Poesia Livro
Sou muito intensa em tudo. Se amo, amo muito, se não amo, logo me livro disso. Estou em constante movimento, o parado me deprime, a rotina me deprime, preciso de movimento e atitudes. Gosto muito de palavras ditas com sinceridade, mas atos esquecidos ou deixados de fazer me marcam e não esqueço. Gosto muito de lembrar de pequenos e importantes detalhes, tais como um elogio, uma motivação, uma malícia simples, um presentinho no momento certo. Eu não falo isso pra ninguém, mas amo ser lembrada de maneira simples, de qualquer forma, não importa como, até uma palavra carinhosa e as benditas rosas que nunca chegam. Espero tanto tempo por elas. Eu não queria ter que eu mesma trazê-las, porque o prazer de receber de alguém que lembra de nós é insubstituível.
Alguns meninos acham que nós meninas somos como um livro. Se a capa não for bonita, eles não querem nem saber do conteúdo. Que coisa mais ridícula!
Quando a gente percebe que a vida é um livro e não vale a pena sofrer por causa de uma página, tudo muda.
A vida é como um livro, porém as vezes nos prendemos a pessoas e esqueçemos de virar a página, é nesse momento que temos a impresão que tudo é "para sempre", e nos deixamos levar pelas emoções deixando de lado o fato que o "para sempre", sempre acaba !!!
O que me deixa feliz são as coisas simples: um bom livro, um café, amigos que amo por perto, minha família, estar amando, um bom dia inesperado. Simples assim, feliz assim.
Afinidade acontece. Um mesmo signo, um mesmo par de sapatos caramelo, um mesmo livro de cabeceira. Afinidade acontece entre seres humanos. A mesma frase dita ao mesmo tempo, o diálogo mudo dos olhares e a certeza das semelhanças entre o que se canta e o que se escreve. Afinação acontece. Um mesmo acorde, um mesmo som, uma mesma harmonia. Afinação acontece entre instrumentos musicais. A mesma nota repetidas vezes, a busca pela perfeição sonora e a certeza das similaridades entre um tom acima e um tom abaixo. A incrível mágica acontece quando os instrumentos musicais descobrem afinidades humanas entre si no mesmo instante em que os seres humanos descobrem afinações musicais dentro deles mesmos.
As mentes humanas estão mais cheias de mistérios do que qualquer livro escrito e mais mutáveis do que as formas das nuvens no ar.
Leia o livro interior, nós escrevemos o nosso livro interior todos os dias de nossas vidas, mas nós nunca lemos este livro.
Há duas maneiras de abrir a cabeça de uma pessoa: ler um bom livro ou usar um machado. Recomendo o de Assis.
Você tem um livro de 365 folhas para escrever sua história, surpreenda cada folha e verás que, no final do livro, terás muita história para contar.
É como quando você termina um livro e não queria. Mesmo os personagens estando felizes, você ainda está triste com o fim.
Falando pessoalmente, você pode levar a minha arma, mas você só vai levar o meu livro quando arrancar os meus dedos frios e mortos da capa.
Meu livro favorito era, de longe, “Uma aflição imperial”, mas eu não gostava de falar dele. Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam. E aí tem livros como “Uma aflição imperial”, do qual você não consegue falar – livros tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição.
Nossa história não foi melhor do que qualquer livro ou filme de romance. Foi uma história imperfeita, bem clichê, com muitos erros e decisões equivocadas. Mas eu senti de verdade, era tudo de verdade.
Compreender a si mesmo requer paciência e tolerância. O “Eu” é um livro de muitos capítulos que não podem ser lidos em um único dia. No entanto, quando você começar a ler, deve ler cada palavra, cada frase e cada parágrafo, porque neles há indícios da totalidade. O princípio é, em si mesmo, o fim. Se souber ler, poderá encontrar a mais alta sabedoria.
Amores separados são histórias que nunca se apagam no livro da vida, e, sem que se queira, o vento se encarrega de abrir essa página e acordar os personagens esquecidos no livro que ficou lacrado desapercebidamente no tempo e no espaço.
Em certo sentido [o livro] não lhe dizia nada de novo, o que era parte do fascínio. Dizia o que ele teria dito, se tivesse a capacidade de organizar seus pensamentos dispersos. Era o produto de uma mente semelhante à dele, porém muitíssimo mais poderosa, mais sistemática, menos amedrontada. Os melhores livros, compreendeu, são aqueles que lhe dizem o que você já sabe.
Descubro cada vez mais que o paraíso são os outros. Vi num livro para adultos. Li só isso: o paraíso são os outros. A nossa felicidade depende de alguém. Eu compreendo bem.
Escolhi cuidar mais de mim, regar meu jardim, tomar meu café tranquilo. Ler um bom livro sem cafunés para atrapalhar meu raciocínio. Ouvir algo e não esperar você bater em minha porta a qualquer hora mudando de ideia e desejando viver comigo pro resto da vida. Não quero viver te querendo pro resto da vida, sem saber que a vida deve continuar mesmo não te tendo até o fim. Mesmo que o fim não seja exatamente até onde pensei que seria. Não quero ocupar minha cama agora. Não quero ter você no banco de carona, pegando embalo da dancinha do ombrinho até chegar em mim mais uma vez. Não quero ver você se espalhando em mim, nem se desfazendo debaixo do meu chuveiro. Escolhi não me desencontrar, não me deixar do outro lado. Escolhi amar e não esquecer que amor também é não se esquecer. É lembrar de mim e lembrar de você. É lembrar do você sempre, sem se esquecer de mim nunca.
