Poesia eu sou Asim sim Serei

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Eu não sei na verdade quem eu sou, já tentei calcular o meu valor, mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou, porque a gente é desse jeito? criando conceitos pra tudo que restou...
(Eu não sei na verdade quem eu sou)

PASSADAS DE LIBERDADE

Na dança da alma,
Eu sou a passada mais usada...
Sou o toque que toca nos corações destes que me têm acompanhado...

Eu sou a rumba das veias
A kizomba dos neurônios
O tango dos pulmões
Sou a monotonia dos sons que enaltecendo o espírito,
Abre horizontes de esperança
Num cravo boêmio no vasto deserto árabe...

Ela é como uma chuva de primavera...
Delicada...
Gélida...
Silenciosa...
Melancólica...
Eu sou como uma tempestade de verão...
Efêmero...
Abrupto...
Fúlgido...
Turbulento...
Mas somos chuva...
A mesma essência...
A mesma natureza...
Como almas gêmeas...
Derramando gotas de amor...

O olho da rua vê
o que não vê o seu.
Você, vendo os outros,
pensa que sou eu?
Ou tudo que teu olho vê
você pensa que é você?

Sou ato apaixonado

Se você fosse um
ato administrativo,
eu queria ser
sua competência,
sua finalidade,
sua forma,
seu motivo
e seu objeto.

Eu seria todo seus
requisitos de validade
pra te manter presente
na minha realidade.

E também
seria sua
presunção de legitimidade,
seria sua
imperatividade,
seria sua
autoexecutoriedade,
seria sua
tipicidade.

Eu seria seus atributos,
suas lindas qualidades
para não me tornar nulo
em nenhuma das nulidades.

Você administra eu,
eu requisito/atributo você.
Se o seu ato se perdeu,
meu ato vai te reconhecer.

Fica assim combinado:
você não me cassa,
não me revoga,
não me anula
que eu faço de graça
a minha outorga
ser só sua.

Ser pra sempre seu…
eu te darei este fato.
Você pegou o que era meu,
Eu te peguei no ato.

Por isso,
quero você para ser
o meu ato administrativo,
ato que pode ser conceituado
como a declaração do Estado…
do estado
em que eu me encontro:
sou ato apaixonado.

“Às vezes eu amo-te
Às vezes eu não,

E quando não amo-te
Sou escuridão,

Às vezes dolorida,
Às vezes só desilusão,

É quando perco a vida
Num segundo vão,

Às vezes almejo a morte,
Às vezes mansidão,

Quando peço sorte
Para a imensidão,

Às vezes apenas preciso,
Às vezes, na solidão

Poder alimentar meu vício
De amar-te até quando eu não.”

" Sou um corpo que geme
de tanto desejo
ah!! amor,
que eu me embriague de ti
e esqueça o caminho de volta,
para ficar,
até desabrochares mulher,
plena, em minha alma
que longe da tua, não sabe viver...

⁠Eu sou a chuva
E eu
Caio.
E caio.
Mas, apesar de eu cair,
sempre haverá
um momento
que voltarei ao

céu.

⁠Eu sou feita de instinto,
de faro aguçado e alma antiga.
Eu sou o silêncio da floresta,
o grito que ecoa na mata,
a fúria da loba ferida
e a sabedoria da anciã que não se cala.

Eu já fui queimada, expulsa, ignorada,
mas renasci em cada cinza,
cada lágrima salgada me curou,
cada rejeição me mostrou a direção,
cada abandono me ensinou a retornar…
pra dentro.

Corro com as lobas, sim,
mas também sei andar sozinha.
Sei farejar mentira de longe,
e quando me calo,
é porque estou me preparando para rugir.

Tenho carne, alma e memória,
sou feita de recomeços,
de promessas que só eu ouvi,
de sonhos que escondi nos ossos,
mas que hoje dançam em minha pele.

Eu sou mulher. Selvagem. Inteira.
Com rachaduras, mas inteira.

Não preciso ser salva.
Preciso ser vista, respeitada,
amada com a mesma intensidade
que me derrubaram um dia.

