Poesia Morena Flor de Morais
Sou a engraçada.
A mimada que ri alto demais,
que fala sem filtro,
que abraça pra não desabar.
A que sonha pelos outros,
e aconselha mesmo quando ninguém escuta.
Mas no final...
quem é que fica?
O que me leva ao cinema
na intenção de não ver o filme?
Ou o ex que diz que ama, Que eu sou a mulher da vida dele mas não tem coragem de falar isso sem visualização única?
Ninguém fica.
Ninguém.
Vêm, arrancam uma pétala,
levam um pedaço,
e vão embora como se nada fosse.
Até quando serei só lembrança?
A amiga de todos,
a última a ser lembrada,
a que sempre ajuda, mas nunca é chamada?
Cansei.
Agora tem espinho no lugar da flor.
Agora, quem vem, sangra.
Agora, quem tenta colher, se fere.
Porque não levo mais flores nos dedos.
Levo cicatriz.
Levo silêncio.
Levo tudo o que me deixaram.
E não...
não leva mais pétala.
Presente Especial...
Pedi ao Papai do céu
Um presente especial
Muita paz e harmonia
para todos neste natal.
Então o bom Deus me disse;
A minha paz, eu vos dou !
Estejam sempre comigo
Porque sou o criador.
Eu sou a luz que ilumina
A estrada na escuridão,
Guiando-te por onde passar
Segurando em tua mão.
Aos que querem me encontrar
Eu sempre estarei aqui,
Sou a flor na primavera,
Uma criança sorrindo,
— Sou o Deus de hoje e sempre
— Sou um homem e um menino.
PAISAGEM DA EXISTÊNCIA
( Autora: Profª Lourdes Duarte)
Raios de do sol
Cintilam nas folhas molhadas
Entre flores e espinhos, a vida ressurge
A cada amanhecer
Os meus olhos podem contemplar
O encanto que a cada dia se renova
Como presente da mãe natureza
E da vasta criação de Deus.
Como presente inigualável
Na paisagem da existência,
A Mãe Natureza se supera a todo instante
Num colorido exuberante
A vida faz brotar.
Nas cores das belas flores,
Que exalam seus perfumes,
De fragrâncias ora calma ora tentadora
Que na aurora dos sonhos,
Perfuma a alma
De um coração sonhador.
E o ciclo da vida continua
Com as múltiplos espécies que se expõem
Com a ajuda do vento que leva as sementes
Disseminação a procriação.
De um colorido encantador e deslumbrante
Vagueia-se... no mais íntimo dos pensamentos
Aquilo que se espera,um coração sonhador
À espera de uma linda flor.
E na paisagem da existência,
Se faz presente a mãe natureza
Folhas que caem e outras ressurgem
Entre as veredas dos Campos Floridos
A vida continua.
A alma de um poeta
Poetas, um nome um tanto quanto estranho para quem vê mundos diferentes.
Diz-se poeta aquele que escreve coisas assaz românticas. Mas, a alma do poeta vai além.
Ela é incansável, pois ultrapassar as barreiras postas é um trabalho árduo.
Ela é vigilante, pois até no fechar dos olhos ela está atenta.
Ela também tem seus encantos e mistérios.
Realmente é um mundo à parte, onde são gestadas suas fantasias internas e externas, trazendo à lume, em papéis e tintas, letras escritas com o palpitar de um coração sonhador.
Também é um peso escrever…
Mas, usa-se o peso para esmagar e extrair o melhor de tudo que se vê, tanto com olhos, quanto coração.
A alma também é muito leve. Semelhante a isso, poderei usar como exemplo a flor dente de leão, que voa lépido e fagueiro ao sabor do vento, tendo apenas um local de partida, mas, muitos destinos.
Caminhando me deparo
com flores,
Aquelas me fez lembrar
das que ganhei
Veio a tona Saudades
Sentimentos
Teu olhar
Teu cheio
E a Vontade te
te Reencontrar
E Reviver
Aquele encontro
Com aquela
Flor
Aquela Delicada Flor
Que é Você
Ventinho
Eu vejo
O tímido vento que segreda sua admiração
Pelas pálidas flores de laranjeira
Que se soltam e flutuam até o chão
Trocando carícias com o vento
Eu imagino
Leves flocos de neve que marcam a estação
Viajando pelos caminhos secretos do vento
Pelas curvas tempestivas de seu turbilhão
Até pousarem como um tapete de marfim
Eu lembro
Do vento desenhando ondas no mar de verão
Descabelando palhas dos pendulantes coqueiros
Esculpindo em nuvens as tempestades que virão
Vento nômade que cativou os que ficaram
Me seduz
O uivo do vento que parece uma canção
Seus cheiros que contam histórias escondidas
Serei sereno ao receber a concessão
Irei morar no vento com suas magias
E eu cheguei de manhã no estacionamento e meus olhos procuravam beber das mesmas flores de ontem, mas hoje elas estavam murchas e sem graça, eram apenas mato pelo batente da parede. Que triste é um milagre de cores e fantasias se tornar indigno de atenção, aliás indignado estava eu, como podem durar tão pouco? Ouvi alguns passarinhos cantando em mim:
"O mais belo rosto do mundo está construindo em cada minuto sua velhice miserável, seu irresistível, e cada vez mais próximo fim." Cecilia Meireles
"... dura tempo o bastante pra se tornar inesquecível." Chorão
Bom, elas eram belas e discretas (como eu gosto), invisíveis pelos cantos construindo suas cores, suas flores. Desabrocham como um raio de sol que beija o orvalho da manhã, e suas cores faiscavam como estalinhos de São João. Meus olhos eram obviamente as fogueiras que queimavam de admiração. Mas tudo se acabara, ainda olhei mais três vezes para ter certeza que meus sentidos não me enganavam, por saudade e por esperança. Segredei-lhes baixinho - Quando irão florir de novo? - Eu, as borboletas e os passarinhos temos olhos ansiosos para fazer festa.
