Poesia ou Texto Amigo Professor

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⁠Solitária flor colhida ao tempo,
Simples, bela, frágil flor.
Tão sedutor cavalheiro a levou
E a flor ali em suas mãos,
A viajar pra longe,
De encontro a perdição.
🌻
Uma magia, um clarão,
Pequena flor se apaixonou...
Em sua mão antes flor,
Agora bate um coração.
🌻
Amado cavalheiro andante!
Desvendei só neste instante,
Teu mistério, teu poder...
Vens sedutor, sorrateiro e mansinho,
Colhendo flores pelo caminho
E depois às faz sofrerem!
🌻
Quão maldita diversão...
Coleciona corações ?
Despertou a maldição,
Por causar tanto sofrer!
🌻
Mas cuidado cavalheiro!
Vais passar por um terreiro
E verás tão bela flor...
Aquela flor de coleção,
Que você jogou no chão,
Depois que a recolheu.
Brotou forte a raiz,
A beleza desta ae
Chamará sua atenção...
🌻
Descuidado e confiante,
Encantado com o aroma fascinante,
Veio a flor colher.
Mas não sabe o cavalheiro!
Que a flor desse terreiro,
Nunca vais te pertencer.
🌻
Delicada impressão,
Tão sozinha ali no tempo.
Mas será o seu tormento,
E quiseres recolher!
🌻
Antes frágil e linda flor...
Hoje forte e feiticeira!
Ao toca-la com carinho,
Seus espinhos bem fininho,
Ferirá em tuas mãos...
E o veneno desta flor,
Causa delírios e dor
E é fatal ao coração.
🌻

Inserida por michele_canario

⁠DO MEDO

Aqui me tens, medo, em confissão
Eu suspirei... disfarcei. E acovardei
Mas nem sempre, assim, eu ansiei
O pavor, vem do fundo da tensão

Não recusei a bravura ter ilusão
Aventuras, certas vezes, neguei
Mas, também, outras eu errei
E no errado busquei o perdão

De repente, o temor da gente
Argui a “mea culpa” inocente
E o que era acaso vira pânico

Simples, não a um mal efetivo
O amor vem com um positivo
Disparo, que tira o satânico...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
08 dezembro de 2020 – Triângulo Mineiro
dia da Imaculada Conceição

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Então, em um dia quaisquer,
Ou, bem!
Que infâmias convertem me em náusea agora!
Não foi um dia qualquer!
Ainda não esqueci de meus nobres antecessores.
Sim!
Me lembro perfeitamente.
Foi quando olhei os montes de olivares e de súbito lembrei me de seu Zaratustra de Nietzsche!
Coquei me a pensar!
Falta - nos homens postamos como Nietzsche!
E poxa vida esse cara permeia sempre meus pensamentos.
Ando a questionar por demais as coisas.
Nessa humanidade cruel que nem a seu parópio Deus dão descanso.
Más!
Más talvez haja um equívoco ai de minha parte!
Pois os leva em bolsos e tapa lhe os ouvidos,
onde não entra as matriarcas e os sacros de seus hábitos familiares.
E o retira de volta em travessas da Augusta.

Roga te outra vez para que os protejam de transeuntes com cheiro de fome.
E das putas baratas, que dão plantão pelo pão, ou pó,
Com restos de seu ultimo cigarro jogados em vielas.
onde lixos são levados somente em enchentes chuvosas, com cheiro de podridão.

Inserida por LhiRiosPonte

⁠"Garoto de olhos ternos
De noturno parecer,
Sorriso de estrela d'alva
Mãos de doce amanhecer,
Traz-me lindezas da praia
Vem meu coração entreter.
Caminha, menino, caminha,
Que tem mar pra se perder,
Tem pedra, poesia, tesouros
Que só teus olhos podem ver,
Garoto de olhos ternos
De silêncio e de mistérios,
Caminha, traz-me lindezas
Das belezas de teu ser."

