Poesia os Dedos da minha Mao

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11 de setembro de 2024.
10:50 da manhã.

era quarta-feira as 09:54 da manhã
meu coração batia forte, acelerado
meus olhos brilhavam e meu peito florescia, e foi ali naquele instante que percebi que estava apaixonado por você

o vento frio da manhã que batia na minha pele, trazia uma lembrança boa de você dos momentos que tivemos juntos, o calor do sol me lembrava o calor dos seus lábios

o brilho do sol, juntamente com o brilho dos meus olhos lembravam os seus, naquele domingo, onde o meu olhar cruzava com o seu e me trazia um sentimento de paz

uma paz que era e é surreal, uma paz que eu já não sentia há um bom tempo, e mesmo com a rotina corrida e cansada
eu só penso em você, e em quando eu vou poder te ter em meus braços de novo.


com você a vida se torna leve
as horas parecem cessar
a vida se torna colorida
e tudo se torna mais divertido
acho que isso é paixão
a paixão que arde no peito
o sentimento de amor que vem
nascendo a cada momento compartilhado contigo

ouvir teu coração batendo naquela noite
me fez te ver além do corpo
não foi apenas um acaso
não foi apenas um encontro
foi conexão, foi encontro de almas
eu senti que te conhecia antes mesmo te conhecer.

Inserida por AlonsoTavares

⁠O inverno vem anunciando a seu fim
As lindas copas dos ipês amarelos, estão carregadas de flores.
E o chão, é um verdadeiro tapete natural!

Quando se olha a árvore de baixo para cima parece um buquê gigante
Como não se encantar com tanta beleza que toca a alma.
E tudo isso representando,
FORÇA E VITALIDADE

O mais belo ainda está por vir…
Ao observar a contribuição sutil do vento
Que faz com que as flores se desprendem das árvores
É fantástico, quando começa a “chuva de flores”,
Minha alma fica em êxtase

Inserida por RosiclerCeschin

Eu posso florescer sempre.
Amanhecer primavera,
Transmitir calor e luz.
Transpirar verão.
Atravessar os dias,
Adentrar as noites,
Poetizar a lua,
E ter um caso de amor com o sol.
Eu posso simplesmente ter... Ser... Eu.

Lis Fernandes
By Editelima

Inserida por editemendes

⁠Árvores desnudas
galhos esqueléticos
um dia cheio de folhas
folhas que o vento levou
galhos que um dia acolheram visitantes
pássaros que ali fizeram seus ninhos
pássaros saudosos
empoleiram nas extremidades dos galhos
hoje secos ,
cheio de cicarizes,
marcados pelas intempéries
Árvore amiga, sempre acolhedora
Árvore que lamenta
as atrocidades feitas
não só pelo tempo
Mas também pelas mãos do
homem,
insensível, arrogante, prredador
Ah, homem !
Sábio,
inteligente...
Ignoras que a natureza
nosso maior bem
Supre todas nossas necessidades
mas não supre sua ganância .
O preço é alto
Irreversível

editelima60

Inserida por editemendes

⁠Eu vi o vento
a brincar por entre as árvores
Eu vi o sol a espiar
o balançar do vento
Eu vi flores a desabrochar
de acordo com a intensidade do sol
Eu vi a donzela a balançar despreocupada
crianças de encontro ao vento
elas querem se apoderar do vento
ou o vento com elas quer brincar ?
Segue o desafio
o vento a ventar
crianças a correr
folhas a cair
flores a desabrochar
Sol a brilhar
E o mancebo?
Que faz ali o mancebo?
Buscando chamar a atenção da donzela
que tem o pensamento ao vento
E com ele voa para lugares distantes
Em busca de mais conhecimento
não dedica a ele
de sua atenção um instante.
*******

editelima 60/ 2023

Inserida por editemendes

⁠ A chuva chegou
mansa e calma a nos alegrar
evocando a presença do outono
que teimava em não ressuscitar
Ah, chuva calma , chuva mansa
como é bom te ouvir
Neste silêncio que me põe a meditar
O sol que ainda teimava em veranear
Afastou-se lentamente
permitindo que ares de outono
Finalmente se estabelecessem
Sons suaves,
sons cadentes ,
pingos reluzentes
que mexem com a alma da gente
Tarde enevoada
mas nada de trovoada .
Somente o ping ping
um ar fresco, mas aconchegante
uma vontade louca de madornar

