Poesia Primavera a Estação das Flores
O segredo
Tempo de primavera
as flores sorriam
cada uma
guarda um segredo
de amor
de tristeza
as aparências
são maquiadas num rosto
que não tem ouvidos
mistério de um ser invisível
tão sensível
de pele colorida
que caminha no mundo
a procura da existência
falência de uma vida
que chora por dentro
segredos de gerações
perpetuado no silêncio
@zeni.poeta
Primavera de Esperança
A primavera traz chuvas,
flores e exuberância,
um colorido especial,
e a esperança de dias melhores.
Renovam-se ciclos,
a vida se refaz no ecossistema natural;
os ipês, em policromia,
deixam os olhos marejados
de amor e ternura.
No alto do Iracema,
brota o símbolo das boas reminiscências.
Enfim, renasce a oportunidade
de revisitar o passado,
nas passagens gigantes da memória,
onde o coração encontra alívio
e a alma floresce em renovação.
Primavera é quando a natureza se despe do cinza e se exibe em seu vestido verde bordado de flores.
Benê Morais
QUATRO ESTAÇÕES
Era primavera, eu liguei pra ela, pra falar das belas flores que eu comprei
sem nenhum apreço, perdi o endereço, já nem sei o preço que eu ali paguei
mesmo assim perdido, um pouco aturdido, ali estarrecido á ela entreguei
e saí sozinho, pelo meu caminho, lembrando o carinho que eu não ganhei.
era um outono, eu no abandono, não me via dono da minha alegria
fiz um julgamento, no meu pensamento, que outra vez sedento eu não mais seria
eu saí pra fora, o coração agora, não contava a hora, da noite e do dia
como a moinha, espalhada sozinha, e em cada folhinha que no chão caía
chegou o verão, o meu coração, teve a sensação de querer voar
naquela aventura, deixar toda agrura, e de alma pura o mundo ganhar
fiz minha bagagem, comprei uma passagem, no mundo selvagem eu fui me lançar
mas deu tudo errado, eu fiquei de lado, e agora parado sem saber voltar.
enfim, este inverno, que parece eterno, não me dá um terno para me vestir
tô na beira rio, com fome e com frio, meu fone sumiu e eu não mais vi
quero ir embora, me levar pra fora, mas não vejo agora razão de existir
não aos olhos teus, sim as mãos de Deus, nos sentidos meus... eu sobrevivi.
Como fui pequeno mesquinho
Achava que só na Primaverá
As flores brilhavam.
Que só no Verão o Sol molhava
Que só o Inverno Aquecia.
Hoje aprendi que no
Outono as belas florescem!
QUANDO SETEMBRO VIER!...
Ah!...
Quando setembro vier!...
As flores em primavera...
Felizes e alegres a bailar farão festas...
E em festas de primaveras...
Embriagado de amores: Ana, Adry, (aninha)...
Torto e coxo de felicidades...
Certamente
Estarei velho...
Ainda assim...
Decrépito e chato...
Sairei correndo envergado
Até a Feira de Santa Ana...
Chegando a Princesa do Sertão...
Gritarei como o trovão o teu Santo Nome...
Oh minha doce e querida Ana!...
Atirar-me-ei em teus braços...
E teus doces pés beijarei
Como ponto de partida...
Para alcançar os teus lábios querida...
Oh Mar de prazer e loucura!...
Banhar-me-ei de suor, amor e vida!...
Amar-te-ei em plena Avenida...
Avenida Maria Quitéria...
E descarrilado lá se me vou trem bala
Neste cenário deserto...
Onde o nosso Amar declamará versos...
Gemendo Doces Sinfonias...
Aninha!...
Meu
Lindo
Amor!..
Nem flores, nem frutos
Minha mente me faz pensar que na primavera não irei florescer, não darei frutos.
Meus pensamentos não congelaram no inverno, mas sinto que sequei como as folhas no outono.
Quanto mais reflito, vejo o mesmo da janela da alma e envelheço.
Tem algo lá, muito parecido com cinzas ou apenas pó.
Não rejeito o amor romântico, apenas o evito.
Me assemelho a um redemoinho, sem vento.
Nem flores, nem frutos
Minha mente me faz pensar que na primavera não irei florescer, não darei frutos.
Meus pensamentos não congelaram no inverno, mas sinto que sequei como as folhas no outono.
Quanto mais reflito, vejo o mesmo da janela da alma e envelheço.
Tem algo lá, muito parecido com cinzas ou apenas pó.
