Poesia eu sou Asim sim Serei

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SE ACABOU

Ele foi de tal enfarte
ou na parada cerebral...
AVC levou a marte
em nave estomacal.

Dor no peito, de jeito
circulação toda tona
pressão e seus trejeito
futuro que te arromba.

A noite te foi insônia
manipulada cafeína
fantasmas e suas sombras
ao amanhã desanima.

E esse colesterol...
com a banha que arranha
saúde em bi menor
o coveiro faz barganha.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

DISFARÇADO

Minhas pernas tremulas,
na taberna, beira
Inverna, anima
poemas e rimas
assina, assassina mina...
Na sina que ensina.

Sina que condena
milhares, centenas
com sua antena encima
sem pena sem medida
pela vida, plena mídia
treina, trena na despedia.

Treina, penas para cima
renas para baixo
Uma novena em março
uma trova em cacho
na arena, remo rema...
Canoa, resma remado
reinado todo cansado.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

DISFARÇADO

Minhas pernas tremulas,
na taberna, beira
Inverna, anima
poemas e rimas
assina, assassina mina...
Na sina que ensina.

Sina que condena
milhares, centenas
com sua antena encima
sem pena sem medida
pela vida, plena mídia
treina, trena na despedia.

Treina, penas para cima
renas para baixo
Uma novena em março
uma trova em cacho
na arena, remo rema...
Canoa, resma remado
reinado todo cansado.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

TABAQUE DA SAUDADE

O tempo sob meus dias
esvazia a revelia
bom dia... Boa tarde!
Meu amor, quanta saudade!
Me invade, quando de balde
Frenesia, frenesia... Quem diria!
que um dia, de saudade
... Eu morreria

O tempo sob meus dias
as lembranças são escape
e no tabaque da verdade
coração pulsa aos baque.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

SOBRE MESA

Sobre mesa,
sobre a mesa...
Jogo sobre toalha,
palha, pala empala,
que me valha a peleja
com framboesa...
E com frutos grená de cereja.

Sobre a mesa...
Essa prosa,
que me empolga,
empalha e me embala
talha-me, e coalha a cara...
Nessa minha vida de farra.

Sobra a mesa...
Minha galha,
escangalha a minha falha
a vida então me baila
e sentimentos me ampara.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

P'RA QUE

Chorar p'ra morrer...
Morrer p'ra que?!
P'ra que chorar, p'ra que morrer...
Se morrendo, vou para um céu
que mesmo chorando aos tendeu
vivos não poderão ver.

... Nesse mundo o invisível
olhos nenhum, nunca viu!
Promessas eterna incrível
discursos, realidade imbatíveis
aquele que se vai... Sumiu.

Morrer p'ra que...
Se a vida, esta tão boa,
renascerei em outra pessoa?
Se me vou, como serei,
como irei, como sou...
quem virá me avisar
que dia, que hora vou?

Eu quero ficar aqui
todo pulo, todo fôlego,
nesse mundo de nós todos
não quero ir para uma vida...
Que para sempre serei bobo.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

QUANDO EM QUANDO

Quando ando,
vez em quando... Canso
nesse fago,
que me afago... Manso.

No meu tranco,
levo um branco...
E respiro tonto, tanto!

Que quando em quando...
em meu encanto
eu desando... Pranto.

Perdido no canto do meu silencio
eu desencanto...
Em sentimentos prontos.

Eu desato aquele clima
d'aquele ponto propenso
e aos mandos do meu casulo tenso,
Eu abro, assas coando...
Os tímpanos do meu comando.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

As manhãs tem esse "quê" de melancolia
Talvez por na maioria das vezes chegarmos até elas cansados demais, descansados demais,
atônitos demais, pensativos demais,
felizes demais ou tristes demais .
A verdade é que as manhãs nunca são serenas, só elas nos sopram nossas próprias verdades.

Inserida por AmirAbuid

FLECHA DA VIDA

A noite invoca...
Chave na porta,
escancaro do medo
... A porta entorta,
coragem importa.

Aonde esta a solidão?
se não aqui!
Ela me deu a mão
impulsionou o meu silencio
desencantou meus sentimentos...
intensos
tensos
propensos...

Quebrei, voltei
chorei na volta
quem se importa!
Se importa um coração
que aporta solidão...

Vejo o meu sonho...
Ritmos toca-me uma canção
acordado...
Sentimentos desentortam
e passos irão a oca.

Mas se toca a sua joça
a sua joça toca...
ainda que possa,
poça.

Livro fechado
cadeado, poca
flecha da vida
... Fossa.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

A ORAÇÃO

A reza virou roque...
Folks, trote...
Baião lambada e xaxado
não se espante...
A oração virou funk.

