Poesia eu sou Asim sim Serei
ela olha seu reflexo na água
e não entende
ela já não entende mais nada
agora ela se vê de frente
vê os pensamentos,segredos,feridas
ela vai mergulhar no lago mas só terá ida
os gritos abafados estão perdidos no mar
a marca do sangue naquele lago
essa é sobre a menina que nunca soube amar
essa falta de amor fez um grande estrago
até hoje eu a procuro
procuro aquele sorriso sincero
e aquele coração que era tão aberto
aquele cheiro do perfume do boticário
mas parece que chegou o seu horário
ela nunca mais foi vista
mas hoje andando na cidade
eu ainda ouço a sua voz
caminho pensando naquela última risada
aquele ultimo sorriso
e o último choro
MEU LUGAR
Letra e Música: Markos Costa
Quero te levar pra um lugar
Onde a vida é a inspiração
Acordar com o canto do mar
Os pés na areia aquecer
Até onde a vista levar
Um novo recanto à espera
Nosso dia é infinito lá
Convite pra renascer
No desfilar do dia...
A luz revela caminhos de amor
E o vento tudo toca, espalha o som
É vida que nasce a dois
E quando o sol dormir,
O frio levar
Meu abraço para te aquecer
Teu sussurro irá me dizer:
“Como é bom estar com você”
Combina o verde com o azul do mar
Combina o sol com estrelas, luar
Combina a paz com um violão
Olhares com o toque das mãos
E quando aquela canção tocar
Que encanta e canta
esse nosso perfeito lugar
Eu vou colar em você
Bem juntos, bem
No desfilar do dia...
A luz revela caminhos de amor
Todo amor, meu amor
Tudo pra você
E quando o sol dormir, o frio levar
Meu abraço para te aquecer
Meu amor, todo amor
Vai acontecer
Quero te levar pra um lugar
Onde a vida é a inspiração
Acordar com o canto do mar
Os pés na areia aquecer.
Composição de Markos Costa (pastor, cantor, compositor, psicanalista, teólogo, poeta).
Entre olhares perdidos e silêncios compartilhados,
Dois corações batem em compasso acelerado.
Nunca trocaram palavras, nunca se tocaram,
Mas suas almas se reconhecem, jamais se enganaram.
Há uma conexão que transcende o verbo e o toque,
Um sentimento profundo que nenhum outro reprova.
Nos encontros casuais, seus olhos se encontram,
E o mundo ao redor parece desaparecer, em calma.
Eles criaram um idioma próprio, sem som,
No balé sutil dos olhares, a dança da paixão.
Seus olhos contam histórias, sem precisar de voz,
E assim seguem unidos, nesse amor sem protocolos.
Um casal unido pelo mistério do destino,
Que escolheu se comunicar sem nenhum desatino.
Pois no silêncio que os une, há um amor sem fim,
E mesmo sem palavras, sabem que são um para o outro, enfim.
"Enquanto olho repetidamente pela janela do meu quarto, ainda me pergunto se há oportunidades para me tornar amigo de pessoas de todos os continentes. Mesmo estando longe de tudo, eu tento me aproximar das pessoas de alguma forma, seja através da poesia ou da arte. Todos os dias, preparo a mesa para alguém que ainda não conheci."
- Antenor Mario
Certezas
Queria ter certeza, de que você pensa em mim
Pois o pensamento no amor é uma loucura, é um fim
Coitado do homem que pensa da mulher amada
Com medo de alguém roubar a sua princesa coroada
Queria ter certeza, que você me ama
Pois vivemos numa sociedade que só vive o amor da cama
Você olha para mim e eu percebo o deu olhar frio
Como eu vou me comportar se você me deixa no vazio?
Queria ter certeza que nos dias mais amargos você estaria aqui me dando a mão
Mas como sempre a solitude é como um óxido
Corrói a alma e o coração
Tornando o amor como um todo tóxico
Queria ter certeza se vou encontrar alguém nesse mundo
Pois o meu vazio é escuro e profundo
É um mar em o amor se afoga e o homem morre afogado
Por ser uma pessoa diferente que nunca teve voz ou espaço
Todas as palavras do dicionário poderiam rimar entre si
Fazer música seria primordial,
o som e o ritmo teriam uma evolução acertada.