Não rejeito o amor romântico, apenas o evito.
Me assemelho a um redemoinho, sem vento.
Um relacionamento a dois é como as estações do ano. Primeiro, a primavera, tudo são flores, clima agradável;
com o casamento segue o verão. Clima quente, mas com muita
festa. Em seguida entra o outono, trazendo amenidades para
o casal, como as árvores descartam suas folhas, também é
época de jogar fora muitas coisas que foram importantes.
E por fim, o inverno. A frieza se instala, o diálogo
termina e ambos, sós, esperam pela morte.
As flores da minha primavera:
ODES A CAMÉLIA
Com meu queijo no peito
caminho jururu…
No jardim encontro
a Camélia,
lacrada, frágil e solitária.
Cheia de mistérios e segredos.
Feito eu,
estava rubra de chorar…
As Flores da Minha Primavera.
ODES A EDELWEISS
A flor que surgiu de uma lenda
pequena, frágil, graciosa,
igual a um bordado de renda,
também é rara e preciosa.
Foi da lágrima de uma dor,
nas fendas e pedras nasceu.
A poética branca flor
nas altos alpes floresceu.
Flor de sonho e de poesia,
de pétala alva e aveludada
proclama amor e harmonia
Esplendorosa estrala em flor
Amada, Edelweiss… Edelweiss
supremo talismã do amor.
As Flores da Minha Primavera.
ODES AS ALFAZEMAS
O vento do norte abrandou a fúria,
com alento, uma azulada brisa
ondulou milhares de hastes suas.
De longe, quando menos se espera,
entre o labirinto matizado,
trazem um horizonte perfumado.
Chegam com seus passos sonolentos
em silêncio abrem seus ramos.
Com os olhares "cor de safira",
as suas pétalas flutuam…
deixando seus rastros à mercês
dos poetas e das utopias.
As Flores da Minha Primavera.
ODES VIOLETA
Singela e pequena flor,
Debruçada na janela,
silenciosa e ansiosa
Imprecisa… olhar ausente
espera o tempo passar…
Violeta…alma desfeita,
a cada instante
as suas pétalas caem.
Triste, alheia - sem lutar -
Enternecida…ainda sonha.
na esperança e na utopia
de nova germinação…
Oh era uma primavera
de folhas de peles selvagens e flores de cobalto
enquanto cadillacs caíam como chuva entre as árvores
encharcando com demência os relvados
e de cada nuvem de imitação
escorriam multidões múltiplas
de sobreviventes de nagasaki desasados
E ao longe perdidas
flutuavam xícaras
repletas com nossas cinzas
Você é
Vc é;
Vc é o mais belo amanhacer,
O despertar das flores num dia de primavera,
Vc é a mais bela melodia de um apaixonado ouvinte,
Vc é o complemento de alguém, o amor perdido que muitos procuram.
Vc é a calmaria em meio as turbulências da vida, o sustento, a base e o equilíbrio entre uma dúvida
Vc é o pacote completo de amor, carinho, amizade, sossego, felicidades e paz.
Vc é o amor da sua vida!
ERMA
As flores se desabrocham na primavera.
E a primavera chegou para uma bela flor!
Essa flor é um amor de pessoa. Bela como as pétalas, recece luz como as folhas, é rígida como os espíritos, mas suave é o seu cheiro como perfume de sentimentos! A flor é como essência do amor! Essa flor é você meu amor!
As flores sabem que a primavera passa depressa.
Não perdem tempo
não ficam enrolando
nem choram
nem brigam
apenas florescem...
Deitados no campo das estações
Não posso esquecer das flores da primavera.
Não posso temer o calor ardente do verão.
Não posso dizer que o inverno nos embalará na coberta da paixão.
São seus suspiros, faz-me voar como a cada pétala ao vento.
São seus sussurros, faz-me tremer como arrepio em fragmentos de gelo.
Não há calor maior, faz-me estar aquecido diante seus braços.
Deitados juntos no campo gramado, esparsos e mudos, em emoções ardentes das quatros estações.
Cheirinho de flores no ar...
É a primavera a nos encantar,
Chegou a hora de desabrochar, porque os sonhos de Deus, não podem parar.
Danny Moraes
E que venha as flores,
Tenha dias com valores,
No coração essência...
À primavera reverência,
mais cores... Que seja
SETEMBRO, coerência
na razão, nos fazendo
sonhar que com dispor,
se pode acreditar, num
Deus que é vida, amor...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
31 de agosto, 2018
Cerrado goiano
