Poesia eu sou Asim sim Serei
- O que você está sentindo nesse exato momento?
- Eu sinto que tudo que me assombra faz parte de mim, que eu sou a minha própria sombra.
- Então, acabares de falar-me que você mesma és o problema?
- Não - Eu te falei que eu mesma construí quem eu sou agora. Posso ser uma muralha, mas também os soldados que irão destrui-lá quando invadirem.
Bem assim.
Algumas coisas e algumas pessoas que não me fazem bem, eu arquivo, outras no entanto eu deleto. Preciso tratar muito bem meu cérebro e meu coração. Não posso sobrecarrega-los com coisas que nao me farão bem, ou me causam algum desconforto. A vida precisa ser leve e nossos fardos também. Enquanto eu puder, vou selecionando meus sentimentos. A gente aprende na dificuldade.
"Sabe: se tudo que eu desejo pudesse realizar, todos os momentos de amor seriam nossos, só nossos...!"
(jose valdir pereira)
Até hoje eu não identifiquei se a saudade é boa, ou se ela é ruim!
Não sei explicar... Só sei que senti-la é péssimo!
Parece que é um abismo sem fim...
Um frio na barriga...
Uma ardência no peito...
Um frio úmido dentro do coração...
Lágrimas quentes, passando pelo meu rosto!!!
Um nó na garganta...
Respiração descontrolada...
Aí como dói... Aí como a saudade me maltrata!
-Eu queria era ser vista com uma roupa mais bonita para ser chamada de Margarida.
-Sol escaldante queima a minha pele, sinto que algo me fere e me repele
-Sinto meu corpo passar no agito da cidade e ninguém o notar.
Será que sou transparente ou não existo ao passar?
Vim de um mundo onde eu era caçada por criaturas colossais, com olhos ofuscantes como de um farol, era tudo tão sepulcral, sem vida, sem cor, sem alma. Eu queria fugir, mas não sabia como, a cada dia que se passava, me perdia no mais profundo pensamento, só sabia correr, chorar e sofrer.
As arvores mortas de pinheiros, cobriam o céu inteiro, a neblina constante, afastava a luz do sol e da lua. Meu amargo cosmos de dor, bestas me perseguem na noite imperecível, me pergunto se há esperanças...
Eu não pude fazer nada, me entreguei as trevas, desisti de minha dolorosa vida, peço desculpas a minha desprotegida alma, pois hoje estarei partindo desse universo lutuoso.
Enquanto as pétalas caem daquela pequena flor que estava morrendo, eu observava o céu nublado, um dia escuro e inexpressivo, será que não é uma metáfora de minha própria vida? Na minha cláusula assinei a felicidade, agora se encontra rasgada no chão.
Ouvi dizer que quando estamos intensamente tristes, conseguimos sentir muito mais do que normalmente sentimos, o amor, a dor, a empatia, e talvez estejam certos...
Ao anoitecer costumo ler alguns livros fictícios, isso me ajuda a ir além do que consigo ir, já que não posso tirar os pés do chão, quando há uma corrente me prendendo. Sim, eu estou nessa casa a décadas, uma vida imortal, com o mesmo clima, os mesmos acontecimentos e os mesmos livros, todos os dias, as mesmas palavras.
Nada, tudo, tanto faz.
Se eu não tenho nada, logo tenho tudo,
pois tenho a liberdade de fazer tudo, sem medo de perder nada.
Enlouqueci contigo desde o primeiro momento
Ao seu lado travo eu paro no tempo
Nunca passei isso até esse momento
Menina tão linda meiga cheia de talento
Tão linda cheia de luz além de nosso tempo
Contigo quero o céu nada mais nem nada menos
Se entregue a mim, cuido te ti, cuido de ti,
Cuido sim te prometo.
Apenas o chuvisco
Eu desenhava
mas os papéis ficaram molhados...
Eu também dissertava
mas minha escrita acabou ficando tão pequena que sumiu.
Mas eu também cantava
E aos poucos fui perdendo a voz
por fim uma mente tão agitada e inquieta e alegre
Se tornou uma TV antiga durante uma tempestade
Apenas o chuvisco
A idade chega e com ela o amor
Com as borboletas e a dor
Eu pensei que se cantasse
Ela comigo se encantaria
Mas por mais que me esforçasse
Nada de bom de mim saia.
Metade da minha vida é de saudade
Posto que muitas coisas boas eu fiz
É certo que muitas foram só vaidade
Não lembro ter feito ninguém infeliz.
Já amei e também fui amado
Pelos caminhos que eu andei
Sofri muito e fui desprezado
Mas não me arrependo se amei.
Quantas paixões eu já vivi
Não dá nem pra me lembrar
Cada uma me fez sentir
O quanto é bom a gente amar.
Eu te perdi quando tentei me encontrar,
No espelho da alma, comecei a indagar,
No processo de autoconhecimento a caminhar,
Achando a mim mesmo, vi você se afastar.
Seja a paz que o mundo precisa.
Espalhe amor.
Acalme a vida todo dia.
Eu preciso.
Você precisa.
Nós precisamos...
ontem foi primavera e eu também flori
é gentil perceber as estações passarem com a leveza da borboleta que “desencasula”. ontem nasceram as flores e me vi florescer. é preciso relembrar que todo inverno finda, que a gente renasce outra vez — e pode se reinventar, desabrochar e se encantar de novo.
Mortifero
Nunca fui assassino, Mas compreenda o meu temor, Quero matar a saudade, Antes que eu morra de amor.
eu vou te contar o que você faz comigo
mas traga
lenço,
vinho e
profundidade
porque isso que eu sinto por você é um abismo profundo e você
me empurrou.
se eu não fosse poeta
você entraria em mim
para ficar solto
em algum lugar
da lembrança
em vez disso
nada digo
e você fica preso
dentro do meu verso