Inserida por editemendes

Ventos de agosto


⁠Vento frio , vento morno
Vento lento , vento feroz
É apenas o limiar
Da primavera
que está para chegar.
Ventanias não são constantes
e também não são eternas .
Ventos vem , ventos vão .
baguçam,
derrubam o que parecia forte
mas depois tudo se transforma
Vão embora as quimeras
prá dar lugar à primavera

Agosto 2023

editelima 60

Inserida por editemendes

⁠Chove chuva
chove de mannsinho
levando ao ipê florido
terno gesto de carinho
Ouço pássaros a cantar
prá lá e prá cá a voar
eu de cá olhando
não deixando de admirar
Chove chuva
Chove sem parar...


Editelima60

Inserida por editemendes

⁠Praia e mar
ceus e águas que se fundem
e também confundem
ao olhar para o horizonte
não se sabe onde termina o mar
onde começa o horizonte
Vontade de colocar os pés
nesta areia fina , branca e transparente
mergulhar na água morna e relaxante
mesmo num dia de sol quente
aos meus olhos aparenta
ser muito aconchegante
coqueiros embelezando a paisagem,
tudo é muito convidativo
mas distantes estão da minha realidade
que mais se assemelha
ao consolo
da água no chuveiro

Inserida por editemendes

⁠Nosso amor é lindo, tão lindo!
Amor assim tão infindo
Nunca pude imaginar
Passo os dias pensando
Teus braços a me enlaçar
Teus lábios, os meus a procurar
Só antevendo o momento
propício a nos encontrar
Ouço o mar a marulhar
No alto a lua a testemunhar
Juras de amor fizemos
Nosso amor eternizamos
De mãos dadas caminhamos
pela areia
nossos dedos entrelaçados
De um lado o mar sem mim
de outro, seu olhar em mim
A brisa leve no rosto
nossos corpos a se roçar
Tudo parece nos convidar
ao mergulho do amor
Deitados na areia
nosso peito a arfar
tudo parece girar
É o amor que acontece
num delírio ensurdecedor

editelima 60
Março/2025

Inserida por editemendes

Frenesi de amor


⁠A noite era de festa
muito elegante ele chegou
Ao vê-la toda faceira
tão linda em seu vestido esfusiante
Não resistiu
logo um beijo lhe roubou
Ela terna recua timidamente
Ele no seu arroubo de homem ardente
gentilmente a arrastou
para que juntos ficassem
Longe de olhares maledicentes
Dançaram a noite toda
num grande enleio de paixão .
Mais tarde o grande finale
amou-a com frenesi
A sós no quarto ali rendidos
e do mundo esquecidos .
*******************

editelima 6o
Março/ 2025

Inserida por editemendes

⁠DANÇAR UM BOLERO
Maria Laura Flôres
Não quero ver o mundo
Desse jeito
Não quero pensar
Que tudo é mesmo
Como eu vejo
Quero esquecer
De toda essa realidade
Deixe-me pensar
Que estou
Que estou simplesmente
Dançando um bolero

Inserida por LAURAFLORES

⁠Eu nasci e renasci
Disso dúvida não há
Para te mostrar, vem cá
Muito chorei mas sorri
Recordando o que vivi
Ah, se falasse a memória
Não sabem a minha história
Uma vida com amor
Sou fênix, sim senhor
No caminho da vitória

Laura Flôres, de Florianópolis/SC

Inserida por LAURAFLORES

⁠Instantâneo

o mar adormece
e as gaivotas vão planando…
o sonho acontece
e a vida vai-nos chamando
para a derradeira prece
que o silêncio vai rezando.


enquanto a brisa arrefece
o mar realmente adormece
com gaivotas a planar…
e no sonho que acontece
o silêncio é uma prece
que nos parece chamar…

Inserida por batista_oliveira

Pois sou humano

Não me fales de angústias
nem de medos, pois sou humano
não me fales de equívocos
e desengano, pois sou humano…
Não me fales de dores, de cabeça
ou de consciência, de insônias
ou de sonhos abortados,
pois sou humano.

