Poesia eu sou Asim sim Serei
As vezes sou dura demais comigo mesma... a vida não me ensinou a ser de outro jeito. Ela só me ensinou a ser isso... endureci tanto que perdi minha ternura.
Não me deixe negá-las porque tolo sou, me permita ver com olhos cerrados aquilo que ainda não enxerguei, me permita tocar de mãos atadas aquilo que ainda não senti, me permita ouvir surdo o que ainda não escutei, o paladar de novos temperos, o cheiro amável do que me cerca, que alegria, as possibilidades do vazio, do não sei enorme que se une ao nada, do todo em construção, do eu contínuo, do nós absoluto, do tudo eterno. As possibilidades!
Um amor a distância é uma dor que nasce regada de muitas lágrimas de saudades, te amo e sou muito feliz porque tenho comigo os acordes de tua voz, o teu lindo sorriso e o brilho do teu olhar, sempre me incentivando a ir para a frente e vencer...
Tenho a nítida impressão de que fiquei presa em alguma teia do passado. Não sou uma pessoa estática, tampouco inflexível. Gabo-me de ir acompanhando a evolução das coisas e ir além disso, gostar das modernidades. Mas acho que fiquei bastante emaranhada naqueles anos pretéritos, pois pego-me frequentemente comparando algo atual com seu similar mais antigo e o que é mais antigo ganha de goleada em charme, elegância, sentimento, glamour e eternidade.
Se hoje sou o que não fui ontem e amanha tendo ser mais que hoje é por que me contemplo com ânsia de saber.
Sou livro. Não descobri ainda em que página ou em que capítulo deixo de despertar qualquer interesse. Nessa altura acho que não descobrirei mais...
Neste momento sou obrigado a parar e refletir sobre a vida, sobre o passado, o presente e o futuro, deparando com muitas dificuldades , aonde você tem que ser o espelho da mudança que está propondo, se eu quero mudar é porque meu espirito estava agonizando de tristeza , então tudo na vida tem um preço, eu não procuro um grande amor, ou um romance fecundo, eu apenas quero ser feliz , e isto não tem preço...E isso, simples né !!! «Mas dificil de algumas pessoas digerir ».
Sou muito desinteressante, comezinha ( no sentido de banal ), presença divertida e interessante quando estou numa reunião social, totalmente esquecida quando ausente. Isso deve ser muito ruim, mas garanto que não é um desastre enquanto para mim ainda rendo incomensuráveis gargalhadas. Pronto, espero que essa seja a última vez que me dispo e me exponho tanto assim.
Revendo meus conceitos sobre mim descobri que sou muito insignificante, perfume que não fixa a fragrância, um vinho de qualidade inferior, uma coxinha de festa, daquelas engorduradas que se quer logo livrar do sabor, Sou música que não dá vontade de dançar, e que nem ao menos fica na memória. Sou mais descartável do que as lâminas do gênero. Acha que fiquei triste? Bingo! Mas como toda moeda tem duas faces o choque de realidade chegado avassaladoramente me atropelando foi muito bom, assim me situei e vi que não sou o macarron remanescente da "Fauchon". Descobri que sou apenas a mulher ideal para mim mesma. Ia me esquecendo que sou perfeita também para a mais completa solidão.
O Silêncio não é pleno,posso vaguear junto com o fluxo,mais não sou o fluxo,posso sentir, mais não sou.
Sou aquela árvore do fundo do quintal, fico um pouco distante das outras e longe das vistas dos donos do solo onde estou plantada e despercebida pelas visitas que vêm até aqui. O jardineiro nos dá água e nutrientes, mas ando sentindo falta de algo mais para saciar a sede e a fome, ando querendo palavras, músicas e o calor das amizades além do calor do sol. Ei, quem sabe recebo esse presente de primavera?
Sou muito emocional, sou muito coração gosto de sentir sangue correndo na veia , isto faz me sentir que estou viva!
Sou o doce entardecer de fim de tarde, mas também o inquieto sopro do vento a noite. Sou aroma suave de limão e alecrim ao folhear velhos livros, mas também fina estampa e pura essência. Sou como bala perdida ao meio de guerras por paz, e também como a lágrima que escorre após uma guerra interna. Mas de qualquer forma leve, muito leve .. de um jeito doce e amargo de ser.
Sou dependente demais para ser podada por quem de ser livre nada entende, minha casa é o relento, meus pensamentos são pássaros...meus atos, a mim pertencem.
Sou guiada pela consciência, o que pensam de mim não é problema meu, sinto dizer, vai contra os meus princípios se preocupar com que os outros pensam.
Sou rio e mar ultrapassando oceanos, sou flores voando de encontro a pássaros...buscando sonhos e deixando cheiros por onde vou. Deixo rosas, deixo vinho e versos em poemas de amor. Sou poesia nas madrugadas, faço prosas. Retrato minha alma, fotografo minha mente e me entrego em cardápios. Aprendi a me virar pelo avesso, me desvirar e ser o que sou.
Para saber se sou do bem tenho que ter a coragem de perguntar: Se acaso partisse hoje desta vida o que eu deixei de bom? O quanto me esforcei para que o mundo fosse melhor? Ao invés de achar ou defender minha religião como a melhor, deveria ter a coragem de perguntar: O quanto minha religião tem me feito melhor? Ao invés de eu perder tempo denegrindo a fé, a opção e a religião dos outros, deveria utilizar este tempo para amar.
Quando digo que a amo nao digo da boca pra fora, sou impulsionado a dizer que é amor pois a felicidade que ela me traz conduz as palavras certas do meu coração até a minha boca!
Sou atraído à idéia de seus lábios explorar o meu corpo como se fosse um mapa e você vivia sendo perdido de propósito.
Não sou, apenas estou. Triste ou alegre. Posso estar prestes... Ou posso estar bem, amém! Pode ser também que esteja mal, mas logo outro estado vem. Pois o estado das coisas é instável. E mesmo aqueles que hoje se exibem com seus status, amanhã podem ser pó. Podem como tudo mais nesta vida, ter passado. Pois somos um instante, hoje estamos assim ou aqui, amanhã nem tanto.
