Poesia sobre a Fome

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"Ela é animal selvagem,
camuflada no meio da paisagem,
somente ataca quando está com fome ou pra se defender."
***

Inserida por ostra

⁠É fácil louvar quando a vida está a brilhar,
Quando tudo vai bem, sem nada a pesar.
É simples agradecer pelo caminho a percorrer,
Quando os passos são leves, sem nada a temer.

Mas na provação, o louvor é uma canção,
Que ecoa nas sombras, desafiando a razão.
Na necessidade, a fé é raridade,
Um sopro de coragem na imensidão da cidade.

Difícil é cantar com o estômago a roncar,
Olhar o vazio e ainda assim esperar.
É ver no olhar do filho uma vontade a crescer,
E no nada ter, uma força para oferecer.

Inserida por SamuelRanner

"As pessoas podem ser orgulhosas sob muitos aspectos e em várias situações.
No entanto, nunca vi alguém realmente faminto, recusar um prato de comida,
mesmo sendo esse alguém conhecido por ser um poço de orgulho..."

Inserida por mary_difatto

SOLIDARIEDADE!
Não deixe alguém, seja amigo, familiar, vizinho ou qualquer outra pessoa, passar fome por falta de alimentos, se você tem em abundância.
Todos têm alguma coisa, espiritual ou material, para compartilhar.
Compartilhe a sua abundância.

Inserida por MarcosAlvesdeAndrade

⁠Pedras da Labuta

No palco da vida, os contrastes se entrelaçam,
Onde uns têm praias e outros, a labuta sem parar.
Choro e fome afligem os humildes,
Enquanto fama joga prata ao vento no ar.

Tempo impiedoso no ambiente ruge,
Escurecendo lembranças na memória,
O calor arde, o dragão voraz.

Partimos repentinamente,
Sem delongas, seguimos em frente,
O passado não mais nos satisfaz.

Ser feliz é sonho a alcançar,
Sorrir e cantar é a essência a buscar,
Mil invenções borbulham em nossa mente,
Mas é quando a poesia se arrebenta,
Que as pedras, enfim, revelam seu canto apaixonado.

Neste mundo diverso, desigual,
Paisagem que oscila entre luz e sombra,
A música dos destinos ecoa, sem igual.

Quem é próspero vive à beira-mar,
Mas quem labuta sem ter lar.
Quem não chora, passa fome a penar,
Mas quem tem fama, joga prata no ar.

O tempo, implacável, impõe suas marcas,
Nos desafios, construímos nossa história,
Caminhamos sem parar, em busca do lugar
Onde a felicidade vem nos abraçar.

Com sorrisos e canções a acompanhar,
Criamos o verso, a prosa, a melodia no ar,
E quando a poesia ressoa e se liberta,
São as pedras que cantam, enfim, com alma inquieta.

Inserida por francisco_dantas

— Que vamos fazer? A gente não pode contentar com uma parte menor ainda das safras. Estamos na miséria. As crianças tão sempre com fome. Não temos roupas, só farrapos. Se toda a vizinhança também não fosse assim, a gente teria até vergonha de ir à missa.
(As Vinhas da Ira)

Inserida por Filigranas

Ouvi dizer que sofrem porque amam e não são correspondidos..
Ouvi também que não comem por medo de engordar
Que não gostam de repetir roupas porque tal pessoa já viu usarem ela.
Podem ter mil e um motivos para chorar, e dois mil para se matar, Mas APENAS lembrem-se que existem pessoas assim como nós em situações muito piores e mesmo assim continuam vivendo ,e às vezes abrem mais sorrisos puros e verdadeiros do que muitos por aí.

Inserida por marquezinimylena

(H)aja!

No ambulatório
Vidas que lutam
Haja coração!
No laboratório
Cientistas que buscam
Haja cura, haja solução!
No labor diário
Pessoas que correm
Haja fome, haja o que for, haja o pão!
Em tempos assim
Não nos esqueçamos
Haja caridade, haja amor, haja compaixão! Aja!

Inserida por jairomielnik

⁠Não devemos fazer do conhecimento um fim, devemos fazer do conhecimento um meio.
Um meio de se conseguir desenvolvimento sustentável, um meio de se combater a fome, a pobreza e a miséria no planeta.

