Poesia eu sou Asim sim Serei
Inseguro, mas verdadeiro
(Nilo Ribeiro)
Queria não mais escrever,
por ter tanta insegurança,
mas o que eu posso fazer,
se escrevo com esperança
tudo tão metafórico,
tudo tão verdadeiro,
meu coração eufórico,
é o meu conselheiro
felicidade de criança,
mundo de utopia,
meu coração te alcança,
quando escrevo poesia
nela tudo é perfeito,
sorrimos com o olhar,
nos guardamos no peito,
o amor podemos jurar
um amor idealizado,
é o que posso escrever,
um amor fecundado,
como Eros e Psique
talvez um amor impossível,
como o caderno e a caneta,
ou um mais crível,
como a Lua e um planeta
lúdico também pode ser,
como a rainha e o peão,
pois o amor que tenho por você,
não tem grau, nem classificação
mas a Dama e o Vagabundo,
a poesia tem que mencionar,
pois todo amor do mundo,
eu consegui para te entregar
a poesia é meu sustento,
a poesia me consola,
ela será meu alimento,
quando você for embora
a poesia é meu socorro,
é por ela que eu declamo:
- "sem teu amor eu morro,
pois você é tudo que amo"...
"você me quebrou"
foi o que ela disse a ele:
você me partiu agora
e não tem volta,
entende isso?
estou aberta, frágil
e derramo meu amor por ti,
ele vaza por todos os poros
você vê isso? você, você, você…
"azul e cinza"
retiraram o véu da noite,
os medos escaparam,
passaram os carros na avenida,
os bueiros encheram de lixo.
no beco,
a dor e o amor dividiam espaço.
no sorriso um vão enorme,
na minha carenagem um amasso
mediante a vigilância das estrelas,
segui na surdina dos meus passos.
meu verso, feito vento,
percorria os morros,
soprava na tua janela, abria a cortina.
minha poesia te acariciava,
atravessava a tua bendita
armadura de metal.
sou vago como a densa nuvem
que lhe cobre o olhar.
sou cinza como a capa da cidade,
cidade essa que sempre encontra
um meio de abater
com lembranças suas.
"peneira de capturar vento"
pensei que fugiria de meus anseios,
pensei que bastaria fechar os olhos
para que o pesadelo sumisse
e todos os monstros deixassem meus olhos,
voltassem para debaixo da cama.
não foi o bastante,
nunca é o bastante.
por mais que eu me esforce,
a excelência é distante.
eu pilotando minha vida
é como um garoto
tentando capturar o vento
usando nada além de uma peneira.
"forasteiro"
vagando o silêncio
do deserto humano
foi que descobri,
em leves doses
a ausência faz bem.
sei desaparecer
como a nuvem no céu
como a poeira na estrada
eu sei reconstruir minhas frações
de pó espacial, traumas
fotografias e sonhos.
mas se quiser me encontrar
olhe para o céu em noite estrelada,
algumas dessas estrelas
batizei com teu nome,
e tenha certeza, estarei a olhar
teu brilho nelas, sempre a recordar
meu motivo pra voltar.
Mas experimente amar
Uma vez sequer na vida
E saberá o poder da observação
Da beleza de um raio de sol
Na claridade de uma lua cheia
Da chuva fina caindo de madrugada
Da saudade que aperta ou dilata
O peito numa lágrima solitária
De alegria ou tristeza
Caga nos contos e ditos,
e manda fode* esses otarios.
acredita meu irmão vence sem medo,
para poderes evoluir desde muito cedo.
Nada...
(Nilo Ribeiro)
Poetizar o nada,
como pode acontecer,
se não há palavra,
nada pode se escrever
coisa nenhuma,
coisa nula,
em suma,
sinônimo que se rotula,
o nada não tem substância,
o nada não tem matéria,
o nada é vacância,
o nada é miséria
o nada não tem interior,
o nada não tem ingrediente,
o nada não tem teor,
em nada está presente
nada não existe,
nada é o vazio,
nada é triste,
e nada eu crio
nada é ausência,
é o contrário de tudo,
nada não tem presença,
nada é nulo
nada não é bom,
nada não é mau,
nada não tem dom,
nada não tem grau
poesia sem nada,
nem ao menos chocou,
poesia mal começada,
em nada ela acabou
nada na poesia,
de nada vale,
o poeta não sabia,
que nada nem é detalhe
poesia do nada,
nada relevante,
mas se entendeu uma palavra,
o nada se torna um gigante...
É meu bem,
Não adianta
Teorizar o amor,
Isso causa dor.
Procure alguém
Que pratique contigo
E acabe com
Esse rancor.
Poetator...