Olhei outra vez e percebi que as flores estavam na verdade fechadas (desdesabrochadas?), talvez para se esconderem dos amantes mais ferozes que seriam capazes de arrancar flores e jurar amor eterno, (pois a lua e as estrelas não podem roubar, é cosmicamente proibido!)
Com o passar da manhã, o sol expulsava o que restou do frio da noite e as flores se abriam, tão devagar quanto as nuvens que se arrastavam no céu, cada pétala parecia recém pintada. Não vi qualquer espinho esbelto e pronto para apunhalar, mas não a toquei, o ato de tocar nas flores pertence às borboletas que também desabrocham, são flores voadoras.
Mariflor
De teus olhos voam borboletas
E plantinhas crescem em tua mão
O que imitas? O que interpretas?
Branquinha como um dente-de-leão
Seria Mariana essa flor discreta?
Levada pelo vento em qualquer estação
Cujo destino é colorir os versos do poeta
Uma canção
Uma musiqueta
Sobre a flor, o vento e a explosão
Como mil faíscas de um cometa
Pesadelos vem e vão
Cicatrizes em tuas mãos
Em teu olhar vou encontrar
A trilha que um dia libertará
A luz perdida no caos...
Nas correntes escuras do mau
Uma flor
"o poeta é um fingidor"
sim, mas nem sempre.
as vezes ele transforma a dor,
a dor que deveras sente,
em versos sem pudor
que despidos de filtros
no papel, a flor,
esquece que tem espinhos.
- nem sempre foi fingido
#MANACÁ
O agora escorre pelos dedos...
O ontem já se fez eternidade...
Junto ao meu manacá...
Lembrando minha tenra idade...
Agora, em desespero urgente e sem destino...
No tempo que urge...
Ponho-me a recordar...
Se em meus delírios...
A tristeza vir me visitar...
No perfume da bela flor...
Irei me banhar...
Assim sendo...
Lembrarei...
Quando a saudade apertar...
Que todos os meus sonhos me conduziram e conduzem...
Ao desejo de eternamente lhe amar...
Ouso ser atrevido...
Dispo-me da pele em que existo...
E em tudo que sou e sinto...
Abrirei meu coração como uma flor...
De singelas e variadas cores...
Lhe darei o meu amor...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Me arrancou das raízes
pra brincar
com minhas pétalas
pensei que era cuidado,
achei que era amor.
precipitada até gritei
bem te quero!
mas o bem não me queria
bem me matou.
Sem você na minha vida
Sou como um barquinho a deriva
Buscando um destino
Você, o amor da minha vida
Indo para lá e vindo pra cá
Na esperança de um dia te encontrar
Para poder dizer que te amo
E logo depois de te beijar
Eu queria saber ler...
As entrelinhas desse teu sorriso
Sei que esconde o que tem sentido
Dentro desse seu coração.
Eu queria ser o motivo...
Da alegria que te consome
Se alguém pergunta, Sou codinome
Denominado de beija-flor.
“Comparo a Vida a um botão de rosa, em que a raiz frágil;
Representa o nosso início de vida e o seu talo intercalado por espinhos,
a nossa evolução, que tempos depois ainda;
Podemos compartilhar com o próximo uma linda flor e Exalar
o perfume que encanta, se de a oportunidade de se evoluir”.
“Nunca será tarde para se fazer presente nossa evolução””
Canna Índica
[...]tal um flabelo
abanicando
imponente e belo
desabrochando
“canna índica”, facínio amarelo...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01 de janeiro de 2021
Beleza, o belo está na perfeição?
Somos flores e, assim como elas, nossa beleza está na individualidade. Como ser individual e perfeito? Existe o perfeito?
Se o perfeito não existe, o belo está na imperfeição?
As flores são imperfeitas e belas, mas não será uma pétala que as deixarás feias.
As Flores perfeitas são aquelas quase impossíveis de se alcançar...
A minha preferida em particular e que me traz a própria Vida se chama Giovana que significa "Agraciada por Deus", quando estou para morrer basta só olhar para "Ela" e a Vida volta a fluir em mim...
Nos tempos atuais muitos se auto intitulam girassóis. O girassol é visto como simbologia de superação por não se entregar as sombras e está sempre voltado para luz...Mas o que ninguém vê é que o girassol precisa de apoio também. Quando o girassol atinge um metro de altura, sua flor sobrecarrega o caule, se tornando pesada, um fardo. Para não sucumbir o girassol precisa ser apoiado por estacas, só assim o peso da flor não irá quebrar seu caule.
Está na hora de nos permitir sermos frágeis, reconhecer que precisamos de ajuda e nos deixar ser ajudados. Ninguém consegue passar por tudo sozinho. Pare de se achar guerreiro e forte e reconheça que ter um dia ruim é natural na vida de todo ser humano. Assim como os girassóis precisamos de apoio, de ajuda para não sucumbir.
Muitas pessoas se perguntam, como saber se é amor?
Então eu te respondo com uma metáfora. Quando você gosta de uma flor, você a arranca e a leva contigo. Mas quando você ama uma flor, você cuida dela até o dia de sua morte.