Mas a música ficaria obsoleto por tão enjoativa
Por outro lado, qualquer pensamento seria poesia.
HAIKAI VAZIO
Vazios em excesso no peito,
Transbordam o leito,
Inundam de tudo e de nada.
(Anderson Delano Ribeiro)
PELOS CAMPOS (SE TE FLORES)
Se Te Flores
Flores será
Florescerão
Flores seremos
(Anderson Delano Ribeiro)
Cobranças sem razão: O desgaste da alma
Lutei com unhas e dentes,
Rasguei o peito em dor,
Acreditei que ao fim do túnel
Havia um prêmio, um valor.
Mas quando alcancei o topo,
E o suor secou no chão,
O vazio me fez visita,
Fez morada no coração.
A cobrança nunca cessa,
Ela cresce como o mar,
E o eco das conquistas
Parece se dissipar.
O peso de tanta cobrança,
Nas costas a me dobrar,
E mesmo quando alcancei,
Não houve o que celebrar.
O orgulho, tão esperado,
Sumiu na névoa do ar,
E o que era pra ser glória
Virou só o caminhar.
Talvez a busca seja cega,
Talvez o fim seja vão,
Mas sigo a trilha incerta,
Levado pela ambição.
Quem sabe, lá no silêncio,
Onde a cobrança se acalma,
Eu encontre o que procuro,
E faça as pazes com a alma.
Onde está o brilho antigo,
O orgulho que esperei?
Se a vitória foi amarga,
Que caminho foi que errei?
Uma ferida não fecha assim tão rápido. E, se não for tratada corretamente, pode infeccionar e contaminar o resto do corpo. Pode ser tarde até que se note a infecção.
Eu perdoo o passado na maioria dos dias. Em alguns, não. Cada pequena ocorrência ativa minha memória, e os meus sentimentos logo assumem o controle.
Ainda estou me curando.
Persistir é uma tarefa árdua porque você não sabe até quando vai ter que aguentar. Não somos invencíveis. Não damos conta de tudo. Parece que nada está mudando realmente.
Estou cicatrizando, eu acredito.
"Siga em frente." Deixe a ferida se fechar e não fique cutucando, não vai mudar o que aconteceu. Pegue todo aquele amor e cuidado que você tem e aplique em si próprio. É hora de desacelerar, olhar para si e passar a se enxergar. Esse processo é só seu.
Quanto tempo passara ali, entre idas e vindas de pessoas aguardando o momento de partir, ruminando pensamentos do que se foi e do que há de vir.
Envolta numa maré de rostos esperançosos, entristecidos, cansados... A rotina nos alcança todos os dias.
Encontramos durante as horas, porém, pequenas doses de alegria, motivação e encanto que tornam a batalha diária menos exaustiva. Que bom!
Esses pequenos momentos entre o embarque e desembarque, até durante a jornada, não são desperdiçados
Tudo pode acontecer, assim como o seu oposto é verdadeiro. Todo tempo é momento de reconhecer a vida.
Coleciono sonhos, amores, cicatrizes.
Toda e qualquer variação do que fui ainda reside em mim.
As decepções e dores passadas, não foram compensadas pelas alegrias de agora. Talvez, nunca serão.
Entretanto, sinto que as primeiras vão perdendo sua força, pouco a pouco, e já não incomodam tanto.
Já as alegrias, essas parecem iluminar mais forte a minha alma, como se eu pudesse percebê-las com novos sentidos.
Descubro em cada caminho novidades e destinos. Existem coleções inéditas a serem formadas.
Vem sorrir para mim, ao meu lado, a cada dia.
Deixa teus olhos encontrarem nos meus as verdades que não consigo dizer.
Encontra em mim a parte que te pertence, deixa-me encontrar em você o reflexo de mim.
Fale-me sobre as coisas que ainda não sei, e escute: eu tenho muito que dizer. Ame quem sou pelo que você é. Então, logo, amar-te-ei com tudo o que eu sou.
Na superfície dura e fria do espelho, o reflexo embaçado de um rosto me encara de volta.
É uma visão turva de uma expressão duramente composta, criada com o propósito de aparentar uma natureza distante daquela que atormenta o meu íntimo.