Inserida por jose_nilton_de_faria

⁠Há pessoas que se preocupam extremamente com a parte física do corpo.
Há pessoas que se concentram demasiadamente em acumular conhecimento.
Há pessoas que se dedicam efetivamente em ajudar os necessitados.
Há pessoas que seguem, cotidianamente, estudando ou trabalhando, para garantir suas necessidades básicas.
Há pessoas confusas, que não sabem exatamente o que querem fazer na vida.
E acreditem, há pessoas que apenas se empenham, desesperadamente, em ter algo para comer, porque a fome dói.
De algum desses grupos certamente fazemos parte. Qual é o nosso papel diante de tantas diversidades?

Inserida por TATISISA

⁠#PÉROLAS AOS #PORCOS

Para quem não sabe...
Eu vou lhe explicar...
Sou do tempo de outrora...
Em que os pais sabiam educar...

É falta de educação...
Sentar à mesa para comer...
Tem que tirar o chapéu...
Também o boné...

Usar chapéu em lugar coberto?
Que feio, sem noção...
Chapéu só na rua...
Aprenda a ter noção...

À mesa, enquanto come...
Falar de boca cheia nem pensar...
Que coisa feia...
Só falta rosnar...

Palitar os dentes?
Que horror...
Nem no escuro do banheiro...
Nem escondido no corredor...

Cotovelos sobre a mesa ...
Também não é bom apoiar...
Passa a idéia...
Que na sarjeta é o seu lugar...

De que adianta?
Procurar ostentar...
Pensa que largou a pobreza...
Porém ao seu lado ela está...

Guardanapo é sobre o colo...
Vai que erra a boca...
Assim sua comida caindo...
Não suja sua roupa...

Mas aí você diz...
Que tudo isso é besteira...
Educação e bons modos nos difere dos bichos...
Então seja bom aprendiz...
Escute o que lhe digo...

Raspar o prato também é feio...
Está passando fome companheiro?
Arrotar Deus me livre !
Não tô podendo...
Melhor eu parar...
Pérolas não se dão aos porcos...
Eles não saberiam usar...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#ESCÁRNIO

Alguns casebres remendados...
Alguns casarões iluminados...
Resididos por fantasmas assombrados...

Entre os becos, mentirosos estúpidos...
Ratos gordos, bem vestidos...
Porcos bem criados...
Galos fanfarrões dopados...

Damas e cavalheiros de sapatos feios...
Pisando torto...
Joanetes inflamados...

O religioso embriagado...
A linguaruda cuidando dos desavisados...
Promíscuos...
Proxetas...
Muitos incubados...

Alcoólatras pederastas...
Afoitos pelos meninos...
Velhas carcumidas...
Sem noção, sem sentidos...
Mocinhas oferecidas...
Muitas delas apenas meninas...

Mancebo sem dinheiro...
De belo topete...
Pouco estudo...
Por pouco se vende...
Apenas um pó...
Um baseado...

Obesas matronas todas suadas...
Com piadas sem graça...
Rastejando pesadas pelas calçadas...
Outras tão magras e secas...
Passam fome com certeza...

A carne está tostada...
Cheira bem mal...
Comida mau temperada e cara...
Causa ventosidade o feijão queimado...
E pela cidade no circo armado...
A mocidade...
Consome drogas em liberdade...

Todo mundo quer ser o patrão...
Fumando bosta...
De pé no chão...
O pouco que ganha...
Gasta em uma hora...
E na cabeça com o pó Royal...
Fica gabola...
Sem saber o tanto que lhe faz mal...

Em cada canto...
Surge um querendo governar o mundo inteiro...
Em cada porta um orgulhoso...
Achando-se portentoso...

Na confusão do mais horrendo dia...
Essa estranha freguesia...
Mascara-se, quem diria...

Afinal a festa está pronta...
A lua no céu nos vigia...
E em grande euforia...
Todos fingem alegrias...

E eu...
Encorbeto ignorante...
Muitas vezes me calo...
Estamos condenados a falar o que se sente?

Tal qual palhaço me visto...
Antes rir da desgraça...
Do que chorar pela vida sem sentido...

De nada mais me assombro...
Esse lugar é bizarro...
Resta-me apenas o escárnio...
Cumprindo esse fado, sorrindo na dor...
Calado...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

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⁠Quem poderá domar os ventos?
Quem poderá calar a voz do sino triste?
Nem deuses...
Nem monstros...
Nem tiranos...
Que em cada hora se perde...
A esperança que amarga...
Do que foi dito pelo não dito...
Na voz dos aflitos...
O consolo dos desconsolados...
O cristal foi quebrado...
O tempo perdido...
A lágrima que rola...
Escondendo os gritos...
Outrora prometido...
O que hoje não tem mais sentido...
E no labirinto que se encontra...
Ainda sonha...
Desejando não estar perdido...
Mas os ratos devoram...
Até as hóstias sagradas...
Invadem casas...
Trazem dores e martírios...
A saída é a luta...
Mas com quem lutar?
A luz está difusa...
O fim será se entregar?
Será do látego o carinho que irá receber?
A fome...
A miséria...
A morte...
Mais sofrer...
O destino escolhido...
Pela indecisão...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Bebe do meu cântaro se tens sede...
Que eu sem culpa já bebi...
Todos os venenos foram contatos...
Não fizeram-me mal...
Apenas me fortaleci...

Pus-me a escutar as vozes do silêncio...
Tanto sonho...
Tanta mágoa…
Se tens fome...
Come do meu pão...
Se eu tenho...
Da-me sua mão...

Que importa!
Ninguém sabe...
Daquele amor perdido...
Por dentro das escura noite...
Confundindo os sentidos...

Quantos, que marcham pela vida...
No intenso tráfego dos rotineiros dias...
Expõe suas tolas vontades...
Diante emoções tão frias...

Cavalheiro da triste figura...
Moinho a braços com o vento...
Nenhuma alegria ouvistes...
Só tristezas...
Desalentos...

Quando saíres, não me esqueças...
E não me cortes com a navalha...
Como dizer a um coração fora do peito...
Que para o vinho não há taça?

Por detrás de cada esquina...
A ver no mundo seco a seca realidade...
Erguendo os densos véus ...
Há de livrar-nos Deus...
Da dor indiferente da maldade...
Dos pares meus...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Falsa humildade

A atitude de orientar alguém a não deixar sobra de comida no prato, não é uma virtude de um cidadão empático. Esse gesto não resolve o problema da fome no mundo, no seu país, no seu estado, nem na sua cidade, muito menos no seu bairro. Essa prática revela a falsa humildade.

131222

Inserida por J6NEMG

⁠Eu sinto seus olhares
Famintos em mim
Eu sinto o seu corpo
Pedindo o meu
Eu sinto sua boca
Me chamando pra perto
Pois saiba: Eu te também te quero.

Inserida por EvaCordeiro

⁠O trabalhador trabalha,
O empresário ganha.
Só recebe migalha,
Enquanto o empresário ganha.

A barriga ronca,
Mas precisa alimentar as crianças.
O empresário tem a barriga "cheiona",
Enquanto o trabalhador só tem esperança.

A fome assola o mundo,
Matando mil por dia.
Existem ricos vagabundos,
Que nem compartilham.

Recito essa poesia,
Com amor e carinho.
Para que um dia,
A fome acabe e todos estejam "cheinhos".


( Fiz esse poema pra um trabalho de escola)

Inserida por heverton_santos

A TUA DOR, IRMÃO

Doem-me todas as palavras
No teu corpo de solidão
Enquanto a madressilva me sorri.

A Liberdade de um grito
Cravado em mim
Que desconheço.

Doem-me inclusive as sílabas
Dos teus lábios de silêncio
Em redor da enseada.

Doem-me castiçais de prata
Transbordando corvos feridos,
E sementes que jamais germinarão.

Dói-me este pão de cada dia
Irmão,
A tua fome que encerro em mim,
O teu frio que me rasga por inteira.

Dói-me este sangue de traição,
Esta ânsia de jasmim,
Este beiral de pardais,
Pedaço de ti.

Dói-me a luz da cidade desperta.
Mata-me o desassossego do fado
Que me liberta e santifica
Num altar de cravos e madrugada…

…e finalmente já exausta de mais um hino à tua, nossa Dor
Meu irmão,
Todas as palavras me doem,
Seja qual for o Caminho!

© Célia Moura – Do livro “Enquanto Sangram As Rosas…

Inserida por sofia66

Produzir com prazer ,faz bem á Alma!
Dar de comer a quem precisa, melhora o relacionamento entre as pessoas!

Inserida por NinoCarneiro

N'zala

alimentaste meu espirito, esculpiste meu corpo,
AC de cristo ate agora, es um bramido na alma do mundo sem ouvido.
E depois?
Es um infalível destino trazido pelo infinito.

Es o que previu jose no sonho do farao?
Ou o que nunca extinguira a FAO?
Es a razao de jesus multiplicar o pao.


Que mácula para o que diz-se evoluido homem,
acorrenta com certeza o desnorte que norteia o filho do homem,
e com fé mata outrem com fome?´


n'zala
indectetável no roncar de panças vazias,
mas com antídoto gerado no ventre de Maria.
N'zala.

Inserida por TomasKisseleca