Lori Damm "Leãozinho" (Contos, Crônicas & Poesias)

Inserida por LoriDamm

⁠Flor na alma

Com todo encanto, é ela quem chega, nas manhãs
Tal como flor que desabrocha em pétalas e exala mais perfume
Como miragem, no oásis da alma, tocando o intocável costume...
Rocha em meio ao jardim
Com o poder delicado de ser única
Encantada, na particular essência de ser ela mesma
A que vem quebrando rocha
Na magia de transformar rocha dissolvida
É terra que traz renascer
No tanto de ser ela
Ela é tudo:
Magia, manhãs, malícia, miragem...
Mil cantos e encantos
Oh flor, que vida!
Oh flor, quanta beleza!
Oh flor, que nascer!
Vida que revive a minha beleza,
que transluz em mim
Nascer que envolveu uma alma
A alma ama a flor
A flor...
Morada de minha alma.

Márcia G de Oliveira

Inserida por marciagdeoliveira

⁠Ando sempre ao lado dela desde o princípio do trimestre,
E quando falámos dou quase sempre o golpe de mestre!
Gosto quando entro na tua conversa,
Só quero provar que a minha temática é diversa!
E tu gostas de mim só não é da mesma maneira,
E eu estou dividido entre ti e a vida por isso a minha cabeça não está inteira!

Inserida por lil_ebo

⁠Natal nosso de cada ano

Se longe de nossos familiares
não se fica solitário no Natal
as lembranças lançam os seus olhares
de quão a família é fundamental...

Enfeito a árvore com afeição e alegria
trazendo ao coração natalina poesia
o Menino Jesus, José e Maria
as bençãos da Sagrada família!
em vigília
ofertando reluzentes guirlandas de amenidade
e assim, neste cenário a felicidade
Gratidão, ó Divina Bondade...

Entrelaçando toda a alma nesta generosidade
de união, amor e coloridas luzes de esperança
nem sempre almejar toda a bonança
e sim harmonia e fraternal paz
que convém aos que estão e aos que jaz...

Na lista de presente
o nome nunca se é ausente
de cada um... com:
ternura
meiguice
exemplo e bravura...

No cartão da vida assim escrever:
doces palavras ao ser humano
fazendo acontecer...
- O Natal nosso de cada ano!


© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
dezembro - cerrado goinao

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Hoje acordei com saudades do mar...
Água salgada, água de coco, água de chuva...
Onda que quebra, brisa que passa...
Protetor solar, maresia, paladar...
Pés na areia, sol de fim de tarde, sombra de árvore...
Sentidos atentos,
Ausência de relógio,
Bate-papo sem cronômetro,
Tempo vaga sem compromisso...
Abri a janela e olhei o asfalto:
"Como vim parar aqui?"
Como se aqui não morasse...
Como se aqui não tivesse nascido.
O tempo passa e não nos damos conta.
Há tempos caminhei sobre a areia.
No que pensava? Com o que sonhava?
Deixei ali os sentidos,
Assumi o cronograma,
Prometi voltar...
Hoje acordei com saudades de mim...

