Poesia sobre Cores
"...é amando que sentimos a força do amor!
preservando a cor do verde que preservamos...
a seiva...
a brisa...
a beleza...
a leveza...
a leveza da vida... "
minh'alma é da cor da natureza
meu coracao é verde de esperança
meus olhos brilham
com o verde das esmeraldas
meu corpo tem o verde da saúde
de tudo o que é saudável
das frutas, legumes e vegetais
e assim não vegeto em meus ideais
e minha vitalidade
é sustentada pela saudade
e pela cumplicidade
porque vivo em minha liberdade
e convivo com minha juventude
que tem a cor da realidade
e a beleza da simplicidade
vivo minha renascença
minha plenitude
complexa e cheia de atitude
me equilibro entre o corpo e o espírito
é tão reconfortante
e muitas vezes estimulante
vivo que nem ambulante
neste plano verdejante
estou inserida na natureza
de um ser humano distante
que vive no mundo da lua
porém amo o verde
me traz energia revigorante
me traz harmonia
e a alegria de viver!!!
Tenho notado que, ultimamente, visto muito verde.
Logo o verde, cor da esperança.
Aquela que dizem ser a última a morrer.
A minha, no entanto, não morre.
Ela vive em mim com teimosia, irrompe do meu peito como primavera em terreno seco, explode em gestos, invade meus dias.
Mas não se engane: minha esperança não é delicada.
Não tem ternura.
Não se curva em piedade.
Ela é bruta.
É sobrevivente.
É o que resta quando tudo falha, e ainda assim, insiste em ficar, contra minha vontade.
Pela cor do teu olho
Pela cor do teu olho, menina,
Verde forte, de hipnotizar,
Meu peito acelera na hora
Em que você começa a olhar.
É verde de floresta fechada,
Daquelas que escondem segredo,
E quando teus olhos me acham,
Eu já nem sei o que é medo.
Tem dia que eu tento disfarçar,
Mas teu olhar me atravessa,
Verde assim não dá pra negar,
É o que mais me interessa.
Se um dia eu criar coragem
E tudo resolver dizer,
Vai ser pela cor do teu olho
Que eu vou me declarar pra você.
Cor de chuva!
Quando o tempo escurece
e o céu muda de cor
quando o verde aparece
nasce a beleza da flor
é sinal que a chuva desce
e o sertanejo agradece
mais uma benção do Senhor.
Meu Encanto de cor Verde e Castanho
Eu poderia ficar horas e horas
Só com você,
Sem querer ir embora
Às vezes, ainda me sinto nervosa
Perto de ti,
Você faz meu coração acelerar
Seus olhos são a coisa mais linda
Que eu já vi, vou sempre falar deles
Porque eu poderia ficar admirando eles por muito tempo
Eu te quero tanto
Em todo canto
Porque você é meu encanto
↠ Flor de salsa ↞
Pequena flor a desabrochar
entre o verde, a cor alva
branca, como o branco do olhar,
fez-se sensível para ressalva
em rima graciosa,
da parte exótica da salsa.
---
Mirrada plantinha,
no vaso da janela… dava graça
outrora: a sementinha,
agora: pétala que se desfaça
na fina erva flor de salsa.
Aquele perfume em meu carro,
verde também é a cor do amor!
— um laço de vento,
um riso no ar.
Cheiro que invade,
cor que não sai.
Leve mistério que eu quero abraçar.
Mundinho Verde
Dentro do meu mundinho verde...
Vejo tantos outros maiores
mundo de cor, mundo de cheiros,
mundo de vida cheio de amor
Dentro do meu mundinho verde...
Eu respiro.... a forma, a alma e a cor
Tudo carregado de vida que se renova
a cada linda e completa estação
Dentro do meu mundinho verde...
tem lugar para silencio e meditação
lugar para observar a abelha
a borboleta e a criação
Dentro do meu mundinho verde...
Uma pequena gota de chuva brilha
Ela repousa acolhida por uma pétala
Ela reflete e une folha, céu e flor.
Dentro do meu mundinho verde...
sentimentos novos vão brotando
Raízes são cortadas e novas vão surgindo
Lições extras vou reaprendendo.
A CHUVA É UM POEMA.
Petricor,
da cor de maçã
Verde,
folha da tamarineira,
tão fina, delicada e esperançosa quanto és.
Minha Ex. Atual, talvez futura.
Uma gota doce de ti,
escorre entre os meus lábios.
Lembro-me do céu,
do teu beijo que me dá a eterna água na boca.
O céu outrora nublado
agora clareado de tua pele iluminando o meu dia cinza.
A chuva é um poema do céu lacrimejante,
sorrindo,
do teu sorriso que o arco-íris desenhou.
Perco-me entre ti e o céu,
me reencontro entre vós.
Abraço-te solto,
largo-te no vazio.
Convido-te a embalar neste som melódico da água caindo
gota a gota
no balde do teu banho solitário,
que me causa ânsia e ciúmes descontrolados.
Suspiro preocupado num instante de nada.
Penso: quem dera ser eu a chuva para banhar em ti,
sobre o teu corpo nu.
Pois,
a chuva é um poema que dançou o linguarejar gemido dos nossos corpos húmidos,
que murmuravam prazer nas nossas tantas vigias amorosas.
PRIMAVERA
Demétrio Sena - Magé
O meu desejo,
se o verde aflora;
se a cor impera...