E se for pra caminhar comigo,
que seja com coragem.
Porque meu caminho não aceita passos frouxos.

eu não desejo
mudar o passado
ele me fez
quem eu sou hoje
eu apenas quero
aprender com isso
e viver de uma nova maneira

⁠Eu, passeando em mim...
Nas sombras que não quero ver, nos sonhos reveladores do sem fim.
Sou estranha garça que sobrevoa a própria escuridão. Que fecha os olhos, com medo do real que me assola os dias.
Voo pela superfície, por não suportar a dor de quem sou.
Não mergulho, pois sei que, à falta do ar, me entregaria ao chão...

⁠Me ame por quem eu sou.
Não por aquilo que deveria ter dito.
Sou silêncio, sou inexpressão,
Pois seus olhos já me dizem tudo
Meu silêncio dói,
teu choro dói ainda mais.
Mas é no abismo de teus lábios
Que está a morfina de minha existência.

⁠Sou atormentado
Por vozes que me descrevem
Sua solitude, eu apenas
Parasito em suas tristezas
E compartilho inseguranças
Alheias de mim.

POEME-SE

⁠Eu sou um poema que virou a página do livro, e se libertou.
Daí, descobri que; a arte de viver: é você sendo seu próprio leitor!!

Machado de Jesus

TO CURADO

Você me chutava dizia não me querer
Agora quem não te quer Sou eu

Você é passado não me lembro mais
Que um dia fui seu
Você já morou em meu pensamento
Hoje não faz parte de mim
Ficou pra trás
Nosso relacionamento chegou ao fim

To curado daquela doença
Que se chama gosta de você
Estou bem comigo mesmo
Aranquei o selo da paixão
E você achava que eu estava
Em suas mãos
Hoje estou no controle da situação

Você me chutava dizia não me querer
Agora quem não te quer Sou eu
To curado to curado
A vida me deu Uma nova chance
Outro amor apareceu um novo lance

Poeta Antonio Luis

Quem sou eu?

⁠Quem sou eu?
Um paradoxo sem solução
Uma dúvida sem razão
Uma resposta sem questão

Quem sou eu?
Um fragmento do infinito
Uma partícula do absoluto
Uma expressão do indizível

Quem sou eu?
Um desafio à lógica
Uma surpresa à ética
Uma provocação à estética.

Se eu sou tio-avô de minha sobrinha e minha sobrinha é minha nora,
o que minha sobrinha é minha:
Prima do meu filho?
Mãe do meu neto?
Filha de minha sobrinha?
Prima do meu neto ou minha netinha?
Vá pensando enquanto vou à cozinha,
mas quando voltar quero resposta para minha charadinha.

Não era tudo isso...

Vivi o que já estava ali
Plantado pra eu viver
E assim como canal que sou, deixo ir
Me calo, me recupero e me guardo...

Grata por ser
Por querer, por ver
Por ter tido a coragem de viver
De ter dado a cara pra bater...

Entrego tudo com cuidado
Com o que a memória vai trazer
O que eu escolho lembrar
O que eu escolho esquecer...

E na banalidade
Do que não houve pra se dizer
Fico com a resposta
Que era evidente de se ver...

Que no início o fim foi visto
Que no nada o tudo foi vivido
Que no fim não era tudo isso...

Inserida por NinaChris

"Eu sou essa Mulher...
Eu sou aquela Mulher!
Que busca viver, ser
Mais do que estar,
Vão profundo

Eu sou uma, eu sou mil
Buscando equidade,
Expressão de liberdade
Sinto cada parte de mim
Em todo tempo do mundo

Luto para desarmar
Cada dor, cada desamor
Eu sou todas..."

Inserida por pensamentosreflexoes

Tenho tantos devaneios
Que é facil enganar-me
Dizendo que sou louco,
Mas eu entendo, ao conhecer-me,
Que isso tudo é esperança
Que está no calabouço.

Existe, neste imenso mundão,
Um amor que é falso
E outro que é verdadeiro,
E o único amor que temos
É esse que é repartido
Entre o pela metade e o por inteiro.

Qual porém é por inteiro
E qual é pela metade ?
Ninguém nos saberá explicar;
E amamos de maneira
Que o amor que a gente tem
É o que o mundo vai aceitar.

Inserida por Tiagosaraiva