Inserida por leveavidaleve

⁠E lá se vão onze meses de um ano marcante e ainda apreensivo...
No primeiro mês, não imaginávamos pelo que iríamos passar... havia “memes” sobre o "longo mês de janeiro”, piadinhas sobre um vírus de uma "gripezinha" ... e assim foi...
O samba chegou em seguida e quando ele chega o país, praticamente inteiro, aguarda suas belezas e ostentações... e como muitos dizem as coisas, aqui, só começam depois do carnaval... que é quando as fantasias são guardadas e as engrenagens começam literalmente a rodar e a vida volta à normalidade...
Mas...
O mês das águas chegou e
cadê as coisas normais?
Apreensão...
Medo... Tristeza...
Nós não sabíamos o que realmente estava por vir...
Falava-se, bastante, nas mídias sobre um vírus que poderia levar muitos para o mundo espiritual ...
E realmente começou a levar...
Dias difíceis, tristes, desoladores.
Então, o nosso planeta, literalmente, parou...
E em nossas vidas entrou uma intrusa chamada quarentena e que chegava com o intuito de nos preservar. Dessa forma, as "águas de março" deram lugar ao temor de algo invisível e avassalador, pois uma pandemia já tinha se instaurado em nosso universo.
A famosa quarentena fechou escolas, comércios grandes e pequenos, escritórios, empresas, entre outros... e o que mais se ouvia eram as palavras:
" #fiqueemcasa " "#cuidedequemvocêama "
" #vaificartudobem "
E houve também uma novidade para nós, sul-americanos... o uso das máscaras para evitarmos o contágio do tal vírus.
Achávamos que em um mês ou dois tudo, completamente tudo, voltaria a tal normalidade... mas infelizmente ela não apareceu.
Abril... tristeza e reclusão.
Maio... tensão e... isolamento.
Junho... "lives" por todos os lados, mas o sentimento de fragilidade imperava.
Julho... muitos irmãos partindo para o mundo celestial.
Agosto... "será que vão encontrar uma vacina?"
Setembro... “AMARELO” pelo amor à vida, porém houve mínima queda de casos, do vilão invisível, em nosso país.
Outubro... continuou sendo “ROSA”, mas ainda com receio do imperceptível.
E eis que vem o mês “AZUL”...
Novembro chega com muitas expectativas... vacinas são testadas e suas eficácias comprovadas, porém ainda não podem ser usadas, pois ... brigas políticas... discordâncias ... egocentrismo, por parte de muitos "superiores", os ditos comandantes do país e dos estados. Mas, infelizmente, eles esquecem que se unirem as próprias forças, juntos, serão mais fortes e atingirão um objetivo para o bem da nação.
Contudo, uma nova onda, desse vírus cruel, surge no velho mundo e nós do novo mundo voltamos as nossas preocupações, temores, angústias e incertezas.
Quanto aos irmãos que se foram - eles não serão esquecidos, pois estarão, sempre, no coração daqueles que os amaram.
O que eu gostaria de realmente escrever aqui é que hoje, 30 de novembro de 2020, a cura para o terrível vírus foi encontrada, mas infelizmente eu não posso...
Mas, o que eu posso é plantar mais uma semente de esperança em vossos corações e que assim possamos receber o lindo mês de dezembro com energias positivas, com uma fé renovada, com corações conectados a Deus, para que a nossa esperança não se perca.
Vamos ser luz, ser amor, ser bênção, ser paz.
Que Dezembro venha mais iluminado pela luz de cada um de vocês!
Feliz, iluminado e abençoado dezembro.
Com carinho:
Leandra Lêhh

Inserida por LeandraCristina

⁠O GURIZINHO

Foi num sábado bem cedo
O sol brilhava sozinho
Só se via o cantar
Dos mais lindos passarinhos
Foi aí que eu ouvi
Um pequeno barulhinho
Quem batia em minha porta?
Um pequeno gurizinho...

Abri a porta depressa
O que houve menininho?
Cheguei a me assustar
Maltrapilho e magrinho
Com uma cara de fome
Pobre daquele anjinho!

—Me perdoe meu senhor
Lhe peço de coração
Apenas um cafezinho
E um pedacinho de pão
E se não incomodar
Me desculpe a intromissão
Se tiveres um pouco mais
Pra mamãe e meu irmão.

O resto desta história
Não é preciso contar
Alimentei o pequeno
Não é preciso falar
Me encheu os olhos de lágrimas
Não é para se gabar
Ainda sobrou um pouco
Embrulhei "pra" ele levar

Eu fico imaginando
É triste, mas é verdade
Quantas crianças no mundo
Pequenas, de pouca idade
Passam fome, passam frio
Durante a mocidade
Mazelas do ser humano
Terrível realidade!

O que dói no "bicho" homem
E apequena a esperança
Não zela por ninguém
E não cuida das crianças
Briga por qualquer coisa
Casa, dinheiro e herança
Parece que só surgiu
Pra ser o "rei da lambança "...

Aqui vai este versinho
Me perdoem a intromissão
Rogo aos nossos jovens
Que prestem bem atenção
Cuidem do semelhante
Tratem-no como irmão
E antes de ter os filhos
Reflitam com o coração...

É como diz o poeta
Se pondo a criticar
Infelizmente o homem
É triste, mas vou falar
Um "bicho" que só existe
Com intuito de matar
Quem não cuida nem de si mesmo
Dos filhos, não vai cuidar!

Inserida por thiago_rosa_cezar

⁠⁠
E ai tempo...
Não foi você que ficou de resolver?
Me prometeu curar e nada Cumpriu,
Disse que iria me ajudar a mudar, Meus pensamentos,
Prometeu calor e trouxe mais frio.
É tempo você nada você cumpriu!
E ai tempo...
Mais uma vez restou eu e você,
Face a face e a imagem é cruel
Mas dessa vez foi diferente,
Sofri calada, sem lagrimas,
Não venci, nem fui vencida,
Mas tempo, amigo, hoje te digo, Me sinto mais forte!
E ae tempo...
Vou seguindo em frente,
Quebrando as amarras e correntes,
Vou parando pegando de volta Meus pedacinhos que me foram Caindo.
E ai temo...
Sinto que algo quebrou aqui Dentro!
Mas não faz mal, errei, amei
Mas tempo, já estou aprendendo.
E ai tempo....

