Poesia sobre Cidade
Cidade é a expressão palpável da humana necessidade de contacto, comunicação, organização e troca, numa determinada circunstância físico-espacial e num determinado contexto histórico.
A cidade muda muito! Mas existem coisas que não mudam…, por exemplo, a melancolia. Não tem quem olhe uma cidade, sua arquitetura e história e não se sinta melancólico. Não gosto muito dessa sensação… e tu?
Uma coisa nesta cidade é certa: quando tudo começa a parecer igual, é aí que você é apresentado a algo que jamais imaginou.
A cidade era o único lugar onde eu sentia que podia respirar, e agora as paredes estão se fechando e você me custou a única chance que tive.
Nas ruas há também uma quantidade de ruídos equívocos que perpassa. Produziu-se pois uma mudança durante estas últimas semanas. Mas onde? É uma mudança que não se fixa em sítio nenhum. Fui eu que mudei? Se não fui, então foi este quarto, esta cidade, esta natureza; é preciso escolher?
“Você ama mais o lugar que escolheu para viver, que o lugar que nasceu. Quando você nasce, não escolhe nada, nasce por acaso. Quando escolhe, escolhe por amor.”
O sol da tarde fazia a cidade parecer mágica, pois brilhava através dos plátanos da Avenida Gloucester, mas Harry sabia que tal beleza era apenas superficial.
É necessário percebermos o que é a interculturalidade numa cidade cada vez mais globalizada, para que estejam preparados para as diferenças, que não nos afastam, mas nos enriquecem, também a nível cultural.
Eu achava que odiava a cidade e o colégio com todas as minhas forças, mas agora que estou vendo o fim da estrada, fico triste por estar terminando. Olho em volta e gostaria de conservar tudo, porque sei que chegará o dia em que esquecerei os nomes deles.
Estou de volta para começar uma revolução para todas as pessoas que esta cidade abandonou. Nosso movimento colocará o poder de volta nas mãos do povo. É hora de recuperar o que é de vocês!
Procuramos um caminho para nossas vidas. Caminhamos por uma cidade desconhecida. Até que que um dia, nos rencontramos e nos reconhecemos.
Nós, joinvilenses, precisamos urgentemente resgatar a força, garra, determinação, esperança e bravura de nossos imigrantes, se quisermos que a terceira maior cidade do Sul do Brasil prospere como merece.
Sempre achei que tinha barulho demais na cidade e isso me assustava. Eu nunca entendi como as pessoas aguentavam.
É incontestável a onipresença do graffiti nos ambientes urbanos das grandes metrópoles. Mais do que uma demarcação de território ou uma expressão juvenil inconsequente - o que alguns críticos chamariam de síndrome de Peter Pan - o graffiti é um elemento que revela as feridas da cidade e a dissimulação social, transitando entre o público/privado, o subversivo/serviçal, o legal/ilegal de maneira bravia e admirável.
Nós temos uma visão para este lugar. Só precisa de sangue jovem, gente como nós, cansada da cidade grande, procurando um recomeço.
Enquanto as cidades grandes afastam as pessoas, as pequenas aproximam. Essa é vantagem de viver em uma cidade pequena.
O que é uma cidade sem uma livraria? Pode até se chamar de cidade mas, se não tiver uma livraria, sabe que não engana nenhuma alma.
O preconceito em acabar como lixeiro fez uma cidade cheia de graduados, mas também uma cidade suja.
Um coração devastado, uma cidade abandonada. A tristeza reina na ausência do amor. A reconstrução é lenta e incerta.
A gente adentra a página como quem nada quer, pensando no que pode haver entre duas cidades. Decerto, as pessoas são outras, os prédios, as avenidas conduzem a destinos outros. Um amor está à espreita, caso tenhamos a sorte de todos os passos conduzirem ao encontro.
