Poesia os Dedos da minha Mao
Imoral
Espere ele voltar
Não vai aparecer na minha janela cantando serenata
Então deixa ele vazar
Vou correr atrás se não seria ingrata
Então deixa ele pinar
Existem mil formas de definir isso casualmente
Tomar algumas miligramas de moral para reforçar
Distúrbio de deixar partir me faz doente
QUANDO VI TEU ROSTO:
FOTOGRAFIA COLORIDA
RETIDA NA MINHA LEMBRANÇA...
MINHA SAUDADE
FEZ-SE PEDRA PONTIAGUDA
A ESTILHAÇAR-ME A ALMA.
Ausência
(Para minha mãe ,Laura)
MINHA MEDIDA
Você...
É a minha medida sem peso
estou vesgo, fico teso
com peso do meu querer.
Te tenho em alto estima
minha jarda, minha rima
gravitacional da minha sina.
Instrumento, que me eleva pra riba
fada repleta de beleza,
tu és a flor da minha medida.
Antonio Montes
Insensatez
Você é minha consciência
Tão transparente como água
Aos tons da seda amarga
Desta inconsciência
Rubras sentenças que apaga
Feito uma praga
De veraneio ignorância
Despejando toda a ânsia
Monstro dentro da adaga
Perfurando a palavra
De perjúrio nesta saga
Parando o mundo Agora
Poente melodia sábia
Do que mais ria
Segunda Via
Quero viver no sonhar
Pois lá você é minha
Onde toda fantasia obtinha
Sem medo de acabar
Realidade imaginada aclarar
Regada a doce molinha
Das lágrimas infinitas nessa linha
Dominado pelo desejo de amar
No véu e imaculado de um olhar
Enclausurado pela sede que tinha
Da venusta companhia
Que venho abonar
E nesse reino que quero morar
É onde a realidade vira poesia
PÓLO DOS SEGREDOS
É eu vi, os seus beijos
sassaricando a minha volúpia,
enquanto meu coração pulsava...
Meu corpo tremia de ansiedade
e as labareda da minha paixão,
crepitava na sofreguidão das suas mãos.
Com seus beijos...
O vento parou de farfalhar
os pássaros encantados
deixou de chilrear
nossos olhos reviravam pelas marcas,
geodésica dos nossos corpos.
Visitamos os pólos dos nossos segredos
para logo depois cochilarmos
nas águas mansas dos oceanos.
Antonio Montes
A ESPERA
Estou inquieta
Minha alma cinzenta redemoinha
dentro de mim...
Sinto frio
Sinto tristezas
Sinto vazios
Sinto " Solidões" sem fim...
Por onde andará a minha paz?
Aquela quietude que invocava risos?
Em que parte de mim perdi meus sonhos?
Hoje tudo é tão sem cor
Saudades não sei de quê
Um cair imenso
Um sofrer intenso
Um vagar impreciso...
Um abismo negro me traga
Dentro desse abismo, outro abismo!
Em minhas costas, garras afiadas
Arrancam pele
Sangra
A dor é inerte
Não a sinto mais
Não sinto nada.
Não. Sinto sim...
Apenas um toque profundo e macio
Uma promessa, talvez, de libertação
Aquela que um dia virá
Na vida, minha única sorte
Gélida
Bálsamo de esquecimento
Alívio
Mão doce
Piedosa
Minha querida
Esperada amiga morte
De tudo que nunca foi, o fim
Leveza do ser
Alheamento total
de mim.
NOSSA TELEPATIA
Perdido na praia, da minha solidão,
ali, em meio as melodias das sereias
eu escrevia seu nome nas areias.
A lua estava cheia, São Jorge com dragão
enquanto, os peixes debatiam-se sobre as
ondas do mar... Eu sentia a flecha do amor
trespassar o meu frágil coração.
Vi as espumas, apagar seu nome...
Debruçado sobre a prata lunar, eu chorava,
enquanto eu chorava...
Minhas lagrimas molhava a saudade e a
paixão soluçava a telepatia do nosso amar.
Antonio Montes
A LÍNGUA
Minha língua,
minha dita, me edita,
as vezes medita informal.
Minha língua sem sal
em saliva com sal... palpita,
Por bem, ou por mal.
Essa língua maldita
com sua dita edita...
Um caótico carnaval.
Antonio Montes
Talvez
(mas só talvez)
As minhas paixões estejam
Apenas na minha cabeça
Talvez eu não as conheça
Talvez em mim
Eu amanheça
Sem tristezas
Quem sabe das minhas paixões
Se nem eu as sei?
Quem sabe o que isso significa
Talvez
(mas só talvez)
Eu naufrague em meus
Próprios sentidos
E ainda assim,
Sem nada sentir
Talvez
Nada me feriu mais
em calor frio da minha pele
do que amar.
Dos amores que escolhi
Aos amores que tive
Para os amores que nunca apareceram
Entre os amores que nunca amei.
Nada me doeu mais
do que os sentimentos que matei, sufoquei
Me doei e arrisquei.