Inserida por michele_canario

A balada da água do mar

O mar
sorri ao longe.
Dentes de espuma,
lábios de céu.

– Que vendes, ó jovem turva,
com os seios ao ar?

– Vendo, senhor, a água
dos mares.

– Que levas, ó negro jovem,
mesclado com teu sangue?

– Levo, senhor, a água
dos mares.

– Essas lágrimas salobres
de onde vêm, mãe?

– Choro, senhor, a água
dos mares.

– Coração, e esta amargura
séria, onde nasce?

– Amarga muito a água
dos mares!

O mar
sorri ao longe.
Dentes de espuma,
lábios de céu.

Inserida por apatiatropical

A Monja Cigana
Silêncio de cal e mirto.
Malvas nas ervas finas.
A monja borda goivos-amarelos
sobre uma tela de palha.
Voam na aranha cinza,
sete pássaros do prisma.
A igreja grunhe de longe
Como um osso pança acima.
Como borda bem! Com que graça!
Sobre a tela de palha,
ela quisera bordar
flores de sua fantasia.
Que girassol! Que magnólia
de lantejoulas e fitas!
Que açafrões e que luas,
no mantel da missa!
Cinco toranjas se adoçam
na cozinha próxima.
As cinco chagas de Cristo
cortadas em Almería.
Pelos olhos da monja
galopam dois cavaleiros.
Um rumor último e surdo
lhe descola a camisa,
e ao mirar nuvens e montes
nas árduas distâncias,
quebra-se o seu coração
de açúcar e lúcia-lima.
Oh, que planície íngreme
com vinte sóis acima!
Que rios postos de pé
vislumbra sua fantasia!
Mas segue com suas flores,
enquanto que de pé, na brisa,
a luz joga xadrez
alto da gelosia.

Tradução de Mª Clara M.

Inserida por apatiatropical

⁠Não é o sussurro ao pé do ouvido na calada madrugada
Não é ser naufrago em mar aberto
Não é a besta que te arranca os dentes
Não é a tua doença congênita, ingênua
É o choro desacompanhado do sono
É o afogar no próprio calar
É ser de si, o próprio algoz
É adoecer sozinho e nada poder falar
O tempo passa na garganta como navalha
E vocês, juntos passam também
Quanto mais sozinha fico, mais o peito envelhece
Quanto mais sozinha fico, mais o corpo me aceita ceifar
Não posso reclamar abrigo, porque o abrigo pra mim é inimigo
Não posso me apoiar em nenhum amar, porque não há amor a se cobrar
Não posso respirar, o medo me roubou o ar
Não posso gritar, pois qualquer som o pode acordar
Não sei o que fazer, não tenho onde ficar
Talvez o que me reste agora mesmo seja o pesar
Pela felicidade que nunca vou ter
Pela paz que nunca irei encontrar

Inserida por apatiatropical

⁠E assim fora-me roubada a essência, o âmago, o cerne; fora-me roubada a identidade em um golpe que embora ideado, teve o poder de atingir-me com a mesma brutalidade com a qual um raio atinge a árvore deixada ao léu em campo aberto, ceifando seu tronco em duas metades rivais.
Então acusaram-me de atentar contra quem eu era, de dilacerar a essência velha em função da debilidade nova. Me denominaram impostora, esvaziaram-me a clareza, condenaram-me por uma prolixidade inventada. Trocaram minha vida por meia dúzia de conectivos conclusivos para assim me retalhar.
Por isso jogaram-me contra a parede, questionado a veracidade de tudo o que tentei dizer, mas que graças à língua não fui capaz de fazer. Duvidaram de minhas dúvidas e de minhas certezas. Questionaram-me e fizeram questionar a verdade que costumava me guiar. Trocaram minha vida por meia dúzia de conectivos conclusivos para assim me retalhar.
Porque acreditam valer mais a palavra do que aquilo que se quer dizer. Falam da confusão de minha escrita porque nunca conheceram a de minha cabeça. Exigem uma clareza que nem a mim conseguem me entregar e em meu martírio escolhem se deleitar, porque são p*tinhas de uma normatividade torpe e vulgar. Trocaram minha vida por meia dúzia de conectivos conclusivos para assim me retalhar.
E antes de mais nada, assumo minha raiva e minha tentativa de negar o que quer que seja que possa meu ego contrariar. Por isso não pestanejo em afirmar que trocaram minha vida por meia dúzia de conectivos conclusivos para assim me retalhar.