Uma caricatura do eu, imagem vendida por mim e aceita pelos outros.
Mandíbula cerrada, sorriso composto, postura altiva e determinada. É o suficiente. Embalagem perfeita para a vitrine da vida, mais uma na prateleira de objetos inanimados esperando receber qualquer estímulo externo, ou ganhar vida.
Fragmentos de Saudade: A Força Que Nasceu da Ausência
Os dias se arrastam, memórias perdidas,
Momentos roubados, palavras omitidas.
Cresci sem seu riso, sem seu olhar,
Aprendi a caminhar, sem suas mãos para guiar.
Carrego no peito um peso invisível,
A falta de um pai, um amor imprevisível.
Os dias passaram, e o vento soprou,
Levando com ele o que nunca ficou.
Mas na ausência, também cresci,
Entre as sombras, me refiz.
Carrego comigo a força que criei,
No abraço que não veio, o amor que inventei.
E hoje, eu sigo, apesar do que foi,
Com a certeza de quem sempre se constrói.
Pai, sua ausência foi dor e lição,
Mas aprendi a amar com meu próprio coração.
Entre o céu e a terra, um abismo constante,
Entre pai e filho, um laço distante.
Faltou você nas tardes de sol, nas noites de medo,
Faltou a mão firme, faltou o seu dedo.
E apesar de tudo, aprendi a crescer,
Com cicatrizes de ausência, mas vontade de vencer.
Hoje sigo meus passos, sem olhar para trás,
Levo comigo a coragem de seguir e ser capaz.
Porque mesmo sem você, pai, me fiz inteiro
Um mosaico de força, dor e desespero.
E no meio do caminho, encontrei meu valor,
Não sou a falta que ficou, sou a vida que restou.
O Ódio de Liz Albuquerque
Que orgulho Liz Albuquerque sente de seu ódio. Um ódio desbravador, engajado, perspicaz; um ódio que ergue bandeiras, cria movimentos, causa desordem, desvia e encerra caminhos, abre esgotos a céu aberto.
Liz Albuquerque é o pseudônimo de Maricleide Rocha da Silva. Seu ódio ilustra manchetes, concede entrevistas, lê, escreve, desenha, pinta, esculpe, canta, dança, encena, sai de cena, ampara, abandona, prende, liberta, cura, planta, replanta, mata, desmata...
Odiosa e temida, a ativista é dada a lacres e clichês virtuais.
O ódio de Liz Albuquerque, não é um ódio qualquer, um ódio a ser desprezado, ou confrontado.
Não e não! Seu ódio, embora paciente, é justo, certeiro, impiedoso e livre de remorsos.
É preciso odiar muito para sobreviver ao ódio de Liz Albuquerque.
Abriram-se os portões da palavra:
Enquanto houver o que pensar, haverá o que escrever, dizer e representar.
Existindo alguém para a escrita,
A escrita abrirá caminho para alguém.
O que é essa sensação que me toma?
Que me faz caminhar mais leve e não me
Preocupar tanto com a direção?
Meus ombros já não estão tão curvados,
Minha mente é como um lago tranquilo e claro.
Os pensamentos não fogem do negativismo,
Senão o acolhem e tranquilizam:
“Vamos ficar bem, tudo se ajeita!”.
O tempo muda tudo,
Ou pelos menos tenta.
Construímos amizade em meio às diferenças entre nós,
Entre risos e discórdias, entre confissões e perdões…
Cada uma tinha um universo inteiro para demonstrar à outra,
Porém, partes desses universos eram lugares comuns e, por estes existirem, foi como se encontrar em outra pessoa.
Sabe-se que a vida te leva para lá e para cá, sozinha para realizar seu próprio caminho,
Entretanto, as amizades em sua jornada te acompanharão, compartilhando tesouros inestimáveis sem pedir nada em troca,
Assim como vocêfaráporestas e outraspessoas.
Uma amizade autêntica é mais do que um tesouro inestimável, elatemodomdeiluminarumavida.
Diga a uma flor uma e quinhentas vezes
Quão linda ela é, porém,
Até que essa flor se veja como tal,
Sua beleza permanecerá adormecida,
Intrínseca mas não admirada por aquela a quem pertence.
— Esse poema não é sobre uma flor.
