Poesia Livro

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Em certas situações nós precisamos virar a página do livro da vida para percebermos que aquilo que vem depois é muito melhor.

Descubro cada vez mais que o paraíso são os outros. Vi num livro para adultos. Li só isso: o paraíso são os outros. A nossa felicidade depende de alguém. Eu compreendo bem.

Valter Hugo Mãe
O paraíso são os outros

Escolhi cuidar mais de mim, regar meu jardim, tomar meu café tranquilo. Ler um bom livro sem cafunés para atrapalhar meu raciocínio. Ouvir algo e não esperar você bater em minha porta a qualquer hora mudando de ideia e desejando viver comigo pro resto da vida. Não quero viver te querendo pro resto da vida, sem saber que a vida deve continuar mesmo não te tendo até o fim. Mesmo que o fim não seja exatamente até onde pensei que seria. Não quero ocupar minha cama agora. Não quero ter você no banco de carona, pegando embalo da dancinha do ombrinho até chegar em mim mais uma vez. Não quero ver você se espalhando em mim, nem se desfazendo debaixo do meu chuveiro. Escolhi não me desencontrar, não me deixar do outro lado. Escolhi amar e não esquecer que amor também é não se esquecer. É lembrar de mim e lembrar de você. É lembrar do você sempre, sem se esquecer de mim nunca.

Todos devem deixar algo para trás quando morrem, dizia meu avô. Um filho, um livro, um quadro, uma casa ou parede construída, um par de sapatos. Ou um jardim. Algo que sua mão tenha tocado de algum modo, para que sua alma tenha para onde ir quando você morrer. E quando as pessoas olharem para aquela árvore ou aquela flor que você plantou, você estará ali. Não importa o que você faça, dizia ele, desde que você transforme alguma coisa, do jeito que era antes de você tocá-la, em algo que é como você depois que suas mãos passaram por ela. A diferença entre o homem que apenas apara gramados e um verdadeiro jardineiro está no toque, dizia ele. O aparador de grama podia muito bem não ter estado ali; o jardineiro estará lá durante uma vida inteira.

Ray Bradbury
Fahrenheit 451. São Paulo: Globo, 2012.

Dizem que se escrevem livros demais hoje em dia. E eu digo: não, há sempre lugar para um bom livro.

O que realmente me impressiona é um livro que, quando você acaba de lê-lo, você deseja que o autor que o escreveu fosse um amigo incrível seu e que você pudesse ligar pra ele quando sentisse vontade.

Existe mais de uma maneira de queimar um livro. E o mundo está cheio de pessoas carregando fósforos acesos.

Ray Bradbury
Fahrenheit 451. São Paulo: Globo, 2012.

Está escrevendo com um cara que você amava, e o livro é sobre o relacionamento com sua namorada morta. Acha que será simples?

Não me julgue pela capa, sou um livro rústico. No que se refere a caráter, minhas páginas têm conteúdo, é só prestar atenção no sentido de cada frase neste livro que é minha vida. Não tenho nada a esconder. As histórias são reais, vividas, choradas, mas sem arrependimentos. Se gostar do livro, leia; se não gostar, não abra, pois se você me julga pela capa, não perca seu tempo para ler. Acredito que eu não lhe julgaria pela capa.

"Você deveria escrever um livro", Ron disse Hermione, "traduzindo as coisas loucas que as meninas fazem para que os meninos possam entendê-las".

O grande livro que sempre me valeu e que aconselho aos jovens, um dicionário. Ele é o pai, é tio, é avô, é amigo e é um mestre. Ensina, ajuda, corrige, melhora, protege. Dá origem da gramática e o antigo das palavras. A pronúncia correta, a vulgar e a gíria.

Cora Coralina
Vintém de cobre: meias confissões de Aninha. São Paulo: Global Editora, 2012.

Nota: Trecho do poema Voltei.

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Sentei-me para fazer o meu livro. Escrevi e escrevi sem parar. Um dia, olhei no espelho e a barba estava lá. Gostei, sobretudo, porque desvia a atenção. Deixaram de apontar-me como 'aquele careca' e passei a ser 'aquele barbudo'.

Um livro não se torna real até as pessoas o lerem. E ele se torna real de novo cada vez que alguém o lê.

E quando quero me desligar do mundo, procuro um bom livro e entro num mundo mágico de palavras, um lugar diferente da realidade, onde não exista você, mas apenas eu.

Minha vida é um livro aberto, porem com algumas páginas arrancadas e outras em branco. Mas muita gente ajuda escrevê-la, é uma pena que outras são rabiscadas ou se apagam

Quando um homem morre, um capítulo não é arrancado do livro mas traduzido para uma linguagem melhor.

Em muitas noites, eu adormecia com sua voz grave lendo um livro de estratégias de batalha. E apesar de tudo, apesar do que fizera conosco e do que era, eu passei a amá-lo. Eu o amo. Só não é um tipo muito confortável de amor.

O passado é um livro de memórias, onde as coisas boas e ruins da sua história estão guardadas, é como se você pudesse ler uma página dele sempre que precisasse! O futuro serve para seguirmos tentando, não cometendo os mesmos erros, ou cometendo-os se quiséssemos! O passado é como um manual, para você saber o que é certo e o que é errado no que você já viveu... e se o passado não pode voltar a única saída a todos é tentar se aproximar das pessoas que você se afastou, tentar ser feliz como foi, tentar dar as mesmas gargalhadas que já deu, tentar voltar a ser criança novamente! A saber dividir seu tempo em brincadeiras e responsabilidades! Mas a coisa mais certa mesmo a se fazer é VIVER, para que cada dia de sua vida seja significante, e para que seu livro de memórias seja cada vez maior...

Rafaela Luise Mello

Nota: Dedicado Para o Faiska com muito carinho!

A Bíblia não é um livro-texto a ser debatido. É uma fonte que satisfaz a sede espiritual e a fome da alma.

Eu só quero alguém que me leia como um bom livro e desfrute de cada capitulo na ânsia desesperada de conhecer o final dessa história.