Poesia eu sou Asim sim Serei
Não importa o que acontecesse, eu nunca te rejeitaria, nunca te abandonaria. Você foi o amor da minha vida e eu tenho certeza disso, se tem uma coisa na tua vida que tu pode ter certeza, é que eu estive com você, sempre, pra tudo, e estaria pra sempre.
Então, ainda bem que você me deixou, porque eu jamais teria ido.
Me perdoa por aquele 25 de março. Logo mais, naquele 15 de abril, você me deixou quebrada, e abandonada, pra sempre.
O amanhã começa hoje
Essa sua mania de deixar tudo pra depois
é uma guerra declarada do seu eu de hoje com o eu de amanhã.
Mas quem começou a atacar foi o seu eu de ontem,
que já morreu.
E enquanto você perpetuar essa guerra com suas próprias versões,
vai se autodestruir.
O você de hoje é o único que pode interromper o ciclo.
Leia isso 3x.
Eu juro que vale a pena.
Com a palavra,
Alice Coragem.
o amor da minha vida
como eu o amo de todo coração acredito que sem ele não consigo viver, quanto tempo eu o esperei... ele demorou mas apareceu e tem feito eu a mulher mais feliz desse mundo, eu o amo muito muito muito.
(En)frente
Então, o Medo entrou batendo a porta, gritando um milhão de motivos para eu desistir.Foi neste momento que juntei a coragem que tinha, olhei bem no fundo dos olhos dele, e
Com a palavra,
Alice Coragem.
"Se eu amasse um amigo apenas pelos benefícios que ele me proporciona ou pelo que posso obter dele, meu amor não seria pelo amigo, mas por mim mesmo.
O verdadeiro amor por um amigo nasce da admiração por sua essência, suas virtudes e tudo o que ele é em si.
Somente quando amo meu amigo por quem ele é, sem interesses ou segundas intenções, posso dizer que o amo de verdade."
Minha vida é um filme
Às vezes eu vivo minha vida
Como se fosse um filme
Às vezes é ação
Às vezes comédia
Às vezes suspense
Cada dia é um filme diferente
Quando eu era mais nova
Eu vivia um filme de conto de fadas
Com príncipes
Castelos
Felicidades de “verdade”
E muitas coisas do tipo
Mas aí eu fui crescendo
E vendo que os contos de fadas
Não se encaixavam mais
No meu dia a dia
E acho que agora era mais
Filmes baseados
Em fatos reais
Com tragédias
Perdas, falsidades
E muitas coisas do tipo
E às vezes me pego pensando
Será que esse meu filme
Que tem muitos gêneros diferentes
Ainda vai ter aquelas reviravoltas
Igual aos filmes de verdade
E eu vou ser superfeliz no final?
CONTRADIÇÃO (soneto)
Se eu peço a este soneto que compaixão
Não seja opoente ao coração enamorado
Tão pouco o fado rebelde e despreciado
Se versar com afeto traz branda sensação
De onde vem tão truculenta inspiração
Duns versos que se mostram obrigado
A causar no contrário, tão desesperado
Na ilusão, e feito a modo de divagação
Minha poesia inquieta e falante chora
Num prosar que está a cantar e, assim,
Tão encharcado de suspiro, vêm fora
Aparenta então que na rima sofrente
Minha poesia vive a chorar por mim
Só para ver a insatisfação contente.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03 julho 2025, 18’58” – Araguari, MG
não quero mais sair,
Na verdade, vou me assistir,
Olhar eu e a cama me fundir,
Eu não vou dormir.
Eu quero escurecer,
Me esquecer, entender e aceitar.
Não vou dormir, mas quero despertar.
Essa cama me aperta.
O travesseito sufoca,
As lagrimas afoga,
A coberta me impede de ohar o lado de fora,
Eu não quero ir embora.
Eu não sinto culpa,
Sinto uma busca,
Buscando incessantemente
Saber o que fazer.
Eu aprendei a me esquecer,
Como vou me procurar se aquilo
Que mais amei se foi junto com meu prazer,
Eu nao tenho mais nada a perder.
Eu nao me esqueci só de você,
Esqueci de mim,
Esqueci de viver,
Eu não quero mais sair...
Eu só queria tá beijando você,
descansando no seu peito…
cheirando seu pescoço.
Mas estamos ocupados demais
servindo a um sistema que nem criamos …
Que delírio lúcido!
