Poesia eu sou Asim sim Serei
Sou boa em rir da vida, rir dos problemas e rir de mim mesma. Tenho riso fácil para coisas boas que me acontecem e também para as besteiras que faço.
Sorrio abertamente para que todos possam se contagiar com a minha risada e meu jeito "meio sei lá" de ser.
MONTANDO PEÇAS...
Sou uma alma acoplada num corpo efêmero e todos os dias ao acordar…
fico revirando dentro dele pedaços de um tempo que ficou pra trás…
Como se fossem peças de um quebra cabeças que tento montar…
E quando conseguir montar?
- Deixarei minha história de vida para alguém contar…
MONTANDO PEÇAS
Sou uma alma acoplada em um corpo efêmero.
Todos os dias, ao acordar,
reviro dentro dele pedaços
de um tempo que ficou para trás.
São como peças de um quebra-cabeça
que insisto em montar.
E quando conseguir?
Deixarei minha história de vida
para alguém contar.
Lu Lena
Metamorfose
O tempo voa e nada fica. Doei o que não me servia e fiz do resto adubo. Sou feita de fases, luzes e lutas atípicas que só Deus sabe. No Carnaval, não uso máscara. Vou me virar do avesso.
Lu Lena
MANUSCRITO
Ora sou calma, ora tempestuosa,
selando a minha manumissão.
Sou coerência, às vezes contradição,
o equilíbrio entre o sim e o não.
Tenho momentos de dor
e algumas cicatrizes de amor;
faço-me menina-mulher:
ora angelical, ora insana.
Enquanto isso, sigo incrustada
na obscuridade desta forma humana.
Lu Lena / 2026
MISTÉRIO EM OFFLINE
Coleciono fragmentos do que ninguém vê
— assim como você.
Sou alma antiga reconstruindo versos em novos capítulos,
onde o mistério habita em offline para dar vazão às letras.
Elas se esbarram e se confundem no infinito;
tímidas, mas ao saírem do casulo, de mãos dadas,
dão pulos de alegria ao formatarem mais uma poesia.
Lu Lena / 2026
O VOO DO SER
(Entre o sopro e a luz)
Sou como uma nuvem passageira,
Sem forma fixa, sem peso ou chão;
Voo livre que separa o tempo
da finitude.
Nesse toque divino me desfaço,
Desprendo-me das amarras de quem julguei ser,
Deixando o ego perdido
Para um novo sentido poder florescer.
E finalmente, dentro dessa luz, me encontro,
Pois no ponto mais alto me liberto
Dessa impermanência no infinito.
Lanço um suspiro ao campo estelar que sorri para mim,
No sopro que acabo de soltar.
É nos dedos de Deus que me encontro,
Como um verso escrito em pleno ar,
No silêncio que desata esse nó da existência
E me ensina o segredo de apenas estar.
Lu Lena / 2026
racismo velado.
Só porque sou preto você me olha com nojo se passo na rua você comenta de novo olha lá o Criolo desde 1500 o racismo começou nossos ancestrais lutavam por uma justiça incessante e até hoje a luta não acabou 1800 princesa Isabel assinou o termo mas tem uma coisa que me dá nos nervos racismo velado.
F***-se a norma culta porque na senzala ler e escrever era só uma forma oculta de ser usado como peão pelos senhores de engenho que colocavam os manos contra os próprios irmãos, aí mano isso dói no coração só porque você é branco não significa que é melhor que ninguém não.
Pior ainda é ter que ficar calado vendo a sociedade decaída e o racismo desgraçado droga de arrogância que nunca acaba todo ano tem uma data consciência negra, no papel é bonito mas na realidade quase ninguém se importa o ser humano prefere continuar com a maldade e a empatia segundo eles não importa
Sou tua
Sou tua mais que fui de mim outrora.
Algo em mim, secreto e tão profundo,
ao ver-te, abandonou seu próprio mundo
e em teu olhar fez sua morada.
Sou tua por amor
e por querer.
Se me busco, volto a te encontrar:
que já não sei se vivo em mim
ou se apenas respiro
em te amar.
Sou choro frouxo
Lágrima escorrida
Ida.
Sou olho de cacimba
Escorrendo a rima
Imã.
Sou soluço solto
Garganta atônita
Tonta.
Sou grito silencioso
Estampado espantado
Alado.
Sou
Sou loira,
mas sempre quis ser morena.
Dizem que sou linda,
mas no espelho ainda aprendo a me enxergar.
Sou luz,
e mesmo com sombras, continuo acesa.
Tenho fé,
mesmo depois de ter me afastado do espiritual.
Havia um brilho em mim,
e ele não se perdeu — só descansou.
