RENAN RUSSINI
Nada se faz novo, tudo se repete. No final, você só está vivendo o que alguém já viveu, em tempos e estações diferentes.
Maturidade não é sobre idade, e sim sobre entender que existe um processo e que não podemos fugir dele.
Já dizia uma frase atribuída a Dostoiévski: “A tolerância chegará a tal ponto que as pessoas inteligentes serão impedidas de fazer qualquer reflexão para não ofender os imbecis.”
E só vim para deixar registrado que esse tempo chegou.
Eu até poderia entregar rosas, mas as malditas têm espinhos. Então, preferi entregar determinação, amor, paz, cuidado e a melhor versão de mim.
P.S.: Estou falando de frente para o espelho.
Atrás da máscara, sempre existiu um Renan real. Aquele garoto de camisa branca ainda está aqui , só precisava levar um tapa no próprio ego.
Na inércia, ficar parado seria essencial. Mas, para nós, a inércia só serve para ver pessoas interessadas em crescer se tornarem grandes, enquanto nós continuamos parados, vivendo em uma realidade medíocre.
Existe um caminho, e Cristo é a ponte. Mas, na maioria das vezes, as pessoas não estão prontas para essa conversa.
A MORTE sempre esteve aqui. Ela persegue aquilo que amo, os meus amigos e tudo o que construo. É por isso que tudo o que faço, faço com vida.
Quem sou Eu ? #1
O final da história não é feliz, talvez nunca será. Calma, não é uma carta de despedida, e sim uma história contada mais de mil vezes, entendida por uma pessoa apenas: meu ego.
Não estou nem um pouco preocupado com como você irá interpretar essa crônica, mas, sete anos atrás, era novo demais para entender o quanto a vida passa e o quanto nada é novo e tudo se repete. E, ao longo do tempo, percebi o quanto nós crescemos, seja profissionalmente, ministerialmente, pessoalmente, e isso é excelente. Mas, afinal, quem sou eu?
Entendi que, consumindo água apenas no domingo, não ficarei vivo por muito tempo. Eu nem estou falando de saúde. No entanto, o que adiantou?
Pois, domingo a domingo, o choro é livre; ir à igreja, mas a mente não está na igreja. E vamos empurrando com a barriga, só lembrando que: “Aquilo que sufoca a mente, fere o coração e mata a alma”.
Nos melhores tons, eu mudei as classes: de amores e flores para sentimentos de angústia, mágoa e dores. Mas, afinal, quem sou?
Voltei para casa, respirei e encontrei razão para a vida. E, sim, tão novo, mas na correria, refleti para não me perder da linha. Mas, afinal, quem sou eu e para que eu existo?
Sou mais uma atração ou tenho valor em Cristo?
“Por trás de uma máscara, sempre existiu um Renan real. Me perdi dentro de mim mesmo.”
A Ceia, que era para lembrar da morte de Cristo pelos meus pecados, se tornou só mais um evento. Até achei que tinha cura; percebi que até tem cura. Porém, construir uma casa do zero é muito mais fácil.
No palco do amor, ego, dores e flores, só me restou uma pergunta: será que sou digno de dizer ‘em memória de mim’ novamente?
Tchau, te aguardo numa próxima. 🤟
Sou mais uma atração ou tenho valor em Cristo?
" Atrás de uma máscara sempre existiu um Renan real , me perdir dentro de mim mesmo."
A Ceia para lembrar da morte de Cristo pelos meus pecados ,se tornou só mais um evento, até achei que tinha cura , percebir que até tem cura , Porém construir uma casa do Zero é muito mais fácil ; No palco do amor , Ego , Dores, Flores só me restou uma pergunta: será que sou digno de dizer em memória de mim novamente?
Tchau, te aguardo numa Próxima 🤟
Quem sou Eu ? #2
“Se conselho fosse bom, se vendia, não se dava!”, mas calma, essa história sempre foi real. No entanto, “se conselho fosse bom, a gente não dava, nem escutava, e sim comia!”.
Disse, no passado, que mudei minhas classes: de amores e flores para mágoas e sentimentos de dores. Mas, para que contar isso, se, no quarto, a parede mais escura está na minha frente, me dizendo o quão fraco sou [...]
Mas, afinal, quem sou eu?
Sorrisos falsos, abraços sem sentimentos, apertos de mão sem reverência. Mas, afinal, o que acontece depois do culto? Não sei, tenho essa dúvida também. Meu quarto está organizado, mas a vida, bagunçada.
Eu até lembro quando te aceitei, Jesus. Chorei muito, perdi “amigos” — e, sim, entre aspas. Parecia que tudo novo foi feito; a casa realmente era do zero.
E, hoje em dia, ela não está pronta nem para reforma.
No final da crônica, a morte sempre esteve aqui. A morte sempre persegue aquilo que amo; a morte sempre persegue meus amigos; a morte sempre persegue aquilo que construo. E, no final verdadeiro da crônica, esse é o motivo pelo qual faço tudo com vida.