Não me fales de desejos secretos
ou de esperanças vãs, pois, como tu,
nasci chorando, assustado
com a face tenebrosa da incerteza.
Não me fales da miséria cultural
que nós herdamos, pois
dela me alimento todos os dias
e repito os enganos dos meus pais.

Não me fales do futuro que me espreita,
como uma hiena pronta a estrangular
os sonhos das crianças, pois já fui criança,
reconheço muito bem o meu passado.
Não me fales da estupidez dos homens
que mesmo amando às vezes matam
ou da meiguice virtuosa das mulheres
que por amor fingem tanto e nos maltratam.
Não me fales da poesia da aurora
pois sou humano, quando devia ser poeta.

Não me fales dos enigmas que não queremos decifrar,
do medo da guerra que esquecemos,
se à noite é o dinheiro que nos impede de sonhar.
Não, não me fales destas coisas sem importância,
pois na vida, cedo ou tarde tudo perde a importância,
a convivência com a humanidade me fez indiferente,
insensível às dores do meu semelhante, todavia,
não me julgues, não me queiras mal,
pois afinal, eu sou humano.

Inserida por EvandoCarmo

A idiossincrasia do amor

o amor é inexplicável
assim o acreditam, homens e mulheres
que não conseguiram amar nem serem amados.
Os poetas também se enganaram neste respeito
e até hoje tentam descrever o amor que não conheceram
atribuem aos seu arquétipo de afeto invisível, à musa,
toda sua erudição obtusa, incognoscível, para descrever
um amor impossível, contudo, dela se quer ganharam um beijo.

O amor é inconstante, inconsciente
sem passado e sem presente
o amor não se revela nem se esconde
o amor é um mito, é tudo e nada
é sombra e claridade, às vezes escuridão
por vezes é angústia, cárcere, privação.

O amor pode ser destino, para outros escolha
amores em branco, túmulos de silêncio
porta de engano... o amor é discreto,
não se pronuncia onde não lhe chamam,
pode ser secreto, em seu simples plano
de acorrentar os deuses e de libertar gigantes.

Inserida por EvandoCarmo

Ao menino que me faz voltar no tempo.

Posso sofrer a relembrar o passado
mas não posso evitar esta viagem
uma árvore não pode florescer nem dar fruto
se não tiver consciência física das suas raízes.

Antes da maturidade poucos homens
têm necessidade de voltar às suas origens
talvez por ingratidão gratuita ou receio
de encontrar sua verdadeira essência.

Vejo chegar, quase que diariamente
reminiscencias do que fui, nostalgia cara
que não raro me custam lágrimas
outras vezes parto e poesia.

Assim hoje penso, ninguém pode viver
alheio aos atos e fatos pretéritos
o menino que fui produziu o homem que sou
e este homem não viverá se ignorar suas raízes.

Lá neste passado onde mora o presente
encontro só lembranças luminosas
são referências, seivas que me formaram
proteínas espirituais que ainda me alimentam.

Para Josivaldo Bezerra, o menino que me fez
voltar no tempo.

Inserida por EvandoCarmo

Queria fazer poesias simples e doces como Cora
mas nos dias amargos em que vivemos
não há mais figo nem amora!!!

Inserida por EvandoCarmo

Mater

Mãe, eis a causa de tudo
não haveria vida nem mundo
nem filho nem pai
não haveria luz, nem sombra
passado ou futuro
nem semente a nascer
nem um fruto maduro.

Mãe, concepção lírica dos poetas
para pra se criar o universo
poesia e música, fantasia e verso
natureza viva, a expressão discreta
da ilusão homérica de um mundo concreto...

Mãe, quem supor poderia
que se não fosse por ti
nada mais havia
nem amor nem paixão
nem sorte nem destino
nem velho nem morte
nem homem nem menino.

Mãe, amor superlativo, tu
perdoas sempre qualquer tirania,
vences todo ódio com um gesto meigo
teu abraço terno aquece o coração

Inserida por EvandoCarmo

Todo verdadeiro poeta é cético
contudo, levam a vida a falar
de metafisica, de almas
e de coisas semelhantes
são sobremodo adoradores
da beleza e do amor

Inserida por EvandoCarmo