Inventam histórias sobre mim,
aumentam mentiras,
me julgam por um passado que não foi justo.
Não sou os rótulos que me deram,
sou a verdade que resiste.
Tenho um amor puro para oferecer.
Eu o amo,
e estou aprendendo a demonstrar.
Não sou uma má filha,
nem inútil na minha própria casa.
Sou insegura, às vezes medrosa,
mas já não finjo tanto quem não sou.
Tento ser confiante,
e mesmo quando falho, continuo tentando.
Quero amigos,
e talvez eu não saiba ficar ainda,
mas estou aprendendo a chegar.
E quando me pergunto qual é o meu problema,
respondo com mais calma:
talvez eu só esteja em construção.
Não sou poeta,mas,
faço verso e rima.
Brinco com texto ,
e uso a alma
no contexto
Na criatividade
fiz meu caminho.
"Poetizar" ....
enalteço à vida!
Mesmo sozinho
Cada passo teu ressoa como feitiço, dissolvendo as margens do que sou.
Tento manter-me na escrita — mas as letras tremem, hesitam, falham.
O balanço hipnótico dos teus quadris desarma meu verbo, dispersa minhas rimas.
É um balé blasfemo que me despe da razão.
Pensamentos🌹
Quando sobreviver não basta
Sou uma mulher de fé.
E fé não me impediu de sofrer — me impediu de desistir.
Amei, construí família, cuidei de quem precisava de mim.
Perdi pessoas, perdi um casamento, perdi um negócio, perdi o chão.
Houve momentos em que não vivi — apenas aguentei.
Aprendi que nem tudo que acaba foi fracasso.
Algumas histórias terminam porque só um lado continua sustentando.
Não carrego raiva.
Carrego saudade do que foi bom e luto pelo que poderia ter sido.
Isso não me enfraquece — me humaniza.
Hoje, aos 60 anos, não busco glamour nem aplauso.
Busco dignidade.
Um lugar simples para viver.
Contas que caibam no bolso.
Silêncio que cure.
E paz no espírito.
Entendi que recomeçar não tem idade.
Tem coragem.
Não preciso provar nada a ninguém.
Só preciso continuar fiel a quem eu sou.
E sigo.
Com fé, com cicatrizes e com vontade de crescer.
Às vezes não somos vistos como apenas mais um na multidão, pois não tenho rosto lindo nem sou apenas relevo o conhecimento e busco aprender.
Conhecido apenas pelo meu ser, sigo meu ser num caminho solitário. Não busco a Glória daqueles que são obras do ocaso, tendo o simbolismo sua dádiva.
Arremeto cada sonho num mundo atroz.
Não dá para disfarçar,
que da história sou
a expectadora com agonia,
vendo a adoração cega
ao poder que nos autepsa.
Ele que nunca deu
segurança nenhuma
na vida de ninguém:
qualquer pessoa comum
nos sombrios dias de hoje
sabe reconhecer um
bajulador de longe.
Ciente disso não se iluda
fazendo culto a líderes,
porque o preço disso
é bem caro e custa
não só a tua alma.
Uma América Latina repleta
de presos políticos,
e de gente dando a vida
para se livrar de ditadores;
e o nosso povo querendo
transformar as eleições
numa passagem direta
para o inferno com direito
a marcha histérica,
com 'supremo' e com tudo.
Sem temer
a noite escura,
Com o olhar
preso na Lua,
Sou a sereia
que mergulha,
Na correnteza
em busca de
levar de volta
para a terra firme:
Um General
e uma tropa
que estão presos
num obscuro oceano
profundo de injustiças,
e sem certeza nenhuma
de quando esta e outras
tragédias irão terminar.
Que você fique —
não apenas na moldura dos meus dias,
mas na essência silenciosa do que sou,
no espaço entre um pensamento e outro,
onde mora tudo o que ainda não sei dizer.
Fica nos meus planos desajeitados,
nas promessas que faço ao vento,
nos caminhos que invento só para ter
a desculpa bonita de segurar sua mão
como quem segura o próprio destino.
Fica nas minhas manhãs apressadas,
no café que esfria enquanto penso em você,
nas noites em que a saudade sussurra seu nome
e transforma ausência em esperança,
distância em vontade de abraçar.
Mas, acima de tudo, fica no meu coração —
faz dele teu abrigo, tua calma, tua certeza.
E se o mundo lá fora for tempestade,
fica…
porque é em você que encontro lar.
Se sou sua, é porque me entrego.
Se sou seu, é porque você me acolhe.
E nesse equilíbrio doce de pertencimento, eu te amo sem grades— só com alma.