Hoje a reza ora por ai...
Como hally
com bleik, hip hop e happy
Como, blues em azul
expandindo mimica,
fazendo reality show...

Com soul de norte a sul
para baixo e para cima
bateria e violão,
guitarras tina, suas rimas...
A reza, é show
para todos os lados...
Show que não pertence
a reles coitados.

A reza esta por ai...
Aos saltos, pelos palcos
pelas mãos e requebrados,
a reza hoje te quebra...
Com dizimo p'ra todo lado.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Nossas diferenças não são por gêneros.
Não são físicas. Nem religiosas.
Não é o dinheiro que levamos no bolso.
Não é a quantidade de amigos que conquistamos.
Não é a cor do nosso cabelo.
É o que levamos dentro do peito.

Inserida por Ressignifique

TUDO É FOI (soneto)

Num piscar de olhos, tudo é foi
Outros aléns são rapidamente
O tempo feroz é que nos corrói
E gera o amanhecer diferente

Então que o erro nos perdoe
Que a sorte seja contundente
Os olhares, olhares nos doe
Momento, muitos e ardente

Presenças, maior que a falta
Onde amor seja lhana pauta
E nos incendei da tal paixão

Nada nem sempre é à ribalta
Apressado por nós sem falta
A vida, em sua combustão...

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, 27 de maio
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

ACORDES ALADOS

As sombras se despediu, amanhece dia
... Agora a lua, jaz... Se escondeu,
deixando a noite e as lembranças
do seu prateado e de nossos afagos.

Nesse ínterim...
Os compositores alados
treinam os primeiros acordes
da sua união, e do seu fado,
e com isso... Saem chilreando
pelas folhas do seu salão.

O sol reaparece...
E aquece com sua prece,
iluminando o amanhecer do seu reinado
... Perdurando a sua esperança pelo dia
para logo, cair colorindo em seu crepúsculo
... E outra vez, fixar a saudade
da nossa frenesia.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

ESTADO BRUTO

A vida e um animal em,
estado bruto que...
Com um belo treinar,
vai amansado os passos
e esses, irão cabendo
direitinho sobre o trilho...
Do nosso caminho.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

E prosseguia o rapaz dizendo que à amava
Como se não ouvesse outra palavra
A moça orgulhosa já não acreditava Talvez queresse dele uma serenata
O rapaz continuava
E a moça ainda o rejeitava
Até que o rapaz já não aguentava
Ali perdeu sua amada
E nele ela jogou uma praga
O mesmo nunca mais sentirá nada
A não ser por ela, pobre autoritária

Inserida por EstevaoSoledade

PEDRAS DURAS

Pedras duras que duram...
Até as pedras que são duras
um dia amansam-se
e deixa se transformar em...
Muros, e paredes de suas casas,
só para subir ao sol e aos seus...
Com isso, ficar mais perto do céu
e reluzirem de felicidades
aos olhos meigos de Deus.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

DOIS MENINOS

Dois meninos...
Um soltava pipas
o outro pulava cordas.

A linha da pipa arrebentou
O menino...
Amarrou a pipa com a corda...
Acorda, para ver a corda amarrada.

A corda que uns dos meninos pulava
no alto do céu pulsava
com a pipa que puxava

Sob aurora agora
a corda navegava com o vento,
e voava, abaixo das nuvens, voava...
Fazendo sorrir os sentimentos.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

E o que nos importa meu amor
o que pensam de nós?
O que falam sobre nós.
O que importa?
Nos bastamos no amor que conjugamos
Quanto aos de corações amargurados
e pensamentos isentos de toques de ternura;
deixe-os meu bem...
Vem,
façamos amor no universo.
Deixe que falem
Deixe o resto, aos restos!

Inserida por elisasallesflor

Quero tocar tua alma
com a genialidade de quem manuseia
um Stradivarius...
Solene, terno e apaixonado.
E com a simplicidade de quem faz amor no milharal
Assim,
Sagrado, ao mesmo tempo que carnal!
Vou tocar tua alma,
mas antes vou dedilhar as cordas do teu corpo.

Inserida por elisasallesflor

AMAR DO VERBO AMOR

Amar do verbo amor, como enunciar?
Amor é complemento ao sentimento
Que acompanha o substantivo alento
Instinto sublimado do ser e do estar

Muito se pode nas flexões dele ligar
Só ter no verbo um desejo sedento
E um coração capaz de ter portento
Onde dele não se tem como olvidar

Não se une amor sem ter o elemento
Amar, é no presente ao se conjugar
Mais que perfeito n'alma, tal alimento

De tudo o amor também é o vigorar
Transitivo direto no encantamento
Que só saberá quem dele enluarar

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, maio
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol