Poesia que Fala de Teatro
"Quando a Chuva Fala"
Cai a chuva, em verso manso,
como quem canta um velho canto,
que embala a terra em doce transe
e lava o tempo do seu pranto.
O som que faz é quase abraço,
um sussurrar de acalentar,
batendo leve no telhado,
como se a vida fosse ninar.
E o cheiro... ah, o cheiro vem
como lembrança de outro dia,
de pés descalços na infância
e alma limpa de poesia.
Cheiro de chão, de folha e vento,
de coisas simples, sem demora,
de tudo aquilo que é eterno
e cabe inteiro numa hora.
A chuva chega sem pedir,
mas deixa tudo mais bonito.
O som, o cheiro, o existir —
num instante infinito.
Dualidade
Me pego pensando sobre a fala de um livro que acabo de ler.
Como automatizamos comportamentos infantis até hoje.
Vejo o quanto me reprimi, de sentir
Para não sofrer,
Para me proteger.
E, visto essa capa de proteção até hoje,
Parece que até sentimentos bons,
Eu não me permito vivenciar.
O silêncio paira,
E o coração é calado,
O pensamento embaraça,
E, simplesmente não tenho reação.
Desejo atravessar a minha criança sombra,
Que está solitária e pede ajuda.
Na imensidão do meu eu,
Se confunde com a adulta de hoje.
Mas são diferentes...
E dessa forma, cada uma precisa existir dentro do seu espaço.
Hoje elas soltam as mãos,
Para cada uma poder seguir
Livre na sua direção,
A criança Sol e a criança Sombra.
13/08/2024
Os motivos na qual a pessoa não vale a pena ou seu tempo:
Quando você diz que uma pessoa fala mal de vocês com desprezo e no outro dia a pessoa está lambendo quem te faz mal. Quando você passou pelo seu pior momento e não fez questão de ficar do seu lado, quando presenteou pessoas que mal conhecia e debochou de um simples abraço. Quando preferiu ouvir os outros do que a si mesmo.Fuja de pessoas assim.
Frequência de Amor
Ninguém fala do toque das mãos,
do calor sutil que acende universos em silêncio.
Mas eu senti —
quando teus dedos encontraram os meus,
como se o tempo, cansado, enfim tivesse repouso.
Você.
Os teus olhos: constelações onde me perco e me encontro.
Sua pele: a casa onde mora a paz.
Seu corpo: altar sagrado do amor que cultuo em segredo e canção.
Seus cabelos, seus pés,
suas coxas, sua barriga…
Ah… a tua barriga.
Primeiro lar da nossa filha.
Primeiro suspiro de uma eternidade que começa em ti.
A criação tocando o divino
no ventre da mulher que esperei por toda a minha vida.
Você chegou.
E com você, a certeza:
o amor existe.
Tem nome, cheiro, sorriso…
e ele dança na mesma frequência que minha alma.
Eu te amo.
Mais do que cabe em versos,
mais do que o mundo consegue conter.
Quem mora no interior
não quer saber da cidade
em terra de plantador
não se fala em vaidade
aqui se diz sim senhor
e quem oferta o amor
jamais entrega a metade.
Eriec e seu silêncio...
todo mundo fala
do perigo que vem
mas quase ninguém vê
o que já mora no bolso
temem as máquinas que pensam
mas não temem os dedos distraídos
que matam em silêncio
com um “só um segundo”
o futuro assusta
mas o presente... anestesia
enquanto a vida passa
no reflexo da tela
todo mundo critica o novo
mas quase ninguém questiona o velho
que já virou hábito
mesmo quando sangra
e se o problema não for a máquina?
e se for o piloto que não olha pra frente?
ou pior — que olha,
mas finge que não vê?
porque pensar dói,
e assumir... mais ainda
então seguimos:
acusando espelhos
pra não encarar a própria imagem
Meu amor, por favor, fala que você também não me esqueceu
Que eu tô digitando tudo que o coração escreveu
Se a saudade também molha a sua cara, pega o nosso fim
Apaga, apaga, apaga
Chamaram-me de doida.
De exagerada. De intensa. De esquisita.
Disseram que eu sentia demais, falava demais, era demais.
E eu acreditei — por um tempo.
Achei que tinha que abaixar o volume,
diminuir o riso, o choro, o pulso.
Tentei caber no molde dos normais.
Mas os normais…
matam com frieza,
traem com etiqueta,
assaltam com terno e gravata.
Os normais adoecem o mundo e se chamam de ajustados.
E eu? Eu fui a louca.
A louca que sentia. Que via. Que dizia.
Que não vestia máscara.
Minha intensidade assustou.
Assustou homens que queriam uma mulher domesticada.
Assustou amigos que só sabiam lidar com raso.
Assustou familiares que chamaram coragem de desrespeito.
Mas hoje eu sei:
Minha “loucura” era lucidez demais pra um mundo viciado em ilusão.
Meu riso alto era cura.
Minha raiva era bússola.
Minha dor era alerta.
E minha fé em mim… era revolução.
Não sou doida.
Sou lúcida num mundo que enlouqueceu de fingir.
Sou selvagem num sistema que premia adestramento.
Sou rara, e por isso fui chamada de errada.
Mas agora, agora eu sei quem eu sou.
E não me traduzo mais pra idioma de quem nunca quis me entender.
Aos que se afastaram: vão com leveza.
Aos que ficaram: vocês merecem.
Aos que virão: venham prontos.
Aqui, só fica quem aguenta verdade.
"Tento escrever o que meu coração sente, mas minha boca não fala. O que penso ou o que digo em poucas palavras, mas sempre com a emoção de transmitir o que penso ou o que deixo de pensar. Amo ser livre de mentira, amo a intensidade de ser eu, mas quem sou eu? Eu também não faço ideia, só sou mais uma no meio de muitos com pensamentos diferentes. Eu poderia só falar de amor, mas o que é o amor de verdade? O amor sou eu, a intensidade sou eu, o que escrevo sou eu ou sou o que querem que eu seja, que também não faço ideia de como seria. Espero que no pensamento dos outros eu consiga ser um alguém interessante."
!!?
Fala o Outono para uma folha do Verão
- assim como és folha de verão, um dia vais estar aqui junto de mim, caída pelo chão. Aproveita bem cada estação.
✓
Meus dedos cheios
de saudades,
a dedilhar no violão 🎸
aquela canção
que fala de um amor eterno 💓
aquele que em cobertores de rigoroso inverno,
se aquecia
em declamações de várias poesias.
***
E no silêncio da noite
o amor fala através do nosso olhar.
Tão bom foi lhe encontrar.
Ter o teu coração para meu amor se aconchegar.
Terás sempre o meu coração para repousar das batalhas que porventura enfrentar.
Em mim terás sempres um lar.
Deito ao seu lado, o céu está estrelado,
a brisa sopra mansa trazendo - nos paz.
Inspiração tu és para o verbo amar.
Teu sorriso faz - me de amor transbordar.
Passam - se os verões, os invernos e os outonos para nos fortalecer.
Pois de primavera somos feitos.
As tempestades veem para nós um no outro se abrigar, para que as flores possam desabrochar perfumando os caminhos que vamos seguir.
As tempestades veem para que possamos recomeçar...
Recomeçar é transcender no que faz a gente feliz...
Como sentir você! Você, eu e o amor que nos acolheu.
Você e eu somos o amor que em nós amanheceu.
Você e eu somos a poesia que Deus docemente escreveu.
Você e eu somos a força do vento que leva para longe os tormentos.
Você e eu somos o amor que transcende o infinito, aquele amor bonito que faz abrir as janelas para deixar o sol entrar, e tudo ao redor se iluminar.
Ao teu lado sempre hei de estar, as tuas mãos hei de entrelaçar e juntos vamos contemplar o infinito que é o (a) mar...
E no silêncio da noite os nossos olhos hão de falar de amor enquanto o mar beija o luar.
E no silêncio da noite meus olhos hão de lhe falar que eu vim para ficar.
E no silêncio da noite, o amor nos embala para um lindo lugar...
Você em mim. Eu em você.
O amor em nós há sempre de florescer.
Vem! Vamos viver!
O sol logo há de renascer para nossos sonhos acontecer.
Pena que muitas vezes a boca que fala te amo ...é a mesma que fala me esquece ...
Pena que a boca que te jura ser eterno ...é a mesma que te diz foi só um passa tempo ...
E nós momentos mas difíceis que Deus usa as pessoa pra fala com você.
Quando você está no seu pior dia ele te lembra que ele e o dono de tudo , só confie nele.
Na maioria das vezes, o SILÊNCIO fala muito mais que uma enxurrada de palavras. Quem não suporta a angústia do silêncio, não encontra a resposta real.
Érika Andrade Freitas
Para encantar os clientes:
- Não ofereça nada antes de ouvir (Ouça mais do que fala)
- Entenda o motivo do cliente comprar (Assim, você personaliza a venda)
- Facilite a tomada de decisão (Mostre somente as opções que fazem mais sentido)
- Gentileza gera gentileza
Mundo infantil - acróstico
Aut. romilda sgomes
Milho vira boneca,
Unindo fala aos encantos,
Nasce a voz, que embala um canto,
Dando personalidade à criação sapeca!
O nascer do sol, um ocaso feliz,
Intui cada vez mais o lar!
Num piscar de olhos estopa vira vestido,
Fazendo veste em lis!
A dizer do telhado da casa,
Nascendo dum sapé caseiro,
Tendo a natureza som festeiro,
Incluindo o céu, dá asas,
Luz da infância, as BRINCADEIRAS!
"Já não sei se fico ou devo ir, uma parte de mim fala que devo ir, a outra metade me faz querer ficar! Devo sacrificar meu orgulho? Devo sacrificar meu coração?
O que devo fazer?
Uma vez que esse amor já não é mais meu! Uma vez que você já não é mais minha! "
Aquele que fala por si mesmo busca a sua própria glória, mas aquele que busca a glória de quem o enviou, este é verdadeiro; não há nada de falso a seu respeito.
(João 7:18)
Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos.
(João 7:24)
O poeta é a palavra lágrima,
Fala arrepio e escreve emoção,
Cria o verso, calado em ação,
Raio de trova, frase que rima.
O escritor escuta a fonte o clima,
Faz do instante, a eterna comoção,
Tempo em que lapida a perfeição,
A vida gera e o dom, então anima.
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