É dar um beijo
na tia flora;
na prima vera...
VERDE
"Verde é a cor da humanidade, da esperança, daquilo que veio, vive e ainda virá. Em sua singularidade ampliada, a sublime substância que liga água, terra, fogo e ar.
Muitas são as variedades de tons de verde, mas todas remetem a mesma ideia... Vida."
_Aquilo que veio, vive e ainda virá.
Repentina
Apreciando o mar de cor verde esmeralda numa tarde quente o céu dizia amém,
nuvens escuras se aproximavam apressadamente e apertadas vindo lá do horizonte.
Águas que caem, ventos que as levam desnorteadas, uma sombra se forma, as cores identificam a agitação furiosa,
o medo bate na veia mas a mudança repentina dura tão pouco quanto a passagem volumosa e rápida das águas voadoras.
Ao fundo no horizonte o tom já é avermelhado, um arco íris marca presença deixando os golfinhos saltitantes bem como atraí as arraias gigantes a beira mar.
Pés na areia fina, ela com seus olhos verdes esmeralda refletindo novamente a cor do mar atenta a paisagem em volta e animada ao observar ao longe a chuva torrencial passar por sobre o mar.
Olhos e língua com
cor de fogo verde,
mente amaldiçoada
e aura esverdeada,
Tem gente que vive
em estado de Minhocão
sem valer absolutamente nada.
No Extremo Sul
de Santa Catarina,
um rio que muda de cor
é digno de poesia.
Ora verde ou azul,
sua resiliência extremada
ainda no Rio Araranguá
se pesca com tarrafa.
O rio é como a gente
que precisa de tudo um pouco,
sem ele ficaremos no sufoco.
Nas cores dele deixo
o meu coração e o carinho
em nome de um melhor destino.
Quando os primeiros raios de sol tingem o céu de anil, o espetáculo de cores espalha-se com a esperança de um recomeço gentil.
Nossa aquarela
Os seus olhos me encantaram,
E eles já disseram que você seria minha.
Eu acreditei,
Cheguei até você e disse olá.
Mesmo que a gente fosse diferente,
Como o amarelo e o vermelho,
Nós sentimos algo.
Meu coração que já estava trancado há tanto tempo,
Você me mostrou como destrancá-lo.
Confesso, no inicio eu tive tanto medo.
Entre nós, não deixei margem.
Você sorriu e eu criei coragem.
O seu toque me leva para outra dimensão, como uma viagem.
Gostos diferentes,
Olhares tão tímidos,
Mas combinamos como o branco e o preto.
Gritos de gloria e uivos de inveja.
Eu pintava e você bordava.
Deixamos aqueles invejosos com raiva.
Somos diferentes como o amarelo e o vermelho,
Mas combinamos como o branco e o preto.
Colocamos tudo em um quadro,
E servimos a nossa aquarela.
No horizonte do crepúsculo
as cores esmaecem em rosa e azul,
abro as asas e o abraço
na paz do dia que se despede...
Neusa Marilda- 26 de maio de 2.010
Quando crescer, quero ser pipa
Cores dançantes em um mar de azul. Assim Pedro vê o céu repleto de pipas da laje de sua casa. Ansioso, inicia o desenrolar de sua linha, o vento amigo está a seu favor, sua pipa vermelha levanta voo. Pedro “dá linha”, gosta da sensação de controle, sabe que pipa feliz é pipa amarrada, se ela se perde, acaba em tragédia. Aconteceu outro dia quando Pedro teve sua pipa cortada, sabe como é, nem toda pipa do céu é pipa parceira, tem pipa que tem fio de navalha e, do mesmo jeito que andar no morro pode ser perigoso, sua linda pipa amarela foi assassinada, após o corte fatal, rodou, perdeu o cúmplice controle e caiu em seu voo final. Nunca mais foi vista, embora ainda seja lembrada.
Pedro gosta de pensar na vida das pipas como pensa na vida das pessoas, a noite, deitado na cama, planeja suas aventuras. Hoje, com sua pipa vermelha, pretende sair dos limites da favela e conhecer o mundo que existe do lado de lá, do lado que ele nunca foi. Será que a linha vai dar?- pensa consigo.
Dá um puxão na pipa para ver se ela responde, ela puxa de volta. Tá tudo bem, ele pensa. Pedro gosta de imaginar que quando o sol reflete no papel de seda e ele consegue ver um pequeno brilho é sua pipa sorrindo, que ela sorri porque está voando. Aí Pedro fica feliz e sorri também. Mas interrompe o sorriso e para por um minuto, concentra-se, lembra da palavra da mãe, tem medo de cair da laje como caiu o Teco, seu vizinho. Foi outro dia mesmo, Teco estava tão feliz com sua pipa voadora que esqueceu que o chão tinha fim. Pedro sente falta dele, mas no fundo, tem esperança que ele more no mundo das pipas perdidas, talvez até conheça sua pipa amarela. Lá deve ser mais bonito que aqui, ele pensa.
Quando crescer Pedro quer ser piloto de avião, quer subir lá onde as pipas vão. Mas ainda não tem certeza. Ele queria mesmo era ser pipa.
AZUL-MUJER
homem que escreve bonito
um céu azul-mujer está limpo
pra tu passar
levar cores na água dum riso
mandar cartão postal
um logradouro dos
teus segredos
