Poesia sobre Cidade
As oito e meia da noite eu já estava na favela respirando o odor dos excrementos que mescla com barro podre. Quando estou na cidade tenho a impressão que estou na sala de visita com seus lustres de cristais, seus tapetes de veludos, almofadas de cetim. E quanto estou na favela tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo.
Quando tens prosperidade, nunca tenhas a mania que um quintal é uma herdade. Hoje podes ser cidade e amanhã uma freguesia.
O prefeito da cidade, tem uma cidade. O governador tem um estado e um presidente tem um país inteiro. Mas dentre eles, apenas o Senhor tem a autoridade máxima.
A vida na cidade e as facilidades da tecnologia nos afastam não só do mundo real, mas também de nossa própria essência.
Uma brisa fria batia-lhe no rosto na medida em que andava, ao mesmo tempo em que contemplava cada detalhe daquela cidade, quantas vezes havia passado por ali, mas a pressa não o permitiu se prender a pequenos detalhes.....
Muitos me perguntam o porquê da minha enorme admiração pelas árvores. Minha resposta é: Diferente dos elefantes brancos encontrados por toda a cidade, as árvores nos ensinam grandes princípios. O principal deles se dá pelo seu sábio poder de reconstrução [e de autoalimentação] fotossíntese.
Nunca se sabe quando se está só ou acompanhado, e já no caminho de uma nova história meu sangue corria rasgando as minhas veias, eu sentia o cheiro da saudade, todos iam ficando cada vez mais para trás, um novo tempo começava e eu me tornava maior, um primeiro passo, um olhar ao redor de mim, tinha chegado a minha nova casa minha nova vida, respirei fundo pus as malas no chão e já quis chorar. Queria conseguir tudo que sonhei aqui, mais tudo que me fez feliz estava lá, não pude me entregar, escolhas são feitas e como adulto resolvi enxugar as lágrimas. No pequeno apartamento não havia nada a não ser a escuridão, a luz estava cortada, sem luz eu só conseguia ouvir o barulho que vinha da avenida, os carros, motos, ônibus, todos buzinavam e a cidade parecia nunca morrer, já era tarde e tudo ainda gritava. Eu me tornava apenas mais uma aqui na cidade grande, apenas uma menina do interior que chegou com as malas cheias de sonhos e o peito cheio de medo.
O professor de sociologia do Ensino Médio deve estar em constante ATUALIZAÇÃO dos conteúdos. O livro didático traz muito conhecimento teórico, se colocarmos essas teorias com a realidade de Geminiano isso pode causar dois impactos: POSITIVO, onde os alunos agora podem exercer a capacidade de relacionar o conteúdo estudado com a realidade vivida. NÃO POSITIVO, MAS INTERESSANTE: causar provocações na mentalidade politica da cidade.
No calor do fim da tarde de uma segunda-feira, observando o ir e vir das pessoas no centro da cidade, desfiguradas de quaisquer sentimento de amor ou alegria, sou surpreendida por uma senhora. Devia ser uma mulher na flor dos seus 50, 60 anos... Caminhando a passos rápidos, por um instante vagarou o seu andar e olhou fixamente para o meu rosto. Passou por mim... hesitou. Virou-se para trás. E, com um sorriso meio desajeitado, disse: "Eu parei para observar seu rosto... A sua pele é tão bonita! Quer dizer... Você é linda." E, por um instante, o meu dia esteve completo.
As madrugadas da cidade não se compara com as do campo, invés de ouvir os cantos dos pássaros o ouço o ronco dos motores, ao invés de sentir o cheiro do mato sinto o da padaria que e logo ali, a luz que vejo e a luz dos postes não a do luar lutando com a do sol que vem surgindo, o ser humano evoluiu mas essa evolução por completo não me agrada pois prefiro as madrugadas frias do campo do que as madrugadas aconchegante da cidade.
cidades entupidas de automóveis, e a cada dia carros mais potentes, motoristas mais imaturos e com excesso de confiança, o que podemos esperar?
Mas descobri que em São Paulo é sempre assim. Ou você se acostuma com a poluição, ou se muda para bem longe dela. Eu fiz o contrário: decidi me acostumar com a poluição.
Em sampa vc nao se sente sozinho, voce esta sozinho! Eu sento no chao e observo as pessoas irem e virem, ninguem liga pra voce! Ninguem quer saber se vc precisa de algo, a selva de pedra nunca fez tanto sentido... Cada barraco, cada viela, cada pessoa, mostra a realidade da qual queremos nos proteger com medo de um dia por ironia do destino acabar ali no mesmo lugar que um dia nos horrorizamos, e no fim.... SOMO TODOS IGUAIS... Acho que essa é a maior ironia.
"Depois de ler um de meus textos no jornal da cidade, um colega pergunta: No que você se inspira para escrever? O que você fuma para escrever estes textos? Resposta: REALIDADE!"
Temos que nos conscientizar da importância de preservar os nossos rios, os nossos mares, os nossos solos. E essa conscientização tem que partir do lugar onde a gente vive para mudar a realidade que estamos vendo. Ou seja, não adianta eu falar em aquecimento global, preservação do planeta, se o meu rio está poluído, se eu não me importo com o lixo em que se jogo no chão, se a minha cidade não tem um tratamento adequado com o lixo que se produz ou um esgotamento sanitário responsável, e eu simplesmente seja uma pessoa indiferente a tudo isso. Todos nós temos nossas responsabilidades, a começar pelo voto. Por isso, antes de votar, certifique se o seu candidato possui projetos que atendam as suas preocupações.
Temos um bairro em nossa cidade chamado Cotia. Estava procurando um casa para comprar nesse bairro e lembrei-me: Paca, tatu, cutia não. Pensei! Isso pode ser um aviso, vamos procurar em outro lugar. Rs rs rs...
O planeta terra é a nossa casa, o nosso país é um dos cômodos dessa casa e a nossa cidade é um móvel desse cômodo.
O Céu não é uma cidade, onde existem casas e prédios ou qualquer outra coisa material. É o ponto onde habita, eternamente, o espírito daquele que confia em Deus.
E... No meio da tempestade ele (Deus) mandou um vento bom (você) que invadiu a cidade (meu coração).
Uma cidade não pode ser uma cidade de verdade senão tiver ao menos um chopp e uma empresa aérea. Ajuda se tiver uma equipe do futebol, mas o mais importante é o chopp e as amizades ."