No oculto das paredes mais escuras do meu quarto, os sentimentos de dor eram tão reais, porém ninguém viu. Mas, afinal, quem sou eu?
Talvez eu não seja o mesmo Renan.
Jesus, Tu me sondas e, quando me achares, por favor, remove as ilusões que eu criei...
Que eu criei.
Quem sou Eu ? #3
A ideia é flores, mas não me dei muito bem com essas coisas mundanas. No entanto, meu ego, sim.
Aprendi a amar quem me ama e a respeitar quem me odeia. Isso sempre fez parte do meu caos.
“E diretamente do fundo do caos, procuro meus cais no mundo de cães; humanos são maus.” E, na mente, as dores do sentimento mais dolorido: ou sinto tudo ou sinto nada. Eu até mostrei quem eu era de verdade, mas fiquei em dúvida se era um personagem ou um Renan real. Mas, afinal, quem sou eu?
Quando conhecer meu caos, talvez entenderá toda a verdade. Esse não é e nunca será um dos meus maiores demônios, porém será o reflexo de um quarto organizado e de uma vida bagunçada. Até criei classes indiscutíveis. Minha impaciência me permite gritar em silêncio, mas o choro do silêncio é o mais ensurdecedor.
Encontrei intimidade com meus demônios, mas não a encontrei com Jesus Cristo. Domingo após domingo, serviu como um exercício físico, e não como o sacrifício de um filho apaixonado por seu pai. Sim, essa crônica tem tudo a ver comigo...
Quem sou eu no meu caos?
Tchau, te aguardo numa próxima. 🤟
Quem sou Eu ? #4
Me apaixonei pela pessoa por quem não deveria me apaixonar. Me aproximei de quem não deveria me aproximar [...]
Dessa vez, não estou falando do meu ego. No entanto, por mais excelente que tenha sido a sensação, ademais, não foi.
Chegou com uma tranquilidade, com uma voz tão suave e uma presença tão intelectual que uma xícara de café não superaria minhas expectativas. E nem estou me referindo ao “Café com Amor”, mas às lembranças, ao toque perfeito, à mão tão suave. E o carinho era real.
A impressão que tive foi a de que fomos feitos um para o outro, porém da maneira errada. E, sim, minha vida estava em meio ao caos, e, nessa crônica, a frase “Quem sou eu?” vai fazer muito sentido.
Eu até poderia te amar, mas você já é dileto por alguém muito especial. E, em meio ao cais, não há espaço para erros, apesar de o alicerce já estar danificado. Portas e janelas não fecham mais, e a poeira da angústia já entrou, e não me sobrou tempo para limpar.
No meu cais, assumi o risco de entender que o sofrimento faz parte do processo e que a maturidade nunca foi sobre idade, e sim sobre assumir esse risco.
Nessa história tão diferente, que sufoca minha mente até os dias de hoje, cheguei a perguntar: “Quem sou eu?”
Não estou preocupado com como você vai interpretar essa crônica. Ela é tão real quanto as máculas criadas em meio aos cais. E, nessa briga entre paixões e demônios, vence aquele com quem meu ego se dá melhor, pois ainda não sei: “Quem sou eu?”
Quem sou Eu ? #5
Hoje acordei com aquelas lembranças, com o quanto as coisas estão complicadas aqui dentro. Entendi que chorar, gritar, lamentar, nem mesmo o meu cantar resolveu. As paredes já perderam sua cor, a porta já não fecha, e duvidei que Tu és o motivo para eu seguir. Até tentei segurar em Suas mãos, só para não desistir. E, sim, só para não desistir.
Essa crônica nem é sobre lembranças, mas sobre a vida presente do “Garoto de Camisa Branca”. Sei que não entendeu essa referência; te explicarei numa próxima [...]
A cada frase, a cada classe, a cada letra, a cada momento, a cada dor, só senti medo, angústia e ansiedade.
Nas paredes mais escuras, vi um garoto gritando copiosamente por cura, mas não ouvia nem sequer uma mosca. E a pergunta que ele mais se fazia era: “Quem sou eu?”
No lamento, as palavras lançadas ao vento eram tão reais:
“Jesus, errei demais tentando acertar, fiz o que queria e nem me atentei a Te consultar. Me ensina a ser como Tu és. Eu estou aqui, cuida de mim.”
E de onde surgia essa briga que há dentro do “Garoto de Camisa Branca”, se não da própria mente, das próprias paixões, do próprio ego, do próprio punho, do próprio escuro, das próprias máculas?
Na real, dentro de mim. Lembra?
“Aquilo que sufoca a mente, fere o coração e mata a alma.”
Mas eu irei trazer isso à memória na próxima letra, pois ainda não me desapeguei dessas coisas mundanas, mas ainda estou em busca da cura!