Por que a gente não cria um sistema só nosso– na fluidez química e linguística singular
Da nossa verve?
Há um instante em que a consciência se afasta do eu cotidiano como um satélite silencioso.
Pode-se ver a si mesmo do lado de fora.
E o que se vê não é um corpo —é uma trama de memórias, desejos, perdas e vírgulas mal colocadas.
Não é estar em órbita, mas em colapso lúcido. É olhar para o que foi, para o que escreve, para o que sentiu e tudo parece belo, frágil e profundamente irrelevante — mas ainda assim, digno de ser registrado.
É feito um efeito. Talvez, overview. E é interno.
Amor
Eu te conheço. Já te vi inúmeras vezes e em tantos lugares.
Te vi na telona do cinema, sendo representado por um casal apaixonado.
Te vi na rua, entre um casal de idosos que te descobriu ainda na juventude.
Te vi na escola, naquela beijaria adolescente que transbordava intensidade.
Te vi no prezinho, onde duas crianças se apaixonaram uma pela outra, sem nem entender direito o que estavam sentindo.
Mesmo tendo visto pessoas te destruindo por inteiro,
às vezes porque você chegou na hora errada,
outras vezes porque alguém escolheu estar só,
eu ainda acredito que um dia te encontre, Amor.
Mas por favor…
Quando eu te encontrar, não fuja de novo.
Não brinque de pique-esconde comigo.
Seja direto, não confuso.
De confusão, já basta a minha mente.
Quando me achar, diga:
“Você me encontrou. E eu também te encontrei.”
Porque eu já sou um jovem estressado, cansado e sozinho de tanto te esperar, meu Amor.
E se, por acaso, você não quiser aparecer na minha vida através de uma moça…
então por favor, me faça te sentir nos momentos leves:
num pôr do sol, na praia, na chuva… na neve.
Mas por favor…
pare de só aparecer no lugar onde eu MAIS te vejo:
nos meus sonhos.
Porque quando eu acordo, sinto uma baita saudade…
e você não está ao meu lado.
E às vezes, eu penso que talvez…
você nunca esteve de verdade.
Falo tudo que tu gosta
Faço tudo que tu gosta
E eu gosto, gosto muito de você
E agora que eu tô sozinho em casa
Eu vou deixar a porta aberta
Pra se caso você quiser voltar
Eu gosto, gosto muito de você
E agora que eu tô sozinho em casa
Eu vou deixar a porta aberta
Pra se caso você quiser voltar
Então por favor não vá demorar
Eu te quero mais que só uma noite
Pois se eu te pego nunca mais que vou te soltar
Pois se eu te pego te darei mais mil motivos
Pra querer ficar comigo
Não sei se você notou
Que eu tô
Tô afim de você
Pois você acende
O verde e o vermelho
Não mostra intenção
Amor
Eu ando por aí à procurar
Alguém que me tire o ár
Que não me faça lembrar
Que não importa mais o que eu faça
Não dá pra fugir
Sempre penso em ti
Não importa mais o que eu faça
Não dá pra fugir
Que não importa mais o que eu faça
Sempre penso em ti
Às vezes quando eu vou dormir
Eu sinto o teu cheiro no meu travesseiro
E perco o sono
Eu perco o sono
EU
Pássaro que voa
Semente que brota
Brisa que passa
Sorrindo atoa...
Eu
Jardim entristecido
Esperando a chuva
Para poder brotar
No deserto esquecido.
Irá Rodrigues
Santo Estevão - BA – Brasil
"Você Ainda Está Aí?"
Eu te vejo…
mas não te enxergo.
Seu rosto é o mesmo,
mas o olhar —
não sei,
parece feito de ausências.
Você fala,
mas a voz vem de longe,
como eco em corredor vazio.
Tantas palavras,
e ainda assim,
um silêncio entre nós.
Caminha ao meu lado
como sombra apagada,
presença que não preenche,
presente que não fica.
Mudou.
Eu sei.
Mas ninguém me avisou
que mudar também podia ser
ir embora
sem sair do lugar.
Procuro por você
nas lembranças que não doem,
nas piadas que ainda conto,
mas seu riso já não volta
como antes voltava.
E às vezes, te encontro.
Ou penso que encontro.
Mas é só a casca,
o vulto,
o nome sem alma.
Dói saber
que alguém que foi abrigo
virou labirinto.
Você está aqui…
mas onde?