Sequestrei em tempos de escassez.
Engraçado,
Pois nunca ninguém amei.
FAMÍLIA, FAMÍLIA
Meu pai,
minha mãe... Família!
Família, mostrou, a minha trilha.
Nesse mundo,
N'essa strelitzia vazia
Esse mar de maresia
essa pia, quanta azia!
Família, minha alegria,
Meu caminho, minha guia
preenchimento d'essa vasilha
vasilha torta, toda esguia...
Família, minha família.
Antonio Montes
Minha cara quando leio no status
um estatuto nas entrelinhas...
Justificando
"Num relacionamento Sério"
É sério...
Há coisas que me causam espanto
A flor de cactus nasce centre espinhos
saber que em cada canto cabe um passarinho
nem me riso nem me pranto
cada qual tem seu próprio canto
Á margem de mim um canteiro
flores espalham perfume pelo mundo inteiro
SOFREDOR
Como se fosse um navio
ancorei o meu amor
no cais da minha paixão...
Então, me tornei sofredor,
sofrendo pelo seu coração.
Antonio Montes
Quem sabe minha fase poeta volte atrás e resolva encontrar flores e folhas pelo caminho do inverno, um pouco próximo.
Juntarei corações, fatias de bolo e balões coloridos, sentada em uma praça recheada de crianças e ouvindo o som da melodia alegórica de um coração que ainda insiste em crer em unicórnios e Saci Pererê...
ALEM DA QUINZENA
Hoje é dia dezesseis do mês
Eu sei... Já passou do meio
estrondou a minha vez.
Esta caindo um toro tenso
Agregando enxurrada
e transbordando poentes
Infligindo sentimentos.
Com o rio cheio...
Não tem como ir ao correio
que fica lá do outro lado
no sopé d'aquele monte.
Antonio Montes
SONHO BOM
Com meus olhos caídos
a difusão apropriou-se da minha cabeça
que cansada se atonta...
O sono me toma,
estou atônito por fora e por dentro
cambaleando assim...
Já não consigo atinar nada, com meus
pensamentos.
Eu vou dormir, eu vou sonhar
vou refazer o meu viver, com meus sonhos
... E em meus sonhos...
Eu vou voar e se encantar com meu encanto
... Vou flutuar, quem sabe até sonhando,
ter... O meu lindo cavalo branco.
Antonio Montes
MINHA ESCADA
Meu viver n'essa vida
é escada cheia de degraus...
A cada passo uma ferida,
e a cada passada uma dita
... Me levando aos cambal.
Vou indo assim, sem pra que
em meio do bem e do mal
a cada rumo, do meu querer...
Eu adentro em meu carnaval
... Para esquecer esse viver.
E n'essa escada, as quinas
me reduz à minha dimensão
mostra-me que a vida rima
quando é amplo o tal quinhão.
Antonio Montes
eu já me envergonhei da minha forma
da estética do meu cabelo
da cor da minha pele
do tom da minha voz
da cor dos meus olhos
me senti feio e estranho de uma forma desprezível
me senti incapaz de tanto por tanto tempo
me senti inferior a você
e na real eu nem sei por quais motivos me sentia assim
me senti burro
me senti fraco
me senti culpado
senti pena de mim e do que eu era
na minha ingenuidade eu era um pecador irreversível
nunca fui bom com pessoas
nunca quis ter o que essa sociedade valoriza
nunca quis ser igual a você
por isso essas roupas e esses pensamentos
sempre valorizei tanto nossas diferenças
sempre me interessei pela nossa profusão de capacidades
sempre me senti só e através disso desfrutei de mundos obscurecidos pelo meu medo de liberar meus demônios sob a luz desse dia maligno que chamamos de opressão
sinto uma pressão na sociedade que faço parte, me pressionar contra seus padrões e me espremer pra longe do que não posso ser
minha mente é maior que minha realidade
eu sou maior do que esse corpo
só que eu não expresso nem a metade do que eu sou capaz de sentir
DESEMPREGADOS
Meu pai, esta desempregado
minha mãe, esta desempregada
meu irmão, mais velho...
Esta desempregado.
Desempregados também estão...
Meu tio e minha tia,
o meu padrinho, esta desempregado
e o meu vizinho, todo dia sai sedo,
para caçar o tal emprego.
Minha prima formou-se na universidade
e agora descobriu que formou-se também
no rol dos desempregados...
Todos os dias, ela distribui um monte de
currículo, pela cidade, e nada de ser chamada.
O povo todo agora estão se transformando
em nômades dos contratados de trabalho...
Ficam para lá e pra cá, na busca do tal
emprego, se querem emprego, terão que
abandonar a família e ir em busca de
contratos em outro lugar de origem.
Eu! Emprego... Quem dera, mas, tenho
menos de dezoito anos e por lei...
Não posso me empregar!
Alem do mais, falta-me experiência
e para se empregar, tem que ter experiência
... Como terei experiência se não tenho
a chance de se empregar para trabalhar?
Antonio Montes
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