Inserida por apatiatropical

⁠Minhas veias estão vazias, a miséria tomara minha matéria, meu sangue evapora em nome da minha lazeira, minha carne apodrece nos braços da derrota. Me torno o fracasso encarnado no corpo inidentificável de uma coitada que não tem por quem cair.
Estampam os números em minha cara, mas não compreendem os porquês da minha cara os jornais estampar, afinal é apenas mais uma estatística a alimentar. Me avaliam como incapaz e usam números cadavéricos para me matar, me enfiam goela abaixo um 10/12 porque sabem que um 192 não mais adiantará.
Os dias vão passar, passar por cima de minha honra como um rolo compressor; não sei até quando vou aguentar gritar calada e lidar com o eco de meu penar, pois a única voz que ouço me chamar é a minha, que fraca e anêmica, não pode me acalmar.
Antes assistia sozinha ao meu declínio, mas agora nem comigo mesma eu posso contar.

Inserida por apatiatropical

⁠Janelas

Passos sem pegadas na magra madrugada.
A mesma luz fraca de todo dia,
amém, também se apaga.
Afago, gelado, o escuro do quarto apagado.
Noturno travado,
tranca e nunca esquece de conferir
se realmente trancou a porta.
Triste rindo cumpre sua quota.
Convive em silêncio cúmplice
com suas meias na sacada penduradas.
Freiras de flanela rasgada.
Frieiras na carne arrastada
pela quase finda vontade.
O que eu valho (que bom)
não vale nada.

Inserida por pensador

⁠E se a necessidade fosse do tamanho do pensamento?
E se a minha roupa desfiasse e voltasse para o novelo?
E se a providência valesse menos que farofa jogada ao vento?
E se meu irmão viajasse para longe e eu nunca mais tornasse a vê-lo?
E se meu cão conversasse comigo em alemão?
E se felicidade tivesse preço, quanto valeria o dinheiro?
E se a boca ao morder não mais fechasse?
E se a cola ao colar unisse?
E se eu assinasse tudo o que já disse?
E se ao sorrir a minha alegria fosse triste?

Inserida por pensador

⁠Inventei fraturas e tipóias para me pôr a salvo,
sem saber que os soldados sorriam
por se julgarem do lado certo do pelotão de fuzilamento.
Escrever no escuro memórias daqui para o futuro.
E antecipadamente marcar o dia e a hora da própria tocaia.
Acho que sou o espécime único de uma grande laia.

Inserida por pensador

⁠BEIJOS AGRESSIVOS
By Harley Kernner
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O tempo vai passando e o nosso amor vai evoluindo numa temperatura máxima.
No começo do nosso namoro o coração ardia com um enorme desejo de ficarmos noivos, e mais perto um do outro...
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E durante os dois anos de noivado, cada abraço era mais apertado, parecia que tinha cola em nossos braços, os nossos olhos se misturavam tanto, que o nossos corações não suportava tão emoção...
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E hoje aos trinta anos de casados, os nossos beijos se tornaram agressivos, mas nada de violentos, é apenas uma nova paixão em cada beijo...
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Até quando te beijo na sua face ao amanhecer, o seu coração acorda, e abre os seus olhos, e logo quebramos o jejum com um beijo que provoca os sentimentos de casal apaixonados...
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Cada beijo tem uma história, tem seus momentos loucos...
Não sei onde você achou tanta força, pra mim puxar pelos braços, me jogar no chão, e me sufocar com um beijo extremamente feliz...
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As vezes meu coração me disse: "CARA VOCÊ É LOUCO"
Eu acho que o segredo foi porque deixamos o melhor do amor, o mais forte da paixão, e o mais lindo de um amor verdadeiro, para depois do casamento...
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"só em está escrevendo essa poesia, já estou sentindo falta dos nossos beijos agressivos"
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MARIA ALICE
ROMANCE EM POESIAS
CORPUS NUS

Inserida por HarleyKernner_