(Nilo Ribeiro)
O dia merece um brinde,
o dia pede uma comemoração,
o amor que agora me atinge,
faz feliz meu coração
o poeta é um fingidor,
Pessoa é quem tem valor,
veja na estrofe anterior,
o poeta é um grande ator
ele pode estar morrendo,
inverdades ele vai tecer,
mesmo estando sofrendo,
ele continua a escrever
a poesia é sua fuga,
a poesia é seu porto seguro,
protege seu coração como luva,
faz o seu versar mais maduro
ele não pode com tanta dor,
ele escreve para extravasar,
ele não pode exaltar o seu amor,
mas também não pode chorar
então ele escreve,
ele versa a alegria,
sua memória verve
é vida para a poesia
estrelas, flores e montanha,
Natal, festa e criança,
as rimas vêm da sua entranha,
elas são plenas de esperança
qual a intimidade do poeta,
em que estado ele fica...???
quanto mais o coração o aperta,
mais ele poetifica...
Quando é paixão
Você me suspende
no ar de cabeça pra baixo
em movimentos giratórios
e oscilando de lados.
Me fazes escapar do planeta
às vezes e por fases.
Me deixa flutuando sobre
o reflexo do céu no chão.
some e assume.
Me materializando paraíso na tua extensão.
Um lindo sonho...
(Nilo Ribeiro)
Hoje tive um sonho encantador,
o mais lindo que se possa querer,
foi um sonho libertador,
deu vida ao meu viver
não precisa de interpretação,
ele condiz com a minha vida,
eu nasci para doação,
até minha alma é oferecida
não me preocupo em ter,
do contrário não viveria,
meu destino é oferecer,
quando nada uma poesia
sonhei que caminhava pela cidade,
por muitas pessoas eu cruzava,
não via em seus olhos a felicidade,
isto era o que me arrasava
coisa que só em sonho acontece,
eu não tinha mais timidez,
perguntava se a pessoa queria uma prece,
e a oração saía com fluidez
fazia tudo com muita devoção,
não me sentia um pregador,
tudo vinha do coração,
em um lindo ato de amor
acordei com muita alegria,
com teu sorriso que me acolhia,
hoje não te dou minha poesia,
mas sim uma Ave Maria...
"Ave Maria cheia de graça,
o Senhor é convosco,
bendita sois Vós entre as mulheres,
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus,
rogai por nós pecadores,
agora e na hora da nossa morte. Amém".
De tanto tempo prostrado,
eliminando sentidos,
sustentando palavras,
esquecendo o vivido.
Castrando vontades
pra valer o que é dito.
Mata-se à vida,
com sentimentos omissos.
Viva as vontades!!!
"Minhas lembranças sempre querem começar tudo de novo...
No meio disso tudo só estou lembrando das coisas que entram na gente e vão até o fim..." (...)
Música
em altar de templo pagão
reza aos deuses
os quais
como majestades
de pedra
Jazem esquecidos
e sem emoção...
Cheiram
a terra molhada
as manhãs bordadas
com dedos de chuva
e a sangue
de papoilas
degoladas pelo vento
Poe a sua melhor roupa
Aquela camisa verde água que combina tanto com os seus olhos...
me encontre no jardim
Estarei com aquele vestido floral azul que você acha engraçado
O vento dança com os meus poucos fios de cabelo
Os pássaros saboreiam Pitanga com tanta ternura
Meu amor,
Irei te esperar
Com todos os beijos que jamais lhe entreguei.
Já é quase noite
O sol está se pondo
Na vitrola toca Tom Jobim
"Só tinha de ser com você".
DIFAMAÇÃO
Quem faz
Já tá
No chão
Poema MINDIM estilo criado por Luna Di Primo
construção em 3 versos de ATÉ 2 silabas gramaticais; pode marcar tônica, porém, dentro das 2 sílabas gramaticais. Vogal sozinha pode ser usada livremente, pois não tem valor de sílaba,ou seja, só conta como sílaba quando formar palavras.
Cheguei até a pensar que escrevia.
Durou até o dia em que percebi o papel preenchido e a tela inundada.
Era algo mais que palavras.
Eram versos…
com alma…
A Lua é a musa do poeta
Mas, a sua fiel companheira se chama Solidão.
A Lua é a dama do sonho deste cavalheiro.
Ela vem à noite de mansinho,
Feitiça ele com carinho,
E quando ela não aparece;
Ele dorme com saudade da sua bela.
A Solidão nunca lhe abandona.
Permanece quando todos vão embora,
Está na sua mão agora e toda hora,
Ela é persistente, não desaparece;
Ele só encontra a paz quando foge dela.
A Lua é complicada,
De tempo em tempo muda o seu semblante.
A Solidão sempre estável;
Tão sem graça, que nem sabe ser amante.
É a Lua, divina e perigosa,
A musa deste pobre poeta,
Cheio de ilusão.
Porém sua companheira,
Aquela amargosa;
Sempre será a Solidão.
