anúncio.
Fim empurrado porta afora
ao som dos teus gritos que me despiram de mim.


Fiquei cego das palavras que te escrevi,
e surdo das certezas que sussurrei pra te manter.
Desmoronei no abismo das tuas dúvidas,
todas elas cavadas em mim.


Mas amar também é quebrar.
E eu quebrei.
Com paixão, com força,
com tudo aquilo que você nunca pediu
e nunca soube receber.


Então vá.
Vai com tua paz que nunca coube em nós.
Porque eu não te busco mais—
não sei mais o caminho,
não lembro mais a porta,
nem o toque da maçaneta que um dia foi casa.


Quero desmemorizar teu rosto.
Quero esquecer a curva do teu sorriso
e rasgar o som daquela música
que já não pertence a lugar nenhum.


A dor é necessária.
E eu aceito a dor.
Mas não aceito mais você.

“Não me dê flores quando eu não estiver mais aqui.”
Não espere o silêncio pra reconhecer minha presença.
Não espere a ausência pra dizer que eu fui importante.
Homenagem bonita é abraço em vida,
é palavra dita no tempo certo,
é carinho que alcança quem ainda pode sentir.
Flores no fim não consolam quem partiu,
só aliviam a consciência de quem ficou.
Se for pra me homenagear, que seja agora.
Enquanto eu respiro.
Enquanto eu escuto.
Enquanto ainda dá tempo.

Talvez se eu tivesse cuidado
mais das flores...
Não colheria tanto teus espinhos.

Talvez se eu tivesse regado mais
as nossas noites de amor ...
Não teria colhido tantos desalinhos.

Talvez se eu tivesse construído nossos
sonhos em manhãs duradouras...
Não veria nossos castelos em areias
desmoronarem assim tão frios.
Talvez ...

Ou talvez as flores eram mesmo os teus espinhos
As noites de luar eram mesmo as tuas indiferenças
O teu amor era mesmo um castelo de areia ...
Talvez...

O que sei é que tudo Acabou!
Fim !

Deixa que teus sonhos aflorem por si
Deixa que a paz viaje em teu existir
Deixa que as flores falem por si
Deixa que Deus aja por ti ...
Saia dessa prisão que tanto te entristece
E vai...
Ancora tua vida no que te liberta
das dores desse mundo
e não esquece jamais ...
De regar sua alma
com a leveza Daquele que
a cada segundo
nos aquieta .

MÃE

Ela ...
Minha Mãe se foi
Mas deixou como herança
em minh'alma
a candura das flores
a leveza dos sonhos
a beleza das borboletas
a paz das estrelas
o alado de um beija flor
Com Ela aprendi a valorizar
a Simplicidade
a Vida
a Pureza
a Poesia
o Amor !

Te mandei flores, dia estava tão lindo, tudo parecia perfeito.
Até que ouvi alguém dizer que você foi embora.
Naquele instante, o dia desabou, condenado sem explicação.
Fiquei sem entender, por que tanta ingratidão.

Te procurei nas lembranças que guardei
No silêncio das noites eu chorei
O perfume das flores se perdeu
E o som dos meus versos se calou


Mas sigo firme na minha doutrina
Que é amar mesmo quando a vida desafina
Pois quando o coração não é ouvido
O sonho se torna ferido


E no vazio da ausência compreendi
Que o amor não se força, ele nasce ou se deixa partir
O que restou foi a lição da dor
De quem entregou a alma em nome do amor.

Te mandei flores e versos no cartão,
palavras escritas com a força da minha paixão.
Naquele momento, você virou o rosto, ignorou.
O tempo caminhou… e num canto esquecido,
encontrei no lixo as flores que te enviei,
e o cartão — aquele que falava do meu amor —
você rasgou.
Rasgou sem dó, sem pena, sem olhar pra trás.


E ali, entre pedaços de papel e sentimento,
percebi que a minha doutrina do amor
carrega três códigos: sentimento, razão e dor.
Porque quando um homem entrega o coração
e não é correspondido,
ele aprende na pele que até um homem de bem
pode parecer um bandido
aos olhos de quem nunca quis compreender.


A resposta que você nunca mandou…
eu entendi.
O silêncio falou por você
e meu coração aprendeu a escutar
o que suas mãos fizeram questão de rasgar.